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quinta-feira, 11 de março de 2010

GOVERNANTE TEMPORÁRIO AMEAÇA POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ.


BEMPARANÁ:
Requião ameaça colocar "na rua" PMs que queiram fazer greve
O governador disse admitir o direito de protesto mas não aceita a interrupção dos serviços.
"O governador Roberto Requião, que esteve em Londrina na manhã desta quinta-feira (11) para inauguração de um hospital, comentou a mobilização iniciada na noite de ontem, pelos Policiais Militares, que protestam contra o aumento sugerido pelo governo estadual aos servidores. O governador disse admitir o direito de protesto mas não aceita a interrupção dos serviços. Em caso de uma greve se concretizar, Requião disse que não haverá chance para os policiais. "E cadeia e rua!", afirmou. Para o governador, a manifestação não passa de uma "safadeza". A proposta de aumento aos sevidores do Estado, anunciado ontem pelo vice-governador Orlando Pessuti, na Assembleia Legislativa, é de 5% - reajuste que não foi é aceito pela categoria, que também reclama da demora em se votar a PEC 300, que institui o piso nacional dos policiais militares. Protesto - Os praças de quatro batalhões da PM — 12º, 13º, 17º e 20º — pararam de anteder chamados na Capital e região na noite de ontem. Apenas casos urgentes eram atendidos. Segundo policiais que não se identificaram, a intenção era parar todas as atividades. Desde a tarde de ontem já havia rumores sobre uma tabela de salários que corria os batalhões apontando as distorções entre o ganha um soldado e um oficial mais graduado. Ainda no final da tarde, soldados do 13º Batalhão da PM no Capão Raso se aquartelaram e não atendiam mais chamados. No começo da noite as negativas em anteder ocorrências foram se espalhando por outros quarteis. A ordem seria recolher as viaturas de volta. Para organizar a manifestação, os policias teriam usado o rádio de comunicação da PM e as mulheres dos policiais estariam sendo mobilizadas para fazer piquetes em quartéis e não permitir a saída dos policiais. Esta é a única forma deles não serem processados já que a legislação não permite que façam paralisação".
Aos Policiais e Bombeiros Militares do Paraná o nosso apoio irrestrito na luta por cidadania através da conquista de salários dignos e de adequadas condições de trabalho.
Solicito aos mobilizados que nos mantenham informados para que possamos divulgar cada detalhe da justa mobilização.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

BAIXOS SALÁRIOS: PARANÁ COMEÇA A MOBILIZAÇÃO QUE PODE SE TORNAR "NACIONAL".


GAZETA DO POVO - PARANÁ:
Contra proposta salarial, PM faz paralisação em Curitiba
Policiais se aquartelaram em dois batalhões da capital. Mulheres estariam sendo convocadas para fazer piquetes em quartéis
Publicado em 11/03/2010 - Jorge Olavo e Tatiana Duarte.
Em protesto contra a proposta salarial apresentada ontem pelo vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) na Assembleia Legislativa os policiais militares de Curitiba pararam de atender ocorrências na noite de ontem. Eles ficaram aquartelados em pelo menos dois batalhões – o 13.º e o 17.º – e usaram a própria frequência de rádio da polícia para organizar a paralisação. As esposas também já foram convocadas para a mobilização. Pela lei, os policiais militares são proibidos de fazer qualquer tipo de greve ou paralisação sob pena de serem presos. Usualmente, as esposas são chamadas para fazer piquetes em frente aos quartéis, impedindo a saída dos carros – o que elimina, em tese, a responsabilidade dos PMs sobre a paralisação.
A movimentação começou na tarde de ontem, após a apresentação do projeto de reajuste salarial ao Legislativo estadual. O protesto foi marcado por uma série de informações desencontradas. Policiais militares que não se identificaram disseram à reportagem que houve interferências propositais no rádio da polícia e dizem que existiu paralisação de atendimento de ocorrências também no interior do estado. No entanto, ninguém confirmou oficialmente as informações.
As mensagens passadas no rádio afirmavam que, pelo projeto do governo, haveria uma disparidade do aumento entre praças e oficiais. Até mesmo uma gravação do governador Roberto Requião (PMDB) parabenizando a corporação entrou no rádio da polícia.
De acordo com depoimentos dos policiais militares não identificados, o protesto ocorreu porque a proposta de reajuste entregue pelo governo do estado não continha uma tabela de vencimentos. “Os aumentos salariais ficariam em R$ 150 para os praças e em R$ 3 mil para os oficiais. Os praças ficaram indignados e resolveram parar”, afirma um dos policiais. Na hierarquia da Polícia Militar, os praças são os policiais que atuam nas ruas, ou seja, os soldados, cabos, sargentos e subtenentes. Já os oficiais são os que possuem patentes de tenente, capitão, major, tenente-coronel e coronel.
Trabalharam normalmente em Curitiba apenas os policiais destacados para fazer a segurança no Estádio Couto Pereira, no jogo entre Coritiba e Luverdense, pela Copa do Brasil. Um policial militar convocado para este serviço ontem e que preferiu não se identificar confirmou que as interferências no rádio estavam ocorrendo. “Estamos trabalhando normalmente. A última vez que estas interferências ocorreram foi em 2001, quando houve o movimento das esposas dos policiais militares”, diz.
Segundo um major que não quis se identificar, duas viaturas de cada companhia foram convocadas no início da noite pelo Co­­mando de Policiamento da Capital para comparecer ao quartel central da PM e esclarecer a questão salarial. O major diz acreditar que a movimentação ocorreu por falta de informação da proposta de reajuste salarial proposto pelo governo estadual.
Ainda de acordo com o major, o esquema de paralisação iniciado pelos policiais militares pode ser sinal de uma insubordinação. “Os policiais se negam a atender os chamados e tudo ocorre durante esta conversa de esclarecimento no Comando. Não devemos chegar ao ponto de os policiais serem punidos”, afirma.
Porém policiais que ouviram as mensagens passadas pelo rádio durante a noite informam que foi levantada a hipótese de confronto com o Batalhão de Choque, responsável por fazer a prisão caso os policiais entrem em greve. O Choque estaria de prontidão no quartel central. “A tropa ficou indignada. Misturou com outros descontentamentos. Não há associação envolvida. A conturbação foi geral”, afirma. Além do descontentamento com a proposta de reajuste salarial feita ontem pelo governo do estado, os policiais reclamam da demora na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300, que tramita no Congresso Nacional e dispõe sobre aumento salarial de toda a categoria. O governo federal chegou a pedir aos parlamentares que deixassem a votação para depois das eleições. Caso haja o congelamento da votação, os policiais militares de todo o país prometem fazer paralisação nacional.
Gravação de Requião é xingada pelo rádio
Policiais militares ouvidos pela reportagem contaram que, na noite de ontem, uma gravação com o governador Roberto Requião, feita em outra ocasião, teria sido transmitida pela frequência de rádio da PM. Requião dizia ter um “apreço profundo” pela corporação, segundo a gravação obtida pelo site Plantão 190. Ele invocava sua condição de oficial da reserva e dizia que, desde o início de seu governo, aumentou a remuneração dos praças. “Nós elevamos o salário dos praças de R$ 700 para R$ 1,7 mil, deve ser hoje o segundo maior salário do Brasil”, afirmava. Na gravação, Requião ainda prometia que os próximos aumentos teriam a mesma porcentagem independentemente de posto – o que não estaria acontecendo agora. “Quando for 10%, será 10% para o primeiro-tenente ao soldado, do capitão ao coronel”, afirmava. O governador citava o suposto uso político de uma gravação que veio a público em 2006, na qual falava de um “criame de PMs” na residência oficial, dizendo que se tratava de “brincadeira interna” que foi usada de forma desonesta por adversários, e ainda mencionava um grupo de oficiais de alto escalão que não estaria interessado em aumentos para as patentes mais baixas. En­­quanto a gravação estava no ar, ou­­tras pessoas entraram na frequência para xingar o governador de “vagabundo”, “nojento” e “safado”.
Major diz que haverá consequência
O comando da Polícia Militar afirmou ontem que os responsáveis pela manifestação iniciada ontem “conhecem a lei” e sabem que terão de arcar com as consequências de suas condutas. Ou seja: haverá punição para aqueles que desrespeitarem a lei e promoverem paraliações dentro da corporação.
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JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA

Ex-CORREGEDOR INTERNO