Ainda em 2009, Beltrame reconhecia que o salário estava muito defasado:
Pergunto:
Como resolver uma desafagem salarial tão grande, multiplicando o efetivo?
Em 2007, no início do governo Sérgio Cabral e com Beltrame na secretaria de segurança, os Coronéis Barbonos tornaram público o documento Pro Lege Vigilanda. Leiam os itens que tratam do assunto, com destaque para o iem 3:
"Tópico nº 1 – Estabelecimento, no mínimo, de uma política salarial calcada na integração remuneratória entre as forças policiais do Rio de Janeiro. Em nada colabora com a democracia e mesmo com a necessidade de integração de forças, o fato de termos duas polícias com funções complementares e interdependentes, coabitando o mesmo espaço geográfico, com níveis salariais absolutamente díspares, a ponto de tanto na base, quanto no topo, alcançarem diferenciais próximos de 100 % (cem pontos percentuais). Portanto, urge a implementação da proposta apresentada pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, onde se busca equiparar os vencimentos das duas Instituições, o que possibilitará, principalmente, que o Praça da Polícia Militar possa viver dignamente, afastando-se da situação famélica hoje vivenciada. Os salários famélicos não determinam, mas concorrem para a prática de desvios de conduta (crimes e transgressões disciplinares). Considerando a hora trabalhada pelos integrantes dos níveis iniciais das instituições policiais, um Policial Militar ganha duas vezes menos que um Policial Civil; seis vezes menos que um Policial Militar da Força Nacional de Segurança e quase dez vezes menos que um Policial Federal.
Tópico nº 2 - Retorno aos quadros da Corporação dos milhares de Policiais Militares desviados de função – Fim da Terceirização da Polícia Militar. Por óbvio que seja, resta aqui pontuar que policiais militares são contratados e custeados pelo erário para, mediante concurso público, exercer os misteres constitucionais específicos enumerados na Carta de 1988, ou seja, a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Promover o retorno dos milhares de Policiais Militares, Oficiais e Praças, que se encontram à disposição de diversos órgãos e autoridades, desviados das funções para as quais foram recrutados, selecionados e formados, e ainda, ganhando gratificações, embora não exerçam funções policiais militares, sobrecarregando todos os Policiais Militares que continuam trabalhando e arriscando as suas vidas em defesa da Sociedade Fluminense. Hoje existem convênios para a cessão de policiais militares nos seguintes órgãos: Banco Central, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Convém destacar que a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, que utiliza centenas de policiais militares, não celebrou convênio com a Polícia Militar e não paga qualquer importância pela cessão dos Policiais Militares.
Tópico nº 3 - Solução de continuidade nos processos de admissão da Corporação (Oficiais e Praças) até que sejam supridas integralmente as necessidades elencadas nos tópicos nº 1 e 2. Por coerência e economia de recursos públicos, é mister que novas contratações sejam precedidas da indispensável recuperação salarial e do retorno dos desviados de função, de sorte a possibilitar o aperfeiçoamento quanto à aferição de reais necessidades, bem como a captação de postulantes em níveis cada vez melhores. Em conseqüência, não incorporar nenhum Oficial ou Praça enquanto não forem solucionados os graves problemas citados anteriormente".
Prezado leitor, não precisa ser especialista em segurança pública ou em finanças públicas, para entender que os Coronéis Barbonos, em nome da PMERJ, apresentaram em 2007 soluções coerentes para adequar as questões que envolviam salário e efetivo.
O governo Sérgio Cabral, pela mãos do seu secretário de segurança, tem optado nesses CINCO ANOS por aumentar efetivo e pagar cada vez pior aos Policiais Militares. Obviamente, isso nunca poderia dar certo, constitui um erro grosseiro em termos de gestão de pessoal e deve merecer todas as críticas.
Se os Policiais Militares do Rio de Janeiro entrarem em greve, isso se deve sobretudo a Sérgio Cabral e a José Mariano Beltrame, que ao invés de caminharem para solucionarem os problemas (efetivo e salário), aumentaram os problemas ao ponto da tropa não aguentar mais os salários de fome.
Essa é a verdade!
Juntos Somos Fortes!






