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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

JUÍZOS TORTOS. OU ENTÃO: VAMOS CAIR NA FARRA! - REINALDO AZEVEDO.

REVISTA VEJA
BLOG DO REINALDO AZEVEDO
10/01/2011
Juízos tortos. Ou então: vamos cair na farra!

Marco Aurélio Top Top Garcia acredita que só os 3% ou 4% que consideravam o governo do PT ruim ou péssimo se interessam pela indecorosa emissão de passaportes diplomáticos para a família Lula e seus apaniguados. Não deixa de ser um reconhecimento e uma deferência a esses verdadeiros heróis, não é mesmo?, em quem um blogueiro do Planalto já quis até botar uma tornozeleira eletrônica. Considerando que se trata de um ato indecoroso, imoral e, no limite, ilegal, até Marco Aurélio admite que essa extrema minoria corresponde àquela para a qual existe diferença ente o certo e o errado, o aceitável e o inaceitável. Sim, eu entendi o seu esforço para reduzir os protestos aos “descontentes de sempre”. Mas ele acabou dizendo, sem querer, uma verdade. Caso se dê conta disso, vai retirar imediatamente a fala…
O petismo e as regras do decoro vivem mesmo uma estranha relação. Hoje, foi o presidente da Câmara, Marcos Maia (RS), candidato a preservar o cargo na legislatura que vem, quem se saiu com juízo parecido. Ele reagiu às críticas feitas por Ophir Cavalcante, presidente da OAB, à concessão indiscriminada de passaportes diplomáticos a deputados e familiares em viagem de… turismo!!!
Maia disse estranhar as críticas do presidente da OAB e afirmou, à moda Marco Aurélio, que o país tem problemas mais sérios a resolver. Ora, é claro que tem! O maior deles é um desafio verdadeiramente ontológico: saber se foi o ovo ou a galinha a surgir primeiro. Todas as irresoluções da humanidade também estão presentes em Banânia. Nem por isso vamos deixar que a esbórnia coma solta, uma vez que não resolvemos alguns dos dilemas essenciais do homem.
Esse tipo de raciocínio é uma estupidez e uma pilantragem intelectual. Ademais, não cabe aos beneficiários das prebendas irregulares decidir o que é o que não é importante. Apelando ao extremo, não tenho dúvidas de que Marcola considera que o país tem problemas bem mais graves do que o PCC…
As leis e as regras têm de ser cumpridas, especialmente pelos homens públicos, que têm a força da representação. Não lhes cabe arbitrar que determinação legal vão ou não cumprir.
Há dias, foi a vez de o ministro Nelson Jobim (Defesa) tratar com menoscabo as críticas à farra da família Lula numa instalação militar no Guarujá. Também ele acha que há coisas mais sérias no país com as quais devemos nos ocupar. Certo!
A ser assim, sugiro que esses iluminados se reúnam, estabeleçam as prioridades do país, digam quais são os assuntos aos quais devemos nos dedicar, decretando, em seguida, que, fora daquela pauta, não existe mais pecado.
E vamos partir para a farra, ué!
Por Reinaldo Azevedo
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ANALISTAS POLÍTICOS - BUSCAR EXPLICAÇÕES.

Findo o período eleitoral, os analistas políticos têm explicações a serem alcançadas.
A proclamada aprovação do governo Lula, superior a 80% como apregoam, se choca com o baixo rendimento do seu governo nas urnas. O Brasil tem um universo de 135 milhões de eleitores, sendo que 80 milhões deles não votaram na candidata deste governo com tamanho apoio popular. Nada mais natural do que uma corrida para votar e manter um Lulismo admirado em prosa e verso, mas ocorreu o contrário, mais de 20% do eleitorado nem compareceu para votar. Além disso, mais de 45 milhões votaram contra Dilma.
Será que a aprovação é uma obra de ficção?

O povo começa a reprovar a distribuição "gratuita" do dinheiro público, o nosso dinheiro?
O que aconteceu no Brasil?

No Rio, a busca é para explicar como um governo no qual os serviços públicos essenciais são lastimáveis, conseguiu se reeleger.
A resposta é a força do dinheiro na propaganda, que vendeu um governo que não existiu?
A eliminação dos concorrentes, apartados da disputa (Lindberg e Garotinho)?
A inexistência da campanha dos adversários que sobraram (Peregrino e Gabeira)?
O que aconteceu no Rio?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

OS HERÓICOS 3% - JOÃO PEREIRA COUTINHO.

Passei meus últimos dias com a cabeça mergulhada no Brasil. As eleições, sim, as eleições: na TV ou nos jornais portugueses, a minha tarefa era explicar aos patrícios o que sucedia desse lado do Atlântico. Li muito. Escutei bastante. Perguntei idem.
Mas de tudo que li, escutei ou aprendi, nada me perturbou tanto como saber que Lula deixa o Palácio do Planalto com 82% de aprovação popular.
Minto: o que me impressiona não são os 82%; o que me impressiona são os 3% de brasileiros que desaprovam o governo Lula e que não embarcam no entusiasmo geral. Como são solitários esses 3%! E como são heroicos! É preciso coragem, e uma dose invulgar de realismo e sensatez, para não ser atropelado pela multidão desgovernada. Quem serão esses 3%? Gostaria de os conhecer, de os convidar para minha casa, de beber com eles à liberdade e à democracia. Vou repetir, quase com lágrimas nos olhos: 3%!
Não nego: Lula teve méritos econômicos evidentes. Arrancar 20 milhões da pobreza não é tarefa insignificante; e ter um país com crescimentos anuais de 6% ou 7%, enfim, uma miragem para quem vive na Europa. Se o Banco Mundial acredita que o Brasil será a 5ª economia do mundo no espaço de uma geração (obrigado, "The Economist"), Lula teve um papel nesse caminho. Mesmo que o caminho tenha sido preparado por Fernando Henrique Cardoso.
Mas quando penso nos solitários 3% que desaprovam Lula; quando penso nessa gente residual, marginal, divinal, penso em todos os casos de corrupção que abalaram os governos petistas e que seriam intoleráveis em qualquer país civilizado do mundo. Penso nos ataques e nos insultos que Lula desferiu contra a imprensa mais crítica. Penso na forma como Lula usou o seu cargo para, violando todas as leis eleitorais (e do mero decoro democrático), eleger Dilma Rousseff. E penso, claro, na política externa de Lula.
Sou um realista. Países democráticos não lidam apenas com democracias; por vezes, nossos interesses estratégicos ou econômicos exigem que sujemos as mãos com autocracias, teocracias, ditaduras e aberrações políticas. Mas devemos fazer isso com decoro; envergonhados; como um cavalheiro que frequenta o bordel e não faz publicidade de seus atos.
Os 3% que desaprovam Lula, aposto, desaprovam a forma indigna como ele elegeu Ahmadinejad seu amigo; como manteve relações amistosas com Chávez; como foi displicente perante os presos políticos cubanos.
Acompanhei as eleições brasileiras. Comentei-as. Escrevi a respeito. Mas, nessa hora em que Lula sai para Dilma entrar, os meus únicos pensamentos estão com os 3% que não perderam a cabeça e mantiveram-se à tona da sanidade.
Nessa noite fria de Lisboa, um brinde a eles!
João Pereira Coutinho, 34 anos, é colunista da Folha. Reuniu seus artigos para o Brasil no livro "Avenida Paulista" (Record). Escreve quinzenalmente, às segundas-feiras, para a Folha.com.
E-mail: jpcoutinho@folha.com.br
COMENTO:
Concordo.
Eu me orgulho muito de fazer parte destes 3%.
Aliás, me orgulho mais ainda pelo fato de meu filho também fazer parte.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 23 de outubro de 2010

BRASILEIRO, VOCÊ QUER MAIS DISSO?


Brasil
Intrigas de estado

Diálogos entre autoridades revelam que o Ministério da Justiça, o mais antigo e tradicional da República, recebeu e rechaçou pedidos de produção de dossiês contra adversários.
Estamos a menos de uma semana das eleições e, como escreveu o correspondente Stuart Grudgings, da agência noticiosa Reuters, políticos e jornalistas correrão às bancas mais próximas para ver se será esta a edição de VEJA que vai abalar a liderança de Dilma Rousseff nas pesquisas eleitorais. Embora a análise do funcionário da Reuters demonstre um total desconhecimento do que seja jornalismo, atividade em que os fatos fazem as notícias e não o contrário, ele acertou em seu diagnóstico a respeito da ansiedade que as capas de VEJA provocam no meio político. A reportagem que se vai ler a seguir não foge à regra. Ela revela, talvez da maneira mais clara até hoje, o tipo de governo produzido pela mentalidade petista de se apossar do estado, aparelhá-lo e usá-lo em seu benefício partidário. VEJA já havia demonstrado nas reportagens “O polvo no poder” e “A alegria do polvo” como a Casa Civil fora transformada em um balcão de negócios, em que maços de dinheiro vivo apareciam nas gavetas de escritórios a poucos metros da sala do presidente da República. A presente reportagem relata as tentativas ousadas de petistas de alto coturno de conspurcar um dos mais antigos e venerandos ministérios da República, o da Justiça (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

OLHEM O TAMANHO DO BOLSA FAMÍLIA.

No domingo, 17 de outubro de 2010, o jornal O Globo publicou uma matéria sobre a relação da distribuição do Bolsa Família com os votos obtidos pelo governo do PT:
"Bolsa Família alimentou votos de Dilma" (leia).
Prezado leitor, observe os percentuais das populações assistidas em cada ente federativo.Em alguns estados a população atendida é superior a 50%, ou seja, mais da metade da população é atendida pelo programa, que dá o peixe, mas não ensina a pescar.
O nosso dinheiro é simplesmente distribuído.
Isto é justo?
Pode representar uma compra de votos?
Pense sobre isto e perceba a dimensão que o programa está alcançando.
Conheça a opinião do presidente Lula sobre o programa em 2010 e 2002.


JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

FARSA ANTI-PRIVATIVISTA - GIOVANI MIGUEZ.

FARSA ANTI-PRIVATIVISTA
"Lula é mais privatista que FHC"

No começo de 2003, ano em que rompeu com o PT, o sociólogo Francisco de Oliveira, 76, afirmou que "Lula nunca foi de esquerda". Agora, o professor emérito da USP dá um passo adiante e diz que Lula, mais que Fernando Henrique Cardoso, é "privatista numa escala que o Brasil nunca conheceu." Leia a entrevista.
Meu Pitaco:
O discurso do PT anti-privativista é de uma demagogia fabulosa. Fala-se em privatização em anos eleitorais, mas Lula teve a chance de rever todas as privatizações e não fez. Por que? Até Evo Morales, presidente da minúscula Colômbia, teve mais coerência que nosso presidente quando nacionalizou a extração de Petróleo. Houve erros nas privatizações e isso é inegável. Mas, de modo geral, os resultados sempre foram mais positivos quando analisamos o cenário atual. Todos os setores privatizados geraram mais empregos e mais resultado aos cofres públicos através de um substancial aumento de impostos.
Collor e Itamar privatizaram. FHC privatizou. E Lula também privatizou.
Todo esse constangimento em torno do assunto deveu-se ao silêncio da oposição que em oito anos sempre devendeu de modo muito tímido suas posições. Tucanos sempre preferiram negar as privatizações ao discutir o assunto abertamente.
Collor e Itamar Franco privatizaram o setor siderúrgico e a Embraer. Setores que cresceram e que hoje geram até dez vezes mais empregos e impostos. FHC privatizou as Telecomunicações o que gerou muito mais emprego, impostos e telefones - fixo e móvel - para a grande maioria dos brasileiros.
Mas Lula também privatizou.
- Cerca de 2,6 mil quilômetros de rodovias federais
- Banco do Estado do Ceará
- Banco do Estado do Maranhão
- Hidrelétrica Santo Antônio
- Hidrelétrica Jirau
- Linha de transmissão Porto Velho (RO) – Araraquara (SP)
O Resultado? Pedágios caros, estradas mal cuidadas e - se não bastasse - apagão!
Diante disso, confesso não entender o terrorismo dos lulo-petistas sobre este assunto. Entendo menos ainda a falta de reação dos tucanos quando dos ataques".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

DEBATE DILMA-SERRA - REINALDO AZEVEDO.

Debate Folha-RedeTV – Dilma vive o seu pior momento. Ou: Ela quer governar “para a pessoa humana”
Não sei quem vai vencer a eleição de 2010 — eu adoro começar os meus textos com esta frase, hehe, porque imagino a cara de tacho dos que sabiam… —, mas asseguro que os petistas andam muito preocupados. E o debate de ontem, promovido pela Folha e pela Rede TV, ajuda a explica por quê. Vamos ser claros? A candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, está perdida e vive o seu pior momento desde que a corrida começou. Se isso vai ou não se refletir nas urnas, bem, isso eu também não sei. A diferença de alguns coleguinhas espertos (aqueles mesmos que tinham a certeza de que Dilma venceria no primeiro turno com larga maioria…), não tomo a minha percepção do debate como síntese da opinião dos telespectadores-eleitores. Exceção feita àqueles que são fãs do PT e que votam no partido ainda que o candidato seja um poste de bigode, acho difícil que alguém possa dizer que Dilma se saiu bem no embate de ontem. Já o tucano José Serra teve o seu melhor desempenho.
Uma frase da candidata petista, na fala final, poderia ser um emblema de sua performance: “Farei um governo voltado para a pessoa humana, sobretudo para a pessoa humana, que será respeitada”. Seja lá o que isso signifique, dada a impossibilidade de existir uma pessoa não-humana. Dilma talvez estivesse tentando corrigir posições polêmicas expressas em entrevistas anteriores, como a defesa que fez da descriminação do aborto.
Serra não tocou no assunto; ela também não. Mas a questão está no ar. Pouco antes do início do debate, a Justiça Eleitoral havia determinado que a PF a apreendesse impressos encomendados por uma setor da Igreja Católica que recomenda que os cristãos não votem em candidatos pró-aborto. Anteontem, petistas haviam constrangido ilegalmente o gerente de uma gráfica (ler acima). E Dilma se vê, então, na contingência de afirmar que vai respeitar “a pessoa humana”. Convenham: chega a ser patético.
Dilma escolheu ontem dois caminhos: satanizar José Serra, acusando-o de “privatista” — e, parece, ele conseguiu se sair bem do embate —, e atacar a gestão tucana em São Paulo, especialmente na educação e na segurança pública. Huuummm… A privatização como terrorismo eleitoral foi muito eficiente na disputa de 2006, mas, tudo indica — ainda falta muito tempo para a eleição — “não pegou” desta vez. E Dilma, convenham, não ajuda muito. Eu duvido que alguém tenha entendido direito o que ela quis dizer ou a “denúncia” que ela tentou fazer. O ataque à gestão tucana em São Paulo parece ser uma estratégia estranha. Eu duvido que isso a ajude a ampliar sua margem de votos fora de São Paulo. No Estado, esse mesmo discurso foi rejeitado nas urnas. O tucano Geraldo Alckmin venceu a disputa no primeiro turno. Ademais, os números falam em favor do Estado nos dois quesitos, como vocês estão cansados de saber.
Eu não sei quem vai vencer a eleição de 2010, mas se nota um certo esgotamento da tática petista. Os ataques permanentes ao governo FHC e a louvação exagerada de Lula foram armas muito eficientes no primeiro turno, diante de uma campanha de Serra que não conseguia, isto é evidente, encontrar o tom, perdendo-se num administrativismo minimalista, embora tocasse, sim, em questões sérias e graves da gestão, como a saúde por exemplo. Mas faltavam a voz e a postura do estadista, do governante com uma mensagem. E isso apareceu no segundo turno na campanha eleitoral — que descobriu que quem só apanha perde — e nos debates. E Dilma, que realmente esperava triunfar no primeiro turno, perdeu o rumo. E não o encontrou até agora.
A saída tem sido reforçar a presença de Lula no horário eleitoral e nos palanques. Faz sentido? Pode até fazer. Ele é seu grande esteio — na verdade, sempre foi o único . Mas isso também contribui para que fique mais evidente o seu real tamanho. Ela não venceu no primeiro turno, mas a vantagem conquistada era grande. É claro que a eleição terminou no dia 3 com um viés pró-Dilma. Hoje, creio, dada a, digamos, imprecisão dos institutos de pesquisa, poucos se arriscariam a cravar o resultado. Dilma está esgotada.
O que, afinal, o segundo turno trouxe para o primeiro plano? Essa não é a praia dela, não. Pode até ser eleita, mas será sempre uma estranha nesse ninho. No primeiro turno, com dois outros candidatos no embate, ela falava muito menos. A campanha triunfalista de João Santana — que passou a bater pesado — se encarregava de criar a “super-Dilma”. Nos debates, ela fazia suas perguntas a Marina e Plínio de Arruda Sampaio e podia deitar sua sapiência estudada, sem muito risco.
Um debate de segundo turno é de outra natureza. Aí, por mais ensaiada que a coisa esteja, o risco é gigantesco. Se o adversário souber lidar direito com a lógica do encontro, como fez Serra neste domingo, as coisas podem se complicar, como se complicaram. Os defeitos de Dilma vieram à tona com brutal clareza. Sua arma continua a ser uma só: tentar desmoralizar o governo FHC e exaltar o governo Lula. Ocorre que isso tinha lá sua eficiência nos debates da fase anterior. Agora, pode passar a imagem de pessoa ranheta, prepotente, que está sempre falando mal dos outros.
Lula vai ter de se desdobrar e entrar ainda mais na campanha. Pode dar certo? É claro que pode. Mas também pode reforçar a suspeita de que Dilma é incapaz de andar pelas próprias pernas e de que alguém assim não pode presidir o Brasil. É uma operação de risco.
Nos estúdios da Rede TV, o clima entre os petistas, ao fim do encontro, era de velório. Tivessem ido bem, viria a arrogância conhecida. Eles não sabem ganhar ou perder nem um mísero debate. E, nesse caso, não dá para chamar a Polícia Federal.
Por Reinaldo Azevedo
Concordo, ninguém pode prever o resultado das urnas, as nossas não auditáveis urnas eletrônicas. A melhor forma de recepcionar e de apurar votos do mundo, mas que o mundo não copia, estranhamente.
O mundo deve estar errado.
Apesar das incertezas, o lulismo parece estar perdendo o fôlego.
Os seguidos escândalos na cúpula do governo funcinam como golpes no fígado desferidos por um boxeador.

Militarmente, digo que a munição está no fim.

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 17 de outubro de 2010

REVISTA ÉPOCA - DENÚNCIA - DILMA ROUSSEF - COM A BENÇÃO DO CARDEAL.

REVISTA ÉPOCA:
Com a bênção de Cardeal
O banco alemão KfW envolve Valter Cardeal, homem de confiança de Dilma Rousseff, na história de uma fraude de € 157 milhões
Andrei Meireles, de Porto Alegre, Marcelo Rocha e Isabel Clemente. Com Peter Moon
(...)
Em 2007, Cardeal foi denunciado pelo Ministério Público Federal por gestão fraudulenta e desvio de recursos com base nas descobertas da Operação Navalha, da Polícia Federal, que investigou irregularidades em obras públicas. Sob a proteção de Dilma, manteve-se apesar disso firme no governo federal. Foi presidente do Conselho de Administração de Furnas e da Eletronorte, outras duas estatais federais. Como diretor de Planejamento e Engenharia da Eletrobras, é responsável por projetos bilionários do sistema Eletrobras, como o programa de incentivo ao uso de energias alternativas, conhecido como Proinfa. Cardeal ainda acumula o cargo de presidente do Conselho de Administração da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), uma subsidiária da Eletrobras. Por causa desse segundo emprego, o nome de Cardeal aparece em um dos maiores escândalos da área de energia no governo Lula (leia).
Deus nos livre desta gente.
O mais rápido possível.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 16 de outubro de 2010

GOVERNO LULA, MAIS UM ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO.

REVISTA VEJA:
"Fui extorquido na Casa Civil', conta deputado

Em reportagem de VEJA desta semana, o parlamentar Roberto Rocha revela que assessor de Dilma Rousseff exigiu 100 000 reais de propina para agilizar processo que dependia de autorização do presidente Lula
Em 2007, o deputado Roberto Rocha, do PSDB maranhense, obteve uma audiência na Casa Civil para tratar de um problema que já se estendia por anos. Como mostra a revista VEJA desta semana, contudo, Rocha não encontrou uma solução para seu problema na visita ao Planalto. Encontrou, isso sim, um outro exemplo de como um balcão de negócios operava na Casa Civil de Dilma Rousseff, Erenice Guerra e companhia.
Sócio da TV Cidade, retransmissora da Record no Maranhão, Rocha aguardava desde 2003 uma autorização para alterar a composição societária da empresa. Como as emissoras de televisão são concessões públicas, negócios desse tipo requerem a chancela do governo. Esse procedimento burocrático deveria ser rápido (na medida em que as burocracias são rápidas, é claro), mas acabou se alongando despropositadamente por razões políticas. Rocha é adversário dos Sarney no Maranhão. Dona de TV no estado, e influente no governo Lula, a família fez de tudo para atravancar o seu negócio. Como no Maranhão o apoio ou a oposição aos Sarney é um divisor de águas, Rocha contou até mesmo com a ajuda de petistas, como o deputado Domingos Dutra, para chegar à Casa Civil.
Lá, encontrou-se com o personagem central da reportagem: o advogado Vladimir Muskatirovic, o "Vlad", que atualmente ocupa a chefia de gabinete da Casa Civil. Subordinado de Erenice Guerra desde a época em que ela comandava a assessoria jurídica do Ministério de Minas e Energia, Vlad foi carregado pela chefe para a Presidência - da mesma forma como Erenice foi carregada por Dilma Rousseff, de quem era braço direito.
Dilma tornou-se candidata à Presidência da República pelo PT. Erenice assumiu a Casa Civil, mas foi derrubada do cargo por comandar uma central de tráfico de influência que beneficiava, entre outros, seu filho Israel. Vlad, no entanto, continua firme no governo. Como mostra VEJA - que ouviu também fontes da Casa Civil e do próprio PT -, ao receber o deputado Rocha ele pediu 100 000 reais de propina para resolver a sua pendência.
"Fui extorquido pela Casa Civil", diz Rocha a VEJA. A revista também narra como uma segunda reunião, no restaurante da Câmara dos Deputados, foi agendada para acertar as prestações. O primeiro pagamento - o único consumado - foi de 20 000 reais.
Procurado por VEJA, Vlad negou, em nota escrita, ter pedido ou recebido propina".
É muito escândalo para um presidente só...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

QUEM É O CHEFE?


JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

LIVRO O CHEFE - IVO PATARRA - LEIA NA INTERNET.


Prezados leitores, o livro O CHEFE (Ivo Patarra) está disponível na internet.
Vou ler e penso que vocês deviam fazer o mesmo (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A IMPRENSA IDEAL DOS PETISTAS - FÁBIO PORTELA.

REVISTA VEJA:
A imprensa ideal dos petistas
Desacorçoados com a revelação pela imprensa de evidências irrefutáveis de corrupção no Palácio do Planalto, Lula e seu partido sacam do autoritarismo e atiram na imprensa, que acusam de ser golpista e de inventar histórias. Eles querem um jornalismo melhor? Não. Querem jornalismo nenhum.
Fábio Portela
Os reflexos da sucessão de escândalos que fizeram a lama subir até o gabinete mais próximo da Presidência da República e derrubaram até agora sete funcionários do governo fizeram-se sentir pela primeira vez nas pesquisas eleitorais divulgadas na semana passada. Segundo o instituto Datafolha, a diferença entre os votos da petista Dilma Rousseff e a soma de seus concorrentes caiu 5 pontos porcentuais em sete dias. A queda provocou uma violenta reação do governo. Não contra os acusados de malfeitorias e corrupção na Casa Civil, de onde emanaram os episódios mais cabeludos, mas contra quem os denunciou. Em uma série de comícios e entrevistas, o presidente Lula dedicou a semana a desferir ataques contra a imprensa com uma virulência inédita. Afirmou que os veículos de comunicação “inventam” coisas e torcem “para o Lula fracassar”. Vociferou contra jornais e revistas que destilariam “ódio” e prometeu “derrotar” aqueles que “se comportam como se fosse um partido político”. Foi um passo perigoso.
Nos países democráticos, a liberdade de imprensa não é um assunto discutível, mas um dado da realidade. E nem eventuais opiniões divergentes, exageros e mesmo erros passíveis de arbitragem e punição cometidos por jornalistas podem pôr em risco o direito de informar, o dever de fiscalizar e de alertar para os abusos perpetrados por quem está no poder. Quando um presidente da República tenta enxovalhar a imprensa que o critica e ameaça “derrotá-la” significa que acaba de adentrar no temível pântano da censura - e pouca coisa pode ser mais deletéria do que isso para uma democracia. Ao sujar suas botas nesse lodo, Lula se aproxima do que há de pior na política da América Latina. Trilha o caminho dos caudilhos e ombreia-se com tiranetes do porte de Hugo Chávez, o presidente venezuelano que, para não ver suas próprias contradições expostas, solapou jornais, emissoras de rádio e chegou a fechar o principal canal de TV da Venezuela, a RCTV.
Os ataques de Lula contra a imprensa levaram o jornal carioca Extra, das Organizações Globo, a estampar na sua capa uma crítica tão bem-humorada quanto precisa. Na sexta-feira, o jornal circulou com uma carta de baralho em que Lula aparecia como o Rei. Sobre a extremidade superior da carta, a manchete dizia: “Lula é bonito - Essa é a manchete para quem acha que o papel da imprensa é bajular os donos do poder e, por isso, deve publicar apenas notícias positivas do governo. Denúncias de falcatruas são um abuso, uma forma de conspiração". Na outra extremidade do baralho, escrito de ponta-cabeça, vinha a contraposição: “Bonito, hein, Lula.... - Essa é a manchete para os que acham que o papel da imprensa é fiscalizar os atos de qualquer governo, denunciando os desvios e lembrando que eles não estão acima do bem e do mal”.
A estratégia de tentar controlar a imprensa está no DNA do PT. A primeira investida em larga escala contra o que o partido chama de “mídia” se deu em 2004. Naquele ano, Luiz Gushiken, então secretário de Comunicação do governo, levou a cabo uma tentativa frustrada de criar o Conselho Nacional de Jornalismo - um nome pomposo para esconder uma tentação totalitária. A realizar-se o desejo do PT, o conselho iria “orientar, disciplinar e fiscalizar” os jornalistas. A ideia naufragou assim que foi revelada pela imprensa, mas não morreu nem foi enterrada. Em diversas oportunidades, o PT e o governo petista tentaram relançá-la - repaginada, recauchutada ou disfarçada de “conselhos” - aqueles órgãos que seriam formados por uma certa “sociedade civil” que ninguém jamais conseguiu enxergar fora do arco de alianças do partido e que teriam como função, por exemplo, interferir na programação das emissoras de TV.
Na semana passada, num movimento concertado com os ataques presidenciais, o PT organizou uma manifestação contra o que chamou de “golpismo midiático”. Anunciado no site oficial do partido, o ato convocava os filiados a enfrentar “a onda de baixarias que visa forçar a ida de José Serra ao segundo turno”. A “onda de baixarias”, bem entendido, eram as reportagens que revelaram, entre outros descalabros, que petistas violaram o sigilo de pessoas próximas ao candidato do PSDB, José Serra, e que a família de Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil e ex-braço direito de Dilma Rousseff, operava um balcão de negócios na soleira da porta do gabinete presidencial. A nota irônica do episódio ficou por conta da atual diretoria do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, que se ofereceu para abrigar a manifestação petista contra... os jornalistas. Talvez tenha sido a forma encontrada por seus diretores de movimentar a desolada sede da entidade, esvaziada por sua irrelevância e falta de representatividade. Entre brados contra a “conspiração da imprensa” disparados pelo presidente do PC do B, Renato Rabello, e discursos em defesa do “controle social da mídia”, feito pela deputada Luiz Erundina, do PSB, chegou-se a uma conclusão que deixou exultantes os participantes: Lula não avançou o quanto poderia no controle da imprensa. Dilma, se eleita, deverá fazê-lo.
Em contrapartida à investida do governo e do PT, um grupo de notáveis se organizou para repudiar os ataques contra a liberdade de imprensa. O grupo incluía, além de representantes históricos da esquerda, como o jurista Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, nomes como o do arcebispo emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, e dos ex-ministros da Justiça Paulo Brossard, Miguel Reale Junior, José Carlos Dias e José Gregori. Reunido no centro de São Paulo, no Largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito, o grupo presenciou a leitura de um manifesto em defesa da democracia lido por Hélio Bicudo. Colocado na internet, o manifesto contava com mais de 30.000 adesões até sexta-feira. No Rio de Janeiro, a concentração se deu no Clube Militar, onde 500 pessoas se reuniram para discutir os ataques à imprensa - estiveram lá os colunistas Reinaldo Azevedo, de VEJA, e Merval Pereira, de O Globo.
Os principais candidatos a presidente da República também repudiaram o cerco aos veículos de comunicação. O tucano José Serra, em campanha no Mato Grosso, afirmou: “O que está incomodando este pessoal é o fato de que a imprensa está apresentando notícias que mostram abusos, desvios de dinheiro, nepotismo, maracutaia com dinheiro público, e esta imprensa incomoda os donos do poder. É somente isso. Não há país democrático no mundo sem imprensa livre”. A senadora Marina Siva, do PV, tratou do assunto em uma entrevista coletiva em São Paulo: “O presidente fez uma crítica à imprensa que é contraditória com toda a sua trajetória. Considero fundamental a cobertura da imprensa”. A petista Dilma Roussef apresentou-se bem mais comedida do que seus companheiros de partido: “A imprensa pode falar o que bem entender. Eu, o máximo que vou fazer quando achar que devo, é protestar dizendo: está errado o que disseram por isso, por isso e por isso. Usando uma coisa fundamental que é o argumento”. Dilma também rechaçou a mais explosiva das propostas do seu partido: “O único controle social da mídia que eu aceito é o controle remoto na mão do telespectador”. Se Dilma está sendo sincera em suas afirmações, não se sabe. Mas a ela, que nunca teve a oportunidade de exercer um cargo eletivo, cabe o benefício da dúvida. Já em relação a certos representantes do alto-petismo restam apenas certezas, incluindo a de que, em um eventual governo Dilma, o partido insistirá na estratégia autoritária.
O principal defensor deste projeto é Franklin Martins, ex-sequestrador, ex-jornalista e atual ministro da Comunicação Social de Lula. Franklin é o idealizador da estratégia de consumir o dinheiro público na compra do apoio - disfarçado de anúncio publicitário - de pequenos jornais, rádios do interior, revistas e blogs de alcance semelhante. Caso Dilma vença, seu próximo projeto será cuidar da reforma do arcabouço jurídico que regula o funcionamento das TVs abertas e fechadas, das rádios, dos provedores de internet e das empresas de telecomunicações no Brasil. Franklin pretende criar uma superagência reguladora para o setor. Ela seria responsável pelos aspectos técnicos do setor, mas também - e aqui mora o perigo - teria ascendência sobre os “conteúdos” que ele produz. Eis o pensamento vivo e franco do ministro a respeito do assunto: “Acham que regulação é um atentado à democracia, mas é o contrário: é parte da garantia de competição, de igualdade de direitos, da capacidade de inovação, da massificação dos serviços e do direito da sociedade à informação", embaralha.
Recentemente, Franklin Martins foi autorizado por Lula a viajar para a Europa, tão logo acabem as eleições, para convidar para um seminário representantes de instituições reguladoras da comunicação social da Inglaterra e da Bélgica. Não que o ministro deseje ouvir a opinião de alguém. Ele apenas espera que a presença de representantes de outros países legitime a conferência que tentará, mais uma vez, aprovar o velho programa petista de controle da mídia. O contrapeso à corrente de Franklin dentro do partido é liderado pelo ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, coordenador da campanha de Dilma. Em 2003, ele fez parte da campanha de Lula e foi o fiador da estabilidade econômica no governo. Espera-se que, em um eventual novo governo petista, seja também um fiador da estabilidade democrática.
Ao contrário do que Lula e seu partido querem fazer crer, a liberdade de imprensa não constitui um fim em si mesmo nem visa a preservar a liberdade de expressão para jornalistas ou proprietários de empresas de comunicação. A liberdade de imprensa vai além disso: é um meio para garantir a perpetuação das sociedades livres e democráticas. E não por outra razão é quase sempre a primeira vítima das tiranias de todas as colorações.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 26 de setembro de 2010

CARTA AOS PETISTAS - MARCELO TAS.

BLOG DO TAS:
CARTA AOS PETISTAS

Por não ser petista, sempre fui considerado "de direita" ou "tucano" pelos meus amigos do falecido Partido dos Trabalhadores.
Vejam, nunca fui "contra" o PT. Antes dessa fase arrogante mercadântica-genoínica, tinha respeito pelo partido e até cheguei a votar nos "cumpanheiro". A produtora de televisão que ajudei a fundar no início da década de 80, a Olhar Eletrônico, fez o primeiro programa de TV do PT. Do qual aliás, eu não participei.
Desde o início, sempre tive diferenças intransponíveis com o Partido dos Trabalhadores. Vou citar duas.
Primeira: nunca engoli o comportamento homossexual dos petistas. Explico: assim como os viados, os petistas olham para quem não é petista com desdém e falam: deixa pra lá, um dia você assume e vira um dos nossos.
Segunda: o nome do partido. Por que "dos Trabalhadores"? Nunca entendi. Qual a intenção?
Quem é ou não é "trabalhador"? Se o PT defende os interesses "dos Trabalhadores", os demais partidos defendem o interesse de quem? Dos vagabundos?
E o pior, em sua maioria, os dirigentes e fundadores do PT nunca trabalharam. Pelo menos, quando eu os conheci, na década de 80, ninguém trabalhava. Como não eram eleitos para nada, o trabalho dos caras era ser "dirigentes do partido". Isso mesmo, basta conferir o currículum vitae deles.
Repare no choro do Zé Genoníno quando foi ejetado da presidência do partido. Depois de confessar seus pecadinhos, fez beicinho para a câmera e disse que no dia seguinte ia ter que descobrir quem era ele. Ia ter "que sobreviver" sem o partido. Isso é: procurar emprego. São palavras dele, não minhas.
Lula é outro que se perdeu por não pegar no batente por mais de 20, talvez 30 anos... Digam-me, qual foi a última vez, antes de virar presidente, que Luis Ignácio teve rotina de trabalhador? Só quando metalúrgico em São Bernardo. Num breve mandato de deputado, ele fugiu da raia. E voltou pro salarinho de dirigente de partido. Pra rotina mole de atirar pedra em vidraça.
Meus amigos petistas espumavam quando eu apontava esse pequeno detalhe no curriculum vitae do Lula. O herói-mor do Partido dos Trabalhadores não trabalhava!!!
Peço muita calma nessa hora. Sem nenhum revanchismo, analisem a enrascada em que nosso presidente se meteu e me respondam. Isso não é sintoma de quem estava há muito tempo sem malhar, acordar cedo e ir para o trabalho. Ou mesmo sem formar equipes e administrar os rumos de um pequeno negócio, como uma padaria ou de um mísero botequim?
Para mim, os vastos anos de férias na oposição, movidos a cachaça e conversa mole são a causa da presente crise. E não o cuecão cheio de dólares ou o Marcos Valério. A preguiça histórica é o que justifica o surto psicótico em que vive nosso presidente e seu partido. É o que justifica essa ilusão em Paris... misturando champanhe com churrasco ao lado do presidente da França... outro que tá mais enrolado que espaguete.
Eu não torço pelo pior. Apesar de tudo, respeito e até apoio o esforço do Lula para passar isso tudo a limpo. Mesmo, de verdade.
Mas pelamordedeus, não me venham com essa história de que todo mundo é bandido, todo mundo rouba, todo mundo sonega, todo mundo tem caixa 2... Vocês, do PT, foram escolhidos justamente porque um dia conseguiram convencer a maioria da população (eu sempre estive fora desse transe) de que vocês eram diferentes. Não me venham agora querer recomeçar o filme do início jogando todos na lama.
Eu trabalho desde os 15 anos. Nunca carreguei dinheiro em mala. Nunca fui amigo dessa gente.
Pra terminar uma sugestão para tirar o PT da crise. Juntem todos os "dirigentes", "conselheiros", "tesoureiros", "intelectuais" e demais cargos de palpiteiros da realidade numa grande plenária. Juntos, todos, tomem um banho gelado, olhem-se no espelho, comprem o jornal, peguem os classificados e vão procurar um emprego para sentir a realidade brasileira. Vai lhes fazer muito bem. E quem sabe depois de alguns anos pegando no batente, vocês possam finalmente, fundar de verdade um partido de trabalhadores.
Assinado: Marcelo Tas (publicado no www.blogdotas.com.br)
Uma ironia retratando grandes verdades.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A NAÇÃO TIRIRICA - WALDO LUÍS VIANA.

A NAÇÃO TIRIRICA
Waldo Luís Viana*

“Nesta eleição, nem mesmo cristo
querendo me tira dessa vitória.”
Dilma Rousseff


Esse artigo é uma singela homenagem à socióloga
Maria Lúcia Victor Barbosa

Os últimos acontecimentos da campanha presidencial demonstram a exaustão do modo petista de fazer campanha. Havia no governo e entre os partidários a convicção de que viveriam num céu de brigadeiro, com a candidata escolhida alcançando quase toda a popularidade do presidente, exibida nas pesquisas. No entanto, tal não aconteceu. Em alguns estados, ela vem caindo a olhos vistos e os petistas mais afoitos já pararam até de repartir ministérios...
Numa eleição anômala, plebiscitária, com quase todos os candidatos interpretando uma vertente do pensamento de esquerda, a equação esperta era a de que a candidata biônica iria subir exponencialmente, bastando para isso que o povo tomasse conhecimento de que era indicada pelo presidente para a sucessão. Infelizmente, essa correspondência não se expressou devidamente em pesquisas internas e qualitativas, como demonstram os institutos mais independentes.
Daí o aumento de tom nas hostes petistas, a começar pelo presidente, em Joinville, tentando reverter tendências regionais, com xingamentos a líderes da oposição e expressão do desejo fascista de extinguir pura e simplesmente um dos partidos que não reza segundo a cartilha presidencial. De outro lado, o velho, sempre útil e consagrado ex-chefe da Casa Civil, saindo das sombras, veio afirmar que a liberdade de imprensa no país é excessiva e precisa ser “domada” para não causar problemas.
Esses fatos eleitorais encobrem certa falta de cavalheirismo (fiquemos no eufemismo) de quem estaria unido e coeso em torno da certeza de vitória no primeiro turno. Outro resultado que não esse poderia ser fatal para o esquemão do governo, com cargos estatais a defender e a ideologia disfarçada (ainda) do Foro de São Paulo por continuar.
Entre os formadores de opinião, perplexos com as manifestações suspeitas de quebra de sigilo fiscal e peripécias do manjado tráfico de influência na Casa Civil e o povo mais pobre, anestesiado e agradecido ao grande chefe pelo bolsa-família e outras benesses, encontra-se a maioria silenciosa, que vem demonstrando muito dissabor com os rumos da campanha.
A perspectiva de um comediante obter 1 milhão de votos para deputado federal, em São Paulo, e eleger mais dez vagas dentro de seu partido (a chamada “bancada tiririca”), traz aos cidadãos responsáveis um sofrimento a mais que não pode mais ser disfarçado. Esse segmento sabe até que o palhaço tem razão: “pior do que tá num fica!” E o humorista não veio nem para explicar nem para confundir: apenas nos confirma que os “abestados” somos nós.
Enfim, temos o que governo sempre desejou: a burrice no poder. Quem mandará em nosso mundo serão os milhões de analfabetos funcionais, os que brevemente haverão de abocanhar as cotas nas universidades públicas. Uma inclusão de incompetência, transformada em deboche, sem qualquer premio Nobel. O povo deseducado, afinal, é o fermento das eleições petistas bem-sucedidas e da manutenção de seu poder.
No velho regime militar (eu me lembro), todo mundo tinha medo da política e só falava em futebol. Reinava uma tecnocracia, hipócrita e asséptica. Agora, infelizmente, é bem pior: se você discordar dos mandantes de plantão terá provavelmente o sigilo quebrado, a vigilância policial sobre você e até a ameaça de virar nome de parque. Desde os tempos de Celso Daniel até Yves Hublet, longos desdobramentos históricos de suspeitas, assassinatos e cumplicidade têm sido objeto de surdo protesto de muitos cidadãos, com o correspondente descaso de nossas autoridades. Os malfeitos e as lambanças têm sido movidos para debaixo do tapete. Vide o mensalão do PT...
No Brasil, infelizmente, estamos assistindo à formação de um fascismo burro e búlgaro, baseado na continuação do culto à personalidade, com Lula e Dirceu no coração, ponto eletrônico no ouvido e gordas comissões, agora em pastas e bolsas de griffe.
Um regime típico de perseguição aos denunciantes e de blindagem dos denunciados, considerados sempre os coitadinhos. Em tal estado de coisas, o suspeito, safado e corrupto, torna-se, inexplicavelmente, vítima de calúnia e do desespero de quem denuncia. Quem não conhece os expedientes protelatórios na Justiça para manter a garantia de que tudo no final vire mera piada de salão e motivo de distribuição de renda entre advogados ricos?
Porém – é necessário que se diga – há uma peninha: o governo, que esgotou prematuramente os coelhos da cartola e se vê acuado, precisa ganhar no primeiro turno de qualquer maneira, para não exibir sinais de fraqueza.
Não pode confessar, mas sabe, no íntimo, que a candidata-ventríloqua não tem fôlego político, nem físico, para aguentar a pressão de um segundo turno, que é outra eleição! Ao mesmo tempo, o presidente vem se expondo sem cautela e utilizando a máquina pública para defender a candidata, sem o menor pudor pelo cargo que ocupa. E alguns de nossos juízes e procuradores também fazem parte dessa maioria silenciosa e são capazes, quem sabe!, de responder corajosa e surpreendentemente ao Estado policial em que vivemos.
A primavera vem aí, com seus encantos e sortilégios, apesar de todos os tiriricas da vida... E é cedo demais para dizer que nem Cristo tira a vitória da candidata petista. A história mostra-nos que as pretensas unanimidades são companheiras inefáveis de erros fatais. Sem contar que o último que disse ser mais popular que Jesus Cristo teve o destino que todos conhecem...
Quem sou eu para desejar ou sugerir tais vaticínios, mas sei que os que vencem são aqueles que sabem calçar verdadeira e sinceramente as sandálias da humildade. E este parece, sem dúvida, não ser o caso da candidata do governo.
Nossa nação tiririca, (in)felizmente, não é para principiantes...
* Waldo Luís Viana é escritor, economista, poeta e vai escrever até quando as patrulhas petistas intervierem de vez na Internet. Ele teme que o poder institua, na prática, a frase célebre do Beira-Mar: “tá tudo dominado!” e – convenhamos – não estamos longe disso...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

BRASIL, QUEM IRÁ SALVÁ-LO?

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 4 de junho de 2010

GG, A HISTÓRIA DE UM BRASILEIRO QUE TRABALHOU A VIDA TODA E QUE NÃO GANHA NENHUMA BOLSA LULISTA.


Um brasileiro que trabalhou por toda uma vida para a grandeza do país , hoje inteiramente abandonado.
Sinceramente, não consigo entender como políticos que não resolvem casos como esse, ainda ousam pensar em reeleição.
São párias da nação, deviam ter um mínimo de vergonha.
Mas isso já seria exigir demais deles...
Prezados leitores, espalhem esse vídeo pelo Brasil, como uma forma de homenagem ao senhor GG, um brasileiro que cometeu o erro de trabalhar a vida toda.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O FIASCO DE LULA.

BLOG DO CESAR MAIA:
MEGALOMANIA DIPLOMÁTICA!
(Andrés Oppenheimer - La Nacion, 25)
1. O anúncio feito pelo presidente brasileiro Lula, de que Brasil e Turquia haviam selado um acordo com o Irã para resolver o conflito mundial sobre o programa nuclear iraniano, poderá passar à história como um caso típico de megalomania diplomática. Por que Lula está tratando de resolver os maiores problemas do mundo, enquanto não move um dedo para mediar disputas muito mais perto de casa, na América Latina? Sharon Squassoni, expert em proliferação nuclear do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais e ex-funcionária do governo Clinton, me disse que "foi muito mais uma manobra do Irã para tentar evitar novas sanções internacionais, e sendo assim, saiu mal."
2. Por que Brasil não tenta mediar o conflito colombiano-venezuelano em torno da guerrilha, ou a disputa Argentina-Uruguai pela fábrica de celulose na fronteira, ou a longa disputa Chile-Peru-Bolívia, ou o conflito Equador-Colômbia também em relação à guerrilha? Brasil não pode ser um observador passivo de seus vizinhos e pretender ser protagonista chave na diplomacia mundial. Se quiser ter um papel respeitável nos grandes problemas mundiais deve começar pensando em sua própria região.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 24 de maio de 2010

LULA, O “BOM AMIGO” E “IRMÃO” DE AHMADINEJAD - SOCIÓLOGA MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

O presidente Lula da Silva possui como componentes de sua felicidade, primeiro, a fruição das delícias do poder nas quais ele imerge com aquele enorme prazer dos boas-vidas e, segundo, o contentamento que nunca cessa quando se tem uma paixão, sentimento que, aliás, se confunde com obsessão.
A paixão do presidente se concentra em uma meta, o poder, que uma vez conquistado deve ser mantido a qualquer custo. E ele está certo que conservará o domínio através de sua criação política, ou seja, da ex-ministra da casa Civil, Dilma Rousseff, sombra ainda desajeitada do chefe que o marketing e retoques físicos tentam corrigir e aprimorar
Porém, Rousseff tem algo que nenhum candidato possui: a máquina estatal que fartamente distribui bondades e o padrinho Lula que está todo tempo ao seu lado e estará nos programas eleitorais gratuitos, quer dizer, no palanque eletrônico a partir do qual se consegue influenciar emoções e conquistar corações.
A proteção dada à afilhada é tão grande que é de se perguntar: se ela ganhar, quem governará de fato? A autoritária e dura senhora Rousseff ou o esperto Lula da Silva que concebeu um jeitinho bem brasileiro de obter o terceiro mandato sem se parecer demais com seu querido companheiro e ditador de fato da Venezuela, Hugo Chávez?
Mas o ambicioso Lula quer muito mais. Além de manter os cordéis internos do poder quer ser um dos senhores da “nova desordem mundial”. Para satisfazer sua flamejante paixão trabalham incessantemente assessores também interessados em conservar aqueles privilégios só permitidos aos que alcançam o cume iluminado da montanha dos poderosos.
Com relação à política externa, além da obsessão da diplomacia brasileira pelo assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, entraram em cena outras ambições: a chefia do Banco Mundial ou, principalmente, a secretária-geral da ONU. Afinal, com bons tradutores o presidente que mal fala português poderia continuar na ONU a contar piadas, fazer gracejos, dar mancadas, viajar bastante e, especialmente, abrir caminho para a “nova desordem mundial” ao lado de companheiros ditadores da pior espécie e ditos de esquerda, os mesmos com os quais ele tem se confraternizado.
A política externa brasileira tem sido uma sucessão de erros e fracassos, pois até agora o Brasil perdeu todos os cargos internacionais que pleiteou. Dirão alguns, que não é bem assim, pois pelo menos Lula da Silva tem sido bastante premiado. Contudo, dizem as más línguas, que tal sucesso é obtido por meios bastante custosos. Além do mais, não está muito claro se o encanto que países importantes sentiram inicialmente pelo folclórico Lula da Silva ainda se mantém.
Um dos fiascos que ensejou o começo do desencanto aconteceu no episódio da intromissão em Honduras, quando em conluio com Hugo Chávez o governo brasileiro apoiou Zelaya e o hospedou por meses na embaixada brasileira. Mas essa aventura em vez de desanimar levou o mentor de nossa política externa, Marco Aurélio Garcia, a sonhar com vôos mais altos. Na sua utopia, Lula da Silva deve ser o grandioso mediador de conflitos mundiais, o luminoso líder capaz de resolver todos os graves problemas que anos de esforços diplomáticos de outros experientes governos não conseguiram. Assim, Lula promete que vai dar solução aos complexos conflitos entre israelenses e palestinos.
Mas essa chibantice não basta. Lula da Silva tem que provar que é melhor do que os governantes das grandes potenciais mundiais, notadamente, dos Estados Unidos. E, por isso, foi ao Irã, assim como o premiê turco, Recep Tayyip Ergodan que atropelou o presidente brasileiro ao anunciar em primeira mão que um acordo sobre o programa nuclear iraniano fora alcançado em negociações nas quais o Brasil participara.
Já Ahmadinejad bajulou Lula ao dizer que este é seu “bom amigo” e “irmão”, que “Brasil e Irã compartilham valores morais”. “Somos contra a discriminação, o preconceito, a agressão a tirania” disse o astucioso iraniano. Mas, enquanto ele destilava hipocrisia, dissidentes eram presos, torturados, enforcados, minorias religiosas perseguidas, como os bahais, assim como outras minorias sociais, sem falar na situação das mulheres que regrediu ao século treze.
Depois de muito foguetório na diplomacia brasileira o tal acordo sobre o programa nuclear iraniano se mostrou uma farsa, pois logo depois de assinado um porta-voz da Chancelaria iraniana anunciou que o país continuará a enriquecer urânio. Quanto as sanções em estudo a serem impostas por outros países levaram Ahmadinejad ao riso e ao deboche, pois ele conhece bem as artes e manhas de como burlá-las conforme seu hábito. E assim, lá para 2013, calcula-se que o iraniano poderá ter sua sonhada bomba atômica cujo primeiro alvo, conforme sua idéia fixa deverá ser Israel.
Tudo isso significa que Lula da Silva deve estar muito orgulhoso de sua valiosa colaboração a tão importante projeto de destruição em massa, assim como de poder participar da “nova desordem mundial” pretendida pelo “irmão” Ahmadinejad. Isso se sobrar alguma coisa.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.blogspot.com
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 4 de maio de 2010

MÃE DO PAC: DADIVOSA OU CASTRADORA - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA?

MÃE DO PAC: DADIVOSA OU CASTRADORA?
Maria Lucia Victor Barbosa

04/05/2010
Durante muitos anos o PT construiu, retocou e inflou uma única figura com o propósito de se alçar junto com ela ao poder mais alto da República. Tratava-se do sindicalista Luiz Inácio da Silva que, posteriormente, adicionou ao seu nome o apelido Lula.
Nordestino que ser fez politicamente em São Paulo , homem de origem simples, parco em letras, mas dotado de exuberante verborragia e linguajar popularesco era a imagem ideal a se encaixar num partido que se dizia de esquerda. E, assim, nasceu o mito do representante dos pobres e oprimidos no papel de salvador da pátria, do “proletário” versus o patrão explorador, do paladino da luta de classes.
Depois de breve passagem pela elite da classe operária como metalúrgico Luiz Inácio passou viver de política sem grandes problemas de sobrevivência, pois até casa um companheiro lhe fornecia.
O PT logrou eleger seu “proletário” deputado federal, cujo desempenho foi medíocre. Mas a meta era mais ambiciosa e, finalmente, na quarta eleição presidencial, a cúpula sindicalista do PT foi ao paraíso. Para trás ficou a ideologia, a classe operária, a propalada ética. Se tinha vindo para mudar o PT fez igual ou pior do que os governos anteriores que duramente criticara. Tornou-se como os demais um partido não de esquerda ou de direita, mas do lado de cima. E o deslumbramento foi tanto que um a um de seus quadros, que poderia suceder ao salvador da pátria ao término de seus mandatos, despencou sob o peso de pesadas denúncias carregadas de escândalo de corrupção.
Sem sucessor a criatura dominou o criador. Já não era Luiz Inácio que dependia do PT para existir, mas, sim, os petistas é que estavam ligados de forma inexorável á única pessoa capaz de manter privilégios alcançados e intrinsecamente ligados ao poder. Desse modo, fez-se a obediência total ao “líder” com algumas cenas de servilismo total e abjeto.
Sem alternativas dentro do partido, Luiz Inácio impôs a candidatura de Dilma Rousseff, sucessora na Casa Civil do todo-poderoso José Dirceu que poderia ter sido o candidato ideal após o período Luiz Inácio. Contudo, como outros companheiros, José Dirceu, chamado por uma autoridade do Judiciário de “chefe da quadrilha do mensalão” e deputado cassado foi obrigado a se recolher em atividades de cunho particular sem, é claro, abrir mão do comando à sombra.
Mulher por mulher para ser presidente, o plano petista possivelmente havia previsto Marta Suplicy. Porém, Marta perdera duas vezes as eleições para prefeita de São Paulo e pior, nas duas vezes fora em vão apoiada por Luiz Inácio. Então, algum marqueteiro inspirado soprou nas orelhas presidenciais que sobrara Dilma Rousseff. Que fosse ela a escolhida para formar o par perfeito com o pai dadivoso e amantíssimo, uma espécie de santificado padim padi Ciço. Pai e mãe, que mais poderia agradar tanto ao povo criança do Brasil, que sente a necessidade de ser tutelado? E assim nasceu a imagem da mãe do PAC.
Se a estratégia de conquistar votos em si foi boa, a teoria na prática é outra. Vestir na mulher de fala dura e arrogante, modos viris, carranca denotando constante mau humor a fantasia do eterno feminino de doçura, tolerância e sedução, era tarefa que nem Duda Mendonça, que esculpiu o “Lulinha de paz e amor”, seria capaz de fazer.
Além do mais, existe uma ambigüidade na figura materna, que foi bem analisada por Gérard Mendel na obra La Revolte contre le pére, une introduction à la sociopsychanalyse. Menciona o autor “a mãe arcaica, fonte de todos os dons, mas também de todos os males (a mãe cruel, Medéia devoradora dos filhos)... Essa mãe é, portanto, castradora”.
Por suas atitudes e palavreado, pela falta de empatia, Dilma está mais para Medéia. Então, para ocultar a verdadeira personalidade da candidata presidencial os marqueteiros tentam fazer dela a sombra do pai patriarcal, Luiz Inácio, a mulher submissa ao seu senhor, aquela que vive em função dele, que o chama de chefe, que não diz duas palavras sem mencioná-lo, enfim, uma criatura despersonalizada.
Ao mesmo tempo, Rousseff seria uma cópia feminina do pai Lula, típico machão latino-americano que faz sucesso dizendo palavrão, contando piadas pesadas, gracejando o tempo todo como se o Brasil fosse um enorme bar onde ele se sentisse à vontade entre companheiros.
Nessa caricatura de si mesma Dilma Rousseff parece perdida, vacilante, confusa, passando a imagem de incompetência política. Nem a plástica nem os demais retoques físicos a que se submete poderiam mudar sua personalidade. Desse modo, a falsa imagem da candidata é um desastre.
Poderá Rousseff ganhar a eleição? Tudo é possível, sobretudo, quando se leva em conta que tem a seu favor a máquina estatal, eficiente em compra de votos através das bondades presidenciais. É um poderio ilegal, descomunal, antidemocrático que nenhum outro candidato dispõe. Sim, ela poderá ganhar, mas depois não se queixem os eleitores, porque onde Dilma passar nem grama vai crescer.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
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JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 15 de abril de 2010

FLORES NO TÚMULO DE TANCREDO - DEMÉTRIO MAGNOLI.

O ESTADO DE SÃO PAULO:
Flores no túmulo de Tancredo
Demétrio Magnoli - O Estado de S.Paulo

Para onde pender Minas Gerais, se inclinará o Brasil, imaginam os estrategistas de José Serra e Dilma Rousseff. A candidata do PT inaugurou sua campanha solo com um périplo mineiro e - entre tantos lugares! - enveredou pelo caminho de São João Del Rei, até o túmulo de Tancredo Neves, no qual depositou flores. O gesto recende a oportunismo eleitoreiro paroxístico, e também é isso. Mas não é só isso: Dilma está fazendo uma declaração sobre a História - ou melhor, uma declaração contra a História.
Lula e o PT acercaram-se de Delfim Netto, celebraram com Jader Barbalho, aliaram-se a José Sarney, trocaram figurinhas com Paulo Maluf, assopraram as cicatrizes de Fernando Collor. O que é um Tancredo perto disso? Uma diferença, entre tantas, está na circunstância de que a figura homenageada deixou o mundo dos vivos para ingressar no firmamento dos símbolos. Tancredo é uma representação: o ícone da transição pactuada que deu origem à Nova República. O PT vilipendiou aquela transição e decidiu não fazer parte da ordem que nascia. Primeiro, expulsou seus três deputados que votaram por Tancredo no Colégio Eleitoral. Depois se recusou a homologar a Constituição de 1988. O que fazia Dilma no berço simbólico de tudo o que o PT queimou na maior encruzilhada de nossa história recente?
A coerência absoluta é privilégio das seitas políticas, responsáveis apenas perante seus próprios dogmas. Todos os partidos de verdade, aqui e alhures, experimentam ambivalências ao olhar para trás, na direção de seu passado. Mas o lulopetismo encontra-se numa categoria separada. A narrativa histórica implícita na peregrinação ao túmulo de Tancredo se situa em algum ponto entre a esquizofrenia e o distúrbio bipolar. E, no entanto, há método na loucura.
O PT surgiu como leito de confluência de muitas águas e diferentes histórias. Na média, identificava-se como um partido de ruptura, socialista mas avesso ao "socialismo real". Depois, à medida que se aproximava do poder, converteu-se num partido da ordem. A conversão, contudo, jamais assumiu as formas de uma releitura honesta de seu passado e de uma crítica política de suas ideias originais. A antiga corrente liderada por José Genoino bem que tentou, mas o PT não seguiu a dura trilha de aggiornamento pela qual, ao longo de meio século, os partidos marxistas da Segunda Internacional se transformaram na atual social-democracia europeia. Na hora do triunfo de Lula, a distância incomensurável entre palavras e atos teve de ser vencida pelo recurso a um salto fraudulento: a Carta ao Povo Brasileiro, produzida por ex-trotskistas e assinada pelo candidato como negação do programa partidário. Não é trivial encarar o passado quando se joga esconde-esconde com a política.
Lula pilotou a política econômica com o software elaborado por FHC e foi buscar no ninho tucano o operador dos manetes do Banco Central. Dilma jura que rezará as três orações do livro da ortodoxia: câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário. Paralelamente, as resoluções do Congresso do PT de 2007 lamentam a queda do Muro de Berlim e reiteram tanto as "convicções anticapitalistas" quanto o compromisso com a "luta pelo socialismo". No partido, desde as crises da cueca e do caseiro, ninguém mais ousa sugerir um aggiornamento - uma carência que se traduz pelo agravamento dos sintomas de esquizofrenia. A dicotomia se desenvolve como uma bifurcação de negações complementares: a prática de governo lulopetista não pode encontrar expressão na plataforma partidária e as palavras escritas pelo partido não podem encontrar correspondência nos programas de governo.
Já existem duas versões da História do Brasil, tal como narrada por Lula. A original, apoiada na chave da ruptura, diz que a Nação alcançou a independência com a inauguração de sua presidência, após a longa noite de "500 anos" na qual "a elite governou este país". A segunda, apoiada na chave da continuidade, diz que Lula restaurou uma estrada de emancipação projetada por Getúlio Vargas ("o presidente que tirou toda a Nação de um estágio de semiescravidão"), implantada por Juscelino Kubitschek ("quem conscientizou o País de que o desenvolvimento nacional é uma prerrogativa intransferível de um povo") e pavimentada por Ernesto Geisel ("o presidente que comandou o último grande período desenvolvimentista do País"). As duas versões lulistas são contraditórias entre si, mas convivem na harmonia perfeita do distúrbio bipolar.
No inverno de 1077, o imperador excomungado Henrique IV viajou ao castelo papal de Canossa e aguardou à porta, sob a neve, por três dias e três noites, até receber o perdão de Gregório VII. A peregrinação de Dilma à Canossa tropical do lulopetismo equivale à adição de um novo capítulo na versão continuísta da História do Brasil. O que o capítulo adventício acrescenta ao conjunto, em termos de sentido?
Há uma invariante nas narrativas lulopetistas sobre o passado, que é o conto de uma queda. Nas duas versões, a presidência de FHC representa uma catástrofe existencial: a venda do templo e a conspurcação dos lugares santos. Para todos os efeitos, FHC desempenha o papel de chefe supremo dos "exterminadores do futuro", na frase fresca de uma Dilma que acabara de se ajoelhar diante do túmulo de Tancredo. O capítulo novo, escrito em São João Del Rei, estende a narrativa da continuidade e demarca o lugar exato do abismo.
A escalada nacional rumo à montanha da glória começa em Vargas e prossegue com Juscelino, Geisel e Tancredo, até se desviar com FHC, projetando a Nação nas profundezas do vale da desolação. Sob a liderança de Lula, a montanha foi afinal conquistada. O despenhadeiro, porém, continua à vista e uma melodia encantatória ameaça reconduzir-nos, de olhos vendados, para a perdição. Dilma depreda a história - a nossa, a dela, a do PT. Mas há método na loucura.
É Sociólogo e Doutor em Geografia Humana (USP).
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PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO