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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

JUÍZOS TORTOS. OU ENTÃO: VAMOS CAIR NA FARRA! - REINALDO AZEVEDO.

REVISTA VEJA
BLOG DO REINALDO AZEVEDO
10/01/2011
Juízos tortos. Ou então: vamos cair na farra!

Marco Aurélio Top Top Garcia acredita que só os 3% ou 4% que consideravam o governo do PT ruim ou péssimo se interessam pela indecorosa emissão de passaportes diplomáticos para a família Lula e seus apaniguados. Não deixa de ser um reconhecimento e uma deferência a esses verdadeiros heróis, não é mesmo?, em quem um blogueiro do Planalto já quis até botar uma tornozeleira eletrônica. Considerando que se trata de um ato indecoroso, imoral e, no limite, ilegal, até Marco Aurélio admite que essa extrema minoria corresponde àquela para a qual existe diferença ente o certo e o errado, o aceitável e o inaceitável. Sim, eu entendi o seu esforço para reduzir os protestos aos “descontentes de sempre”. Mas ele acabou dizendo, sem querer, uma verdade. Caso se dê conta disso, vai retirar imediatamente a fala…
O petismo e as regras do decoro vivem mesmo uma estranha relação. Hoje, foi o presidente da Câmara, Marcos Maia (RS), candidato a preservar o cargo na legislatura que vem, quem se saiu com juízo parecido. Ele reagiu às críticas feitas por Ophir Cavalcante, presidente da OAB, à concessão indiscriminada de passaportes diplomáticos a deputados e familiares em viagem de… turismo!!!
Maia disse estranhar as críticas do presidente da OAB e afirmou, à moda Marco Aurélio, que o país tem problemas mais sérios a resolver. Ora, é claro que tem! O maior deles é um desafio verdadeiramente ontológico: saber se foi o ovo ou a galinha a surgir primeiro. Todas as irresoluções da humanidade também estão presentes em Banânia. Nem por isso vamos deixar que a esbórnia coma solta, uma vez que não resolvemos alguns dos dilemas essenciais do homem.
Esse tipo de raciocínio é uma estupidez e uma pilantragem intelectual. Ademais, não cabe aos beneficiários das prebendas irregulares decidir o que é o que não é importante. Apelando ao extremo, não tenho dúvidas de que Marcola considera que o país tem problemas bem mais graves do que o PCC…
As leis e as regras têm de ser cumpridas, especialmente pelos homens públicos, que têm a força da representação. Não lhes cabe arbitrar que determinação legal vão ou não cumprir.
Há dias, foi a vez de o ministro Nelson Jobim (Defesa) tratar com menoscabo as críticas à farra da família Lula numa instalação militar no Guarujá. Também ele acha que há coisas mais sérias no país com as quais devemos nos ocupar. Certo!
A ser assim, sugiro que esses iluminados se reúnam, estabeleçam as prioridades do país, digam quais são os assuntos aos quais devemos nos dedicar, decretando, em seguida, que, fora daquela pauta, não existe mais pecado.
E vamos partir para a farra, ué!
Por Reinaldo Azevedo
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 7 de março de 2010

domingo, 31 de maio de 2009

BANALIDADE DO MAL - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA - SOCIÓLOGA.

BANALIDADE DO MAL
Maria Lucia Victor Barbosa
29/05/2009
Estaremos no fim de uma era? Essa pergunta não pretende uma interpretação milenarista de cunho profético ou religioso, que prevê catástrofes destruidoras da ordem vigente, a qual seria substituída por tempos de felicidade. Mesmo porque, dificilmente dá para imaginar um mundo onde o mal deixe de ser o locatário.
Seja como for, não se pode deixar de constatar que o mal tem estado bastante ativo. Pior. Está se vivendo a banalidade do mal, expressão da filósofa judia, Hannah Arendt, que tomo emprestado. Isto não é difícil de constatar, pois nessa época em que valores foram perdidos, os horrores da violência, da impiedade, da indiferença à vida, aumentaram substancialmente. Lideranças perniciosas manipulam a maioria incapaz de discernir sua própria ruína. Através de conceitos deturpados governos utilizam o “duplipensar”, termo criado por George Orwell em “ 1984” . Desse modo, despotismo passa por democracia. Populismo é visto como defesa dos interesses do povo. Arbitrariedades de toda espécie são apresentadas como exercício de soberania. Intoxicadas pela propaganda enganosa as massas louvam e cultuam personalidades equivocadas. Evolui no mundo o terrorismo que se alimenta do fanatismo religioso. Avoluma-se a corrupção nos meios governamentais e políticos estão se lixando para a opinião pública. Eles sabem que na verdade opinião pública inexiste. Mesmo porque, façam o que fizerem, são eleitos e reeleitos.
Se tudo é processo, foram gestadas nas mudanças mundiais figuras malignas, entre as quais se destacam Mahmoud Ahmadinejad, o fanático e despótico presidente do Irã, e Kim Jong-il, o tirano comunista da Coreia do Norte.
Ahmadinejad, que nega o holocausto, tem como obsessão destruir Israel. E enquanto o presidente norte-americano, Barack Hussein Obama, prefere as luvas de pelica da diplomacia, Ahmadinejad, o odiento, avança em seu programa nuclear pondo em risco não só Israel, mas todo o mundo.
Quanto ao ditador Kim Jong-il, deu demonstração de força ao realizar neste mês de maio seu segundo teste nuclear. Ele explodiu um artefato que pode ter potência comparável à bomba que os Estados Unidos lançaram em Hiroshima, em 1945. Isto além dos mísseis que vem lançando, o que põe em alerta especialmente a Coreia do Sul e o Japão. Um dos mísseis que fazem parte do arsenal da Coreia do Norte, o Taepodong, pode atingir o Alasca e o Havaí. Naturalmente tais atos desencadearam a reprovação mundial, inclusive, a do Conselho de Segurança (CS) da ONU. Até a China, que sustenta a miserável Coreia do Norte se posicionou contra as provocações do homenzinho.
O leitor pode indagar: o que o Brasil tem a ver com tais turbulências? Respondo que tem a ver com a banalização do mal. Isto porque, nossa política externa, comandada de fato por Marco Aurélio Garcia, tem demonstrado uma atração irresistível para o que não presta.
Por exemplo, Ahmadinejad foi convidado a nos visitar mesmo após seu discurso violento contra Israel, pronunciado na conferência sobre racismo promovida pela ONU. Felizmente ele cancelou a vinda e pesaram para isso os protestos de judeus e de movimentos sociais contra a presença nefanda. Ahmadinejad deixou, por assim dizer, seu anfitrião e presidente da República, Lula da Silva, esperando no aeroporto.
Kim, chamado de o “Grande Sol do século 20” , também merece a paixão de nossa diplomacia. Tanto é que pela primeira vez o Brasil poria uma embaixada na Coréia do Norte. O presidente Lula da Silva teve que recolher às pressas a tal embaixada, que ficou postergada para quando o tresloucado tirano, quem sabe, ficar mais calmo e parar de provocar o mundo do alto de seus sapatos de plataforma, tentativa de aumentar sua diminuta estatura.
Na ONU o Brasil vem consolidando a posição de poupar países acusados de violar direitos humanos, como a Coréia do Norte e o Congo. Tampouco menciona esses direitos em seus negócios com a China. E votou a favor de uma polêmica resolução na ONU que poupa críticas ao governo da Sri Lanka e evita investigação internacional sobre crimes de guerra.
Estamos à beira de perder mais um cargo internacional, entre os muitos que já perdemos, diante da escolha do Itamaraty que recai sobre um egípcio antissemita para diretor da UNESCO, em detrimento de um brasileiro.
Na América Latina existe um indisfarçável caso de amor entre Lula da Silva e seus admirados companheiros da esquerda caudilhista: Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correia, Fernando Lugo e o eterno ditador do Caribe, Fidel Castro. Na áfrica o presidente da República visita ditadores e pergunta como fazer para ficar tanto tempo no poder.
Para culminar, o terrorista e assassino italiano, Cesare Battisti, é nosso, sem possibilidade de extradição para a Itália. E, segundo Janio de Freitas, colunista da Folha de S. Paulo, em 26/05/09, “está preso no Brasil, sob sigilo rigoroso, um integrante da alta hierarquia do Al Qaeda, identificado como responsável pelo setor internacional da organização”.
Posteriormente foi dito que o homem chamado apenas de K tinha sido solto e o ministro da Justiça, Tarso Genro, defensor da permanência de Battisti no Brasil, desmentiu o relacionamento de K com a organização terrorista. Será isso mesmo?
Tudo é aceito com indiferença. Tudo está banalizado. Inclusive, o mal.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO