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domingo, 31 de outubro de 2010

ONG RIO DE PAZ DEMONSTRA SEU AMOR PELA POLÍCIA MILITAR, NOVAMENTE.

Segunda Marcha Democrática do Rio de Janeiro
Polícia Militar - Corpo de Bombeiros
17 FEV 2008

O GLOBO - BLOG REPÓRTER DE CRIME.
Rio de Paz envia mensagem especial à PM

29/10/2010 - 10:00 (Jorge Antonio Barros) O diretor do movimento Rio de Paz - que luta pela redução de homicídios no país e, especialmente, no Rio - Antonio Carlos Costa, envia artigo com o objetivo de debater a situação da Polícia Militar, que está novamente na berlinda com o filme "Tropa de Elite 2".

MENSAGEM À POLÍCIA MILITAR

Por Antonio Carlos Costa, especial para o Blog Repórter de Crime
O Tropa de Elite II feriu muita gente dentro da Polícia Militar, que viu sua instituição ser objeto da mais ampla e severa crítica de toda a sua história. Efeito oposto ocorre na sociedade civil do Rio de Janeiro, indignada com a mesma polícia em razão das denúncias gravíssimas feitas pelo filme. Pensei no que falar para os policiais militares.
O Rio de Janeiro é impensável sem vocês. Não consigo imaginar a nossa cidade sem a sua presença nas ruas. Sem o seu trabalho não há futebol no Maracanã, festa de Ano Novo em Copacabana, liberdade de locomoção face à violência do Rio e prisão de bandidos que praticam crimes que miséria de espécie alguma pode justificar.
A segurança que auferimos do seu trabalho, não nos é oferecida, sabemos, sem que seus soldados e oficiais paguem um preço altíssimo. Enquanto estamos dormindo, muitos de vocês tombam em vielas, becos e ruas escuras da cidade. Não são poucos os que lutam contra o cansaço da noite, dentro de viaturas frágeis, em áreas reconhecidamente perigosas. Muitas vezes presas fáceis de criminosos, como aconteceu em julho de 2008, com os dois policiais que foram mortos na Fonte da Saudade. Naquele dia, eu mesmo fui para o local do crime, a fim de fixar uma faixa, com os seguintes dizeres: "Mataram aqui dois seres humanos que trabalhavam em condições desumanas".
Ninguém se arriscaria por tão pouco. O que ganham é incompatível com o valor social da sua profissão, os riscos inerentes ao seu exercício e angústias que pais, mães, esposas e filhos de policiais sofrem sempre que vêem seus queridos partirem sem a certeza de voltar. Não podemos nos esquecer dos que voltaram, mas feridos irreversivelmente, andando hoje em cadeira de roda, por terem vivido o sonho de livrar a cidade das ações de criminosos.
Pais, tanto no asfalto quanto morro, geram filhos irresponsavelmente, crianças crescem sem noção de certo e errado, jovens são mantidos fora da sala de aula por força do fracasso do Estado em oferecer-lhes educação atraente, garotos com demandas imensas no campo da auto-estima aprendem a se sentirem importantes por meio do narcotráfico e uso de arma de fogo, salários indecentes são oferecidos para gente que se sente explorada no mercado de trabalho, enquanto ao mesmo tempo uma cultura hedonista lhes acena com as ofertas do insaciável mercado de consumo; e espera-se que a polícia seja a solução para os crimes aos quais esse tipo de sociedade está exposta.
Gostaria de lembrar-lhes do apreço que todo cidadão consciente tem pelo trabalho policial. Sendo quem somos, é inimaginável a vida sem pessoas que se disponham a fazer o trabalho "sujo", "violento" e que "não requer estudo" que vocês realizam. A profissão de policial é digna.
Por tudo isso, enche-nos de tristeza ver uma instituição tão importante, cair em tamanho descrédito, perante os olhos de tantos, por causa dos erros cometidos por não poucos. O diretor do filme, José Padilha, não mentiu.
Em todas as profissões brasileiras há casos graves de corrupção: médicos que operam sem necessidade, juízes que vendem sentenças, agentes do poder público que desviam dinheiro do povo. Mas quando vocês erram -executando quem poderiam prender, usando a força desmedidamente, deixando-se marionetar pela classe política, passando fuzil para bandido, vendendo narcotraficante para facção rival, impossibilitando o trabalho pericial através da descaracterização do local do crime, parando automóvel na rua para extorquir ninharia-, o resultado final são vidas interrompidas por tão pouco, famílias destruídas pela dor da saudade e uma população amedrontada.
Não quero que a Polícia Militar acabe. Peço que vocês vivam à altura da sua vocação, uma vez que muito dependemos do exercício justo e honesto desse poder que lhes foi outorgado. Respondam às possíveis críticas, portanto, repensando seu papel, buscando mecanismos para melhor controle da ação policial, selecionando bem seus candidatos e apresentando à sociedade civil e poder público tudo aquilo de que carecem para cumprirem sua honrosa missão.
Antonio Carlos Costa
Presidente do Rio de Paz

COMENTO:
A ONG RIO DE PAZ é diferente, eu sou testemunha viva dessa verdade.

Inúmeras vezes tive o imenso prazer de ombrear com o bravo Antonio Carlos Costa e com os integrantes voluntários da Rio de Paz, em diversos atos públicos pelo Rio de Janeiro.
A Rio de Paz defende a vida e age nessa direção sem ficar contra a Polícia Militar, não possui tal predisposição que parece ter nascido com outras organizações, que demonstram odiar a PM, como se ela fosse responsável por erros que homens cometeram no passado, cometem no presente e cometerão no futuro.
A ONG sabe diferenciar a instituição dos erros humanos, luta simultaneamente para preservar a Polícia Militar e para responsabilizar os errados, inclusive os governantes, que são os principais responsáveis, na minha opinião.
Penso que quem puxa o gatilho não é apenas o policial que na rua, na ponta da linha carece de salários, de treinamento, de condições de trabalho e de dignidade.
Na verdade, o Policial Militar é um coitado.
No Rio de Janeiro o Policial Militar é tratado como um NÃO CIDADÃO pelo governo estadual.
O meu agradecimento ao amigo Antonio Carlos e à ONG Rio de Paz.
A Polícia Militar precisa ser salva e os Policiais Militares (de verdade) sabem que pode contar com vocês.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

sábado, 12 de julho de 2008

O PRIMEIRO PASSO DA SOCIEDADE ORGANIZADA CONTRA A "POLÍTICA DO CONFRONTO ARMADO" NO RJ.

Por uma nova Polícia
Em Defesa da Vida: Manifesto pela Redução de Mortes por Arma de Fogo e Reforma das Instituições Policiais do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com os dados oficiais do Instituto de Segurança Pública, nos últimos oito anos ocorreram 51.473 homicídios dolosos no estado do Rio de Janeiro. Uma média de 6.434 assassinatos por ano. No mesmo período, 7.588 pessoas foram mortas por policiais, em conseqüência de uma suposta reação à ação de polícia. Uma média de 948 mortes por ano. Somente no 1º quadrimestre do ano de 2008, 2.030 vidas humanas foram ceifadas em razão das mortes violentas intencionais e 502 pessoas já faleceram em decorrência de presumidas situações de confronto com a polícia. Como se tudo isso não bastasse, acredita-se que 70% dos casos de desaparecimento são na realidade ocorrências de homicídio doloso.
À guisa de projeção para o ano de 2.008, segundo estimativa do CESEC / UCAM (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania), o número de pessoas mortas em razão da violência intencional pode ultrapassar mais de 11.000 casos, somados os homicídios dolosos, as lesões corporais seguidas de morte, os latrocínios (roubos seguidos de morte), os autos de resistência (pessoas mortas em decorrência da ação policial) e os casos de pessoas desaparecidas com suspeitas de homicídio. Nessa hipótese, no final do ano a taxa de homicídio ultrapassaria o patamar de 60 mortes para cada 100.000 habitantes.
Para agravar essa triste realidade de violência e criminalidade que assola a qualidade de vida da população fluminense, em alguns espaços geográficos da nossa cidade maravilhosa (sobretudo nas favelas), a comunidade local, por força da omissão e da permissividade do Poder Público, encontra-se refém do medo, subjugada ao domínio territorial armado, que é imposto através do terror, por grupos de narcotraficantes ou de “milicianos”, em detrimento do exercício do monopólio do uso legítimo da força legal por parte do Estado, inclusive com a instalação de tribunais de execução.
A situação no Estado do Rio de Janeiro é, portanto, de grave perturbação da ordem pública. Tão grave, particularmente na Capital, que as forças de segurança do estado são insuficientes em número e tecnicamente limitadas para o desafio que se impõe. Uma luta que extravasa os limites operacionais do aparelho policial do estado.
O medo, o estresse, o sentimento de impunidade, a insegurança pública que interfere na qualidade de vida das pessoas, a desconfiança da população nas instituições policiais, a falta de policiamento ostensivo, os altos índices de criminalidade violenta, a alta taxa de letalidade da ação policial, a baixa taxa de produção de laudos periciais criminais e a impunidade resultante da insignificante taxa de elucidação dos delitos são alguns dos indicadores que legitimam as demandas e expectativas da sociedade fluminense que clama por reformas profundas nas instituições policiais do nosso estado.
Nesse contexto, nós, cidadãos fluminenses, representantes das instituições e entidades abaixo relacionadas, reunidas no “Fórum Pela Vida e Pela Paz”, exigimos do governo estadual que, em parceria com a sociedade cível organizada, se inicie o processo de construção de uma nova política de segurança pública que tenha como resultado, dentre outras coisas, uma outra instituição policial.
Desejamos e queremos uma nova Polícia. Uma nova polícia composta por cidadãos plenos. Por mulheres e homens tecnicamente bem capacitados, bem equipados e bem remunerados para o exercício de sua nobre arte e missão. Uma polícia constituída de profissionais que se dediquem integralmente e exclusivamente a sua atividade funcional.
Não queremos uma polícia que mate e que morra de forma gratuita. Desejamos e exigimos uma polícia que valorize acima de tudo a vida. Uma polícia que saiba administrar os conflitos e que atue na proteção das pessoas e do patrimônio de forma efetiva, de modo a compatibilizar a eficácia da ação operacional com o respeito aos direitos civis, sobretudo o direito à vida, à liberdade e à propriedade.
Enfim, uma nova polícia que proteja e sirva à população e que cultive a preservação da vida como principal valor institucional.
Cremos que as mudanças que desejamos como sociedade civil organizada, só será possível com a participação de todos e todas!
Rio de Janeiro, 11 de julho de 2008.

Rio de Paz
Viva Rio
Movimento Segurança Cidadã
Mães do Rio
Gabriela Sou da Paz
FAFERJ
Rede Comunitária
Movimento Contra Violência

terça-feira, 8 de abril de 2008

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

RIO DE PAZ - MANIFESTO PELA REDUÇÃO DE HOMICÍDIOS




Ontem, na reunião na Cândido Mendes, o Presidente da organização RIO DE PAZ, Antonio Carlos Costa falou sobre o sucesso da cerimônia realizada na Praia de Copacabana.
O evento cívico percorre o mundo através da mídia e da internet.
E mais uma prova que...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIOR PLENO