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terça-feira, 13 de março de 2012

PARANÁ: PMs QUEREM REUNIÃO DIRETA COM O GOVERNADOR.

SITE G1 – PARANÁ:
02/03/2012 16h25 - Atualizado em 02/03/2012 16h25
Policiais militares querem reunião direta com governador do Paraná
Militares não aceitam tabela salarial divulgada pelo governo estadual.
Secretário diz que proposta valoriza os servidores.
O Fórum de Entidades, que representa os policiais militares do Paraná, se reuniu na manhã desta sexta-feira (2), em Curitiba, para avaliar a tabela de reajuste salarial apresentada pelo governo do Paraná, na quinta-feira (1º). Eles não concordaram com os valores e decidiram solicitar uma reunião direta com o governador Beto Richa. A negociação salarial foi feita através do comando da Polícia Militar.
Ao G1, o presidente da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos, Inativos e Pensionistas do Paraná (Amai), Elizeu Ferraz Furquim, afirmou que a proposta não chega a um acréscimo real de 4%. “Há uma manipulação dos números de forma a aparecer que está tudo bem”.
O governo, por meio da Secretaria de Administração e Previdência, propôs o salário inicial de R$ 3.225,00, podendo chegar a R$ 4.828,00, caso o policial não receba nenhuma promoção. Segundo Furquim, para que os prejuízos salariais dos últimos anos fossem recuperados, o salário base deveria ser de R$ 4.500,00 (Leiam).
Juntos Somos Fortes!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

PARANÁ: POLICIAIS SE MANIFESTAM POR MELHORES SALÁRIOS.

SITE G1 - PARANÁ:
25/02/2012 10h16- Atualizado em 25/02/2012 10h16.
Policiais se manifestam por melhores salários no norte e oeste do Paraná.
Protestos foram realizados em Campo Mourão e Foz do Iguaçu, na sexta (24).
Eles fizeram vigílias e reclamaram da postura do governo nas negociações.
Policiais do norte e do oeste do Paraná fizeram manifestações na noite de sexta-feira (25) por melhores salários. Eles fizeram vigílias e reclamaram da postura do Governo Estadual nas negociações pelo aumento dos vencimentos, bem como a estruturação do plano de carreira das categorias.
Em Campo Mourão, cerca de 50 policiais se reuniram na Praça da São José. Eles discursaram, acenderam velas e rezaram do lado de fora da Catedral do município. Depois saíram em carreata pelas ruas da cidade.
Em Foz, o protesto envolveu policiais civis, militares e bombeiros. Acompanhados das famílias, eles colocaram um caixão em meio a uma praça da cidade com os dizeres “Segurança Pública”, além de "Respeito", "Dignidade", entre outros. Eles também acenderam velas e realizaram um apitaço. Enquanto os policiais civis reclamavam do posicionamento do governo e dos líderes sindicais nas negociações, o militares e bombeiros alegam que as decisões governamentais tomadas até o momento não beneficiam agentes antigos.
Reunião
Na tarde de sexta, o Governo Estadual se reuniu com representantes da Polícia Civil e apresentou uma nova proposta de pagamento dos valores referentes ao aumento salarial e da Emenda 29. Os policiais tiveram acesso a uma tabela com o cronograma de pagamento referente a 2012, mas se comprometeram a não divulgar os dados até que uma conversa com representantes da Polícia Científica seja realizada no dia 28 de fevereiro, mesma data em que uma assembleia da categoria deve votar esta nova proposta.
Na quinta-feira (23), o Comando Geral da Polícia Militar (PM) também recebeu uma proposta do governo com uma tabela de vencimentos para todas as patentes e cargos da categoria. O Comando ficou encarregado de repassar a tabela às associações que representam os PMs.
Com essas iniciativas, o governo espera fechar um acordo com todos os policiais e afastar a possibilidade de greve. No dia 16 de fevereiro, os sindicatos da Polícia Civil chegaram a aprovar um indicativo de greve, que deveria ter começado no dia 19. Contudo, uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná proibiu os policiais de paralisar as atividades.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 21 de janeiro de 2012

PARANÁ: GREVE GERAL DA SEGURANÇA PÚBLICA PODERÁ SER INICIADA.

EMAIL RECEBIDO:
Policiais realizam concentração na Boca Maldita neste sábado
sexta-feira, janeiro 20th, 2012
Policiais e bombeiros militares e policiais civis distribuem panfletos para a população curitibana, explicando sobre a necessidade de implementar a Emenda 29
Os profissionais da segurança pública, policiais civis e militares e bombeiros militares, realizam neste sábado (21), uma manifestação pacífica pela implementação do subsídio. Reunidos na Boca Maldita, às 9 horas, eles distribuirão panfletos para as pessoas que passarem pela Rua XV de Novembro, com o objetivo de explicar a Emenda 29 e a necessidade dela ser implementada.
Com o título “A polícia pode parar”, o folder explica que o subsídio é um direito constitucional e informa sobre o trabalho realizado em busca da implementação da Emenda, que deveria ter ocorrido até abril de 2010. “Uma possível paralisação da segurança pública pode ser evitada pelo governo. Basta que cumpra a Constituição do Estado”, afirma o texto.
Todos os policiais e bombeiros militares estão convidados a participar desta mobilização, assim como seus familiares e amigos. Aqueles que tiverem a camiseta do subsídio devem vesti-las, ou então, qualquer camiseta de cor azul (Leiam o panfleto - use a lupa para ampliar).
Juntos Somos Fortes!

domingo, 15 de janeiro de 2012

PARÁ: POLICIAIS MILITARES PROMETEM GREVE JÁ NA PRÓXIMA SEMANA.

O Estado pode amanhecer sem policiais e bombeiros militares já na próxima semana, caso a categoria não chegue a um acordo com o Governo do Estado em relação a diversas reivindicações, entre elas 100% de reajuste das perdas salarais.
Segundo o cabo Edvaldo Xavier, presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia e Corpo de Bombeiros Militar do Pará, 'desde 2006 que os cabos e sargentos vêm sofrendo perdas quando há reajuste nos seus salários', comentou indignado.
Uma assembleia geral na próxima quarta-feira (18) deve decidir o futuro do movimento. 'Neste dia vamos discutir, além do reajuste salarial, o aumento da gratificação do risco de vida, o cumprimento da lei de interiorização, definição em lei da carga horária de trabalho e gratificação de dedicação exclusiva e tempo integral', citou Xavier.
Caso os militares não cheguem a um acordo com o Governo do Estado, uma greve pode atingir todo o Pará ainda esse mês. 'Se nada for decidido, pelo menos 13 mil policiais militares devem parar em todo o Estado', alertou o cabo. Somente a Polícia Militar do Pará conta hoje com cerca de 14 mil policiais em todo o Estado.
Outro lado - Por telefone, a assessoria da Polícia Militar afirmou ao Portal ORM que ainda não há nenhuma informação oficial sobre greve da categoria. A assessoria informou ainda que o comandante geral da Polícia Militar, coronel Daniel Borges Mendes, ainda não foi procurado por nenhuma das oito associações que fazem parte do comando de greve para tratar sobre o assunto.
A assessoria lembrou, no entanto, que, de acordo com a Constituição Brasileira de 1988, 'ao militar são proibidas a sindicalização e a greve', por isso, não há lei específica que obrigue que permaneça um efetivo mínimo de policiais nas ruas, caso o movimento seja deflagrado.
Mudanças - No último dia 6 de janeiro, o Governador do Estado, Simão Jatene, trocou o comando da PM. O coronel Daniel Borges assumiu o cargo antes ocupado pelo coronel Mário Solano. Três dias após sua posse, o coronel anunciou os nomes dos novos gestores das unidades da PM em todas as regiões do Estado, além de ter divulgado quais as próximas ações da Polícia Militar enquanto estiver no cargo.
Sobre o atual número de policiais, o comandante geral ressaltou que o governor realizará concurso público neste ano, para ampliar o quadro com mais de 2 mil militares.
Redação Portal ORM
Juntos Somos Fortes!

sábado, 14 de janeiro de 2012

PARANÁ: MOBILIZAÇÃO DOS POLICIAIS MILITARES.

BLOG DA AMAI:
Relação dos integrantes da comissão e proposta de anteprojeto são entregues ao comando geral.
Representantes das Associações estiveram no Quartel do Comando Geral, na manhã desta sexta-feira (13), para entregar ao comandante-geral da PMPR, coronel Roberson Luiz Bondaruck, o ofício com a relação dos militares nomeados pelo Fórum para integrar a comissão especial, bem como a proposta de anteprojeto de lei das associações, com as devidas tabelas, para a implementação da Emenda 29 (subsídio).
O comandante-geral reafirmou o apoio e se comprometeu a analisar o anteprojeto recebido. A comissão se reúne no próximo dia 16, para instalação e primeira reunião executiva, onde serão apresentadas as demais propostas. No dia 23 acontece o segundo encontro e no dia 30 de janeiro a última reunião, com a defnição da proposta final para ser encaminhada ao Governo.
Além da relação dos integrantes da comissão, o ofício informa ao comandante sobre a reunião do Fórum realizada no dia 11/01, e algumas condições para a referida participação, tais como deliberações conjuntas, ausência de “voto minerva”, reuniões públicas e dispensa dos integrantes que estão na ativa. Com relação aos valores do subsídio, como afirmado anteriormente, deve ser obedecido o escalonamento vertical de 1996, correção dos valores pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) e obedecidos os princípios constitucionais de parcela única e de irredutibilidade salarial, por posto e graduação.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ - A FARDA, O FARDO E A GLÓRIA.

GAZETA DO POVO.
A farda, o fardo e a glória
Policiais precisam estar preparados para situações inusitadas do dia a dia em comunidade.
22/08/2011 - Juliana Gonçalves.
No dia a dia, um policial se depara com inúmeras situações porque está sempre em contato com a população e, muitas vezes, é a única manifestação do Estado disponível. Isso leva a comunidade a requisitá-los para todo tipo de adversidade. Foi o que aconteceu com o cabo Joel Chaves, na situação que, segundo ele, foi a mais inusitada em seus 25 anos de carreira.
Na manhã do dia 27 de julho, Chaves e os colegas do destacamento do 13.º Batalhão de Curitiba foram surpreendidos pelos pedidos de socorro de um jovem que estava com a mulher no carro já em trabalho de parto. Assim que viram a situação da gestante, os policiais chamaram o Siate. “Eu percebi que não ia dar tempo. Pedi uma luva cirúrgica e tomei a frente para fazer o parto.”
Apesar de não ter nenhuma experiência, a não ser o acompanhamento do parto do próprio filho, Chaves não hesitou em ajudar o casal na emergência. “Eu agi muito por instinto. Na polícia, a gente só recebe treinamento básico para prestar primeiros socorros”, explica. “Eu penso que, se não for pra encarar qualquer coisa, estou na profissão errada. Não fui herói. Eu fiz o que um policial deveria fazer”, diz ele.
Em situações como essa, o policial desmitifica a imagem puramente repressiva que a polícia tem. E mostra que há profissionais dedicados a exercerem bem seu trabalho, mesmo quando é preciso colocar a própria vida em risco. “Medo a gente tem, mas só pensa nele depois que cumpre a tarefa”, revela Chaves.
No mesmo dia em que o parto foi realizado em Curitiba, dois policiais da 4.ª Companhia Inde­pendente de Londrina se arriscaram em uma operação que resultou na prisão de 11 pessoas que formavam uma quadrilha de roubo de carros sob encomenda.
Na rua, o sargento Francisco Rodrigues e o soldado Luiz Galvão foram informados, por rádio, do roubo de um carro. Eles localizaram o veículo e, com a prisão, souberam da existência de um barracão usado para esconder os veículos. “Nós deixamos a viatura e fomos com os três ladrões no carro. A gente não sabia quantas pessoas havia no barracão e se estavam armados”, conta Rodrigues.
Depois de prender mais seis pessoas e apreender três armas e mais dois carros, os policiais descobriram, através de uma ligação feita para um dos ladrões, que dois receptadores aguardavam a entrega de um carro com placas trocadas. “Novamente, nos infiltramos entre eles e fomos ao encontro dos receptadores, que também acabaram presos.”
Prevenção
Além de zelar pela segurança e tranquilidade da sociedade, às vezes colocando em risco a própria vida, policiais se dedicam a projetos sociais que visam à construção da cidadania e a prevenção da criminalidade.
Em 2002, o 5.º Batalhão da Polícia Militar de Londrina criou o Cidadão Mirim, um projeto de contraturno escolar desenvolvido com crianças de 8 a 13 anos em situação de vulnerabilidade social. “A ideia nasceu numa região bastante carente da cidade, para tirar as crianças da rua e afastá-los das drogas e da violência”, conta o coordenador do projeto, subtenente Vilmar Giroldo.
Com apoio da Igreja e da própria comunidade, o projeto já atendeu a cerca de 900 crianças, com atividades esportivas, culturais, religiosas, além de palestras educativas. “Desde 2002, não tivemos mais envolvimento desses menores em delitos.”
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 5 de junho de 2010

POLICIAIS MILITARES SÃO CANDIDATOS A GOVERNADOR E A VICE NO PARANÁ.

EMAIL RECEBIDO:
A POLICIA MILITAR TEM REPRESENTANTE PARA GOVERNO
PRTB vai de chapa “puro-sangue”
28 de Maio de 2010
Presidente do PRTB Marino Teixeira (camisa amarela) anuncia chapa puro-sangue.
O presidente estadual do PRTB, Marino Teixeira, afirmou nesta sexta-feira que o partido lançará candidato a governador e vice nas eleições deste ano.
Hoje, em Maringá, o PRTB realizou a pré-convenção que apontou o nome de ROBINSON LUIS CORDEIRO DE PAULA ( CB DE PAULA) para a disputa do Palácio Iguaçu.
O vice “prtebista” será Celso Luiz Carazzai. (SD CARAZZAI)
FONTE:
http://www.esmaelmorais.com.br/?p =26653
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 11 de março de 2010

GOVERNANTE TEMPORÁRIO AMEAÇA POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ.


BEMPARANÁ:
Requião ameaça colocar "na rua" PMs que queiram fazer greve
O governador disse admitir o direito de protesto mas não aceita a interrupção dos serviços.
"O governador Roberto Requião, que esteve em Londrina na manhã desta quinta-feira (11) para inauguração de um hospital, comentou a mobilização iniciada na noite de ontem, pelos Policiais Militares, que protestam contra o aumento sugerido pelo governo estadual aos servidores. O governador disse admitir o direito de protesto mas não aceita a interrupção dos serviços. Em caso de uma greve se concretizar, Requião disse que não haverá chance para os policiais. "E cadeia e rua!", afirmou. Para o governador, a manifestação não passa de uma "safadeza". A proposta de aumento aos sevidores do Estado, anunciado ontem pelo vice-governador Orlando Pessuti, na Assembleia Legislativa, é de 5% - reajuste que não foi é aceito pela categoria, que também reclama da demora em se votar a PEC 300, que institui o piso nacional dos policiais militares. Protesto - Os praças de quatro batalhões da PM — 12º, 13º, 17º e 20º — pararam de anteder chamados na Capital e região na noite de ontem. Apenas casos urgentes eram atendidos. Segundo policiais que não se identificaram, a intenção era parar todas as atividades. Desde a tarde de ontem já havia rumores sobre uma tabela de salários que corria os batalhões apontando as distorções entre o ganha um soldado e um oficial mais graduado. Ainda no final da tarde, soldados do 13º Batalhão da PM no Capão Raso se aquartelaram e não atendiam mais chamados. No começo da noite as negativas em anteder ocorrências foram se espalhando por outros quarteis. A ordem seria recolher as viaturas de volta. Para organizar a manifestação, os policias teriam usado o rádio de comunicação da PM e as mulheres dos policiais estariam sendo mobilizadas para fazer piquetes em quartéis e não permitir a saída dos policiais. Esta é a única forma deles não serem processados já que a legislação não permite que façam paralisação".
Aos Policiais e Bombeiros Militares do Paraná o nosso apoio irrestrito na luta por cidadania através da conquista de salários dignos e de adequadas condições de trabalho.
Solicito aos mobilizados que nos mantenham informados para que possamos divulgar cada detalhe da justa mobilização.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

PARANÁ - SEGUE LIDERANDO MANIFESTAÇÕES CONTRA BAIXOS SALÁRIOS.


Policiais se aquartelaram e ameaçaram greve contra “aumento ridículo”.
O boato de que a mensagem entregue na Assembléia Legislativa, ontem, pelo vice-governador Orlando Pessuti, sugeria um aumento de no máximo R$ 150 para os policiais militares, provocou tremenda confusão nos quatro batalhões que formam o Comando do Policiamento da Capital (CPC).
À partir das 16h40, mensagens pelos rádios das unidades policiais e das viaturas, comentando o que era chamado de “aumento ridículo”, foram mobilizando a tropa, que preferiu se aquartelar.
No início da noite, viaturas e PMs que estavam trabalhando ou de folga, e até quem estava em férias, concentraram-se nas sedes do 12.º , 13.º, 17.º e 20.º batalhões, para discutir uma possibilidade de greve.
O clima era de revolta, o que obrigou o coronel Jorge Costa Filho, comandante do CPC, a ir até o 13.º BPM (o maior da capital), com sede no Novo Mundo, para conversar e acalmar a tropa, além de desmentir o boato e garantir que a mensagem enviada pelo governador Roberto Requião iria atender aos anseios dos policiais.
Mais tarde, Costa também reuniu policiais do 12.º BPM, desta vez na sede do Comando Geral, e deu as mesmas explicações, pedindo calma e atenção aos seus comandados.
Rádio
Apesar dos esforços do comando, as comunicações por rádio ficaram prejudicadas durante a noite. Ao invés das transmissões de ocorrências, eram ouvidos gracejos, palavrões, músicas, sons de sirenes e até ofensas aos PMs que insistiam em trabalhar. Para que a cidade não ficasse desguarnecida, as comunicações passaram a ser feitas por telefone.
De acordo com oficiais ouvidos ontem à noite, as viaturas foram recolhidas para as sedes das companhias (que são postos avançados dos batalhões) e lá as equipes recebiam ordens pelo telefone para dar atendimento às ocorrências.
Embora comentários dessem conta de que o jogo entre Coritiba e Luverdense (time do Mato Grosso), no Couto Pereira, ficaria sem policiamento, o oficial encarregado de supervisionar o local informou, durante o jogo, que tudo estava normal.
Cerca de 70 PMs do 12.º Batalhão faziam a segurança interna e externa do estádio e outros, do Batalhão de Polícia de Trânsito, da Rotam e do Batalhão de Motos também estavam em seu postos, guarnecendo ruas e logradouros próximos do local do jogo.
Teimoso
O próprio governador Roberto Requião tentou conversar com os PMs, entrando na frequência de rádio. Mas seu discurso foi interrompido com xingamentos, principalmente de “mentiroso”.
Teimosamente, ele trocou de frequência e continuou a discursar, porém suas palavras não foram levadas em consideração, pelo menos pelos mais alterados, que há anos esperam por reajuste com compense o risco que enfrentam nas ruas da cidade.
Os policiais militares acusam o Governo do Estado de sucatear a segurança pública, não investindo em equipamentos, e desestimular a tropa com salários que não condizem com a importância do trabalho que realiza.
Proposta pretende melhorar o soldo
Roger Pereira
O pacote de mensagens levado pelo vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) à Assembléia Legislativa propondo reajustes para o funcionalismo público propõe alterações nas carreiras de bombeiro, policial civil e policial militar no Estado.
As principais mudanças ocorrem para os militares que terão todos os benefícios que formam seus vencimentos incorporados ao soldo (o salário básico do policial).
Ao entrar na PM, um soldado recebe, hoje, cerca de R$ 1,8 mil. No entanto, apenas R$ 338,00 correspondem a seu soldo. O valor total da remuneração é composto pela soma desse soldo com gratificações, benefícios e adicional por periculosidade, por exemplo.
No entanto, no momento de se contabilizar uma gratificação por tempo de serviço ou, até, para efeitos de aposentadoria, o cálculo é feito apenas sobre o soldo e não sobre o total recebido.
A proposta do governo, que também tem de ser votada antes do início de abril, prevê que todos os benefícios, exceto o adicional por tempo de serviço, sejam adicionados ao soldo. Pelo projeto, o soldo inicial de um soldado na PM passaria a ser R$ 2.289,00.
Evasão
Para a secretária estadual de Administração e Previdência, a proposta poderá contribuir para evitar a evasão, que, segundo ela, é alta nos quadros de policiais com muito tempo de serviço, principalmente a partir dos 25 anos.
A secretária explicou que, com uma base de cálculo maior para o cálculo de gratificação, ocorrerá uma valorização do tempo de serviço, criando uma perspectiva de carreira dentro da corporação.
A implantação do soldo inicial de R$ 2,2 mil, no entanto, ocorrerá em quatro etapas, até que todos os benefícios sejam incorporados ao “salário” dos policiais, e dependerá da disponibilidade orçamentária.
Na primeira fase, proposta para ser implementada já em 1º de abril, o soldo do policial passará a variar entre R$ 949,87 para soldado 1.ª classe e R$ 9.841,64, para coronel.
Para os policiais civis, a mensagem assinada pelo governador Roberto Requião (PMDB) e entregue por Pessuti prevê a equiparação dos salários iniciais das carreiras de policial civil, investigador de polícia, escrivão e papiloscopista aos agentes profissionais do Quadro Próprio do Poder Executivo, também incorporando gratificações ao salário.
O projeto (incorporando a gratificação) concede aos policiais civis reajuste que variam de R$ 22,08% a 77,23% para os servidores de nível superior e de 13,39% a 46,15% para os de nível médio e fundamental.
O impacto do reajuste dos policiais civis no orçamento do estado é de R$ 5,3 milhões ao mês. A primeira fase da transição da carreira dos policiais militares custará R$ 6,4 milhões a mais ao Estado.
Adiamento da PEC irritou
Mara Cornelsen e agências
O recuo da Câmara dos Deputados, que suspendeu a votação até abril de propostas que alteram a Constituição, chamadas PECs, também frustrou as expectativas dos policiais civis, militares e bombeiros do Paraná, que aguardavam a aprovação de um piso provisório nacional no valor de R$ 3,5 mil.
Esta votação deveria acontecer ontem, já que a matéria tinha sido aprovada em primeiro turno, na terça-feira da semana passada. Porém o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP) fechou acordo com os líderes partidários para reduzir a pressão de grupos corporativos para aprovação de aumentos de salário e planos de carreiras, que tentam aproveitar o ano eleitoral.
Nas próximas três semanas as votações estarão “congeladas” e os líderes deverão discutir quais propostas deverão entrar na pauta. Ao todo são 62 propostas de emenda constitucional prontas para serem votadas em plenário.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

BAIXOS SALÁRIOS: PARANÁ COMEÇA A MOBILIZAÇÃO QUE PODE SE TORNAR "NACIONAL".


GAZETA DO POVO - PARANÁ:
Contra proposta salarial, PM faz paralisação em Curitiba
Policiais se aquartelaram em dois batalhões da capital. Mulheres estariam sendo convocadas para fazer piquetes em quartéis
Publicado em 11/03/2010 - Jorge Olavo e Tatiana Duarte.
Em protesto contra a proposta salarial apresentada ontem pelo vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) na Assembleia Legislativa os policiais militares de Curitiba pararam de atender ocorrências na noite de ontem. Eles ficaram aquartelados em pelo menos dois batalhões – o 13.º e o 17.º – e usaram a própria frequência de rádio da polícia para organizar a paralisação. As esposas também já foram convocadas para a mobilização. Pela lei, os policiais militares são proibidos de fazer qualquer tipo de greve ou paralisação sob pena de serem presos. Usualmente, as esposas são chamadas para fazer piquetes em frente aos quartéis, impedindo a saída dos carros – o que elimina, em tese, a responsabilidade dos PMs sobre a paralisação.
A movimentação começou na tarde de ontem, após a apresentação do projeto de reajuste salarial ao Legislativo estadual. O protesto foi marcado por uma série de informações desencontradas. Policiais militares que não se identificaram disseram à reportagem que houve interferências propositais no rádio da polícia e dizem que existiu paralisação de atendimento de ocorrências também no interior do estado. No entanto, ninguém confirmou oficialmente as informações.
As mensagens passadas no rádio afirmavam que, pelo projeto do governo, haveria uma disparidade do aumento entre praças e oficiais. Até mesmo uma gravação do governador Roberto Requião (PMDB) parabenizando a corporação entrou no rádio da polícia.
De acordo com depoimentos dos policiais militares não identificados, o protesto ocorreu porque a proposta de reajuste entregue pelo governo do estado não continha uma tabela de vencimentos. “Os aumentos salariais ficariam em R$ 150 para os praças e em R$ 3 mil para os oficiais. Os praças ficaram indignados e resolveram parar”, afirma um dos policiais. Na hierarquia da Polícia Militar, os praças são os policiais que atuam nas ruas, ou seja, os soldados, cabos, sargentos e subtenentes. Já os oficiais são os que possuem patentes de tenente, capitão, major, tenente-coronel e coronel.
Trabalharam normalmente em Curitiba apenas os policiais destacados para fazer a segurança no Estádio Couto Pereira, no jogo entre Coritiba e Luverdense, pela Copa do Brasil. Um policial militar convocado para este serviço ontem e que preferiu não se identificar confirmou que as interferências no rádio estavam ocorrendo. “Estamos trabalhando normalmente. A última vez que estas interferências ocorreram foi em 2001, quando houve o movimento das esposas dos policiais militares”, diz.
Segundo um major que não quis se identificar, duas viaturas de cada companhia foram convocadas no início da noite pelo Co­­mando de Policiamento da Capital para comparecer ao quartel central da PM e esclarecer a questão salarial. O major diz acreditar que a movimentação ocorreu por falta de informação da proposta de reajuste salarial proposto pelo governo estadual.
Ainda de acordo com o major, o esquema de paralisação iniciado pelos policiais militares pode ser sinal de uma insubordinação. “Os policiais se negam a atender os chamados e tudo ocorre durante esta conversa de esclarecimento no Comando. Não devemos chegar ao ponto de os policiais serem punidos”, afirma.
Porém policiais que ouviram as mensagens passadas pelo rádio durante a noite informam que foi levantada a hipótese de confronto com o Batalhão de Choque, responsável por fazer a prisão caso os policiais entrem em greve. O Choque estaria de prontidão no quartel central. “A tropa ficou indignada. Misturou com outros descontentamentos. Não há associação envolvida. A conturbação foi geral”, afirma. Além do descontentamento com a proposta de reajuste salarial feita ontem pelo governo do estado, os policiais reclamam da demora na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300, que tramita no Congresso Nacional e dispõe sobre aumento salarial de toda a categoria. O governo federal chegou a pedir aos parlamentares que deixassem a votação para depois das eleições. Caso haja o congelamento da votação, os policiais militares de todo o país prometem fazer paralisação nacional.
Gravação de Requião é xingada pelo rádio
Policiais militares ouvidos pela reportagem contaram que, na noite de ontem, uma gravação com o governador Roberto Requião, feita em outra ocasião, teria sido transmitida pela frequência de rádio da PM. Requião dizia ter um “apreço profundo” pela corporação, segundo a gravação obtida pelo site Plantão 190. Ele invocava sua condição de oficial da reserva e dizia que, desde o início de seu governo, aumentou a remuneração dos praças. “Nós elevamos o salário dos praças de R$ 700 para R$ 1,7 mil, deve ser hoje o segundo maior salário do Brasil”, afirmava. Na gravação, Requião ainda prometia que os próximos aumentos teriam a mesma porcentagem independentemente de posto – o que não estaria acontecendo agora. “Quando for 10%, será 10% para o primeiro-tenente ao soldado, do capitão ao coronel”, afirmava. O governador citava o suposto uso político de uma gravação que veio a público em 2006, na qual falava de um “criame de PMs” na residência oficial, dizendo que se tratava de “brincadeira interna” que foi usada de forma desonesta por adversários, e ainda mencionava um grupo de oficiais de alto escalão que não estaria interessado em aumentos para as patentes mais baixas. En­­quanto a gravação estava no ar, ou­­tras pessoas entraram na frequência para xingar o governador de “vagabundo”, “nojento” e “safado”.
Major diz que haverá consequência
O comando da Polícia Militar afirmou ontem que os responsáveis pela manifestação iniciada ontem “conhecem a lei” e sabem que terão de arcar com as consequências de suas condutas. Ou seja: haverá punição para aqueles que desrespeitarem a lei e promoverem paraliações dentro da corporação.
Leia a matéria completa
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA

Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A INVASÃO DE BRASÍLIA: ALCANÇAMOS GRANDES VITÓRIAS.

PIAUÍ
A invasão ordeira e pacífica de Brasília, nos dias 02 e 03 FEV 2010, promovida por Bombeiros e Policiais Militares de 17 (dezessete) estados brasileiros foi um grande sucesso, embora a PEC 300/2008 não tenha sido inserida na pauta de votações pelo presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Michel Temer (PMDB), um dos postulantes a ser vice de Dilma.
Os mobilizados demonstraram de forma inequívoca que existem Policiais e Bombeiros Militares que não estão nada satisfeitos com os salários famélicos que estão sendo pagos pelos governos estaduais, militares estaduais que percorreram milhares de quilômetros para demonstrar essa insatisfação.
Ninguém precisa ser um analista experiente do comportamento militar para interpretar o que essa insatisfação representa, um descontentamento de centenas de milhares de Bombeiros e Policiais Militares brasileiros.
Aliás, tenho alertado para a gravidade dessa situação há muito tempo nesse espaço democrático, existe um limite para o desrespeito e esse limite já foi ultrapassado com esses salários miseráveis, nos apartando da cidadania, nos afastando dos direitos de cidadão brasileiro.
Não podemos esquecer que homens em fardas não podem ser acuados, não podem continuar saindo de suas casas deixando para trás uma família totalmente desassistida.
MINAS GERAIS

Portanto, a comprovação da nossa capacidade de mobilização foi a nossa primeira grande vitória.
A segunda vitória foi a nossa demonstração de que estamos atentos às jogadas políticas para colocar a PEC 300/2008 para escanteio e aprovar a PEC 446, que no Senado foi aprovada com o número de PEC 41.
A PEC 446 não nos interessa e teria que sofrer uma série de modificações para atender aos nossos anseios, inclusive com relação ao atendimento às nossas pensionistas, o que demandaria muito tempo e as nossas necessidades são urgentes.
Se o poder legislativo quer contribuir na solução da nossa penúria, como os discursos parecem sinalizar, entendam que nós dizemos não à PEC 446, queremos a PEC 300, ponto final.
Uma outra vitória histórica foi o fato da tropa, Coronéis e Soldados, terem ultrapassado a inércia dos Coronéis que ocupam as funções de Comandante Geral nas Polícias Militares e nos Corpos de Bombeiros Militar, pois seriam eles que deveriam estar lutando para por um fim nos nossos salários famélicos e nas covardias que estão sendo feitas contra os inativos e as pensionistas, apartados dessas bolsas injustas, imorais e ilegais que estão sendo distribuídas para “meia dúzia”.
Isso é muito triste, a tropa ter que tomar a vanguarda em instituições militares, porém parece não existir outra saída.
Por derradeiro, tenham certeza os que pretendem nos manobrar, marcando a inclusão na pauta de votações para a PEC 300 depois do Carnaval 2010, que não nos deixaremos enganar.
A PEC 300/2008 deve ser votada na próxima semana, pois inexiste justificativa para que isso não ocorra, todos nós sabemos disso. Portanto, cabe à direção da Câmara dos Deputados convocar os parlamentares e garantir o quorum.
PARANÁ

Não tenho qualquer dúvida, alcançamos importantes vitórias em Brasília.
Lá também aprendemos uma grande lição, uma verdade que tenho escrito nesse espaço democrático e que será o tema do próximo artigo.
Feliz carnaval 2010 para todos os brasileiros!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 31 de janeiro de 2010

A MÍDIA (DO PARANÁ) NOTICIA AS NOSSAS CARAVANAS PARA BRASÍLIA.

Cidadão brasileiro, milhares de Bombeiros Militares e de Policiais Militares sairão amanhã de seu estados, seguindo em caravana para Brasília, onde defenderão a aprovação da PEC 300/2008, na Câmara de Deputados, na abertura do ano legislativo.
Penso ser um fato extremamente relevante, um fato histórico para essas Instituições Militares, para o Poder Legislativo e para o Brasil.
Estranhamente, a grande mídia não noticia, o que certamente ocorreria se nós fossemos um bando de integrantes do MST que seguiam para depredar o Congresso Nacional.
O Brasil nunca será um estado democrático de direito enquanto a grande mídia usar mordaças políticas.
No Rio, dia 25 JAN 2010, milhares de Bombeiros e Policiais Militares marcharam no Centro do Rio, no horário do rush (horário dos jornais televisivos), tendo a frente um caminhão de som e portando dezenas de faixas.
Só o jornal O Dia reportou o fato histórico.
O nosso sincero agradecimento ao jornal A Tribuna do Povo, Paranáe ao jornal O Dia - Rio de Janeiro.

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO