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domingo, 3 de janeiro de 2010

DELEGADO ALLAN TURNOWSKY - ENTREVISTA - COMENTÁRIOS.

COMENTÁRIOS POSTADOS:
1) Coronel.
Conheci muito bem os meandros dessa falida instituição denominada polícia civil, isso tudo proferido pelo Chefe de Polícia é mera balela para dormitar bovino. Em princípio, a decadência da polícia civil começou quando abriu concurso publico para o cargo de Delegado de polícia, onde meros bacharéis sem experiência e vivência em investigação criminal assumiram de imediato o ápice da polícia civil. Resultando até mesmo na demissão de um chefe de Polícia, integrado pelos mesmos delegados que atualmente estão na cúpula da Polícia Civil. Nas Unidades Policiais não existem Delegados de plantão, ou estão em algum cargo em comissão fora da polícia civil, ou ficam em suas residências aguardando a existência de eventual prisão em flagrante. É preciso colocar sim, primeiro os Delegados para trabalharem. Em segundo prisma, o Estado não remunera adequadamente o servidor policial civil, logo não tem moral para exigir que seja reduzida suas horas de folga. Aqueles que nada conhecem da Polícia, as delegacias são desiganadas para os delegados alcunhados por "jóqueis", pois ficam sobre o cavalo mas não é dono, proprietário, mas sim um agente de autoridade ligada a algum político. Falar em reduzir horas de lazer é fácil, gostaria que esse Chefe de Polícia, oriundo de concurso, que mal conhece a polícia, pois chegou muito depois de minha pessoa no cargo policial, afirmasse que é injusto a defasagem salarial entre Delegado e Inspetores de Policia e demais agentes de autoridade. Que é não é justo nem decente o delegado se situar em tabela de vencimentos exclusiva. O Serviço de Plantão Policial poderia ser chefiado por Comissários de Polícia, ou Inspetores, possuidores do curso de bacharel em direito, para fins de tipificar infrações penais e autuar em casos de prisão em flagrante (autuar significa formar autos), sem interferir nas funções e atribuições dos Delegados de Polícia, resolvendo o problema da falta de bacharel para casos de flagrante de delito, mas não é de interesse da corporativa classe dos delegados.
Julio Cesar.
Inspetor de Policia Civil aposentado.
2) Pô, amigos da PCERJ, vamos sair das páginas da internet e vamos tomar as ruas!!!! A gente fica parecendo um bando de trouxas acreditando em promessas feitas por àqueles que sempre, às vesperas de eleições, prometem e não cumprem!(...) !!! Nós somos policiais e não imbecis!!! Que se danem os delegados, vamos parar!!! Esses (...), salvo raríssimas excessões, estão mais preocupados em dar aulas em cursos ou faculdades, estudar para concursos ou receberem as subvenções pagas àqueles que são titulares de delegacias!!! Eu quero ver o governador demitir 11 mil policiais civis!!! Eu quero ver Delegado sentado em um plantão junto com o chefe de SI fazendo RO, fazendo flagrante, aguentando maluco enchendo o saco de madrugada!!!! A gente não sabe a força que tem!!! E outra coisa! Não vamos esperar que a população nos prestigie em nosso pleito pois ela nunca ficará!!! Então, como é que é? Vamos a greve e dane-se as consequências!!! A fome não espera, o tempo não para e as contas sempre chegam!!!! Será que teremos que ficar nos contentando com esta merreca de R$ 350,00, condicionados aos malditos cursos que temos que fazer?? Será que um policial que trabalha em delegacia convencional não merece o mesmo salário daquele que trabalha em uma "Legal"? Agora querem mudar a escala e o chefe de polícia diz que em 2010 vai ter policial civil prendendo policial civil!!! Tudo bem, mas quem vai prender aqueles que pegam os "acertos mensais"?? Quem vai investigar como o Sergio Cabral tem uma propriedade que custa um valor estratosférico ??? Vamos continuar sendo massacrados e os reacionários da nossa classe, para não perderem suas tetas, vão ser os primeiros a nos massacrar!!!Greve já!!!! Greve em 2014!!!! Greve em 2016!!!!
condição número 1: Se alguém for punido, a greve continua!!!
condição número 2: Trazer os maiores transtornos possíveis para a população, porque fazer greve e fazer registro de remoção de cadáver, flagrante e registro de furto ou roubo de carro, não dá!!!!
AUMENTO DECENTE OU GREVE!!!!
Anônimo
3) Para isto acontecer, o salário básico de um policial civil em início de carreira deverá ser de 4 mil reais! Será que o governo vai realmente querer comprar o bico do policial, seja militar ou civil? Se tirarem o bico (o que realmente sustenta o funcionário e sua família) e pagarem esta merda de 5% que o governo está oferecendo, os resultados de investigações surtirá o efeito contrário e será desastroso para a secretaria de segurança pública. A retaliação é certa! "Quem avisa amigo é". Hoje, somente no bico, o policial arruma no mínimo uns 2,5 mil todo mês! Estão querendo mexer em casa de marimbondo. Quando dói no bolso, o bicho pega! É esperar pra ver.
Anônimo
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 13 de julho de 2009

SÉRGIO CABRAL (PMDB) - E AGORA, GOVERNADOR?

O GLOBO
A violência no Rio de Janeiro, certamente, é a maior tragédia vivenciada por populações das grandes cidades brasileiras.
Os cidadãos flumineneses são assassindaos ou desaparecem como moscas, integrando uma estatística da morte que revela milhares de vítimas.
Ontem, mais um Policial Militar assassinado foi sepultado, virou uma bandeira nacional, que seus familiares levaram para casa.
Pena, governador, que bandeira não tem alma, não acaricia, não conversa, não ri e nem chora.
Pior, governador, bandeira não faz "bico".
A morte de um Policial Militar sempre significa que a família, além da dor da perda, passará necessidades, pois terá que sobreviver com seu salário famélico.
O "bico" não paga pensão, governador.
Portanto, cumpra as suas promessas governador, as famílias dos Policiais Militares exigem que vossa excelência cumpra a sua palavra.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 27 de março de 2009

PUNIÇÃO DE CORONEL BARBONO - REPERCUSSÃO NA MÍDIA ( 28 ).

CORONEL PRESO AO EXIGIR MELHORES SALÁRIOS.
CRISE NA PM.
Daniel Santin.
daniel.santini@folhauniversal.com.br

“A situação da Polícia Militar é gravíssima em diversos estados, problema que se reflete nos baixos salários da tropa. A questão é, especialmente, delicada no Rio de Janeiro, onde o expediente de empregos extras, nas folgas, se institucionalizou e, em meio ao suposto descaso com o trabalho público, grupos privados de segurança, as milícias, ganharam espaço e o controle de parte do território.
É neste contexto que o Coronel Ronaldo Antônio de Menezes, um oficial de 54 anos, vindo de uma família de policiais, escreveu artigo cobrando providências do governo. Fundamentou as críticas em uma cuidadosa análise sobre os problemas do estado e procurou demonstrar como a questão dos salários está diretamente relacionada ao desinteresse da tropa no serviço público, e, desta forma, ao surgimento de grupos paramilitares privados. Escreveu que soldados sobrecarregados e mal valorizados são um risco para a sociedade, cobrou o retorno às ruas dos 2.300 policiais que estão à disposição de outros órgãos e alertou para o perigo de a população terminar refém das milícias formadas em substituição ao Estado.
O texto foi publicado no blog do Coronel Paulo Ricardo Paul, ex-corregedor da corporação, em 15 de maio de 2008.
O Coronel Menezes acabou preso, na semana retrasada, sob acusação de ter “transgredido a disciplina militar”. A tentativa de reprimir o protesto revelou-se desastrada. Em vez de silenciar as críticas, a atitude fez com que os problemas voltassem a ganhar destaque nos jornais e agravou o clima de insatisfação, desencadeando mais uma dezena de artigos de oficiais.
A pressão por mais salários vem desde abril de 2007, quando o grupo de coronéis conhecidos como Barbonos, referência ao antigo nome da rua onde está o quartel-general da PM, passou a criticar publicamente o governador Sérgio Cabral (PMDB).
Na ocasião, por não calar os insatisfeitos, o Coronel Ubiratan de Oliveira Ângelo, então comandante-geral, acabou afastado. Hoje, secretário municipal de ordem pública de Búzios, o oficial demonstra indignação ao falar da prisão do colega. “Ele foi preso dias antes de completar 35 anos de PM sem nunca ter tido punições. É um policial respeitado, filho de capitão da PM e pai de um tenente e um aspirante. A família ama, respira a PM”.
A punição causou comoção nacional. A questão deixou de ser interna. O Coronel manifestou um pensamento com dignidade e não faltou com a verdade.
Os policiais, hoje, buscam completar o salário para dar um padrão de vida razoável para a família (...). Em termos de salários para soldados iniciantes, aliás, o Rio de Janeiro só fica à frente do Rio Grande do Sul, no Brasil todo.
De acordo com levantamento da Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (Abamf), entidade que representa os policiais da Brigada Militar, a PM do Rio Grande do Sul, enquanto um policial carioca novato ganha R$ 1.037,49, um gaúcho fica com R$ 966,20. “É exatamente como no Rio. Cerca de 90% dos sargentos, cabos e soldados fazem bicos. O pessoal tem dois ou três empregos, acaba passando mais tempo em atividades paralelas, do que na corporação. E não fica só nos praças, os veteranos também trabalham e todos os comandantes sabem”, diz Ricardo Agra, diretor da Abamf, que considera absurda a prisão do coronel carioca.
“Ele não deveria ser punido. É uma afronta à democracia. As polícias militares têm que entender que estamos em um novo contexto político e social no País. Punir uma pessoa porque ela disse a verdade é um descaso com a democracia. A instituição precisa se modernizar, não pode mais ficar arcaica”, completa Agra".
Fonte:
http://www.folhauniversal.com.br/integra.jspcodcanal=9985&cod=144071&edicao=885


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO