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sábado, 4 de fevereiro de 2012

RIO: GREVE NA SEGURANÇA PÚBLICA - REFLEXÕES.

Prezados Policiais Militares e Bombeiros, esse é mais um daqueles artigos que escrevo sabendo que vou levar pancada dos radicais de plantão, mas como não consigo ficar em cima do muro, insisto no equívoco de não ser politicamente correto e repito o erro de não escrever o que as pessoas querem ler. Ao contrário, escrevo para incomodar,  para tirar da área de conforto, tendo como objetivo o sucesso da nossa luta de anos e anos.
Peço que façam uma reflexão a respeito do que nós queremos alcançar quando anunciarmos a possibilidade da deflagração de uma paralisação, a partir do dia 10 FEV 2012.
1) Queremos pressionar o governo para que ele atenda principalmente aos nossos anseios salariais?
2) Queremos efetivamente fazer a paralisação?
A resposta parece óbvia, o item 1. Todavia se nós analisarmos tudo o que está acontecendo, desde os primeiros chamamentos na internet, que sinalizaram para uma greve no dia 13 MAI 2012 (lembram?), até os dias atuais, a obviedade começará a ser abalada.
Primeiro, pego emprestado uma fala do Cel BM Sérgio Simões, Secretário de Estado da Defesa Civil e Comandante Geral do CBMERJ, Oficial com qual não lembro de ter tido nenhum contato na vida profissional:
"(...) Definitivamente não é momento de sermos manipulados por uma rede de interesses em que vale tudo para consolidar candidaturas e o que menos importa é a solução de nossos problemas".
Longe de afirmar que ele esteja certo, considero que devemos pensar a respeito. Usar cada pedaço do quebra-cabeças para montá-lo e não para atirarmos as peças uns nos outros.
Sinceramente, em vários momentos ao longo da mobilização unificada tenho percebido pretensões na direção de querer a greve e não de solucionar os nossos problemas, para eleitoralmente a deflagração de uma greve no Rio de Janeiro, poder ser usada como ferramenta de campanha eleitoral. Não percebo em todos a preocupação com o alcance dos nossos objetivos e sim com a concretização da greve, apenas isso.
Sou contrário ao movimento grevista, sou inativo, me sentiria um covarde estimulando uma greve que não fiz na ativa, mas sou completamente favorável a um movimento forte e organizado através da deflagração da tolerância zero (padrão) tão empregada na Polícia Federal e com efeitos quase idênticos aos de uma greve. Os PMs do batalhão de Campos usaram recentemente essa operação, quando se recusaram a sair para as ruas sem os coletes balísticos apropriados. Fizeram horas de "paralisação". O efeito foi alcançado, penso que sim. Alguém foi preso? Penso que não.
Prezados, peço que pensem sobre alguns pontos:
- Por que estamos fazendo apenas uma série de visitas e reuniões interna corporis com a presença dos representantes, ações certamente indispensáveis para a conscientização do efetivo, mas não estamos divulgando nas ruas para a população, trazendo o povo para o nosso lado? Será que só estamos preocupados na interação com os futuros eleitores, os PMs e os BMs? Por que não estamos panfletando nas ruas? Por que os representantes não apoiaram o ato da UEMRJ realizado ontem (poucos eleitores?)? Sugiro que leiam a capa do jornal O Globo desse sábado e pensem sobre o que teria levado um jornal claramente pró-Cabral a estampar na capa: "Com PMs em greve, Bahia enfrenta caos na segurança". Não esqueçam que O Globo é lido por formadores de opinião. A manchete coloca o povo fluminense a favor ou contra a nossa greve?
- No último domingo, os PMs, BMs e PCs deram um show de mobilização em Copacabana. Sensacional! Pergunto: Quem estava organizando a caminhada no chão? Ninguém, mas muitos disputaram espaço no caminhão de som, buscando o microfone, nem sempre de forma educada, por assim escrever.
- Até mesmo entendendo a greve como último recurso, por que não programamos a mobilização com o aumento gradativo de pressão e implantamos inicialmente a tolerância zero, sem qualquer risco para os PMs, BMs e PCs? Aliás, o Inspetor Chao da Polícia Civil (representante) tratou desse tema na histórica reunião no SINSPREV, onde foi celebrada a primeira mobilização unificada da área de segurança pública do Rio de Janeiro.
Obviamente, todos tem o direito as suas pretensões eleitorais, mas existe um tempo para cada coisa, a hora é de conquistar objetivos. O reconhecimento virá com a vitória e com ela os votos. Nunca vi a tropa da PMERJ e do CBMERJ tão motivada para lutar pelos seus direitos, o que significa que a oportunidade não pode ser perdida, em face de interesses pessoais. Perdida, poderá ter sido a última. Parabéns a todos e a todas que estão determinados em deixar de receberem esses salários de fome. Um voto de aplauso especial aos PMs e BMs do Interior, pois estão dando exemplos de idealismo e destemor incomum.
Escrevi esse artigo para somar, não para dividir, como alguns alegarão. Fiz isso porque ainda existe tempo para realizarmos as adequações e começarmos pela operação tolerância zero (padrão), preservando a tropa de represálias e pela conscientização da população que ainda está do nosso lado (Pesquisa Rádio Tupi), situação que o governo quer mudar.
O artigo já está longo demais, dei munição suficiente para que atirem contra mim, mas espero ter provocado reflexões nos que não estão visceralmente interessados na greve, mas sim na conquista dos nossos objetivos, pois esse deve ser o objetivo de todos nós. Os que querem a greve pela greve, esses me espancaram, certamente.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

8o BPM - CAMPOS - OPERAÇÃO TOLERÂNCIA ZERO (OPERAÇÃO PADRÃO).

Prezados leitores, dias atrás os Policiais Militares do 8o BPM (Campos) se recusaram a sair para o patrulamento, em razão de uma mudança nas escalas. Hoje, noticiou-se que novamente os PMs teriam se recusado a sair para as ruas, dessa vez em razão de problemas com os coletes balísticos.
Penso que de uma forma ou de outra, a operação tolerância zero está começando.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 29 de janeiro de 2012

MARCHA DA DIGNIDADE - O DIA SEGUINTE - UMA BREVE ANÁLISE.

Eu recebi solicitações no sentido de que fizesse uma análise sobre os desdobramentos na área da segurança pública, em face do grande sucesso do ato cívico-democrático realizado nesse domingo por milhares de PMs, BMs, PCs e GMs, na Praia de Copacabana, em razão da minha experiência por ter sido Corregedor Interno em dois comandos gerais, tendo interagido com dois secretários de segurança e dois governos. Como não me furto a dar a minha opinião na área onde atuei com sucesso por mais de 30 anos, passo a fazer uma análise superficial sobre o que pode ocorrer nos próximos dias, considerando a manutenção do anúncio de um movimento de paralisação com início previsto para o dia 10 FEV 2012.
Preliminarmente, não podemos esquecer que o atual governador é uma pessoa sabidamente vaidosa, portanto, podemos esperar de sua parte as mais diferentes reações, pois certamente ele se sentirá pessoalmente confrontado. Isso significa que as ações que serão adotadas por ele podem ser diametralmente opostas as contidas nessa breve interpretação dos fatos.
Optei por dividir a análise em quatro áreas:
1) Instituições:
Em 2008, o Coronel PM Ubiratan foi exonerado do Comando Geral após uma marcha menor do que a realizada nesse domingo. A marcha foi realizada no dia 27 JAN 2008 (quatro anos trás), contando com a presença de PMs e BMs, sendo a maioria dos mobilizados PMs.
Diante desse fato, o comandante geral está sob pressão, tendo em vista que uma resposta idêntica poderá ser desencadeada e ele ser exonerado. Não tenho dúvida de que ele sabe de tal possibilidade e que sabe ter basicamente três opções diante da provável exoneração: Pede exoneração e fica em stand by esperando uma nova colocação política no futuro, como fez o anterior. Pede exoneração e se declara ao lado da tropa, queimando seu "filme" no atual governo, mas sabendo que essa é uma ótima opção, caso venha a ter pretensões políticas. Fica no cargo e espera os dias se passarem, podendo optar pelos posicionamento anteriores em caso de exoneração. Em 2008, os BMs participaram da marcha, mas o Comandante Geral do CBMERJ não foi exonerado, o que não significa que isso não possa ocorrer agora, afinal os Bombeiros têm incomodado bastante o governador. Penso que não deve ser descartada a possibilidade da exoneração de toda cúpula da segurança pública.
2) Secretaria de Segurança:
Beltrame é imexível, o tempo já provou isso. Além dessa verdade, ele goza de grande prestígio junto a população que só enxerga o secretário como o homem das UPPs, não vê que ele tem enorme responsabilidade em tudo de errado (e não é pouco) que está ocorrendo em sua pasta, nesses cinco anos. Por outro lado, Beltrame sabe que não sabe lidar com essas crises e que está chegando a uma encruzilhada, caso queira sair do cargo por cima, pois se ocorrer o movimento grevista ele estará desmoralizado, mesmo com todo apoio que recebe das Organizações Globo. Não se surpreendam se ele pegar seu boné, adotando ou não uma posição pró-movimento.
3) Palácio Guanabara:
O governador vive um inferno astral há muito tempo, o que significa que está também sobre pressão, tanto no estado, quanto com relação ao governo federal. O silêncio da fortíssima aliada, as Organizações Globo, sobre a mobilização é o sinal mais claro que ele está acuado. Acrescente-se que o fato dele ser um governador viajante tem incomodado bastante o mundo político, além dos escândalos envolvendo empresas prestadoras de serviço para o estado. Obviamente, ele não corre o risco de ir para a fila dos desempregados, mas essa pressão poderá fazer com que ele busque uma solução radical, como a retirada da proposta de antecipação das parcelas, como já fez no começo do governo, quando suspendeu um reajuste que tinha oferecido, após esse o reajuste ser considerado indigno. A crise está instalada no Palácio Guanabara. Sinceramente, não vejo ninguém na área do governo com capacidade para descobrir a solução adequada com relação a grave crise que se instalou e que pode ser a catalisadora de uma crise nacional na área da segurança pública. Penso que diante do impasse, o governo retaliará, o que determina que cada passo dos mobilizados tenha que ser dado com muita segurança. Se eu fizesse parte da organização da mobilização, não falaria em greve, isso facilita a repressão. Ao invés de ficar batendo nessa tecla, desenvolveria uma série de atos na Capital e no Interior (esses em frente às prefeituras de todos os municípios), atos pacífico e ordeiros, para aumentar a pressão (temos o ato das esposas já previsto para o dia 03 FEV 2012). No dia 09 FEV 2012 faria a grande assembleia, como já programaram para a Cinelândia e no dia 10 FEV 2012 daria início a Operação Tolerância Zero (Operação Padrão), pois ela não é crime e nem transgressão, produzindo efeitos quase idênticos a um movimento grevista e sem qualquer risco para os mobilizados.
4) Palácio do Planalto:
A presidente sabe que uma greve no Rio de Janeiro em toda área de segurança pública e nas proximidades do Carnaval (visto por todo mundo) poderá provocar um efeito dominó e desestabilizar o governo (já comentamos sobre essa possibilidade). O governo federal pressionará o governador, aumentando a pressão. Vale lembrar que não se pode esperar que o governo federal conceda anistias indefinidamente.
Sou contra a greve (afirmação eleitoralmente incorreta, mas como não sou candidato em 2012), nunca escondi, pois sei que para uma paralisação dar certo se faz necessária uma mobilização muito grande (o que temos no momento) e um planejamento meticuloso (o que não tem sido a nossa prática), portanto, a tolerância zero (padrão) se encaixa perfeitamente.
Em apertada síntese, é isso!
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

SERGIPE: POLÍCIA MILITAR DESENCADEIA OPERAÇÃO TOLERÂNCIA ZERO.


Policiais Militares de Sergipe pararam todas as viaturas, em respeito à legislação.
Realizaram o policiamento à pé. Observem um Oficial comandando a fração.
No Rio de Janeiro, a tolerância zero também poderá ocorrer.
Juntos Somos Fortes!

RIO: MOBILIZAÇÃO DOS BOMBEIROS E POLICIAIS MILITARES - OPERAÇÃO TOLERÂNCIA ZERO.

Os Policiais Federais cansaram de usar as operações tolerância zero para conquistarem os bons salários que hoje desfrutam, isso sem falar em algumas paralisações. Na época da mobilização dos 40 da Evaristo (2007) o desencadeamento desse tipo de ferramenta estava sendo estudado para ser desenvolvido no Rio de Janeiro.
Recordar é viver.
Acessem os links e leiam esses artigos:
1) Movimento Polícia Legal e Tolerância Zero: trabalhar é melhor do que fazer greve.
by Flávio Henrique on 31/03/2010 (Leiam).
2) O que está acontecendo na PM de Sergipe
14/06/2009. Autor: Danillo Ferreira (Leiam).
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

OPERAÇÃO PADRÃO E TOLERÂNCIA ZERO - ÂMBITO NACIONAL.

Surgem no horizonte os primeiros sinais de que diante do congelamento da votação da Emenda Aglutinativa 1/2010 (PEC 300 e 446), os Bombeiros Militares e os Policiais Militares desencadearão operações PADRÃO e TOLERÂNCIA ZERO, no âmbito dos seus estados.
A eclosão ocorreria na segunda quinzena do mês de abril, após o feriado do dia 21 de abril de 2010.
No dia 21, dia consagrado ao Alferes Tiradentes, o patrono das Polícias Militares, poderão ocorrer manifestações nos locais de desfile das tropas ou nas proximidades dos quartéis das Polícias Militares do Brasil.
No Rio, diante das desmobilização dos Policiais Militares e dos Policiais Civis, estuda-se uma forma de catalisar as ações, formas de fazer com que a OPERAÇÃO TOLERÂNCIA ZERO ocorra como um cumprimento obrigatório das leis por parte dos policiais.
O importante é que os militares estaduais do Brasil começam a se mexer na luta pela cidadania dos Policiais Militares e dos Bombeiros Militares, demonstrando que não aceitaremos mais esses salários miseráveis.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

RIO IMPLANTARÁ O TOLERÂNCIA ZERO E O JOGO DOS BICHOS SERÁ FINALMENTE REPRIMIDO.

O GLOBO
CHOQUE DE ORDEM+RODRIGO BETHLEM+JOGO DOS BICHOS
JORNAL DO BRASIL:
Rio pode ser uma das cidades mais seguras do mundo, diz Giuliani
Vladimir Platonow, JB Online
RIO - O ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani disse hoje (3) que a cidade do Rio de Janeiro poderá se tornar uma das mais seguras do mundo. Responsável pela implantação da política de “tolerância zero” em Nova York, ele discursou para guardas municipais do Rio e disse que a Copa do Mundo e as Olimpíadas são eventos importantes para ajudar nos esforços de ordenamento urbano.
Ao lado do prefeito Eduardo Paes, Giuliani elogiou as políticas de segurança pública de resgate das comunidades sob influência do tráfico e enfatizou ser necessário levar para esses locais escolas, serviços sociais e atividades para as crianças.
Prefeito de Nova York entre 1994 e 2002, Giuliani aplicou a teoria da “janela quebrada”. Segundo ela, se uma janela quebrada não for consertada, a tendência é a depredação das outras. Com isso, todos os delitos, independentemente da gravidade, passaram a ser reprimidos em Nova Iorque, levando a uma expressiva redução nos índices de criminalidade.
“Tem que concentrar nos grandes e nos pequenos problemas. Eu acredito na teoria da janela quebrada, da tolerância zero. Você tem que ter atenção nas grandes e nas pequenas coisas. E também tem que tornar a comunidade mais segura, mais limpa, mais saudável, além de educar as crianças”, disse Giuliani, após visitar uma escola municipal no Complexo do Alemão.
O ex-prefeito não quis comentar sobre o seu futuro político e se mostrou otimista com o rumo das políticas públicas no Rio. “Acho que estão progredindo. É uma longa estrada, que leva um longo tempo. Isso me tomou seis ou sete anos para realmente mudar a cidade de Nova Iorque. Não foi feito em um dia, um ano ou dois anos.”
Sobre a escolha do Rio como sede das Olimpíadas de 2016, Giuliani afirmou ter ficado desapontado pela derrota dos EUA, mas se disse feliz pela escolha do Brasil: “Isso dará a vocês um grande objetivo, com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, para seguir. E trará muitos recursos para a cidade.”
Durante sua visita ao Rio, Giuliani ainda se encontrou com o governador Sérgio Cabral, quando discutiram questões relacionadas à área de segurança, com foco na Copa do Mundo e nas Olimpíadas.
17:20 - 03/12/2009
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO