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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

GUERRA DO RIO: KASPAROV.

EX-BLOG DO CESAR MAIA
NARCOVAREJO NO RIO!
Coluna de Cesar Maia na Folha de SP (04).

1. Garry Kasparov, o maior jogador de xadrez de todos os tempos, em 2005 afirmava: "O jogo requer a disciplina de pensar muito além do presente e muito além de você mesmo. Não apenas pensar no seu tabuleiro, mas também no do seu oponente. Para cada movimento, tem que calcular a resposta de seu oponente. Não só a resposta imediata, mas também dez ou 15 movimentos antecipados".
A ocupação do Complexo do Alemão é mais um episódio da história do tráfico no Rio, que vem do final dos anos 70, quando se forma um corredor de exportação de cocaína para a Europa. Este cria um mercado interno para dar sustentação financeira aos grupos nos intervalos entre as partidas de cocaína. E se cristaliza.
2. O Complexo do Alemão concentrou os traficantes que saíram das favelas de pequeno porte ocupadas pelas UPPs. Tornou-se uma central do Comando Vermelho. Muito mais importante por isso que pela distribuição de cocaína, que no Rio é concentrada na Rocinha e na Maré -que juntas respondem por mais de 60% da distribuição no varejo. O Alemão tem 65 mil moradores. A Rocinha e a Maré juntas têm 180 mil. A ocupação do Alemão tem um forte efeito simbólico, restituindo aos militares e policiais a confiança da população. Isso é, em si, muito importante. O prazo dado desde a ocupação de uma favela ao lado foi usado pelos chefões, que fugiram, na lógica das guerrilhas. Na Operação Rio do Exército (1994) tinha sido assim. Provavelmente estarão em outra comunidade na periferia que, no futuro, terá simbologia semelhante à do Alemão.
3. Os casos das favelas de Vigário Geral, Parada de Lucas e outras servem como memória. A ocupação do Alemão foi reativa, como resposta aos atos de microterrorismo perpetrados. Estes, segundo o governo, foram resposta dos traficantes às UPPs. Previsível, até porque outras áreas foram tomadas pelas milícias, que vivem de extorsão. Se as bocas de fumo do Alemão estão fechadas (espera-se que agora definitivamente), isso nada tem a ver com a demanda de cocaína: os viciados continuarão procurando onde comprar. Para isso existem centenas de outros pontos.
4. O efetivo policial que ficará no Alemão, mantida a escala das UPPs, estará na casa dos 2.500. Isso é mais que todas as UPPs da zona sul e norte do Rio, que estão em comunidades de 5.000 moradores. Somando ambas, tem-se o mesmo efetivo do policiamento ostensivo na capital, em cada momento. Abre-se uma oportunidade. Mas, para isso, deve-se seguir o conselho de Kasparov. Ou será mais uma vez uma questão de tempo, pela própria dinâmica da demanda de cocaína (8 ton/ano no Rio) e do narcovarejo correspondente.
CESAR MAIA
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O PREÇO DE UM TAPA NA CARA.

Nós que somos integrantes de instituições organizadas militarmente no Brasil sempre ouvimos nos quartéis que o mau tratamento recebido pelos militares por parte dos governantes, após a reabertura política, tinha origem nas acusações de tortura praticadas por militares e por policiais.
Seria a vingança dos torturados.
O artigo anterior me lembrou de uma nova possibilidade para o péssimo tratamento, que ouvi em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste ano, quando conversei com dois Praças com muito tempo de Polícia Militar.

Alguns policiais tinham (têm) um hábito errado com relação aos viciados, quando os flagravam com pequenas quantidades de drogas ilícitas. Como nada adiantava levá-los para a delegacia policial com uma pequena quantidade de drogas, policiais julgavam no local e arbitravam uma pena imediata: alguns cascudos e tapas na cara.
Não raro, a maconha tinha que ser engolida pelo viciado, como uma pena acessória. Com a cocaína isso não era comum e quando ocorria resultava em sérios problemas para o viciado.
O tapa na cara é uma ofensa que quem recebe não esquece, pois desmoraliza.

A turma cresceu e muitos viciados do passado assumiram funções muito importantes no país, muitos não esqueceram os tapas que receberam.
Na opinião dos Praças esses fatos poderiam ser a origem do desprezo pelos policiais.
Seria a vingança dos desmoralizados.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

GUERRA DO RIO: DROGAS APREENDIDAS - O TOTAL E A COCAÍNA.

SITE G1
Mais de 42 toneladas de drogas do Alemão chegarão nesta tarde à CSN
Material será incinerado em Volta Redonda, em fornos que atingem 1400ºC.
Horário de deslocamento da droga não foi divulgado por segurança (leia).
COMENTO:
A reportagem cita um total de aproximadamente 300 quilos de cocaína apreendida, mas os últimos dados dão conta de 235 quilos.
Fazendo a conta:
Total de drogas = 42.000 quilos.
Total de drogas menos cocaína = 41.765 quilos.
Considerando a quantidade de maconha + crack (foi pequena também), era de se esperar uma quantidade de cocaína significativamente maior.
A cocaína é uma droga cara e infinitamente mais fácil de transportar por homens em mochilas, por exemplo. Qualquer traficante pode transportar quilos de cocaína, sem muito prejuízo para a sua fuga.
Os traficantes abandonam sobretudo a maconha, pois é impossível transportar pela quantidade e desaconselhável em termos financeiros. Se tiverem que abandonar drogas, os traficantes deixarão para trás sempre a maconha.
Os indícios iniciais sinalizam para que além da fuga de centenas de traficantes com seus armamentos, eles devem ter levado muito dinheiro e muitos quilos de cocaína.
O tempo irá esclarecer melhor todos os fato.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 28 de novembro de 2010

GUERRA DO RIO: NÚMEROS OFICIAIS.

SITE G1
Como escrevi é muito cedo para definir os resultados finais, pois muitas buscas ainda serão feitas no Complexo do Alemão, os números podem subir muito. Se isso não acontecer, os resultados em termos de apreensão poderão ser considerados muito ruins.
O número de 50 motos apreendidas deve estar subestimado, considerando o número destes veículos vistos nas imagens.
No tocante aos fuzis, o número ainda é pequeno considerando os números anunciados como existentes, além disso, temos que conhecer quais são os novos e em condições de uso, já que imagens apresentadas evidenciaram vários pedaços de fuzis e modelos superados.
leiam o artigo do G1:
"Polícia estima ter apreendido 40 t de maconha e detido 20 neste domingo (acesse)".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

PAI CHAMA A POLÍCIA E FILHO VICIADO É BALEADO E MORTO EM MG.

SITE G1.
Pai chama a polícia e filho viciado é baleado e morto em MG.
Rapaz teria ameaçado policiais com faca.
Ele morreu a caminho do hospital.
Um rapaz de 29 anos foi morto, em casa, por um policial militar, nesta quinta-feira (26), em Belo Horizonte. O pai dele teria pedido ajuda aos policiais, porque o filho estaria usando crack e cocaína, com outros dois amigos.
Quando saiu do quarto, o filho teria ameaçado os policiais com uma faca. Houve confronto, um policial foi esfaqueado e o rapaz, baleado. Um documento da PM informa que foram disparados12 tiros
(
leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO