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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL (PMDB) QUER VENDER A HISTÓRIA DE TODAS AS POLÍCIAS MILITARES DO BRASIL.

EMAIL RECEBIDO:
"'QG da PM vai para a Salvador de Sá', diz Sergio Cabral
Governador fez o anúncio ao chegar no Sambódromo, no fim da noite deste domingo
POR Gabriela Moreira
Rio - Assim que chegou ao Sambódromo, por volta das 23h, o governador Sergio Cabral anunciou que o Quartel General da PM vai ser transferido da Evaristo da Veiga para onde hoje funciona o Batalhão de Choque, na rua Salvador de Sá.
"Vamos vender o Quartel General por um bom preço para a Petrobras, transferindo as atividades que funcionam por lá para o Batalhão de Choque. A ideia é acabar com o conceito de aquartelamento na corporação", explicou o governador.
Sergio Cabral chegou à Sapucaí acompanhado de sua esposa Adriana Anselmo e confessou estar ansioso para "curtir a Mangueira", sua escola de coração.
O deputado federal Simão Sessim, primo do contraventor Anizio Abrão David, chegou poucos minutos antes no camarote do governador. O político estava vestido com uma camisa da Beija-Flor de Nilópolis, escola na qual Anízio é presidente de honra. Simão Sessim não quis falar a respeito da prisão do primo contraventor.
FONTE: O DIA DE 20 FEV 2012".
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

PREFEITO EDUARDO PAES, SAMBÓDROMO, LIESA E JOGO DOS BICHOS.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes do PMDB, anda eufórico com o ritmo das obras que estão mudando  o visual do Sambódromo. A passarela do samba terá uma nova cara. Só não muda a organização do evento que continua sendo feito pela Liga Independente das Escolas de Samba, a Liesa, aquela que Beltrame disse que tem ligações históricas com os banqueiros do "jogo dos bichos", esse jogo ilícito que tem sido combatido recentemente no Rio de Janeiro.
Sinceramente, penso que o combate ao "jogo dos bichos" soa meio estranho diante da realidade da manutenção da Liesa organizando o Carnaval do Sambódromo.
O que você acha?
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

BELTRAME PARECE TER MUDADO MUITO A SUA OPINIÃO SOBRE O BATALHÃO DA LIESA.

O secretário de segurança do Rio de Janeiro, o "delegado" de Polícia Federal Beltrame, parece ter mudado radicalmente, nos últimos dias, a sua opinião sobre o famoso Batalhão da LIESA.
Leiam essa reportagem do jornal O Globo do dia 22 FEV 2009:
"Batalhão da Liga será investigado.
RIO - Após a denúncia publicada na edição deste domingo no GLOBO, de que pelo menos 300 oficiais e praças da Polícia Militar, que estão na ativa, sendo 60 deles com patentes que vão de tenente a coronel, fazem segurança privada no carnaval da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), a Subsecretaria de Inteligência e o Serviço Reservado da PM decidiram abrir investigação conjunta para apurar o caso. A determinação do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, é de que os oficiais identificados no esquema sejam afastados de cargos de comando e de postos estratégicos na hierarquia da corporação. È o que mostra reportagem de Sérgio Ramalho na edição desta segunda em O Globo.
Os oficiais são arregimentados pelo coordenador de segurança da Liesa, coronel da reserva da PM Celso Pereira de Oliveira, e recebem diárias que variam de R$ 350 a R$ 850, através de Recibo de Pagamento de Autônomo (RPA). O "bico" dos PMs é intermediado pela empresa MJC Eventos e Serviços, que aparece no cadastro da Junta Comercial do Rio de Janeiro (Jucerj) em nome das filhas do coronel Celso. Por telefone, na sexta-feira, o oficial da reserva confirmou o emprego de PMs da ativa entre os mil homens que atuam em cada dia de desfile das escolas do Grupo Especial da Liesa.
Beltrame: oficial não pode fazer 'bico'
Para o secretário Beltrame, é inadmissível a participação de oficiais da PM no "bico" para a Liesa, entidade criada e que ainda mantém em seu conselho superior integrantes da cúpula da contravenção no Rio. Entre eles Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães; e Aniz Abrahão David, o Anísio da Beija-Flor, que respondem em liberdade a ações na Justiça Federal por lavagem de dinheiro, descaminho, corrupção ativa e exploração de jogo, entre outros crimes.
Na opinião do secretário de Segurança, um oficial que recebe cerca de R$ 3 mil e ocupa um cargo estratégico não pode fazer "bico". Beltrame admite que a questão salarial pode até ser alegada por um praça, mas não por um oficial. O secretário compara ainda a média de salários nacional com o valor recebido por um oficial:
- Na realidade brasileira, o salário de um oficial fica dentro de uma média, comparando com o valor pago a profissionais liberais. Essa não é uma questão apenas financeira. A iniciativa privada sempre vai pagar mais que o estado. É preciso estabelecer normas de disciplina para que um comandante ou subcomandante de batalhão, ou mesmo um oficial que atue em outras áreas da corporação, não trabalhe, mesmo que indiretamente, para um evento que tem ligações históricas com a contravenção - afirma Beltrame". 
Pois é ...
Engraçado, né.
Sem dúvida, Beltrame atualmente pensa muito diferente do que pensava em 2009.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 1 de outubro de 2011

PMERJ – UMA POLÍCIA SEM IDENTIDADE, SEM VALORES E SEM VISÃO DE FUTURO (02).

Ouvi que o novo comandante geral trouxe de volta as penas restritivas de liberdade previstas no Regulamento Disciplinar da PMERJ, penas que Mário Sérgio tinha interrompido, embora elas continuassem a existir, os Policiais Militares punidos não ficavam retidos no quartel.
Não quero discutir se Costa Filho está certo ou errado, nesse momento, quero demonstrar como a PMERJ perdeu por completo a sua identidade, seus valores e sua visão de futuro.
A atual PMERJ está completamente perdida, pior que cego em tiroteio, não sabe qual o seu próximo passo.
Como uma Organização Militar, bicentenária, não sabe se quer acabar com as penas restritivas de liberdade ou não?
Mário Sérgio acabou, dois anos depois, Costa Filho, trás de volta.
Uma Instituição minimamente organizada já teria discutido esse aspecto e incorporado no seu DNA a decisão, a qual poderia no futuro ser alterada, em face de uma ampla discussão motivada por fatos novos, o que não foi o caso.
Pior, a justificativa foi no sentido de que isso melhorará o combate aos desvios de conduta, como se antes de Mário Sérgio revogar, milhares de Policiais Militares não ficassem presos e detidos anualmente, sem que isso diminuísse o crescimento da banda podre.
Quem está certo?
Mário Sérgio que revogou?
Costa Filho que trouxe de volta?
Não sei, mas tenho certeza quem está errada: a PMERJ.
Analisemos outro exemplo.
Na área correcional existia um planejamento, uma visão de futuro.
Em 2005, iniciamos um aumento no número das Delegacias de Polícia Judiciária (DPJM), dobrando o número em 2007, duas para quatro e com a visão de implantarmos uma DPJM em cada Comando Intermediário na gestão do Coronel PM Ubiratan, totalizando sete DPJMs.
Paralelamente, criamos e avançamos na proatividade das ações de controle interno com as equipes comandadas por Oficiais nas quatro DPJMs, os Grupamentos de Supervisão Disciplinar, que realizavam fiscalizações nas ruas em viaturas reservadas e usando trajes civis.
Outro objetivo era criar uma estrutura capaz de gerar conhecimento na área correcional, trabalhando em conjunto com a Inteligência, para inclusive desenvolver com eficiência as investigações sobre os Comandantes, Chefes e Diretores.
O Gabinete Geral de Assuntos Internos (GGAI) foi criado por decreto.
Implementos o protótipo de um programa para controlar os disparos de armas de fogo efetuados por Policiais Militares em serviço, o que entre vários produtos vantajosos, permitiria um controle dos autos de resistência.
O Coronel Ubiratan foi exonerado em 2008, passaram dois comandos gerais (Pitta e Mário Sérgio) e nada foi feito. Além disso, a proatividade correcional deixou de existir com a assunção de Mário Sérgio.
O GGAI não foi implementado até a presente data.
O projeto de controle dos disparos de arma de fogo foi abandonado.
Em síntese, andamos para trás.
De joelhos diante dos políticos, sem identidade, sem valores e sem visão de futuro, a Polícia Militar agoniza.
Por derradeiro, vocês lembram o escândalo que Beltrame fez a respeito dos Oficiais da PMERJ que trabalhavam para uma empresa de um Coronel PM, a qual prestava serviço para a Liga das Escolas de Samba, a LIESA?
Lembram que Beltrame condenou os Oficiais em razão da LIESA ter envolvimento histórico com os bicheiros?
Pois é ...
Atualmente, ter trabalhado para tal empresa que presta serviço para a LIESA não é mais problema.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 27 de maio de 2011

MÁRIO SÉRGIO DESMORALIZA BELTRAME.

O jornal O Dia nessa sexta-feira repercute matéria que publicamos dias atrás nesse espaço democrático, quando anunciamos que os Oficiais do Batalhão da LIESA tinham sido punidos apenas com repreensão.
Prezados leitores, por favor, antes de lerem a matéria do jornal O DIA, leiam essa do jornal O GLOBO do dia 22 de fevereiro de 2009, quando o fato eclodiu e o ainda secretário de segurança do Rio, delegado da Polícia Federal, José Mariano BELTRAME, emitiu a sua opinião.
O GLOBO:
22 DE FEVEREIRO DE 2009.
Policiais
Batalhão da Liga será investigado

(...) A determinação do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, é de que os oficiais identificados no esquema sejam afastados de cargos de comando e de postos estratégicos na hierarquia da corporação.
Beltrame: oficial não pode fazer 'bico'
Para o secretário Beltrame, é inadmissível a participação de oficiais da PM no "bico" para a Liesa, entidade criada e que ainda mantém em seu conselho superior integrantes da cúpula da contravenção no Rio. Entre eles Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães; e Aniz Abrahão David, o Anísio da Beija-Flor, que respondem em liberdade a ações na Justiça Federal por lavagem de dinheiro, descaminho, corrupção ativa e exploração de jogo, entre outros crimes.
Na opinião do secretário de Segurança, um oficial que recebe cerca de R$ 3 mil e ocupa um cargo estratégico não pode fazer "bico". Beltrame admite que a questão salarial pode até ser alegada por um praça, mas não por um oficial. O secretário compara ainda a média de salários nacional com o valor recebido por um oficial:
- Na realidade brasileira, o salário de um oficial fica dentro de uma média, comparando com o valor pago a profissionais liberais. Essa não é uma questão apenas financeira. A iniciativa privada sempre vai pagar mais que o estado. É preciso estabelecer normas de disciplina para que um comandante ou subcomandante de batalhão, ou mesmo um oficial que atue em outras áreas da corporação, não trabalhe, mesmo que indiretamente, para um evento que tem ligações históricas com a contravenção - afirma Beltrame.
Salta aos olhos que o ocupante da cadeira 01 da Polícia Militar, Mário Sérgio de Brito Duarte, simplesmente ignorou a opinião do secretário de segurança, punindo com uma simples repreensão os Oficiais do Batalhão da Liesa.
Leiam a matéria do jornal O Dia:
PM pune 11 oficiais que trabalharam para Liesa
Comandante das UPPs está entre policiais advertidos que prestaram serviço para empresa contratada pela Liga em 2009
JOÃO ANTÔNIO BARROS
Rio - A tropa da segurança privada da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) dançou. O comandante da PM, Mário Sérgio Duarte, puniu administrativamente os 11 oficiais da ativa que prestaram serviço no Carnaval de 2009 à liga criada pelos contraventores do jogo do bicho. São dois coronéis, dois tenentes-coronéis, cinco majores e dois tenentes advertidos com a repreensão — uma penalidade classificada como leve, mas que suja a ficha funcional do militar e o impede de ocupar cargos no Estado-Maior. Entre os punidos está o coronel Robson Rodrigues da Silva, comandante das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
A decisão do comando da PM foi publicada, dia 19, no boletim interno da corporação. Mário Sérgio entendeu que os oficiais, mesmo de folga, infringiram o regulamento disciplinar ao prestar serviço à MJC Eventos e Serviços. A empresa foi encarregada pela Liesa do controle dos acessos e da recepção a autoridades na Sapucaí. Aos oficiais da ativa, o código disciplinar da PM proíbe o segundo emprego — mais conhecido como ‘bico’ —, mesmo temporário.
A sindicância constatou que os oficiais trabalharam durante os desfiles e chegaram a usar coletes com os logotipos da Riotur e da Liesa. A apuração levou mais de um ano e outros policiais (cabos e sargentos, em sua maioria) também foram alvo da investigação.
Os oficiais punidos ocupam cargos de destaque na cúpula da PM. Além do comandante das UPPs, o coronel médico Antônio Carlos Barbosa de Souza foi nomeado superintendente de saúde da Subsecretaria Militar, o tenente-coronel Aleucy Bento dos Santos é da Diretoria de Finanças, enquanto seu colega de patente, Luiz Cláudio dos Santos Silva, foi cedido à Secretaria Municipal de Ordem Pública.
Beltrame determinou fiscalização na Avenida
A participação de policiais no Sambódromo passou a ser fiscalizada com rigor desde que José Mariano Beltrame assumiu a Secretaria de Segurança. Este ano o coronel Mário Sérgio devolveu o camarote cedido pela Liesa à PM.
O receio da autoridades é a proximidade dos agentes com a Liesa, considerada o braço carnavalesco dos bicheiros. Nem mesmo a oficialização da parceria entre a Liga e a Riotur na apresentação das escolas do grupo especial afastou as restrições.
A empresa MJC Eventos e Serviços é a ponte entre a Liesa e a contratação dos seguranças para o Carnaval. Ela é dirigida pelo coronel da reserva da PM Celso Pereira de Oliveira, que busca na corporação a mão de obra qualificada para o serviço. O pagamento do ‘bico’ chega, no máximo, a R$ 800 pelo dia de serviço.
Cargos importantes
Coronel Robson Rodrigues da Silva — Comandante das UPPs
Coronel Antônio Carlos Barbosa de Souza — Superintendência de Saúde
Tenente-coronel Aleucy Bento dos Santos — Diretoria de Finanças
Tenente-coronel Luiz Cláudio dos Santos Silva — Secretaria de Ordem Pública
Major Jorge de Figueiredo Marques — Diretoria Geral de Pessoal
Major Fabiana Silva de Souza Chagas — 4º BPM (São Cristóvão)
Major Renato Assis Ferreira — Diretoria Geral de Pessoal
Major Antônio Jorge Goulart Matos — Coordenadoria de Inteligência
Major Carlos Eduardo Silva — Batalhão de Polícia Rodoviária
Tenente Leandro da Silva Dias — Academia da Polícia Militar D. João VI
Tenente Anderson Silva Santos - 2º Comando de Policiamento de Área (CPA), Baixada Fluminense.
O jornal O Dia não transcreveu as falas de Beltrame de 2009.
Mário Sérgio ao manter o Coronel Robson no Comando das UPPs, as jóias da coroa, desmoralizou por completo Beltrame.

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 20 de maio de 2011

GOVERNO SÉRGIO CABRAL PRENDE BOMBEIROS QUE LUTAM POR SALÁRIOS, MAS SÓ REPREENDE O BATALHÃO DA LIESA DA POLÍCIA MILITAR.

Os valores do governo Sérgio Cabral (PMDB) são muito estranhos.
Instaura IPM; transfere 36 Guarda Vidas; expede centenas de memorados; ameaça Bombeiros em reuniões e, por fim, solicita a PRISÃO de cinco Bombeiros dentre os milhares que estavam lutando por salários. Em contrapartida, ele apenas REPREENDEU os Oficiais da Polícia Militar que participaram do denominado Batalhão da LIESA, apesar do secretário de segurança Beltrame ter afirmado que a LIESA tem envolvimento histórico com o jogo dos bichos.
O governo Sérgio Cabral (PMDB) possui valores muito estranhos.
Você não acha?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 29 de março de 2011

IMAGINEM NA FARDA DO POLICIAL MILITAR - "CARNAVAL É COM A LIESA".

JORNAL O DIA
Informe do Dia: Projeto de Wagner Montes permite publicidade em fardas
FERNANDO MOLICA.
Rio - Projeto do deputado Wagner Montes permite que policiais, bombeiros e agentes do Desipe imitem atletas e exibam publicidade em uniformes e fardas. Pela proposta, que será votada amanhã na Alerj, o servidor que usar a roupa patrocinada receberá meio salário mínimo.
Os interessados adotariam uma ou mais unidades de cada órgão de segurança; cada batalhão da PM ou delegacia de polícia poderia ter um patrocinador específico. Ou seja: em caso de operações conjuntas, várias marcas — até de empresas concorrentes — seriam mostradas pelos policiais.
Beltrame ignora
Segundo a proposta de Montes, haverá apenas uma inserção em cada uniforme. A propaganda só poderia ser feita por empresas que se “coadunem com o bem estar da sociedade”. Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame afirma desconhecer o projeto.
COMENTO:
A LIESA é a empresa que organiza o carnaval no Sambódromo.
O carnaval no Sambódromo é frequentado pelo Governador Sérgio Cabral, pelo prefeito Eduardo Paes e por outras autoridades.
Portanto, aprovada a lei, nada impediria:
"Carnaval é com a Liesa".
A expressão "batalhão da Liesa" ganharia ares mais concretos.
No caso dos Bombeiros, poderiam ser anunciadas empresas que vendem materiais para combate aos incêndios, o que faria com que alguns usassem no uniforme a propaganda de sua própria empresa.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 9 de março de 2011

POLÍCIA MILITAR - O BATALHÃO DA LIESA - ESCLARECIMENTOS.

O Batalhão da Liesa voltou a ser citado na internet em face das especulações sobre os provavéis substitutos de Mário Sérgio e de seu Estado Maior Geral, quando surgiu pelo menos um nome que foi investigado por pertencer ao famoso batalhão momesco.
Cabe destacar que o fato de integrar o batalhão nunca impediu ninguém de exercer função relevante na Polícia Militar.
Para quem não conhece o Batalhão da Liesa trago algumas informações.
O GLOBO
22 de fevereiro de 2009.
Policiais
Batalhão da Liga será investigado
RIO - Após a denúncia publicada na edição deste domingo no GLOBO, de que pelo menos 300 oficiais e praças da Polícia Militar, que estão na ativa, sendo 60 deles com patentes que vão de tenente a coronel, fazem segurança privada no carnaval da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), a Subsecretaria de Inteligência e o Serviço Reservado da PM decidiram abrir investigação conjunta para apurar o caso. A determinação do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, é de que os oficiais identificados no esquema sejam afastados de cargos de comando e de postos estratégicos na hierarquia da corporação. É o que mostra reportagem de Sérgio Ramalho na edição desta segunda em O Globo (leia).
Bem ...
Os integrantes foram identificados, mas não foram punidos disciplinarmente e muito menos afastados de suas funções, como havia determinado Beltrame.
Nem o monopólio da Liesa foi ameaçado, como anunciou o prefeito Eduardo Paes em 2009 (leiam).
Prezado leitor, você conhece os motivos que impediram a punição dos Oficias da PMERJ e o afastamento das funções?
Caso não conheça essa verdade, ainda nesta quarta-feira publicarei um artigo explicando.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL

PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

RIO: A RELAÇÃO DO PODER PÚBLICO COM OS CONTRAVENTORES DO JOGO DOS BICHOS.

Sérgio Cabral tem razão quando fala que alguns problemas no Rio são decorrentes de mais de trinta anos de inércia, um deles é a comprometedora relação entre o poder público e os contraventores do jogo dos bichos, ilícito que funciona ostensivamente em cada esquina do Rio de Janeiro.
Cabral está certo a relação promíscua que assistimos no Sambódromo em 2011 ocorre há muitos anos, aliás desde que a passarela do samba foi construída, não começou no seu governo em 2007.
Quem quiser criticar Sérgio Cabral e Eduardo Paes deve fazê-lo no sentido de que eles também mantiveram a relação promíscua, mas não foram eles quem criaram esse maldito relacionamento.
A maior novidade em 2011 no Sambódromo foi o mico do milênio propagonizado pelo secretário de segurança, delegado de Polícia Federal José Mariano Benicá BELTRAME, que após determinar que a Polícia Militar devolvesse o camarote que tinha recebido da Liesa, resolveu compareceu a um camarote alugado pela mesma Liesa (site), acompanhado de familiares. A ação de Beltrame deu a entender que o problema não era o fato da Liesa ser historicamente envolvida com os bicheiros do Rio de Janeiro, como ele mesmo declarou, mas sim o fato do camarote ser dado ou alugado pela Liesa.
Beltrame pagou o mico do milênio.
Fora isso tudo normal, inclusive a reportagem publicada nesta 4a feira de cinzas pelo jornal O Globo (Caderno Carnaval 2011 - página 15) com o título:
"E NO MUNDO DA CONTRAVENÇÃO, DUAS REALIDADES BEM DIFERENTES".
O subtítulo é esclarecedor:
"ENQUANTO ANIZ ABRAÃO DAVIDA, DA BEIJA FLOR, DESFILOU LIVRE, WILSON VIREIRA ALVES, O MIOSÉS DA VILA ISABEL, FICOU ENCARCERADO EM BANGU 8".
O primeiro parágrafo é uma prova da terrível relação do poder público comos "bicheiros":
"Menino pobre foi engraxate e camelô, mas venceu na vida. Enaltecido na voz de Neguinho da Beija-Flor durante o esquenta da bateria, o contraventor Aniz Abraão David, o Anísio, evoluiu pela marquês de Sapucaí, distribuindo bandeiras da agremiação e cercado por seguranças, parentes e políticos" (leia a íntegra da reportagem).
O Globo, um dos jornais mais importantes do Brasil, narra com extrema naturalidade algo que deveria ser inconcebível, a convivência entre autoridades públicas e reconhecidos contraventores.
Prezado leitor, as pessoas de bem devem se indignar contra tudo isso e cobrar que o Ministério Público pelo menos investigue a postura do secretário de segurança do governo Sérgio Cabral, solicitando que ele esclareça o motivo de ter determinado que a Polícia Militar devolvesse o camarote ofertado pela Liesa, já que ele frequentou um camarote alugado pela Liesa. Por que a PMERJ foi obrigada a devolver? Inclusive, poderia ouvir a Chefe da Polícia Civil e o Superintendente da Polícia Federal sobre a motivação que determinou que devolvessem os camarotes.
Enquanto ninguém fizer nada, bicheiros e presidentes da república conviveram no mesmo espaço público, uma vergonha.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 8 de março de 2011

RIO - CARNAVAL 2011: UM ESCÂNDALO QUE PODE SAIR NA URINA.

O Carnaval 2011 está terminando e deixando no seu rastro um escândalo que mereceria as primeiras páginas dos jornais, mas que dificilmente valerá uma breve notinha.
Eu já escrevi sobre o fato (artigo 1 e artigo 2), mas diante da nova evidência resolvi escrever um pouco mais sobre o tema.
Primeiro, a delegada Martha Rocha determinou a devolução do camarote no Sambódromo à Liesa (leiam). Ato que fez com a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro também devolvesse o seu camarote (leiam).
Diante dessas devoluções o secretário de segurança pública do RJ, delegado da Polícia Federal, José Mariano Benicá Beltrame, determinou que a Polícia Militar também devolvesse o seu camarote à Liesa (leia). Além disso, Beltrame foi mais longe como noticiou o jornal Extra (Marcos Nunes):
"(...) Beltrame também recomendou à PM e à Polícia Civil que todas as credenciais, fora as de uso exclusivo em serviço, sejam devolvidas. Os camarotes dos órgãos públicos, chamados pela Liesa de construções temporárias, ficam localizados no setor um do Sambódromo, entre a concentração e o espaço de armação das escolas (leiam)".
Ora, para quem lê jornais e revistas e/ou assiste televisão, ficou muito claro que, a não ser quem estivesse de serviço, os POLICIAIS não deveriam comparecer nos camarotes do Sambódromo.
Alguém interpreta de maneira diferente?
Não creio.
Apesar de tudo isso, Beltrame, o secretário de segurança, compareceu no Sambódromo e ainda levou familiares (foto).
Obviamente, isso seria um escândalo enorme caso existisse no Rio uma mídia independente. Isso significa que se a mídia de São Paulo não destacar esse absurdo, ele sairá na urina.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

CARNAVAL, SAMBÓDROMO, CABRAL, EDUARDO PAES, BELTRAME, POLÍCIA, LIESA, JOGO DOS BICHOS E PALHAÇOS.

A fantasia de palhaço é uma das mais antigas do carnaval.
Os desfiles das escolas de samba no Sambódromo do Rio de Janeiro tiveram um componente diferente neste ano, como já escrevemos, pois as Polícias Civil e Federal resolveram devolver os camarotes cedidos pela Liesa. Ato contínuo, diante do silêncio de Mário Sérgio, Beltrame determinou que a Polícia Militar também devolvesse.
Diante dessas verdades, podemos extrair outra: houve um motivo para tais devoluções.
A maioria das pessoas ligadas à área da segurança pública do Rio de Janeiro interpretaram que a devolução foi feita em face do alegado envolvimento da Liesa com os contraventores do jogo dos bichos, como Beltrame já tinha declarado no início da sua gestão.
Eu aposto nesse motivo, por
ém pode ter sido outro, ainda não divulgado.
O certo é que as
POLÍCIAS se afastaram da Liesa ao devolverem os camarotes.
Apesar de tal realidade, Cabral, Eduardo Paes e Beltrame frequentaram camarotes no Sambódromo, como a mídia noticiou.
Prezado leitor, salvo melhor juízo, alguma coisa não está combinando nesse enredo, o samba atravessou, sem dúvida.
Com esse mistério o Carnaval vai terminando e os palhaços somos nós, mais uma vez.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 7 de março de 2011

SE ISSO FOR VERDADE, BELTRAME ZOMBOU DE TODOS NÓS.

A Polícia Civil deu o pontapé inicial, devolvendo o camarote da LIESA. Logo em seguida, a Polícia Federal fez o mesmo e devolveu o camarote. Fechando a tampa do caixão, Beltrame determinou que a Polícia Militar também fizesse a devolução do camarote que tinha recebido.
Pronto, pela primeira fez, as polícias estavam tomando uma atitude contra a relação das polícias com os "bicheiros" que se arrasta por décadas no Rio.
Entretanto, quando tudo parecia caminhar bem, surge essa notícia:
O GLOBO
Anselmo Goes
Enviado por Marceu Vieira - 6.3.2011|
Direto da Sapucaí
Carnaval do xerife
José Beltrame, o xerife do Rio, pretendia descansar no carnaval.
Mas se rendeu e decidiu ir aos camarotes por causa por causa dos filhos mais velhos, que vieram do Sul. O secretário de Segurança planejava ontem ir aos camarotes de Cabral e da Devassa".
Se isso for verdade, Beltrame zombou de todos nós.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

PARECE QUE A PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF DISSE NÃO AO SAMBÓDROMO.

Caso as notícias se confirmem ao longo de todo o período carnavalesco, a presidente Dilma Rousseff disse não ao Sambódromo, onde são realizados os desfiles organizados pela LIESA.
Ponto para a presidente.
É inadmissível que autoridades públicas frequentem o local após o posicionamento de não aceitação dos camarotes oferecidos pela LIESA por parte da Polícia Civil, da Polícia Federal e da secretaria de segurança, que determinou à Polícia Militar que também devolvesse o camarorte.
A motivação para a devolução é mais que evidente, o relacionamento entre a LIESA e os contraventores do jogo dos bichos do Rio de Janeiro, como o secretário Beltrame declarou no início do governo Sérgio Cabral.
A postura da presidente reforçou o pensamento de que enquanto os desfiles no Sambódromo forem organizados pela LIESA, o local é impróprio para autoridades públicas.
O Carnaval 2011 está no meio, vamos esperar até o final para identificarmos os corajosos que conviveram no mesmo espaço com os contraventores do jogo dos bichos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 3 de março de 2011

OPERAÇÃO MORALIDADE JÁ! BELTRAME ADERE A NOSSA CAMPANHA E MANDA PM DEVOLVER O CAMAROTE.

O GLOBO
BLOG REPÓRTER DE CRIME
JORGE ANTONIO BARROS
Contravenção
Beltrame manda PM devolver camarote da Liga

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, atendeu ao apelo feito por leitores deste blog, na caixa de comentários, e determinou que a Polícia Militar devolva o camarote que recebeu de cortesia da Liga das Escolas de Samba. Ali os policiais poderiam assistir gratuitamente à concentração das escolas do Grupo Especial. A informação foi dada pelo repórter Marcos Nunes, do jornal "Extra".
A atitude de Beltrame pode ter sido motivada depois que a chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, e o superintendente da Polícia Federal, Ângelo Gioia, anunciaram ter devolvido o camarote cedido pela Liga no Sambódromo. Como se sabe a Liga das Escolas de Samba foi criada pela contravenção e ainda funciona sob a influência de bicheiros como Anísio Abrahão, Luizinho Drumond e o Capitão Guimarães, que têm ali seus prepostos, conforme é público e notório. Como também é do conhecimento de todos nessa cidade, o jogo do bicho é uma atividade criminosa, que sustenta a máfia dos caça-níqueis, e reconhecidamente é uma das que mais corrompe integrantes do poder público no Estado do Rio.
Segundo a matéria publicada no "Extra" de hoje, o Corpo de Bombeiros não vai devolver o camarote oferecido pela Liesa. Os bombeiros, como se sabe, não são mais subordinados à pasta da Segurança, mas à da Saúde.
A atitude de Martha Rocha e de Beltrame é correta do ponto de vista ético, de se livrarem da "aparência do mal". Como repórter que cobriu carnaval na Avenida na década de 80, sempre fiz questão de não frequentar camarotes de bicheiros. Não que fosse me corromper por isso. Mas optei pela consciência limpa de não me misturar com pessoas de longa ficha criminal, nem que seja na hora da festa. Por isso sempre me senti à vontade para sugerir e cumprir pautas sobre o crime, a contravenção e a banda podre da polícia.
Beltrame fez muito bem em determinar que a PM não usufrua de privilégios mantidos pela Liga. Mas faria melhor se já tivesse determinado a conclusão da investigação determinada por ele, em 22 de fevereiro de 2009, sobre os 60 oficiais da PM que faziam "bico" para a Liga, na segurança do Sambódromo. Entre eles havia até tenentes-coronéis, que nunca receberam qualquer advertência por isso.
Para quem quiser se aprofundar um pouco mais no conhecimento das relações entre a Liga e o crime no Rio, vale passar os olhos na tese O crime organizado no Rio: espaços de atuação, de Avelina Addor.
COMENTO:
A decisão é correta, afastar o poder público de eventos organizados pela LIESA é imperioso.
Nessa direção devemos lamentar a posição de Sérgio Côrtes, secretário de saúde e de Pedro Machado, gestor do Corpo de Bombeiros, não devolvendo o camarote e preferindo continuar transitando pelos mesmos espaços que os contraventores.
Aliás, não custa lembrar que os Bombeiros Militares do Rio de Janeiro continuam desviados de suas funções constitucionais e o CBMERJ segue para ser o maior hospital do Brasil.
Diante dessas verdades, a pergunta do momento é a seguinte:
- A Polícia Civil, a Polícia Federal e a Polícia Militar devolveram seus camarotes para não compartilharem do mesmo espaço como os contraventores (bicheiros), será que Sérgio Cabral, Eduardo Paes e outras autoridades públicas terão coragem de comparecer ao Sambódromo?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 2 de março de 2011

GOVERNO DO RIO: SINAL DE ALERTA ( 2 ).

O fato da Chefe da Polícia Civil, delegada Marta Rocha ter recusado o camarote da LIESA no Sambódromo, fez com que a Polícia Federal também fizesse a mesma coisa. Nada mais lógico considerando que delegados da Polícia Federal já declararam, algumas vezes, que o jogo dos bichos alimenta financeiramente crimes no Rio de Janeiro, além disso, Beltrame, delegado da Polícia Federal, declarou que a LIESA tem envolvimento histórico com os contraventores (bicheiros). Portanto, seria ridículo vermos policiais federais transitando ao lado de contraventores, o que poderia despertar a ideia em algum policial civil de fazer uma filmagem.
Obviamente, o Sambódromo terá mil olhos, quem pretende pisar lá deve saber que qualquer deslize poderá colocá-lo no colo da Polícia Federal ou da PCERJ.
A turma do Batalhão da Liesa deve acender o sinal vermelho, inclusive os "pacificados" na atual gestão da PMERJ.
Isso tudo é verdade.
Cabe somar a essas verdades o fato de que o gestor da Polícia Militar, Mário Sérgio, assim como o gestor do Corpo de Bombeiros, Pedro Machado, estão na obrigação moral de também recusarem os camarotes.
Isso também é verdade.
O jornal EXTRA já estampou na capa de hoje a cabeça de Mário Sérgio em uma bandeja:
"Polícia Federal recusa camarote do bicho na Sapucaí. PM não" (leiam).
É melhor devolver, rapidinho...
Aliás, Cabral, Eduardo Paes, Beltrame e tantos outros, melhor fariam passando o carnaval no exterior, o Sambódromo é um dos lugares mais perigosos do Brasil, durante o reinado de Momo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

CARNAVAL: POR QUE O NOSSO DINHEIRO (PÚBLICO) TEM QUE PAGAR O PREJUÍZO.

JORNAL EXTRA
Funcionário denuncia que sistema de combate a incêndio não funciona na Cidade do Samba
RIO - Funcionários dos barracões da Cidade do Samba atingidos pelo fogo relatam que os sprinklers (chuveirinho ativado pelo fogo) não funcionaram durante o incêndio. Segundo um deles, o sistema está parado há dois anos. De acordo com outra pessoa que trabalha no local, que prefere não se identificar, quando as escolas apresentam algum problema, como um princípio de incêndio, é preciso ligar para Liesa, que aciona manualmente a bomba de água do barracão ameaçado. A assessoria de imprensa da Liesa negou o problema (leia).
COMENTO:
Temos que começar a responsabilizar PESSOAS.
Na tragédia da Região Serrana temos CAUSAS CONCORRENTES naturais e HUMANAS, como os especialistas em defesa civil esclareceram, portanto, temos que responsabilizar os humanos (governantes).
No caso da Cidade do Samba, alguém ganha dinheiro para administrar o local, deve ser responsabilizado.
Fica muito fácil jogar a conta de tudo que ocorre na fatalidade e tirar o dinheiro dos nossos bolsos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O CRIME ORGANIZADO, A LIESA E A REDE GLOBO.

Volta e meia eu recebo um email vinculando as Organizações Globo a uma teoria conspiratória de dominação através da manipulação das mentes e da formação da opinião pública segundo seus interesses, teorias que nunca são comprovadas e que acabam existindo apenas no mundo do faz de conta da grande rede.
Sinceramente, não dou maior importância ao conteúdo desses emails, mas confesso que existe um fato concreto que muito tem me preocupado com relação à Vênus Platinada e um possível envolvimento com o crime organizado do Rio de Janeiro.
Confesso que chego a ficar assustado diante do fato dessa realidade estar exposta para que todos possam vê-la e apesar dessa verdade, eu sou o único que comenta essa possibilidade.
Cumpre destacar que tal possibilidade só merece ser analisada caso os seguintes parâmetros sejam verdadeiros:
1) A Rede Globo comprou os direitos exclusivos de transmissão dos desfiles do Sambódromo;
2) A LIESA organiza os desfiles do Sambódromo; e
3) A Rede Globo celebrou o contrato de exclusividade para a transmissão com a LIESA.
Prezado leitor, caso a resposta para esses três parâmetros seja sim, a investigação do envolvimento da Rede Globo com o crime organizado do Rio de Janeiro se mostra imperiosa, em face das declarações de integrantes da Polícia Federal, instituição que goza de um grau de credibilidade muito alto junto à população brasileira.
O delegado da Polícia Federal José Mariano Benicá Beltrame, atual secretário de segurança pública do RJ, ao comentar as investigações sobre o “Batalhão da LIESA”, composto por Policiais Militares que prestaram serviços no Sambódromo, afirmou em alto e bom tom que a LIESA historicamente tinha ligações com os contraventores do jogo dos bichos (leiam).
Após essa declaração de Beltrame, em momentos diferentes, delegados da Polícia Federal que investigaram a máfia dos contraventores do jogo dos bichos e realizaram operações que resultaram em prisões, também em alto e bom tom, declararam que o jogo dos bichos alimentava financeiramente crimes no Rio de Janeiro (leiam).
Salvo melhor juízo, ao celebrar um contrato com a LIESA, pagando pela transmissão dos desfiles, a Rede Globo está injetando recursos em uma organização que historicamente tem ligação com o jogo dos bichos, o qual por sua vez alimenta financeiramente crimes.
Penso que tudo isso deva ser esclarecido, caso contrário, a Polícia Federal fica sem credibilidade alguma ou fica claro que existe uma relação criminosa por trás dos desfiles das Escolas de Samba.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 29 de janeiro de 2011

RIO – CARNAVAL – QUEM VAI ORGANIZAR OS DESFILES NO SAMBÓDROMO EM 2011?

A LIESA, mais uma vez.
A Liesa que o secretário Beltrame disse que tem envolvimento histórico com os contraventores do jogo dos bichos.
O jogo dos bichos que a Polícia Federal afirmou que alimenta outros crimes.
Um pouco de vergonha na cara seria ótimo para o Rio de Janeiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O GOVERNO E O JOGO DOS BICHOS.

O Globo publica nesta terça-feira artigo de Luiz Garcia: Samba e bicho.
"Olho neles, Beltrame"
Com essa frase, Luiz Garcia encerra o artigo e alerta Beltrame a respeito dos banqueiros do jogo dos bichos, após escrever sobre as relações do samba com o bicho, assim como, sobre a convivência do tráfico de drogas e o jogo dos bichos, considerando que o samba e o o tráfico possuem um ponto comum: o morro.
O autor também faz uma breve incursão na corrupção policial.
O alerta de nada servirá, o governo Sérgio Cabral convive harmoniosamente com o jogo dos bichos, como fica claro em cada esquina do Rio de Janeiro, mesmo após a Polícia Federfal ter declarado que o jogo dos bichos alimenta outros ilícitos, ou seja, cada ponto do jogo dos bichos arrecada recursos para outros ilícitos.
No tocante à relação samba-bicheiros não custa lembrar um aspecto não citado por Luiz Garcia, a organização dos desfiles do Sambódromo organizados (novamente) pela LIESA, organização que Beltrame afirmou ter ligações históricas com os bicheiros. O prefeito Eduardo Paes, chegou a anunciar que alteraria a organização dos desfiles, isso em 2009, mas nada mudou.
Tal verdade reforça a parceria governo-bicheiros.
Optamos por não transcrever o artigo de hoje e sim recuperar um artigo de Luiz Garcia do ano de 2005, antes do governo Sérgio Cabral (2007-2010), para que nossos leitores possam identificar o que mudou com relação ao jogo dos bichos, após quatro anos de Cabral.
SITE ACADEMIA DO SAMBA - ARTIGOS.
O bicheiro regenerado
Quem manda no morro? As notícias de todos os dias não deixam dúvida sobre o poder dos traficantes, exercido a ferro e fogo. Em outras gerações do tráfico, o domínio tinha uma frágil capa de autoritarismo esclarecido, como diria um sociólogo do asfalto.
Os chefes do tráfico, influenciados por doutrinação de presos políticos, exerceriam uma espécie de autoritarismo benevolente. Puniam estupradores, castigavam assaltantes de velhinhas. E conviviam, de forma nunca esclarecida, com os chefões do jogo do bicho. Dividiam o espaço deixado pela ausência da força organizadora e assistencial do Estado. Choques entre traficantes rivais aconteciam — mas não havia e não há registro de conflito entre bicheiros e traficantes.
Hoje, não existem laços conhecidos entre as escolas de samba dominadas por bicheiros e o tráfico. Há duas mudanças visíveis. De um lado, a nova geração dos banqueiros do bicho — hoje também exploradores de jogos eletrônicos como o videopôquer — aparentemente optou por um perfil discreto. Os bicheiros não abandonaram o carnaval como instrumento de relações públicas, mas reconhecem que faz mal à saúde disputar poder com os traficantes, que não investem em imagem: acham mais rentável gastar em armamento sofisticado.
É um quadro bastante diferente daquele de anos atrás, quando os banqueiros, além de se exibirem nos desfiles, freqüentavam restaurantes de luxo e eram tratados por homens de bem como se também o fossem.
Os capitães do tráfico não sentem qualquer necessidade de passar por homens de bem, muito menos por generosos patronos da arte popular. E seu controle sobre as comunidades pobres não tem o disfarce da benemerência. Exercem o poder pela violência absoluta: quem não obedece é simplesmente assassinado, com crueldade extrema. Não há cooptação, mas tirania.
Os novos traficantes sabem que não podem usar a fantasia de contraventores quase inofensivos. Não vão a festas dos ricos e exercem nas favelas um poder brutal conquistado sem qualquer sutileza. Nunca ouviram falar em relações públicas.
Não há notícia de estado de beligerância entre os dois grupos, nem provas de algum pacto de não-agressão. A divisão de poderes não tem explicação conhecida.
Bandidos, todos são. Mas de perfis diferentes. O jogo do bicho sempre alimenta a imagem do delito sem vítimas. Nunca foi, claro, uma verdade: só extraordinária ingenuidade podia aceitar que a safra de dinheiro todos os dias colhida pelos apontadores — uma fortuna anônima e sem registro — não era investida, em grande parte, no financiamento de toda sorte de crimes violentos.
Já o perfil dos gerentes do tráfico (não confundi-los com os ocultos donos do tráfico) não é o de um capo mafioso à maneira de um Vito Corleone. São rapazes mal saídos da adolescência, perfeitamente conscientes de que sua vida será curta. Não usam a força e a crueldade como instrumentos de construção de um império criminoso, mas como espécie de vingança prévia contra o destino que os espera na primeira curva do caminho.
Cometem erros fatais para um criminoso inteligente: drogam-se o tempo todo, matam a qualquer pretexto e dominam as comunidades exclusivamente pelo terror. E morrem cedo, como imaginavam. Os velhos bicheiros procuravam alguma forma de aceitação social. Os novos traficantes dão a impressão de que apenas procuram usar o tempo emprestado que lhes resta vingando-se do destino inevitável.
Nada disso é grande novidade, mas ninguém ainda procurou investigar o efeito a longo prazo desse fenômeno sobre as escolas de samba. Há pelo menos a aparência de um pacto de não-agressão. O samba é dos bicheiros, o funk pertence aos traficantes. Nas festas dos banqueiros, a Zona Sul vai em peso. Nos bailes do tráfico, onde a violência corre solta, ela sabiamente não se arrisca a aparecer.
Sejam quais forem o perfil e o estilo, o favelado é a grande vítima.
E não há remédio à vista. O único progresso imaginável foi o sugerido por Aguinaldo Silva: uma escola de samba controlada por um ex-banqueiro regenerado (na medida do possível). Mas desde quando a ficção inspira a realidade?
Luiz Garcia
(Publicado originalmente na seção Opinião do Jornal O Globo em 11 de fevereiro de 2005)
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO