Prezado leitor, existe uma máxima que ensina que ninguém pode alegar desconhecer a lei.
Isso mesmo, ninguém!
Porém, não podemos sair criticando todo mundo porque desconhece essa ou aquela filigrana jurídica, seria absurdo exigir-se, por exemplo, que uma pesquisadora do tema segurança pública ou um deputado estadual, conhecessem toda a legislação brasileira.
Todavia, quando uma pesquisadora de segurança pública tece elogios a uma ação de um Policial Militar (Coronel de Polícia), espera-se que ela tenha tido a preocupação de olhar o caso com a "vista armada", própria dos cientistas, que deve avaliar todas as variantes do processo.
Eu conheço e respeito a pesquisadora Silvia Ramos, todavia, ela foi profundamente infeliz em suas declarações, sobretudo, porque não olhou para o Cabo de Polícia, que sofreu uma grande humilhação pública, reconhecido na frente de todos, uma não conformidade legal, inclusive de jornalistas, tendo até que entregar a sua armana frente das câmeras (um vídeo foi produzido e exibido).
A ação do Coronel nos reportou ao tempo do mais condenável autoritarismo, à barbárie do desrespeito aos direitos constitucionais, direitos que o Cabo de Polícia também possui.
Embora alguns não percebam ou não queiram perceber, o Policial Militar é um cidadão pleno, um funcionário público concursado e que arrisca a vida diariamente em defesa, inclusive, da nobre pesquisadora.
Ao elogiar o abuso de autoridade, Silvia Ramos nos conduziu aos tempos da ditadura, do desrespeito ao ser humano, dos porões e das humilhações.
Urge que mude a sua opinião e mude diametralmente, passando a defender os direitos dos dois ofendidos, o menor e o Cabo de Polícia.
Eu também conheço e respeito o deputado estadual Marcelo Freixo, bem como, as suas boas intenções, mas devo discordar frontalmente do seu posicionamento nesse caso, quando também esqueceu que o Cabo de Polícia é um cidadão, tão cidadão quanto ele.
Indicar um flagrante desrespeito aos direitos humanos como modelo a ser seguido pela Polícia, pode ser interpretado como apologia ao crime, algo muito grave, considerando que ele exerce a função de Presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALERJ.
O que podemos esperar de uma comissão de direitos humanos que tem como presidente alguém que aplaude o desrespeito aos direitos humanos.
Obviamente, posso mudar de opinião, caso alguém me convença que o Policial Militar não é sujeito de direitos humanos, como todos nós.
Talvez, além de ser um excluído, que ganha salários miseráveis para arriscar a vida, ele também não tenha direito a ter os direitos humanos, quem sabe, ele nem seja humano.
Quem sabe ele não é o nosso Excluído Fardado, um descartável, sem vida, sem alma.
O deputado deve rever a sua posição, pelo menos eu espero, sobretudo, porque receberá a minha representação contra o Oficial, como presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALERJ.
Por favor, leiam a apologia ao abuso de autoridade!
BLOG CASO DE POLÍCIA - JORNAL EXTRA:
Publicada em 04/07/2009 às 21:58
"Apoio a comandante da PM que repreendeu cabo por agressão.
Eliane Maria, Paulo Carvalho, Sérgio Meirelles, Extra.
RIO - A repreensão pública a um cabo da Polícia Militar acusado de agressão a um menor de 14 anos durante uma operação na favela Gogó da Ema, em Belford Roxo, na sexta-feira, será levada como exemplo para a Anistia Internacional (Assista ao vídeo). De acordo com o presidente da Comissão de Direitos da Alerj, deputado Marcelo Freixo (PSOL), a atitude do comandante do 3 Comado de Policiamento de Área (3 CPA), coronel Paulo César Lopes, responsável pela Baixada, deve servir de modelo para toda a polícia:
- É algo para servir de exemplo, para entrar na história da polícia do Rio de Janeiro. Vou relatar esta atitude para entidades de Direitos Humanos, como a Anistia Internacional e a ONU.
Sílvia Ramos, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), concorda:
- É uma virada histórica na posição predominante dos comandantes, que sempre desconfiam da denúncia da população, mesmo quando ela é convincente. O coronel teve coragem de reconhecer que a tropa se excedeu. Associação critica
Vanderlei Ribeiro, presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, defendeu o cabo Alessander Azevedo Bruno, e condenou o ato do coronel:
- Ele é vítima de uma estrutura falida e de instrutores como o coronel Lopes, que deveria ter afastado o policial. Jamais ele poderia ter feito o que fez, na frente de todo mundo."
JUNTOS SOMOS FORTES!
O POLICIAL MILITAR É UM CIDADÃO PLENO EM DIREITOS, VAMOS ENSINAR A TODOS ESSA VERDADE.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DFE POLÍCIA
CORONEL BARBONO