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sábado, 4 de fevereiro de 2012

GREVE DA PM DO RIO: SÉRGIO CABRAL E BELTRAME SÃO OS PRINCIPAIS INCENTIVADORES.

Em 2009, Beltrame já afirmava que gostaria de ter 62.000 Policiais Militares na PMERJ:

Ainda em 2009, Beltrame reconhecia que o salário estava muito defasado:

Pergunto:
Como resolver uma desafagem salarial tão grande, multiplicando o efetivo?
Em 2007, no início do governo Sérgio Cabral e com Beltrame na secretaria de segurança, os Coronéis Barbonos tornaram público o documento Pro Lege Vigilanda. Leiam os itens que tratam do assunto, com destaque para o iem 3:
"Tópico nº 1 – Estabelecimento, no mínimo, de uma política salarial calcada na integração remuneratória entre as forças policiais do Rio de Janeiro. Em nada colabora com a democracia e mesmo com a necessidade de integração de forças, o fato de termos duas polícias com funções complementares e interdependentes, coabitando o mesmo espaço geográfico, com níveis salariais absolutamente díspares, a ponto de tanto na base, quanto no topo, alcançarem diferenciais próximos de 100 % (cem pontos percentuais). Portanto, urge a implementação da proposta apresentada pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, onde se busca equiparar os vencimentos das duas Instituições, o que possibilitará, principalmente, que o Praça da Polícia Militar possa viver dignamente, afastando-se da situação famélica hoje vivenciada. Os salários famélicos não determinam, mas concorrem para a prática de desvios de conduta (crimes e transgressões disciplinares). Considerando a hora trabalhada pelos integrantes dos níveis iniciais das instituições policiais, um Policial Militar ganha duas vezes menos que um Policial Civil; seis vezes menos que um Policial Militar da Força Nacional de Segurança e quase dez vezes menos que um Policial Federal.
Tópico nº 2 - Retorno aos quadros da Corporação dos milhares de Policiais Militares desviados de função – Fim da Terceirização da Polícia Militar. Por óbvio que seja, resta aqui pontuar que policiais militares são contratados e custeados pelo erário para, mediante concurso público, exercer os misteres constitucionais específicos enumerados na Carta de 1988, ou seja, a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Promover o retorno dos milhares de Policiais Militares, Oficiais e Praças, que se encontram à disposição de diversos órgãos e autoridades, desviados das funções para as quais foram recrutados, selecionados e formados, e ainda, ganhando gratificações, embora não exerçam funções policiais militares, sobrecarregando todos os Policiais Militares que continuam trabalhando e arriscando as suas vidas em defesa da Sociedade Fluminense. Hoje existem convênios para a cessão de policiais militares nos seguintes órgãos: Banco Central, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Convém destacar que a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, que utiliza centenas de policiais militares, não celebrou convênio com a Polícia Militar e não paga qualquer importância pela cessão dos Policiais Militares.
Tópico nº 3 - Solução de continuidade nos processos de admissão da Corporação (Oficiais e Praças) até que sejam supridas integralmente as necessidades elencadas nos tópicos nº 1 e 2. Por coerência e economia de recursos públicos, é mister que novas contratações sejam precedidas da indispensável recuperação salarial e do retorno dos desviados de função, de sorte a possibilitar o aperfeiçoamento quanto à aferição de reais necessidades, bem como a captação de postulantes em níveis cada vez melhores. Em conseqüência, não incorporar nenhum Oficial ou Praça enquanto não forem solucionados os graves problemas citados anteriormente".
Prezado leitor, não precisa ser especialista em segurança pública ou em finanças públicas, para entender que os Coronéis Barbonos, em nome da PMERJ, apresentaram em 2007 soluções coerentes para adequar as questões que envolviam salário e efetivo.
O governo Sérgio Cabral, pela mãos do seu secretário de segurança, tem optado nesses CINCO ANOS por aumentar efetivo e pagar cada vez pior aos Policiais Militares. Obviamente, isso nunca poderia dar certo, constitui um erro grosseiro em termos de gestão de pessoal e deve merecer todas as críticas.
Se os Policiais Militares do Rio de Janeiro entrarem em greve, isso se deve sobretudo a Sérgio Cabral e a José Mariano Beltrame, que ao invés de caminharem para solucionarem os problemas (efetivo e salário), aumentaram os problemas ao ponto da tropa não aguentar mais os salários de fome.
Essa é a verdade!
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

FANTASMAS, VOCÊ TEM MEDO DE FANTASMAS?

O sobrenatural sempre estimulou o homem ávido por entender aquilo que parece fora da sua compreensão, longe do seu controle.
Os fantasmas ocupam um lugar especial nessa busca por explicações, tanto na área das ciências, quanto no campo religioso.
Fantasmas bons, fantasmas ruins.
Quem não lembra do Gasparzinho, o fantasminha camarada?
Na Polícia Militar do Rio de Janeiro não se estudam os fantasmas, mas ninguém tem dúvida sobre a existência deles, sobretudo se considerarmos que os fantasmas na Polícia Militar são de carne e osso, embora nunca apareçam onde deveriam estar.
Fantasma é o apelido dado aos PMs que embora pertencendo ao efetivo de uma determinada OPM, nunca ou quase nunca aparecem nela, atuando em locais completamente diversos.
Um PM fantasma pode pertencer ao efetivo de um batalhão e trabalhar como assessor de um parlamentar; segurança familiar; motorista particular; X-9; funcionário de uma empresa; etc.
Os PMs fantasmas podem exercer uma gama imensa de atividades longe dos quartéis da Polícia Militar.
Eu me lembrei dos fantasmas despertado que fui pela Operação Guilhotina, pois logo após a sua eclosão, ouvi que alguns dos Policiais Militares que foram presos pela Polícia Federal e que já tinham sido devolvidos pela Polícia Civil, estariam no mundo das sombras.
Por enquanto, apenas ouvi comentários, tentarei chamar os Ghostbusters , quem sabe eles possam nos ajudar a descobrir algo mais.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O SALÁRIO MÍNIMO E OS SALÁRIOS CADA VEZ PIORES DOS POLICIAIS MILITARES DO RIO DE JANEIRO.

O Brasil assistiu ontem a votação na Câmara dos Deputados sobre o valor do salário mínimo que terminou com a vitória do governo, o valor ficou em R$ 545,00.
Por falar em salário mínimo, no Rio temos engavetada a PEC 24/2008 (deputado estadual Paulo Ramos), que faz com que o soldo do Soldado da PMERJ e do CBMERJ não seja inferior ao salário mínimo, temos que lutar para que ela seja votada com urgência, mas esse não é o tema principal desse artigo.
Todos assistimos a base governista falando do IMPACTO NA FOLHA de cada real a mais no valor do salário mínimo, uma verdade que não pode ser questionada, considerando que o impacto na folha de pagamento é um dos principais parâmetros em qualquer negociação salarial.
Em apertada síntese, quanto maior o número de beneficiados com o aumento, menores são as chances dessa categoria ganhar bem.
No Brasil, o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal são exemplos de categorias que ganham bem e que possuem o efetivo pequeno. A Polícia Federal possui missões gigantescas no texto constitucional, as quais demandariam a existência de um efetivo muito maior do que o existente, mas os seus dirigentes não permitem esse aumento de efetivo, o que comprometeria os excelentes salários.
Pois é ...
No Rio estamos assistindo o governo Sérgio Cabral abrir as portas da Polícia Militar para implantaer Super GPAEs (UPPs), aumentando o efetivo em milhares e milhares de Soldados e pior, com o apoio da gestão da modernidade que criou todas as facilidades para o ingresso, inclusive a diminuição do grau de dificuldade das provas seletivas.
Hoje a PMERJ é a porta da esperança dos desempregados.
O resultado é fácil de obter:
Os Policiais Militares do RJ que já recebem os PIORES SALÁRIOS no Brasil, ganharão cada vez menos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

EFETIVO POLICIAL E PRESOS NO RIO DE JANEIRO.

EX-BLOG DO CESAR MAIA
EFETIVO POLICIAL E PRESOS NO ESTADO DO RIO! (FÓRUM DE SEGURANÇA PÚBLICA-ANUÁRIO 2010)
Número de Policiais Militares. Em 2008 eram 37.334 \ Em 2010 são 37.365 \ Nada mudou.
Número de Policias Civis. Em 2008 eram 9.544 \ Em 2010 são 9.052 \ Redução do efetivo em 5%.
Internação de Menores Infratores: 2007 eram 510, em 2009 eram 303. Redução de 40% \ Internação temporária: em 2007 eram 252. Em 2009 eram 182. Redução de 28%.
População Carcerária. Em 2008 eram 22.606. Em 2009 eram 23.158.
Condenados em prisão. Em 2008 eram 15.339 \ Em 2009 eram 15.493 \ Presos ainda não condenados. Em 2008 eram 7.259. Em 2009 eram 7.589. Total: em 2008 eram 22.606 \ Em 2009 eram 23.158.
BRASIL: Pessoas presas sem julgamento. Pela ordem de 2000 a 2010: 80.775 \ 78.437 \ 80.235 \ 86.766 \ 102.116 \ 112.138 \ 127.562 \ 130.745 \ 162.612 \ 163.263 \ Obs. Não há dados de 2003. Crescimento de 102%.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 11 de maio de 2009

segunda-feira, 31 de março de 2008

O DIA - 31/03/2008 - MENOS 6 MIL POLICIAIS


JUNTOS SOMOS FORTES!
VAMOS MUDAR A SEGURANÇA PÚBLICA!
POVO E POLÍCIA!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

terça-feira, 25 de março de 2008

O DIA - 25/03/2008 - O COBERTOR CURTO DA PM


JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

JORNAL TRIBUNA DA IMPRENSA - EFETIVO - NOGUEIRA LOPES

JUNTOS SOMOS FORTES!


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

O DIA ONLINE - 25/03/2008 - O COBERTOR CURTO DA PM

DIA ONLINE
25/3/2008 01:05:00
O cobertor curto da PM.
Maioria das unidades da Polícia Militar tem efetivo aquém do considerado ideal. Quadro é mais grave nos batalhões de bairros do subúrbio e da Zona Norte.
Andréa Uchôa
Thiago Prado

"Rio - Na distribuição de efetivo na capital, a Polícia Militar privilegia a Zona Sul e as área centrais em detrimento do subúrbio e Zona Norte. Dos 16 batalhões no Rio, apenas quatro obedecem à distribuição de um PM para cada 250 habitantes — considerada a ideal, segundo estudos de órgãos de segurança nacionais e internacionais. As unidades do Centro (Praça da Harmonia e Tiradentes), onde existem sedes de empresas e bancos e há grande população que só fica no horário de trabalho, estão entre elas. Enquanto isso, os batalhões do Méier, Rocha Miranda, Bangu e Olaria — localizados em áreas com forte atuação do tráfico de drogas e milícias — estão muito longe de atingir o padrão satisfatório.
Dados a que O DIA teve acesso no Departamento Geral de Pessoal (DGP) da PM mostram ainda que nem o efetivo divulgado constantemente pela corporação está correto: ao contrário dos 39 mil homens anunciados pelas autoridades, a PM tem hoje exatos 37.802 praças e oficiais para patrulhar as ruas. Solicitadas, as informações da distribuição do efetivo foram negadas pela assessoria da PM. A Secretaria de Segurança informou que não cabe à imprensa discutir o assunto “estratégico”.
No quesito PM por habitante, por pouco os batalhões do Leblon (23º BPM), Copacabana (19º BPM) e Botafogo (2º BPM) não atingem o patamar ideal. A renda per capita dos três bairros está entre as maiores da cidade. Para a socióloga Julita Lemgruber, diretora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, o correto seria distribuir os PMs de acordo com os índices de criminalidade:
"Nas áreas turísticas eles acabam concentrando efetivo maior e a polícia não nega isso. Até porque as autoridades são as primeiras a dizer que um crime na Zona Sul tem repercussão muito maior na mídia do que em outros lugares”, afirmou, em referência a uma frase dita no ano passado pelo secretário José Mariano Beltrame.
Batalhões da Baixada Fluminense e Interior do Estado também têm índices de ostensividade bem baixos. Belford Roxo e Mesquita, que são os campeões da falta de policiais por habitante, ainda perderam homens na comparação de março deste ano com o mesmo mês de 2007. Duque de Caxias e São Gonçalo completam a parte inferior do ranking."
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO