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segunda-feira, 22 de junho de 2009

O QUE É O LULISMO - DENIS LERRER ROSENFIELDF.

O GLOBO
Eu continuo achando que caminhamos para uma cleptocracia...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 5 de maio de 2009

GALULA E NÓS - DENIS LERRER ROSENFIELD.

GALULA E NÓS.
Segunda-feira, 27 de Abril de 2009 - ESP.
Muito tem se falado nos últimos tempos de uma mudança da atitude americana em relação ao Iraque e, subsequentemente, ao Afeganistão, como se a vitória de Barack Obama significasse uma ruptura, em termos militares, com a administração George W. Bush. Com a invasão do Iraque, os governantes americanos se viram diante de uma situação completamente nova. Ganhar a guerra foi fácil, pois os EUA são imbatíveis em termos de guerra clássica. O problema surgiu quando os vencedores tiveram de se enfrentar com um movimento de insurgência, para o qual não estavam minimamente preparados.
Um dos comandantes americanos que se defrontaram primeiro com essa situação foi o general Petraeus, enquanto administrador de Mossul, a segunda cidade do Iraque. Deu-se ele conta de que os instrumentos que tinha à sua disposição eram insuficientes para combater um movimento de insurgência, o terrorismo islâmico, que se constitui como um inimigo anônimo, que se alimenta de sua influência e de sua imagem perante a população. As armas convencionais mostraram-se aí insuficientes. De volta aos EUA, o general Petraeus foi designado para comandar, em Fort Leavenworth, a Divisão de Doutrina do Centro Combinado das Armas (CAC). Lá, com o general James Amos, comandante dos Fuzileiros Navais, ele empreendeu a revisão da doutrina militar americana, voltando-a para os problemas oriundos da contrainsurgência.
Ora, todo esse trabalho, consubstanciado no Counterinsurgency Field Manual, do The U. S. Army e do Marine Corps, passou a orientar a atuação americana no Iraque e, agora, também no Afeganistão.
A revisão doutrinária levada a cabo partiu do livro de um tenente-coronel francês, David Galula, que na Guerra da Argélia se defrontou com a insurgência naquele país e, a partir daí, como comandante de uma cidade, começou a mudar a relação dos militares com a população. Tempos depois foi convidado a passar um tempo nos EUA, onde publicou, em 1963, o livro Counterinsurgency Warfare, Theory and Practice, que se tornou o texto de referência desta nova doutrina militar americana.
O livro de Galula, ao estudar as questões da insurgência no século 20 até 1960, refere-se aos problemas da guerra revolucionária, nos moldes marxistas, tal como esta se fez na União Soviética, na China e em Cuba. Analisa também as guerras anticolonialistas, tendo como referência os seus componentes "anti-imperialistas". Seu foco de reflexão reside em pensar como a guerrilha e os movimentos insurrecionais redefiniram os termos mesmos do que se considerava como sendo a guerra, exigindo, por sua vez, das forças militares uma readequação de sua luta e a revisão doutrinária correspondente.
O problema não era mais somente militar no sentido tradicional do termo, voltado para a conquista de territórios e a eliminação de um inimigo visível, mas a conquista da população, diríamos hoje da opinião pública, tendo como contendor um inimigo invisível.
A insurgência enfrentada pelos americanos é a do terrorismo islâmico; a de Galula, a de um movimento nacionalista, fortemente ancorado na concepção comunista das guerras de libertação. Seus ensinamentos são atuais no que diz respeito ao terrorismo islâmico, porém poderíamos dizer também que sua atualidade para o Brasil consiste em que ele nos permite pensar uma insurgência operante entre nós: a do MST.
Ou seja, a atuação e a organização do MST recortam várias das características que Galula atribui aos movimentos insurrecionais, numa analogia que ainda se reforça pelo fato de essa organização política compartilhar os mesmos pressupostos ideológicos dos movimentos revolucionários do século 20. O marxismo segue sendo a sua referência teórica e o objetivo a ser realizado é uma sociedade socialista autoritária, que pressupõe a eliminação do capitalismo, da democracia representativa e do Estado de Direito. A sua autoapresentação como movimento social consiste somente num disfarce, visando a ter uma influência maior na opinião pública, escondendo, dessa maneira, suas verdadeiras intenções.
Ao contrário de uma guerra convencional, uma guerra insurrecional segue regras distintas. Um movimento insurgente, sobretudo em seu começo, não necessita de um exército e utiliza poucas armas. Seu foco não reside inicialmente na conquista de um território, mas na conquista da população, da opinião pública, de tal maneira que possa desenvolver suas operações. Suas ações têm a característica de ser espetaculares, mostrando-se como contendores de respeito que inspirem poder na população em geral. O movimento contrainsurrecional não pode contar apenas com seu armamento convencional. Melhor: este se torna francamente insuficiente. Os seus meios de luta se tornam outros, voltados para a conquista da população e da opinião pública, o que significa também dizer por sua capacidade de garantir segurança e condições de bem-estar aos cidadãos em geral. Políticas sociais tornam-se meios da luta política.
Pode-se, portanto, melhor compreender a atração que o terrorismo islâmico (Al-Qaeda, Hezbollah, Hamas) exerce sobre certos partidos de esquerda e os movimentos sociais como o MST. Eles, na verdade, se reconhecem no terrorismo atual como fazendo parte de uma mesma linhagem revolucionária, agrupada no antiamericanismo, na luta contra o capitalismo. Ou seja, os que se reivindicam da revolução se reconhecem no terrorismo islâmico, exibindo uma afinidade eletiva.
Eis por que a análise de Galula se reveste de particular importância para nós, na medida em que a América Latina se defronta com o renascimento de movimentos de cunho revolucionário.
O terrorismo islâmico não tem, entre nós, atualidade política, mas o renascimento da tradição marxista, sim. O MST, no Brasil, é um exemplo disso, além da permanência dos irmãos Castro em Cuba e do surgimento do "socialismo do século 21" na Venezuela, fazendo discípulos na Bolívia, no Equador e no Paraguai.
DENIS LERRER ROSENFIELD.
Professor de Filosofia na UFRGS

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O GLOBO - 14/04/2008 - GOLPE CONSTITUCIONAL e BLOG DO REINALDO AZEVEDO

O jornal "O GLOBO" publicou nessa segunda-feira o artigo "GOLPE CONSTITUCIONAL" de DENIS LERRER ROSENFIELD, professor de filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.





DESTACO A FRASE:

"DESDE A SUA ELEIÇÃO, JAMAIS ABANDONOU A UMA POSTURA ELEITORAL, ALGUMAS VEZES CRITICANDO O GOVERNO COMO SE ELE NÃO FOSSE DELE."


O jornalista REINALDO AZEVEDO publicou no seu site, no dia 9 de abril de 2008 (quarta-feira), o seguinte artigo:
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/04/contra-o-falso-bvio-2-srgio-cabral-o.html


Contra o falso óbvio 2 - Sérgio Cabral, o ombudsman do Rio
"Pergunte-se sempre, leitor, se o que você está vendo é regular. Não seria um falso óbvio? Querem mais um caso?
Ontem, no Jornal Nacional, Sérgio Côrtes, secretário estadual de Saúde do Rio, ao falar sobre a dengue, disparou, cheio de bonomia: “Essa letalidade, essa virulência que nos tivemos aqui, é totalmente atípica. A idéia é nós chamarmos a Fiocruz, as universidades do Rio de Janeiro e os maiores especialistas do país pra que nós possamos pensar numa nova estratégia e principalmente planejar, desde já, o combate ao mosquito pra 2009”.
Chegou a hora de um simpósio sobre o mosquito. Espero que os cariocas resistam à proposta de fazer uma passeata de protesto contra o bicho. Sabem como é... Afinal, ele está na dele. Se dão mole, avança.
No Jornal das Dez, da Globo News, foi a vez de o governador Sérgio Cabral reclamar a necessidade de obras públicas, do trabalho de limpeza da cidade etc. e tal. Enfático, também pregou que o importante é a prevenção. Mais um pouco, acabaria cobrando alguma providência das autoridades do estado. Mas ele é a maior autoridade do estado!!!
Côrtes e Cabral não eram governantes. Comportavam-se como membros de uma ouvidoria que recebesse as reclamações da população.
Isto mesmo: o governador era o ombudsman do Rio. Um quer fazer um debate e já fala em 2009 — enquanto os casos de 2008 crescem à proporção de quase 2 mil por dia. O outro trazia no rosto uma expressão entre desamparada e indignada, a exemplo de qualquer carioca (ou, de fato, de qualquer fluminense).
Começo a entender a perfeita sintonia entre Lula e Cabral. De fato, apesar das diferenças de origem e formação, eles são muito parecidos. Quando surge uma solução, ela sempre decorre da genialidade do governante. Quando há um problema, a responsabilidade é coletiva. Privatizam os benefícios e socializam os prejuízos.
Concluo, depois de tudo, que governantes verdadeiramente de visão se preocupam é com os mosquitos versão 2009. Nada como dar ao carioca uma perspectiva de futuro, não é mesmo?"


Policial Militar e Bombeiro Militar, vocês precisam conhecer a política do nosso dia a dia.
São os políticos com as suas ações ou omissões que decidem o futuro do serviço e do servidor público.
Nunca alcançaremos a nossa cidadania e o respeito que merecemos enquanto não entendermos os caminhos políticos pelos quais somos conduzidos.
Precisamos aprender a cobrar as promessas políticas.
A nossa mobilização cívica só tem feito isso, cobrar as promessas políticas de valorização profissional.
O que estamos fazendo é utilizar os nossos direitos contitucionais para cobrar as promessas.
Basta de promessas não cumpridas!
A sociedade fluminense precisa e merece ter uma segurança pública de qualidade, o que é impossível enquanto os Policiais Militares receberem menos de R$ 30,00 por dia.
Leiam os artigos e tirem as suas conclusões.


JUNTOS SOMOS FORTES!

CHEGA DE APENAS PROMESSAS!


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO