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domingo, 10 de abril de 2011

A PROSPERIDADE DO CRIME DIANTE DA INEFICÁCIA NO DESMONTE DAS ESTRUTURAS CRIMINOSAS NO RIO DE JANEIRO.

Peço a sua reflexão:
Por que apesar das inúmeras prisões realizadas pela Polícia Federal, em diferentes operações, assim como, das prisões realizadas em investigações da Polícia Civil e eventualmente, da Polícia Militar, as organizações criminosas continuam a prosperar no Rio de Janeiro?
Isso é incoerente, você não acha?
Um exemplo evidente de tal realidade são as milícias, pois enquanto o governo estadual se vangloria de ter feito centenas de prisões de milicianos, as milícias seguem avançando por todo Rio de Janeiro. Outros exemplos poderiam ser citados como o tráfico de drogas, as maquininhas, os transportes ilegais, o jogo dos bichos, etc, mas penso que as milícias sejam o mais contundente, pois elas crescem apesar das prisões, como a mídia tem destacado.
O que possibilita que tal fenômeno aconteça?
Salvo melhor juízo de sua parte, meu prezado leitor, dois fatores são os que concorrerem mais fortemente para esse estado de coisas.
O primeiro a baixa qualidade das investigações desenvolvidas, o que acaba permitindo que os presos acabem sendo inocentados no processo judicial, retornando para as suas atividades criminosas. Neste caso, a corrupção policial pode colaborar para esse mau desenvolvimento das investigações, permitindo a existência de lacunas para os advogados ou simplesmente não buscando as provas indispensáveis para uma condenação judicial. Seriam prisões só para inglês ver, por assim dizer.
Outro fator, o mais relevante, diz respeito ao fato do governo não atacar as estruturas criminosas e sim apenas as pessoas envolvidas nos crimes, as quais são facilmente substituídas, como ocorre com as milícias, frequentemente.
O governo Sérgio Cabral prendeu centenas de milicianos, porém, inexplicavelmente, só ocupou com policiamento ostensivo uma comunidade antes dominada pelos milicianos, a pequena Comunidade do Batam, na Zona Oeste do Rio. Foram implantadas dezessete Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), mas apenas uma retomou o território que era ocupado pelos milicianos, exatamente a do Batam. O governo prende os milicianos, os quais são prontamente substituídos e as milícias seguem crescendo.
Tal verdade demonstra que o governo não está enfrentando a estrutura criminosa das milícias, apenas prende pessoas, mas todas as condições para a perpetuação do crime continuam existindo, tanto que ele continua e cresce.
Na mesma direção o governo segue com relação ao tráfico de drogas, quando admite publicamente que continua ocorrendo a venda de drogas nas comunidades onde foram implantadas as UPPs, um completo absurdo, ao qual se soma um maior ainda, a permissão para que os traficantes se transfiram de uma comunidade carente para outra, levando suas armas de guerra.
Ora, se o tráfico continua ocorrendo, sendo proibida apenas a exibição de armas, a estrutura não está sofrendo qualquer abalo, ao contrário, considerando a diminuição das despesas dos traficantes, o lucro pode estar sendo maior. Não custa lembrar que nas comunidades onde foram instaladas UPPs, o tráfico não gasta com armas e munições, além disso, manteve apenas a parte da mão de obra que efetivamente vende as drogas, transferindo soldados, olheiros, fogueteiros, etc, para onde ainda são necessários.
O jogo dos bichos é outro que só prospera, enquanto a Polícia Civil se ocupa da prisão dos apontadores e a Polícia Militar nem isso faz.
Cidadão fluminense, o fato é que estamos perdendo a guerra contra o crime organizado no Rio de Janeiro, dia pós dia, em razão de não termos construído uma política de estado para a segurança pública centrada no combate às estruturas criminosas, as quais prosperam a olhos vistos por todo território fluminense e continuarão prosperando.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 16 de março de 2011

CAMORRA, O SISTEMA.

Eu estou tateando na leitura do fascinante livro GOMORRA (Roberto Saviano), escrito a partir da infiltração do autor na máfia italiana, que atualmente vive sobre proteção policial constante e sem endereço fixo.
Optei por ir comentando os aspectos mais relevantes do livro no nosso espaço democrático, sobretudo os que penso guardar alguma relação com a realidade brasilheira.
Hoje trago uma informação: os integrantes da máfia italiana não se referenciam como pertencentes da Camorra e sim, como integrantes do SISTEMA, termo que uso habitualmente para referenciar cada grande estrutura criminosa organizada que gerencia atividades ilícitas nas terras do Brasil.
Tanto lá, como cá, essa estrutura é tão forte quanto a sua capilaridade, ou seja, a capacidade de se infiltrar nas polícias; nos poderes executivo, legislativo e judiciário; na imprensa; no mundo empresarial; etc.
Cooptar a imprensa é fundamental para o SISTEMA, para encobrir (não noticiar) as atividades ilícitas e para reforçar a pseudo legalidade de suas atividades.
A sua força decorre também de outra característica, a diversificação e atividades, ou seja, investir nos mais variados negócios de forma invisível, o que faz com que ganhem uma aparência de completa legalidade.
Na Itália, a Camorra investe muito na alta costura.
Isso, alta costura, roupas caríssimas que o SISTEMA produz idênticas às originais e coloca no mercado por preços muito maias baixos.
Tenho certeza que você foi surpreendido com essa informação.
Isso nos ensina que o SISTEMA pode estar por trás de qualquer atividade que gere dinheiro e seja aparentemente legal.
Obviamente, o SISTEMA também investe em atividades claramente ilegais, como ocorre no Rio de Janeiro, onde investe no jogo dos bichos; maquininhas; bingos; transporte clandestino; combustíveis adulterados; etc.
No Brasil e no Rio, uma fatia das mais rendosas para o SISTEMA são as LICITAÇÕES dos órgãos públicos, como a mídia já noticiou infinitas vezes. É comum que a empresa integrante do SISTEMA forneça as outras empresas (laranjas) necessárias para dar legalidade ao processo de licitação, citando uma forma de agir dessas organizações criminosas.
Recentemente, a mídia fluminense noticiou fortíssimos indícios de fraudes na compra superfaturada de medicamentos e na manutenção das ambulâncias utilizadas pelo Corpo de Bombeiros, ambos os casos ocorridos na secretaria de saúde do governo Sérgio Cabral.
Prezado leitor, fico por aqui, lembrando que o SISTEMA na verdade é um conjunto de sistemas maiores ou menores e não esqueça:
- O SISTEMA pode estar bem próximo de você, travestido de legalidade e enriquecendo as máfias.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A COMPLETA REPROVAÇÃO DO GOVERNO SÉRGIO CABRAL - TRANSPORTES.

Eu já postei artigos a respeito da reprovação do governo Sérgio Cabral (PMDB) nas áreas da saúde e da educação, isso de forma sintética, hoje comento a área do transporte público.
Os transportes coletivos do Rio de Janeiro constituem mais uma prova incontestável da péssima gestão do governo estadual e do governo do município do Rio de Janeiro, exercido por Eduardo Paes (PMDB).
A própria situação precária das vias públicas é o primeiro sinal de que no transporte através de ônibus, vans, kombis e táxis, as coisas não poderiam caminhar na direção da eficiência.
As ruas são um pesadelo para os motoristas, excetuando-se a Zona Sul, que parecem fazer parte de um outro país.
O serviço de táxis é o que funciona melhor, sobretudo no Centro e na Zona Sul.
Os ônibus sobram na Zona Sul e faltam nas outras zonas.
Os moradores da Zona Oeste e da Baixada Fluminense viajam em coletivos superlotados, em mau estado de conservação, após longa espera nos pontos.
No transporte intermunicipal através de vans legalizadas, Sérgio Cabral desempregou mais de 1.000 topiqueiros ao realizar a licitação que regula o transporte, prejudicando essas famílias e ainda, milhares de usuários com a diminuição da frota.
Em contrapartida, o transporte clandestino de vans e kombis funciona a todo vapor e transformam a cidade do Rio de Janeiro em um autêntico caos, um trânsito enlouquecedor, mais uma vez a Zona Sul é uma exceção.
Os trens seguem na mesma direção, lotados e com constantes interrupções no funcionamento, sendo comum a cena de centenas de cidadãos indo à pé pelos trilhos, para a estação mais próxima.
Dias atrás uma composição circulou sem maquinista e a solução foi interromper o fornecimento de energia, estivemos a um passo de uma gigantesca tragédia.
O Metrô é a obra prima da incompetência gestora.
Sérgio Cabral investe na propaganda a respeito das “melhorias”, chegando a propagar que a ligação direta Pavuna-Botafogo atenderia um milhão de pessoas, sendo que a realidade demonstrou que a ligação aumentou as deficiências do serviço, que se transformou em um transporte inteiramente desconfortável, onde esse um milhão de pessoas viaja como sardinhas em lata colocadas dentro do forno.
Cabral faz festa, chama Lula e inaugura estações com pompa e circunstância, mas não comprou as composições que o Metrô precisa para atender as expansões. Cabe destacar que esse fato causa muita estranheza, pois o governo estadual adora comprar e alugar, o que teria acontecido com relação a compra desses trens?
Pior, Cabral não assume o erro e no curso de uma entrevista jogou a culpa inteira do fiasco no colo do Metrô.
Ele só quer a festa, as viagens, os bônus políticos.
Ele não tem culpa de nada.
Ele está acima do bem e do mal.
Ele é Sérgio Cabral, o pior governo que o Rio já teve.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 14 de março de 2009

SÃO PAULO - TENENTE-CORONEL PRESA SUSPEITA DE LIDERAR ESQUEMA DE ARRECADAÇÃO DE PROPINA.

O GLOBO:
Plantão Publicada em 14/03/2009 às 20h54m.
SÃO PAULO - Uma tenente-coronel foi presa suspeita de liderar um esquema de arrecadação de propina em quatro cidades da Grande São Paulo. Elizabete Soliman, que chegou ao segundo posto mais alto da PM, chefiava uma quadrilha que extorquia dinheiro de donos de máquinas caça níqueis, donos de bingos e de transportes clandestinos. Ela foi levada para a corregedoria da Polícia Militar na capital. A promotora Eliana Passareli disse que Elizabete recebia por mês R$ 30 mil com o esquema.
- Ela tinha como benefício, por mês, cerca de 30 mil, mas nunca em conta própria, sempre em conta de terceiros, sempre trocando cheques, recebendo dinheiro vivo -disse Eliana Passareli.
O esquema funcionava em Guarulhos, Arujá, Itaquaquecetuba e Santa Isabel. As investigações indicam também a participação do major Altair do Carmo Silva, que também foi preso. Até agora, 10 policiais foram detidos acusados de envolvimento no esquema. Outros seis estão sendo investigados. Policiais da Corregedoria estiveram neste sábado na casa de todos eles em busca de mais provas.
- Eu não vou me surpreender se aparecerem mais policiais militares envolvidos. Eu torço para que não tenha, mas não vai me surpreender - afirmou Wagner César Gomes Oliveira, comandante do policiamento de Guarulhos.
As investigações começaram há um ano. Em troca de redução de pena, a chamada delação premiada, o tenente Antonio Domingos de Souza Neto, contou detalhes do suposto esquema. Ele disse que o major Altair Silva propôs a ele o recebimento de R$ 1,5 mil por mês para ele não interferir na fiscalização de máquinas caça-níqueis na cidade de Arujá. Ele afirmou ainda que a tenente-coronel recebeu vantagens indevidas, mas não soube precisar o valor do pagamento.
A tenente-coronel comandava o 31º Batalhão de Polícia Militar de Guarulhos. Ela foi afastada das funções justamente por causa da investigação. Antes de ser presa, Elisabete Soliman trabalhava no comando de policiamento da capital em São Paulo cumprindo funções administrativas. O comandante do policiamento de Guarulhos disse que a tenente-coronel não tem envolvimento com desvio de cargas apreendidas. A suspeita é de que esse crime tenha sido feito pelos outros policiais que estão presos.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO