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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

OS DOIS RIOS DE JANEIRO.

Estou em Copacabana, Zona Sul do Rio, acabei de fazer um tour muito interessante saindo do Méier, passei pela Zona da Leopoldina e alcancei a Zona Sul.
Em pouco mais de uma hora eu percorri dois mundos completamente diversos, a Zona Norte + Zona da Leopoldina e a Zona Sul. Se eu estivesse acompanhado de uma pessoa que não conhecesse o Rio, ela teria perguntado qual das metades era o famoso Rio de Janeiro, cantado em verso e em prosa.
O abandono da Zona da Leopoldina é um imenso contraste com a situação da Zona Sul, onde tudo é diferente, em termos de conservação urbana.
O Rio é uma cidade partida, eis uma verdade que não pode ser contestada.
Penso que a saída seja a população eleger políticos que não morem na Zona Sul e na Zona Oeste (Barra e Recreio), sobretudo para os cargos de prefeito e de governador.
Quem sabe o nosso próximo prefeito não seja um morador de Madureira, Olaria ou Bangu?
JUNTOS SOMOS FORTE!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 28 de novembro de 2010

GUERRA DO RIO; DADO IMPORTANTÍSSIMO PARA SUA ANÁLISE DOS FATOS.

Eu peguei as minhas faixas para separar as que tratam da PEC 300 e dos salários miseráveis que os profissionais de segurança pública do Rio de Janeiro recebem, considerando os preparativos para a invasão do Complexo do Alemão pela luta da PEC 300. Antes de iniciar a separação, resolvi dar uma olhada no jornal O Globo, do qual sou assinante e levei um susto, ao ler na capa:
"Chefe da Polícia: Se a Rocinha causar problemas na Zona Sul podemos ir lá no dia seguinte".
Abro um parentêse, não existem "Chefes da Polícia" no Brasil, existem os Chefes das Polícias Civis e Comandantes Gerais das Polícias Militares (Brigada Militar, no RS).
Prezado leitor, você que está reunindo conosco os pedaços da Guerra do Rio deve ter se ajeitado na cadeira ao ler tal notícia, considerando que o que ocorre na Rocinha é exatamente o que ocorre (ocorria) no Complexo do Alemão, isto é de domínio público. As diferenças são: a localização, a Rocinha é na Zona Sul; a facção do tráfico que domina e a acusação de que os ataques estariam sendo ordenados pelos traficantes que dominam o Complexo do Alemão.
Em tempos de ultimatos (Comandante Geral da PMERJ), a declaração parece mais um deles, todavia, o que causa preocupação é a possível conotação de acordo que pode ser dada à frase:
- Fiquem quietos, não incomodem a Zona Sul, que nós não vamos aí.
Obviamente, não foi essa a intenção do delegado, mas tal interpretação é muito provável, convenhamos.
Neste ponto, vamos voltar ao nosso quebra-cabeças, juntando mais alguns subsídios:
- A Dupla Cabral-Beltrame demonstrou que sabe cercar uma comunidade carente, pois cercou todo um complexo, onde existem várias comunidades (Complexo do Alemão).
- Apesar do conhecimento, anteriormente, a dupla Cabral-Beltrame não cercou adequadamente NENHUMA das comunidades onde foram implantadas as UPPs da Zona Sul, permitindo a fuga dos traficantes com suas armas de guerra.
- Se conseguiram cercar o gigantesco Complexo do Alemão, como não conseguiram cercar o Dona Marta, o Chapeú Mangueira, o Pavão-Pavãozinho, os Cabritos, comunidades da Zona Sul, infinitamente menosres que o Alemão?
- Foram doze ocupações de comunidades carentes sem cerco adequado, para implantar UPPs, pois o problema se repetiu na Grande Tijuca, Zona Norte e outras.
- A dupla Cabral-Beltrame defendeu publicamente que os traficantes que fugiram das UPPs foram para a Vila Cruzeiro e o Complexo do Alemão, ou seja, o erro deles nos cercos provocou a concentração dos traficantes na Zona Norte e outras regiões.
- A dupla Cabral-Beltrame defende que invadiu e ocupou o Complexo do Alemão em face dos traficantes da comunidade terem ordenado os ataques como forma de reação a ocupação pelas UPPs.
- Considere que das DOZE comunidades ocupadas, ONZE eram da facção que domina o Complexo do Alemão e UMA era dominada por uma milícia (Batan), portanto, o raciocínio do governo sobre uma retaliação da facção é pertinente, pois só ela está perdendo territórios no Rio.
Diante destes fatos, temos que fazer algumas ilações:
- Os erros nos cercos foram acidentais, erros de planejamento, que se repetiram mais de DEZ vezes?
- Os erros nos cercos, que permitiram as fugas, tinham exatamente este objetivo para evitar confrontos nas comunidades da Zona Sul, onde um tiro é muito mais importante, como Beltrame afirmou em 2007?
- O enfrentamento foi transferido da Zona Sul para a Zona Norte, onde os confrontos teriam menos importância?
Prezado leitor, tire as suas conclusões, mas antes leia novamente a frase do delegado Chefe da Polícia Civil:
O GLOBO

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 27 de novembro de 2010

É ISSO MESMO! PARA CIMA DELES! SÓ NÃO PODE ACERTAR EM MIM E NA MINHA FAMÍLIA.

É plenamente aceitável que a população do Rio de Janeiro e do Brasil esteja aplaudindo a invasão do território da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, afinal o povo fluminense vive há muito tempo sofrendo com a violência urbana, que provoca a morte de pessoas de bem, de policiais e de criminosos, em todos os lugares e em qualquer horário.
A presença do BOPE, os heróis do Rio, aumenta tal emoção, que cresce geometricamente com a presença das Forças Armadas, pois muitos sempre acreditaram que o problema do Rio só seria resolvido com a presença delas.
Os aplausos são compreensíveis, pois a avaliação do povo é nesta direção, todavia, tecnicamente não pode ser a mesma interpretação.
O artigo que encerra este artigo será crucificado com expressões como "lá vem os protetores dos bandidos" e semelhantes, entretanto, para avaliar tecnicamente cada fato, precisamos avaliar os fatos sem emoção e com razão.
Cidadão, o que você está assistindo pela televisão?
Uma invasão militar em um território onde 99% dos residentes são pessoas de bem, como o próprio governo reconhece.
Curto e grosso:
Uma ação de guerra está sendo desenvolvida em uma comunidade densamente povoada por cidadãos brasileiros. Pobres, alguns miseráveis, mas tão cidadãos brasileiros quanto os que pagam só de IPTU, o que eles não conseguem por ano.
Os integrantes das Forças Armadas, das Forças Policiais e os traficantes de drogas estão trocando tiros com armas fabricadas para serem usadas em guerras, OS FUZIS.
Cidadão, procure saber a capacidade transfixante de uma munição de fuzil.
É guerra, como ocorre em outros locais do mundo.
Ou não é isso?
Estou mentindo?
Sou destemperado, como alega o governo fluminense?
Você pode argumentar:
Coronel, mas não existe outra solução? Tem que ser assim ou não se faz nada.
Eu discordo completamente, oportunamente escreverei sobre isso, mas adianto que o quadro atual é fruto da inércia dos governos estadual e federal, que não fazem o que devem fazer, começando pela valorização e qualificação das forças estaduais da segurança pública. Eles criaram as condições atuais.
Por enquanto, vamos ficar com a sua opinião:
Não existe outra solução.
Então, por que o governo Sérgio Cabral não desenvolveu este tipo de ação de guerra quando ocupou o Dona Marta?
O Morro dos Cabritos?
O Pavão/Pavãozinho?
O Babilônia?
O Chapéu Mangueira?
Era muito mais fácil agir em tais comunidades, o tráfico é muito menos poderoso.
Bastava agir da mesma forma: pedir socorro às Forças Armadas e à Polícia Federal, cercar, usar os blindados adequados, enfrentar os traficantes (número muito menor), aprender suas armas de guerra (em número muito menor) e, depois, implantar a UPP.
Simples, primário, muito mais fácil de fazer.
Isso evitaria que eles se deslocassem e reforçassem a Vila Cruzeiro e o Complexo, como o próprio governo não cansa de afirmar.
Por que o governo Sérgo Cabral não agiu assim?
Não cercou estas comunidades, com está fazendo no Complexo do Alemão, para impedir que deixassem os locais e possibilitando que fossem presos?
Simples, primário.
Elitismo!
Uma bala perdida na Zona Sul é uma tragédia, poderia significar a perda da reeleição, enquanto milhares de balas perdidas na Zona Norte, representam que o governo está enfrentando heroicamente o tráfico de drogas.
Por favor, leia o artigo, usando a razão.
"IG ANISTIA INTERNACIONAL.
Anistia Internacional critica ação da Polícia no Rio
Pesquisador da entidade diz que 'violência é inaceitável' mas afirma que resposta da Polícia pôs comunidade em risco

A Anistia Internacional pediu neste sábado ao governo brasileiro que atue dentro da lei em sua resposta à onda de violência promovida pelas quadrilhas de traficantes no Rio de Janeiro, ao longo da última semana. "Esta violência é totalmente inaceitável, mas a resposta da Polícia colocou em situação de risco às comunidades", manifestou em comunicado Patrick Wilcken, pesquisador da Anistia Internacional especializado no Brasil.
Wilcken destacou que "as autoridades devem garantir em primeiro lugar a segurança e o bem-estar geral da população em qualquer operação em áreas residenciais". Na opinião do pesquisador da AI, esta onda de violência "é sintoma de erros profundos no sistema de Justiça" e deveria representar "uma sinal de alerta para as próximas administrações federais e estaduais".
Anistia expressou seu temor de que a operação de segurança em andamento em torno do grupo de comunidades conhecidas como Complexo do Alemão derive em maior derramamento de sangue.
Esta organização lembrou que em 2007 ocorreu uma operação similar no Complexo do Alemão, onde as mortes de 19 pessoas nunca foram esclarecidas, apesar da comissão de direitos humanos ter afirmado que ocorreram execuções extrajudiciais. "A operação não teve impacto positivo de longo prazo para a segurança da comunidade", assinalou AI.
Além disso, "a tarefa policial no Rio de Janeiro segue ligada aos métodos repressivos", como demonstra o número de mais de 500 pessoas mortas nas mãos da Polícia neste ano, o que as autoridades classificam como "ações de resistência".
Só peço que as autoridades do governo estadual e federal assumam as suas responsabilidades e não empurrem tudo para a conta dos policiais.
Criaram a GUERRA, assumiram os riscos, assumam a responsabilidade.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

GUERRA DO RIO; SOME ESSE NOVO DADO.



Em um minuto e trinta segundos você encontrará subsídios para entender uma parte da versão oficial e a frase dita pelo secretário no dia 23 de outubro de 2007 (vídeo).
Agora transfira o cenário para a Avenida Atlântica ou para a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, em uma sexta-feira.
Penso que fica mais fácil entender o motivo do confronto armado ter sido transferido para a Penha.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O RIO DO PMDB É A ZONA SUL DO RIO.

Morros pegam fogo rotineiramente no Rio de Janeiro.
Balões são causas de alguns desses incêndios.
Um morro da Zona Sul pegou fogo.
Disseram que foi um balão.
Verdade ou mentira, uma coisa é certa:
- Nunca na história do Rio de Janeiro, um incêndio na mata foi tão noticiado.
O Rio do PMDB é a Zona Sul do Rio.
Soltar balões é crime.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

SÉRGIO CABRAL (PMDB), O GOVERNADOR DA ZONA SUL DO RIO, SÓ DA ZONA SUL.

Uma prova irrefutável de que Cabral só pensa na Zona Sul do Rio.
EX-BLOG DO CESAR MAIA:
SEGURANÇA PÚBLICA DEVERIA CHEGAR A TODOS, SEM DISCRIMINAÇÃO!
"Trechos da coluna de sábado de Cesar Maia -Segurança de Classe- na Folha de SP (23).
1. A preocupação dos governos com sua imagem em relação à segurança pública, em geral, pouco tem a ver com a segurança de todos, mas da forma que a classe média-alta reage à insegurança. O Rio é um exemplo. Os segmentos de renda superior estão concentrados na Zona Sul, região das praias mais conhecidas. É esta concentração que define as prioridades de segurança.
2. O indicador de insegurança e criminalidade adotado é o Índice resultante do número de Homicídios Dolosos por cem mil habitantes (IHD/100). Para a cidade do Rio, o IHD/100 é de 35. Isso exclui outros tipos de mortes violentas e os homicídios culposos.
3. A Zona Sul do Rio tem 600 mil habitantes e três batalhões da Polícia Militar com efetivo definido de 400 policiais por batalhão, ou 1.200 policiais. É subdividida pela secretaria de segurança em três áreas de segurança: AISP 2, 19 e 23. Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), na primeira o IHD/100 em 2008 foi de 8,6. Na segunda, em 2008, o IHD/100 foi 2,1. Na terceira, em 2008, o IHD/100 foi de 11.
4. Em toda a Zona Sul ocorreram, em 2008, 49 homicídios dolosos ou um IHD/100 de 8,1. A introdução das unidades pacificadoras (UPP) ocupando totalmente favelas foi uma medida positiva, em tese e iniciada em 4 pequenas favelas da Zona Sul, que somam 20 mil habitantes. Em cada UPP são 150 PMs deslocados, ou 600 PMs no total, ou um batalhão e meio da PM para 20 mil habitantes.
5. Do outro lado, uma grande região da Zona Norte com 850 mil habitantes classificada pela secretaria de segurança como área de segurança número 9 (AISP-9) tem apenas um batalhão da polícia militar, portanto um efetivo desejado de 400 policiais. Tem 94 comunidades pobres dominadas por traficantes.
6. Aqui, segundo o ISP, em 2008 o IHD/100 foi de 52,5, ou 50% maior que a média da cidade e 6,5 vezes maior que na Zona Sul. Na AISP-9, em 2008, ocorreram 446 homicídios dolosos, ou quase 10 vezes mais que na Zona Sul (49). As 4 UPPs da Zona Sul, para 20 mil pessoas, tem um efetivo de PMs 50% maior que a AISP-9 com 850 mil pessoas. Em 2009, segundo o ISP, o número de homicídios dolosos nessa região cresceu 15%, e nenhuma medida adicional foi adotada.
7. Em 2007, por 4 meses, a secretaria de segurança e a Força Nacional ocuparam o Complexo do Alemão (AISP-22), até com barricadas. Foram 40 mortos informados. Em 2008, alegando obras, saiu e nunca mais voltou. Em 2009, os homicídios dolosos nesta região cresceram 31% em relação a 2008".
Sérgio Cabral, nunca mais!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

POLÍCIA MILITAR - EMAIL INSTITUCIONAL.


Operação Bairro Seguro em Botafogo
Posted: 25 Jan 2010 02:20 AM PST
A Polícia Militar inicia nesta segunda-feira (25/01) na área do 2° BPM (Botafogo) a operação “Bairro Seguro”. O policiamento volante contará com uma mobilização de 8 duplas de policiamento a pé, viaturas e motos que atuarão entre o Largo do Machado e a Praia de Botafogo.
O objetivo desta operação é reduzir a incidência de roubos e furtos a transeuntes, principais queixas da população. De acordo com o comando do batalhão de Botafogo a área priorizada foi escolhida baseada na mancha criminal, ou seja, onde há mais incidência dessa modalidade de crime.
O projeto que inicia nesta segunda-feira não tem prazo de término e poderá ser estendido a outras áreas do bairro.
COMENTO:
Uma nova saturação de policiamento, que deve obter resultados positivos.
Pena que essas iniciativas sempre sejam destinadas à Zona Sul do Rio de Janeiro, onde a presença do policiamento já é muito maior que nas outras zonas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A COREOGRAFIA DA SECRETARIA DE SEGURANÇA NA ZONA SUL DO RIO DE JANEIRO.

BLOG DO MANGABEIRA
EX-BLOG DO CESAR MAIA:
ÍNDICE DE HOMICÍDIOS DOLOSOS DE 60 POR 100 MIL HABITANTES NA REGIÃO ONDE 4 INOCENTES MORRERAM!
1. "A Área Integrada de Segurança Pública -AISP-9- inclui os bairros onde os traficantes que, atirando a esmo e trocando tiros com a polícia, terminaram matando 4 pessoas e deixando uma em estado grave. Essa é uma região de 850 mil habitantes, nos cálculos do Instituto de Segurança Pública (ISP). Ali, em 2009, até novembro, ocorreram 459 homicídios, uma taxa de crescimento, sobre 2008, de 15%, segundo o ISP. Para se ter uma ideia, todas as 3 AISPs da Zona Sul -02,19 e 23- somadas, tiveram em 2009, menos de 10% dos homicídios dolosos da AISP 9.
2. O Índice de Homicídios da AISP 9 é de 60 por cem mil habitantes. A média da cidade é de 35. Com 13% da população da cidade, essa região representa quase 25% de todos os homicídios dolosos. Os bairros da AISP 9 não têm a visibilidade, nos meios de comunicação, dos bairros da zona sul, onde a secretaria de segurança procura concentrar sua coreografia. São cariocas como todos e exigem uma atenção proporcional à violência da qual são vítimas.
3. As UPPs já ocuparam 4 pequenas comunidades da Zona Sul, o que é bom. (JN-09) (AISP-9) “Nós estamos falando de uma área em que há, pelo menos, 94 comunidades carentes dominadas por narcotraficantes de diferentes facções", afirma o capitão Ivan Blaz, relações públicas da PM".
Sérgio Cabral, o governador da Zona Sul do Rio de Janeiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

HOMICÍDIOS DISPARAM NA ZONA SUL DO RIO DE JANEIRO.

EX-BLOG DO CESAR MAIA.
DISPARAM OS HOMICÍDIOS NA REGIÃO DAS RAs DE BOTAFOGO E FLAMENGO!
1. O levantamento entregue pela secretaria de segurança ao Globo sobre a queda de homicídios no Morro Dona Marta é verdadeira. No período Janeiro-Outubro de 2009 comparado com Janeiro-Outubro de 2008, os Homicídios Dolosos no Morro Dona Marta que foram três, desapareceram em 2009.
2. No entanto, fazendo uma pesquisa nos dados do ISP-SSP-RJ e buscando a Área Integrada de Segurança (AISP) do entorno do Morro Dona Marta, a AISP-2, se verifica que os homicídios que naquele período de 2008 somaram 14, no mesmo período de 2009 somaram 26, crescendo 86%.
3. Isso confirma que o desejado maior patrulhamento ostensivo no Dona Marta não foi acompanhado por nenhuma ampliação de policiamento ostensivo, na região. A relação habitantes por policial que é de 45 no Dona Marta, na AISP-2 é de 511.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A CIDADE PARTIDA: O SURGIMENTO DO TERMO "ZONA SUL".

Ex-BLOG DO CESAR MAIA.
O USO DO TERMO "ZONA SUL" NO RIO!
(ESP, 13/09)
1. Para a geógrafa Elizabeth Dezouzart Cardoso, a zona sul do Rio foi "inventada" em 1927. O termo apareceu pela primeira vez no jornal de bairro Beira-Mar, criado em Copacabana, que circulou até no exterior. Em 23 de janeiro de 1927 foi publicada reportagem que se referia aos "bairros sul" e tinha como tema central problemas em favelas da região. Abordava a falta de saneamento das habitações, a proliferação de doenças e os planos da prefeitura para melhorar as condições de vida naqueles locais. Pouco depois, em 6 de fevereiro, texto sobre a futura abertura do Corte do Cantagalo citava a "expansão da zona sul, onde os terrenos estão se valorizando de forma incrível". Segundo a pesquisadora, o termo só surgiria num jornal de grande circulação, o Correio da Manhã, em 1940.
2. A zona sul já convivia com uma desigualdade que levava operários e empregados domésticos a morar em favelas, mas "passou a ser vista de forma primordialmente positiva, com uma imagem associada à beleza e à elegância". A popularização das praias de Copacabana, Ipanema e Leblon foi decisiva nessa valorização. Elizabeth concentrou sua pesquisa em três periódicos: além do Beira-Mar e do Correio da Manhã, a revista O Cruzeiro. Nesta publicação, a primeira referência à zona sul foi encontrada em um conto de David Nasser publicado em 1943.
3. A pesquisadora também verificou que as colunas "zona norte" e "zona sul" só surgiriam na seção de classificados do Correio em 1970. Em O Globo, isso ocorreu um pouco antes, em 1968. No Jornal do Brasil, em 1959. Até então, os classificados apresentavam uma coluna, Subúrbios, e os bairros das chamadas zonas sul e norte vinham em ordem alfabética, sem um título geral. Para Elizabeth, o termo foi consagrado no cotidiano em 1959, com a música Balanço Zona Sul, de Roberto Menescal.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO