Eu estou tateando na leitura do fascinante livro GOMORRA (Roberto Saviano), escrito a partir da infiltração do autor na máfia italiana, que atualmente vive sobre proteção policial constante e sem endereço fixo.
Optei por ir comentando os aspectos mais relevantes do livro no nosso espaço democrático, sobretudo os que penso guardar alguma relação com a realidade brasilheira.
Hoje trago uma informação: os integrantes da máfia italiana não se referenciam como pertencentes da Camorra e sim, como integrantes do SISTEMA, termo que uso habitualmente para referenciar cada grande estrutura criminosa organizada que gerencia atividades ilícitas nas terras do Brasil.
Tanto lá, como cá, essa estrutura é tão forte quanto a sua capilaridade, ou seja, a capacidade de se infiltrar nas polícias; nos poderes executivo, legislativo e judiciário; na imprensa; no mundo empresarial; etc.
Cooptar a imprensa é fundamental para o SISTEMA, para encobrir (não noticiar) as atividades ilícitas e para reforçar a pseudo legalidade de suas atividades.
A sua força decorre também de outra característica, a diversificação e atividades, ou seja, investir nos mais variados negócios de forma invisível, o que faz com que ganhem uma aparência de completa legalidade.
Na Itália, a Camorra investe muito na alta costura.
Isso, alta costura, roupas caríssimas que o SISTEMA produz idênticas às originais e coloca no mercado por preços muito maias baixos.
Tenho certeza que você foi surpreendido com essa informação.
Isso nos ensina que o SISTEMA pode estar por trás de qualquer atividade que gere dinheiro e seja aparentemente legal.
Obviamente, o SISTEMA também investe em atividades claramente ilegais, como ocorre no Rio de Janeiro, onde investe no jogo dos bichos; maquininhas; bingos; transporte clandestino; combustíveis adulterados; etc.
No Brasil e no Rio, uma fatia das mais rendosas para o SISTEMA são as LICITAÇÕES dos órgãos públicos, como a mídia já noticiou infinitas vezes. É comum que a empresa integrante do SISTEMA forneça as outras empresas (laranjas) necessárias para dar legalidade ao processo de licitação, citando uma forma de agir dessas organizações criminosas.
Recentemente, a mídia fluminense noticiou fortíssimos indícios de fraudes na compra superfaturada de medicamentos e na manutenção das ambulâncias utilizadas pelo Corpo de Bombeiros, ambos os casos ocorridos na secretaria de saúde do governo Sérgio Cabral.
Prezado leitor, fico por aqui, lembrando que o SISTEMA na verdade é um conjunto de sistemas maiores ou menores e não esqueça:
- O SISTEMA pode estar bem próximo de você, travestido de legalidade e enriquecendo as máfias.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
Optei por ir comentando os aspectos mais relevantes do livro no nosso espaço democrático, sobretudo os que penso guardar alguma relação com a realidade brasilheira.
Hoje trago uma informação: os integrantes da máfia italiana não se referenciam como pertencentes da Camorra e sim, como integrantes do SISTEMA, termo que uso habitualmente para referenciar cada grande estrutura criminosa organizada que gerencia atividades ilícitas nas terras do Brasil.
Tanto lá, como cá, essa estrutura é tão forte quanto a sua capilaridade, ou seja, a capacidade de se infiltrar nas polícias; nos poderes executivo, legislativo e judiciário; na imprensa; no mundo empresarial; etc.
Cooptar a imprensa é fundamental para o SISTEMA, para encobrir (não noticiar) as atividades ilícitas e para reforçar a pseudo legalidade de suas atividades.
A sua força decorre também de outra característica, a diversificação e atividades, ou seja, investir nos mais variados negócios de forma invisível, o que faz com que ganhem uma aparência de completa legalidade.
Na Itália, a Camorra investe muito na alta costura.
Isso, alta costura, roupas caríssimas que o SISTEMA produz idênticas às originais e coloca no mercado por preços muito maias baixos.
Tenho certeza que você foi surpreendido com essa informação.
Isso nos ensina que o SISTEMA pode estar por trás de qualquer atividade que gere dinheiro e seja aparentemente legal.
Obviamente, o SISTEMA também investe em atividades claramente ilegais, como ocorre no Rio de Janeiro, onde investe no jogo dos bichos; maquininhas; bingos; transporte clandestino; combustíveis adulterados; etc.
No Brasil e no Rio, uma fatia das mais rendosas para o SISTEMA são as LICITAÇÕES dos órgãos públicos, como a mídia já noticiou infinitas vezes. É comum que a empresa integrante do SISTEMA forneça as outras empresas (laranjas) necessárias para dar legalidade ao processo de licitação, citando uma forma de agir dessas organizações criminosas.
Recentemente, a mídia fluminense noticiou fortíssimos indícios de fraudes na compra superfaturada de medicamentos e na manutenção das ambulâncias utilizadas pelo Corpo de Bombeiros, ambos os casos ocorridos na secretaria de saúde do governo Sérgio Cabral.
Prezado leitor, fico por aqui, lembrando que o SISTEMA na verdade é um conjunto de sistemas maiores ou menores e não esqueça:
- O SISTEMA pode estar bem próximo de você, travestido de legalidade e enriquecendo as máfias.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

