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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

UM RECADO PARA OS CIDADÃOS DE BEM, SÓ PARA ELES.

O GLOBO
O GLOBO:
- Ministros do TSE veem indícios de caixa dois em imagens de Arruda recebendo dinheiro (leia).
- Carpena Amorim, ex-Corregedor de Justiça no Rio, depositou U$S 500 mil em paraísos fiscais, segundo a Polícia Federal (leia).
- Policiais (Civis) podem ter envolvimento da fuga de (30) presos na Polinter (leia).
- Policiais (Militares) acusados de tentarem matar uma jovem nas Paineiras devem depor nessa segunda-feira (leia).
Os fatos contidos nas reportagens demonstram de forma irrefutável que o Brasil está seriamente doente e que se não forem adotadas medidas urgentes contra a infecção generalizada promovida pela vontade de praticar crimes (corrupção, extorsão, etc) de significativa parcela da população brasileira, logo estaremos na CLEPTOCRACIA, o governo dos ladrões.
O brasileiro parece vocacionado para querer levar vantagem financeira através da prática de atividades criminosas em todas as atividades que exerce.
As Políciais Federal, Civil e Militar estão gravemente doentes, o que por si só é um pesadelo sem fim, considerando que às Polícias cabe evitar a prática de crimes e investigar os crimes praticados para identificar os seus autores.
O Poder Legislativo parece o foco principal, o lugar de onde emamam os atos criminosos envolvendo as desvios das maiores somas em dinheiro, recebidas ao vivo em escritórios.
O Executivo está imerso em incontáveis escandalos, nos diferentes níveis.
O Judiciário também dá claros sinais de envolvimento com essas atividades criminosas, como no caso da venda de sentenças que está sendo investigado no Rio de Janeiro.
Diante dessa realidade, a quem o cidadão de bem pode recorrer?
Apesar dos pesares e dos indícios que surgem aqui e ali sobre procedimentos balisados politicamente, o Ministério Público parece ser a última esperança, embora isoladamente pouco possa fazer além de tentar condenações, vez por outra, tendo por base inquéritos mal desenvolvidos.
Temos que agir e rapidamente.
E quem são os que precisam agir?
A parcela da população composta pelas pessoas de bem.
Nós temos que sair da nossa imobilidade que nos conduz à coautoria criminosa por omissão.
Só nós podemos mudar essa realidade, começando por exigir educação pública de qualidade, que permita a todos a possibilidade de terem acesso à cidadania, entendendo que essa é uma solução para longuíssimo prazo e o Brasil não pode esperar, sob pena do quadro ser irreversível, temos que abrir muitas frentes de batalha se quisermos ganhar essa guerra.
É hora de agir.
Os criminosos que existem nas Polícias, no Executivo, no Legislativo, no Judiciário, etc, querem que tudo continue exatamente como está, um autêntico paraíso para a prática dos seus crimes.
Nas nossas mobilizações cívicas eu sempre destaco que os policiais criminosos nunca ombrearão conosco, nunca "perderão" um sábado ou um domingo sob o sol para lutar por um salário digno, eles ignoram o salário simplesmente.
Lembro do Policial Militar que depois de uma dessas mobilizações, ao reencontrá-lo no Corpo da Guarda do batalhão, me disse que tinha sido o único da unidade a comparecer, sendo que o batalhão possui um efetivo superior a 1.000 Policiais Militares.
Portanto, as pessoas de bem precisam ingressar na guerra, participando de todos os movimentos cívicos, ordeiros e pacíficos, que estejam direcionados para mudar esse quadro.
No Rio temos uma série de mobilizações que lutam pela ÉTICA e pela salvaguarda dos direitos individuais:
- ONG Rio de Paz; ONG Gabriela Sou da Paz; Movimento Cívico Juntos Somos Fortes!; Campanha Não Reeleja Ninguém; Campanha pela aprovação da PEC 300/2008; Movimento Fora Cabral!; MUSP; Movimento dos Demitidos do SAMU; dos Motoristas de Vans Intermunicipais; etc.
Cidadão, participe de todos.
Aprenda a exercer a sua cidadania.
Busque conhecer cada mobilização que surgir e identificando valores positivos, não deixe de participar.
Temos que mudar os rumos do Brasil.
Podemos mudar esses rumos.
Só nós!
Eles só querem enriquecer com dinheiro de origem criminosa.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 8 de novembro de 2009

A CORRUPÇÃO AMEAÇA O JUDICIÁRIO.

O GLOBO:
Relações perigosas
Empresário é acusado de vender sentenças para políticos no Tribunal de Justiça do Rio.
Publicada em 07/11/2009.
RIO - Há pelo menos uma década o empresário e estudante de Direito Eduardo Raschkovsky age à sombra da Justiça fluminense, oferecendo sentenças e outras facilidades em troca de vantagens financeiras. Para convencer a clientela - políticos, empresários, tabeliães - a topar o negócio, alardeia sua intimidade com alguns juízes e desembargadores, chegando a antecipar decisões em causas ainda não julgadas. É o que mostra a reportagem de Chico Otavio e Cássio Bruno para O Globo deste domingo. Mesmo depois de ser acusado por uma juíza de "lustrar os sapatos nos tapetes vermelhos do tribunal", além de tentativa de suborno, Eduardo não se intimidou. Continua buscando novos clientes, em assédios regados a vinho em sua casa no Itanhangá, e convivendo com magistrados. No dia 22 de outubro, por exemplo, abriu os salões da casa para homenagear aquele que cuida justamente da lisura do tribunal: o desembargador Roberto Wider, corregedor-geral da Justiça fluminense.
Sócio de doleiros investigados pela polícia (um deles por associação ao narcotráfico), envolvido em operações obscuras do grupo Opportunity, dono de uma empresa rastreada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) por suspeita de lavagem de dinheiro, Eduardo usa a amizade com Wider, corregedor e ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). O magistrado, que lançou no ano passado a campanha contra os chamados candidatos de ficha suja, disse que a relação limita-se ao convívio pessoal, e que eles nunca fizeram qualquer tipo de negócio.
Fichas-sujas: até R$ 10 milhões
Enquanto Wider comandava uma guerra sem tréguas contra os fichas-sujas, Eduardo atuou intensamente nos bastidores para oferecer blindagem aos políticos mais problemáticos. Um ano depois das eleições, cinco deles e um advogado de candidato contam, em caráter reservado, que Eduardo pediu quantias variando de R$ 200 mil a R$ 10 milhões para limpar as fichas, livrando-os do risco de impugnação ou cassação do diploma. As negociações aconteceram no Itanhangá e no escritório "L. Montenegro", que pertence ao sogro de Eduardo. Os políticos ouvidos pelo GLOBO - um prefeito, dois ex-prefeitos, um deputado federal e um estadual - disseram que sua opção pelo sigilo de fonte foi motivada pelo medo de eventuais retaliações. Os cinco, somados ao advogado de um prefeito eleito, descreveram em detalhes a residência e o escritório de Eduardo Raschkovsky. As descrições do empresário e de sua forma de abordagem - incluindo a cobrança de propina - também coincidem. Alguns dos políticos entrevistados são adversários e não se falam há anos. Eduardo tem outros amigos de toga. Já foi sócio da mulher do desembargador Carpena Amorim, ex-corregedor-geral de Justiça, e oferecia periodicamente degustações de vinhos a magistrados em sua residência. Ele mesmo afirmou que, no jantar do dia 22 de outubro, reuniu cincos desembargadores e dois juízes em torno de Wider, como quem se encontra, no mínimo uma vez por semana. Também já viajaram juntos para Israel e Inglaterra, em 2005, e passam o finais de semana na casa de Eduardo em Nogueira, distrito de Petrópolis.
Em pelo menos uma ocasião, essa amizade se desdobrou em ação prática: sócios de Eduardo ajudaram a então mulher de Wider, Vera Lúcia Teixeira dos Santos, a fazer uma remessa de dólares para Portugal - para uma agência do Banco Comercial Português em Lisboa - pelo esquema paralelo ao Banco Central e investigado pela Operação Farol da Colina, da PF.
Leia a íntegra desta reportagem no Globo Digital (só para assinantes)
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO