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segunda-feira, 21 de março de 2011

O CRIME, A POLÍCIA E O RIO - ADVOGADO MARCOS ESPÍNOLA.

O crime, a Polícia e o Rio
*Marcos Espínola

O Rio de Janeiro tem um valor histórico imensurável para o Brasil. Em verdade, até hoje o Rio dita moda, lança tendências e é palco relevante para o cenário nacional. Em contrapartida, sofre com a violência, tendo no conflito entre polícia e crime um divisor de águas que em médio e longo prazo pode determinar uma nova Era não só na capital como em todo o Estado e até o país.
Com o crescimento acentuado da criminalidade nos anos 80 e 90, algo ignorado pelo Poder Público, o Rio passou a ser uma espécie de “vitrine” da guerra urbana, com balas perdidas, chacinas etc. Uma mancha em sua história recente, mas que nesse início de século XXI, começou a gradativamente mudar, havendo maior conscientização de que algo deve e pode ser feito.
A polícia tem avançado no combate ao crime, fortalecendo ações baseadas na inteligência. Mesmo com limitações, vimos nos últimos anos, quadrilhas, inclusive envolvidas no alto escalão do governo, ser desarticuladas, tendo até um ex-chefe de polícia preso. Os principais pontos de venda do tráfico estão sendo tomados pelo Estado, através das UPP’s e, constantemente, as próprias polícias são investigadas no intuito de eliminar as chamadas “bandas podres”.
O Rio tem dado exemplo no combate ao crime. A polícia, mesmo com baixos salários e limitadas condições de trabalho tem sido, no geral, vitoriosa no seu ofício. A persistência de maus elementos infiltrados não pode e nem deve manchar o belo trabalho que vem sendo desenvolvido nos últimos anos. O que se espera é continuidade nesse trabalho e cautela nas investigações para que o justo não pague pelo pecador.
*Advogado criminalista
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 19 de setembro de 2010

POLITIZAÇÃO EQUIVOCADA - ADVOGADO MARCOS ESPÍNOLA.

Politização equivocada
* Marcos Espínola

Há anos nos deparamos com inúmeros casos de falsos médicos atuando deliberadamente em várias regiões do país. A ousadia, a certeza de impunidade e a politização da área da saúde fizeram com que essa prática se tornasse cada vez maior, colocando em risco a vida de muitas pessoas. Diagnósticos, operações, partos e até cirurgias estéticas são realizadas por pessoas desqualificadas sem que haja nenhuma fiscalização ou controle. Um perigo para a sociedade, vítima da politização equivocada da área da saúde, um setor que jamais poderia servir de moeda de troca para acordos e políticos. Em tempos de eleições, o tema merece toda a atenção não só de quem almeja um cargo, mas, principalmente de quem os elegem, ou seja, todos nós.
Nesta semana tomamos conhecimento de que pelo menos 20 hospitais públicos da Baixada Fluminense estão sendo investigados sob suspeita de usar mão de obra de falsos médicos. E as suspeitas vão além, pois ao prender um cidadão que se passava por ginecologista e obstetra, apreenderam com ele mais de 30 receituários em branco e carimbos com CRM de vários médicos, o que pode nos levar a crer que há cumplicidade da unidade médica. Aliás, no próprio hospital das Clínicas de Belford Roxo, fiscais da Justiça Eleitoral encontraram documentos de pacientes com cópias de títulos eleitorais, o que pode indicar troca de serviços do hospital por voto.
Infelizmente em pleno século XXI ainda temos que nos deparar com esse tipo de coisa. Uma vergonha para uma nação que se orgulha em sediar os dois maiores eventos esportivo do planeta, mas que ainda carece de providências básicas para promover a dignidade social.
* Advogado criminalista
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 31 de agosto de 2010

ELEIÇÃO E SEGURANÇA PÚBLICA - ADVOGADO MARCOS ESPÍNOLA.

A disputa pela presidência se encontra mais uma vez polarizada entre dois candidatos, tendo uma espécie de Azarão correndo por fora. Começou a caça ao voto, com promessas e propostas que vão desde as mais óbvias as mais mirabolantes. A segurança pública, um dos principais problemas do país, foi citada como prioridade pelos três presidenciáveis, porém vale lembrar que acima de tudo, precisamos que o tema seja tratado com responsabilidade.
Embora haja um consenso quanto à importância do assunto, eles discordam em alguns pontos, como por exemplo, a criação de um Ministério da Segurança Pública, sugerido por José Serra. Para ele, esse novo órgão pode enfrentar o contrabando e o tráfico de armas e drogas. Hipótese descartada pela candidata petista, Dilma Roussef, que considera que a segurança pública envolve não somente a repressão à criminalidade, mas a ação positiva do estado como provedor de políticas sociais. Além disso, ela sugere uma parceria entre municípios, estados e União para vencer os desafios, opinião compactuada com a candidata Marina Silva, do PV, que ainda defende uma revalorização dos profissionais de segurança, a partir de melhores salários e modernização das tropas.
Enfim, o que a sociedade deseja e necessita é que esse segmento seja tratado com seriedade, sem grandes invenções e valorizando os agentes de segurança, dando-lhes melhores condições de trabalho e salários dignos.
Torcemos para que o bom senso prevaleça e que os cargos na segurança pública não sejam politizados e sim ocupados por especialistas, capazes de implantar iniciativas que, efetivamente, contribuam para o bem estar social.
MARCOS ESPÍNOLA
Advogado criminalista

Uma abordagem simples e correta:
(...) dando-lhes condições de trabalho e salários dignos.
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 22 de novembro de 2009

PEC 300/2008 - A OPINIÃO DE UM ESPECIALISTA.

JORNAL O DIA:
Marcos Espínola: Salário desiguais
Advogado criminalista
Rio - Crime é crime em qualquer parte do Brasil. Para combatê-lo, contamos com policiais e, nessa questão, nos deparamos com uma polêmica. Policiais
militares e bombeiros país afora sofrem desigualdades salariais que beiram ao absurdo. Por quê? Não há explicação, principalmente se considerarmos que o ofício e os riscos da profissão são iguais para todos.
Segundo o presidente Lula, só uma boa remuneração pode evitar que policiais se corrompam. A afirmação foi feita no dia em que ele anunciou um reajuste de 68,4% para os PMs e bombeiros de Brasília, que já recebiam a melhor remuneração do País.
Três dias antes, deputados do Rio também aprovaram um aumento para as mesmas categorias, sendo (acreditem!) “bizarros” 5%. Em Brasília, o salário inicial para um soldado que ingresse na corporação é de cerca de R$ 4 mil. No Rio, R$ 850.
Definitivamente, os números falam por si. É vergonhoso o disparate salarial. A desculpa é que lá o governo federal é quem paga, o que não é justificativa porque todos os estados também pertencem à federação. Não falta
dinheiro. Falta é vontade política.
A PEC 300, que visa a equiparar os salários dos PMs e bombeiros de todos os estados aos do Distrito Federal, ainda tramita na Câmara dos Deputados e pode ser a luz no fim do túnel para que a
população brasileira conte com policiais e bombeiros mais qualificados e, acima de tudo, com dignidade para exercer sua profissão.
Por último, que Brasília, definitivamente, cumpra o seu papel de Capital do país e não de si mesmo para que, num futuro próximo, possamos contar com um Brasil menos violento e mais justo.
MARCOS ESPÍNOLA
Parabéns, meu amigo Marcos Espínola.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREDOR INTERNO

sábado, 12 de setembro de 2009

ORGULHO FERIDO - MARCOS ESPÍNOLA.

ODia - Conexão leitor - hoje
Marcos Espínola: Orgulho ferido
Advogado criminalista
Rio - Ser policial no Brasil é tarefa árdua, principalmente das últimas três décadas para cá, quando se deu o crescimento organizado das facções criminosas diante da inércia do poder público. O atual cenário mostra de um lado o tráfico estruturado enquanto o Estado ainda patina em discussões políticas e eleitoreiras. E, se até aqui a imagem dos agentes policiais já andava desgastada perante a sociedade, hoje nem eles conseguem perceber o valor de sua profissão.
Recente pesquisa nacional com profissionais de
segurança pública, divulgada durante a 1ª Conferência Nacional de Segurança (Conseg), demonstrou em números essa realidade. Dos mais de 64 mil entrevistados, a autoestima em baixa foi detectada na maioria dos policiais ouvidos.
Dos oficiais da PM, 66,8% disseram ter sofrido preconceito por causa da profissão e 62,4% dos agentes civis responderam o mesmo. Ainda segundo o estudo, tal sentimento é tão predominante que deixou para trás reivindicações importantes e justas, como melhores salários e condições de trabalho.
Isso é fácil explicar, pois qualquer profissional quer ver o seu
trabalho reconhecido, principalmente numa função que tem como prioridade a proteção do cidadão e a manutenção da ordem.
É notória a necessidade de um trabalho de conscientização na qual o povo possa conhecer os bastidores da vida dos policiais e reconhecer seu valor. Afinal, eles vivem no limite e na linha de frente do confronto. Melhores condições de trabalho, salários e treinamentos são prioridade, mas uma mudança no olhar da população faria muito bem a esses profissionais, hoje com o orgulho ferido.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 11 de abril de 2009

QUE PAÍS É ESSE? - ADVOGADO MARCOS ESPÍNOLA.

Rio - Essa pergunta foi tema de música nos anos 80 quando um conjunto de rock, ao brindar a volta da democracia, esbravejou para os quatros cantos do País algumas mazelas da nossa nação. Após mais de 20 anos, lamentavelmente, a pergunta ainda é pertinente, principalmente quando nos deparamos com a “farra” explícita na Câmara dos Deputados, que, pressionada pelos próprios membros da Casa, recuou na decisão de moralizar o uso da verba indenizatória e de passagens. Uma conduta que mostra o tipo de política exercida no País, na qual o cidadão não passa de um fantoche nas mãos daqueles eleitos por ele. Um desrespeito à cidadania.
Uma semana depois de ter anunciado iniciativas que visavam regularizar uma gastança descontrolada do dinheiro
público, a mesa diretora da Câmara dos Deputados, declaradamente “advogando” em causa própria e numa única reunião, voltou atrás e suspendeu, por exemplo, as restrições com gastos de alimentação e assessorias.
Como se não bastasse o vergonhoso gesto de recuar na decisão, motivado, repito por enorme pressão dos próprios deputados, a mesa diretora anunciou a ampliação para R$ 150 milhões do gasto para reformar todos os apartamentos funcionais em dois anos. Agora, serão 528 apartamentos de quatro e dois quartos para 513 deputados, sendo que o excedente se trata, acreditem, de reserva técnica.
Num país onde ainda falta moradia digna e a miséria atinge percentuais relevantes, chega a ser criminoso esse tipo de postura da classe política brasileira. Assim, indagamos por que a criminalidade não para de crescer? E retomamos a pergunta: que país é esse?
MARCOS ESPÍNOLA.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 28 de março de 2009

RIO QUE FERVILHA - MARCOS ESPÍNOLA - ADVOGADO CRIMINALISTA.


O DIA:
MARCOS ESPÍNOLA: RIO QUE FERVILHA.

"Com 200 anos de existência, a Polícia Militar tem um potencial imensurável, mas falta interesse político dos governantes e até do povo para que a segurança pública não seja moeda de troca, principalmente por VOTO, e para que haja investimento na instituição, transformando-a numa potência ainda maior, apta para trazer de volta a paz no Rio de Janeiro". (clique e leia).


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

A POLÍCIA PEDE SOCORRO - MARCOS ESPÍNOLA - ADVOGADO CRIMINALISTA

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL O DIA - 2 DE FEVEREIRO DE 2.008.
A POLÍCIA PEDE SOCORRO
MARCOS ESPÍNOLA - ADVOGADO CRIMINALISTA
"OS POLICIAIS MILITARES E BOMBEIROS DO ESTADO DO RIO PROTAGONIZARAM UMA MANIFESTAÇÃO HISTÓRICA, DEMOCRÁTICA E SEM ARMAS, REIVINDIGANDO MELHORES SALÁRIOS E CONDIÇÕES DE TRABALHO. UM PEDIDO DE SOCORRO QUE MERECE A ATENÇÃO DE TODOS, AFINAL, AS DÉCADAS DE OMISSÃO DO PODER PÚBLICO SÓ SERVIRAM PARA O AUMENTO DA VIOLÊNCIA, DO PODER DE FOGO DOS BANDIDOS E DA FALTA DE ESTÍMULO DELES, QUE TRABALHAM NA PREVENÇÃO DA ORDEM E PROTEÇÃO DO POVO.

FORAM QUINHENTAS PESSOAS, TALVEZ UM NÚMERO NÃO TÃO EXPRESSIVO, MAS QUE PROVOCOU APLAUSOS DO POVO. PROVA QUE A PRÓPRIA POPULAÇÃO RECONHECE A NECESSIDADE DE MELHORIAS E QUE AS IMAGENS DESSAS CORPORAÇÕES AINDA SÃO RECONHECIDAS E POSITIVAS. TANTO PM COMO BOMBEIROS SÃO INSTITUIÇÕES CENTENÁRIAS E FAZEM PARTE DA HISTÓRIA DESSE PAÍS.
O SUCESSO FOI EVIDENTE, COM REIVINDICAÇÕES JÁ FEITAS PELO GRUPO DOS BARBONOS: QUE REÚNEM DA PM NA LUTA POR MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO. NA VERDADE, ALGO QUE NÃO PRECISARIA SE HOUVESSE UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA EFETIVA, ONDE ESSES PROFISSIONAIS PUDESSEM GOZAR DE BOA MORADIA, SALÁRIOS DIGNOS E SEGURANÇA PARA O EXERCÍCIO DA PROFISSÃO.
MUITO SE TEM DISCUTIDO SOBRE O COMBATE À VIOLÊNCIA. DE UM LADO O COMANDO ESTRATÉGICO DA POLÍCIA. DE OUTRO AS ENTIDADES DE DIREITOS HUMANOS, TENTANDO EVITAR A MORTE DE INOCENTES. O DEBATE É VÁLIDO, MAS É PRECISO AÇÃO.
SOMENTE COM INTELIGÊNCIA VENCEREMOS OS CRIMINOSOS E PARA ISSO É FUNDAMENTAL O INVESTIMENTO NA EDUCAÇÃO. QUE O GRITO DOS POLICIAIS E BOMBEIROS ECOE PELOS QUATRO CANTOS E QUE, DEFINITIVAMENTE, AS AUTORIDADES TOMEM PROVIDÊNCIAS IMEDIATAS PARA O FORTALECIMENTO DESSAS TROPAS E DE LONGO PRAZO NA FORMAÇÃO DE NOVOS CIDADÃOS."
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADAÃO BRASILEIRO PLENO

domingo, 20 de janeiro de 2008

JORNAL O DIA - VIDA DE CÃO - MARCOS ESPÍNOLA

A seguir transcrevo artigo publicado na página de editorias do jornal "O DIA", no dia 19 de janeiro de 2.008:


VIDA DE CÃO
MARCOS ESPÍNOLA – ADVOGADO CRIMINALISTA

As conseqüências psicológicas nos indivíduos que vivenciam uma guerra costumam deixar seqüelas, algumas irreparáveis. Quem sobrevive, dificilmente volta a ser o que era. E é assim que tem sido com os policiais de todos os grandes centros do país. Diante da rotina violenta a qual são obrigados a enfrentar diariamente, esses profissionais, que acima de tudo são seres humanos, estão cada vez mais apresentando problemas psicológicos. E enquanto a realidade for essa, com a violência crescente, eles continuarão vivendo uma vida de cão, sempre no limite do estresse.
Os problemas psicológicos já são a segunda maior causa de afastamento na corporação da Polícia Militar, informação praticamente desconhecida pela opinião pública. Em 2.007, foram 1.161casos, número só superado pelas lesões traumáticas, segundo estatísticas do Departamento Geral de Saúde da PM. Segundo o levantamento, a depressão desponta como o problema mais freqüente, ligado não só ao ritmo de vida tenso como também à imagem que a opinião pública tem em relação a eles.
Um problema que deve ser levado a sério, pois se nos colocarmos no lugar do PM, podemos compreender um pouco as suas razões. São chefes de família vivendo no limite devido ao crescimento da bandidagem. Além disso, com baixo salário, muitos são obrigados a conviver com o inimigo na comunidade onde moram. Ocuparíamos inúmeras páginas para relatar outras tantas dificuldades que enfrentam. Enfim, mais uma vez pedimos não só a opinião pública que reflita sobre a vida desses homens, como também que as autoridades passem a olhar com mais seriedade aqueles que têm como missão proteger a todos."


Parabéns pelo artigo, advogado criminalista MARCOS ESPÍNOLA, pois só valorizando o Militar de Polícia - O SOLDADO, O HERÓI SOCIAL - poderemos sonhar um dia em controlar essa criminalidade violenta, que nos oprime, cerceia as nossas liberdades e ceifa as nossas vidas!


SOCIEDADE E MILITARES DE POLÍCIA, JUNTOS SOMOS FORTES!



PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORREGEDOR INTERNO