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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O TERRÍVEL CARNAVAL DE SÉRGIO CABRAL ( 4 ).

REVISTA CARTA CAPITAL

Sérgio Cabral recebe um apoio considerável de parte da mídia fluminense, na qual investirá cerca de R$ 180.000.000,00 em propaganda nesse período eleitoral, como a própria mídia noticiou; todavia nem mesmo a poderosa mídia poderá transformar o desastre de sua gestão em algo palatável para os eleitores.
Tudo vai muito mal...
Segurança, saúde, educação são uma lástima na terra das terceirizações e dos aluguéis.
Um exemplo de que Sérgio Cabral não consegue se blindar completamente é a seguinte reportagem do Jornal Extra:
"Quatro policiais militares foram presos em flagrante por agressão e constrangimento ilegal a um grupo de turistas franceses, na madrugada de segunda-feira, nas imediações do Sambódromo. Os estrangeiros também acusam os PMs de tentativa de extorsão. De acordo com os turistas, eles foram abordados pelos acusados quando contavam o dinheiro dos ingressos para a Sapucaí — cerca de R$ 650 — no Viaduto 31 de Março, próximo à 6ª DP (Cidade Nova).
— Eles chegaram por trás dizendo que eram da polícia e que queriam ver o dinheiro. Nosso amigo, que é brasileiro, explicou que éramos turistas, mas eles insistiam. Acharam que éramos cambistas e queriam levar o dinheiro — contou o engenheiro Sebastian Desfavris, de 30 anos. O brasileiro, que trabalha no Consulado do Brasil na França, levou um tapa no rosto quando pediu para ver os documentos dos policiais, que estavam à paisana.
Segundo os turistas, outro estrangeiro, o francês René Colletin, de 37 anos, que é negro, foi obrigado a ficar sentado no chão.
— Eu disse que era francês, mas ele não acreditou. Disse: “você é preto, não é francês” — relatou o engenheiro, constrangido. O caso está sendo investigado pelo Batalhão de Choque (BPChoque) e pelo 1º BPM (Estácio), para onde os PMs estavam cedidos. Os policiais presos são três cabos e um sargento. Eles pertencem ao 3º (Méier), ao 4º (São Cristóvão), ao 16º (Olaria) e ao 22º (Maré) BPMs. Parte deles deveria estar em Santa Teresa e a outra parte fazendo o policiamento das arquibancadas populares, na Avenida Presidente Vargas.
Denúncia feita no Batalhão de Choque
Após a agressão, os turistas buscaram ajuda no BPChoque, na Cidade Nova. Policiais do Serviço Reservado (P-2) da unidade prenderam os acusados no entorno da Sapucaí.
— Os PMs estavam longe do local onde deveriam estar $e foram reconhecidos. Comprovamos a participação deles, que foram presos e vão responder pelos crimes, na esfera militar — afirmou o coronel Robson Rodrigues da Silva, comandante do BPChoque. Há suspeita de que outros policiais militares participaram da ação. Mas a denúncia não foi confirmada. Até o fim do dia de ontem, a Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat) ainda não havia sido procurada pelas vítimas. O consulado da França no Rio chegou a intervir no caso, mas ao ser procurado o cônsul disse que não iria se pronunciar. Como recompensa, os franceses ganharam ingressos para o camarote da RioTur, para o desfile de ontem à noite. Dois PMs fizeram a segurança deles na avenida".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 8 de novembro de 2009

A CORRUPÇÃO AMEAÇA O JUDICIÁRIO.

O GLOBO:
Relações perigosas
Empresário é acusado de vender sentenças para políticos no Tribunal de Justiça do Rio.
Publicada em 07/11/2009.
RIO - Há pelo menos uma década o empresário e estudante de Direito Eduardo Raschkovsky age à sombra da Justiça fluminense, oferecendo sentenças e outras facilidades em troca de vantagens financeiras. Para convencer a clientela - políticos, empresários, tabeliães - a topar o negócio, alardeia sua intimidade com alguns juízes e desembargadores, chegando a antecipar decisões em causas ainda não julgadas. É o que mostra a reportagem de Chico Otavio e Cássio Bruno para O Globo deste domingo. Mesmo depois de ser acusado por uma juíza de "lustrar os sapatos nos tapetes vermelhos do tribunal", além de tentativa de suborno, Eduardo não se intimidou. Continua buscando novos clientes, em assédios regados a vinho em sua casa no Itanhangá, e convivendo com magistrados. No dia 22 de outubro, por exemplo, abriu os salões da casa para homenagear aquele que cuida justamente da lisura do tribunal: o desembargador Roberto Wider, corregedor-geral da Justiça fluminense.
Sócio de doleiros investigados pela polícia (um deles por associação ao narcotráfico), envolvido em operações obscuras do grupo Opportunity, dono de uma empresa rastreada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) por suspeita de lavagem de dinheiro, Eduardo usa a amizade com Wider, corregedor e ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). O magistrado, que lançou no ano passado a campanha contra os chamados candidatos de ficha suja, disse que a relação limita-se ao convívio pessoal, e que eles nunca fizeram qualquer tipo de negócio.
Fichas-sujas: até R$ 10 milhões
Enquanto Wider comandava uma guerra sem tréguas contra os fichas-sujas, Eduardo atuou intensamente nos bastidores para oferecer blindagem aos políticos mais problemáticos. Um ano depois das eleições, cinco deles e um advogado de candidato contam, em caráter reservado, que Eduardo pediu quantias variando de R$ 200 mil a R$ 10 milhões para limpar as fichas, livrando-os do risco de impugnação ou cassação do diploma. As negociações aconteceram no Itanhangá e no escritório "L. Montenegro", que pertence ao sogro de Eduardo. Os políticos ouvidos pelo GLOBO - um prefeito, dois ex-prefeitos, um deputado federal e um estadual - disseram que sua opção pelo sigilo de fonte foi motivada pelo medo de eventuais retaliações. Os cinco, somados ao advogado de um prefeito eleito, descreveram em detalhes a residência e o escritório de Eduardo Raschkovsky. As descrições do empresário e de sua forma de abordagem - incluindo a cobrança de propina - também coincidem. Alguns dos políticos entrevistados são adversários e não se falam há anos. Eduardo tem outros amigos de toga. Já foi sócio da mulher do desembargador Carpena Amorim, ex-corregedor-geral de Justiça, e oferecia periodicamente degustações de vinhos a magistrados em sua residência. Ele mesmo afirmou que, no jantar do dia 22 de outubro, reuniu cincos desembargadores e dois juízes em torno de Wider, como quem se encontra, no mínimo uma vez por semana. Também já viajaram juntos para Israel e Inglaterra, em 2005, e passam o finais de semana na casa de Eduardo em Nogueira, distrito de Petrópolis.
Em pelo menos uma ocasião, essa amizade se desdobrou em ação prática: sócios de Eduardo ajudaram a então mulher de Wider, Vera Lúcia Teixeira dos Santos, a fazer uma remessa de dólares para Portugal - para uma agência do Banco Comercial Português em Lisboa - pelo esquema paralelo ao Banco Central e investigado pela Operação Farol da Colina, da PF.
Leia a íntegra desta reportagem no Globo Digital (só para assinantes)
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO