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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

REVISTA VEJA - O PMDB É CORRUPTO - JARBAS VASCONCELOS.


REVISTA VEJA – ENTREVISTA – SENADOR JARBAS VASCONCELOS (PMDB) – “O PMDB É CORRUPTO”.
Inúmeras vezes neste espaço eu escrevi sobre a importância de que nós, brasileiros, procurássemos compreender a política e os políticos que nos cercam, considerando que suas decisões, interferem em parte significativa de nossas vidas.
Nós, servidores públicos (federais, estaduais e municipais) precisamos compreender melhor ainda, por motivos óbvios.
Recentemente, durante uma conversa com um político, eu e outros Coronéis Barbonos ouvimos uma explicação muito interessante, que tentarei resumir:
Ele afirmou que os votos dos servidores públicos não eram suficientes para ganhar uma eleição, porém, os servidores públicos unidos eram capazes de fazer um candidato perder a eleição, sobretudo se tratando de uma tentativa de reeleição.
Isso é lógico, tendo em vista que os milhões de servidores públicos são especialistas nas suas funções, conhecem todas as mazelas do serviço público e unidos podem formar uma rede de propaganda negativa, quase que imbatível, face a capilaridade e a multiplicidade dos servidores.
A Revista Veja publica nesta semana uma entrevista com o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) – um especialista em política – que fala sobre política e principalmente, sobre o seu partido, o PMDB.
O entrevistador é o repórter OTÁVIO CABRAL e a entrevista tem como título:
“O PMDB É CORRUPTO”.
Não transcreverei a íntegra da entrevista, que poderá ser lida na revista ou acessada a partir da semana que vem no site da VEJA -
http://veja.abril.com.br/index.shtml.
Assinantes podem acessar de imediato a entrevista.
Apenas destacarei alguns trechos:
- “Senador peemedebista diz que a maioria dos integrantes do seu partido só pensa em corrupção e que a eleição de José Sarney à presidência do congresso é um retrocesso”.
- A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador (Sarney).
- “Ele diz que o senado virou um teatro de mediocridades e que seus colegas de partido, com raríssimas exceções, só pensam em ocupar cargos no governo para fazer negócios e ganhar comissões. Acusa o ex-governador de Pernambuco: Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção”.
- “A maioria se incorpora a essas coisas pelas quais os governos vêm sendo denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral”.
- “Ele (Renan Calheiros) não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido”.
- “O marketing de Lula mexe com o país. Ele optou pelo assistencialismo, o que é uma chave para a popularidade em um país pobre. O bolsa família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo”.
-“Um governo (governo Lula) medíocre que deixou a ética de lado, que não fez as reformas nem fez nada pela infraestrutura agora tem como bandeira o PAC, que é um amontoado de projetos velhos reunidos em um pacote eleitoreiro. É um governo medíocre”.
- “Eu fui oposição ao governo militar e me lembro de que Médici era endeusado no nordeste. Mas ninguém desistiu de lutar contra a ditadura. A popularidade de Lula não devia ser motivo para a extinção da oposição.”
- “Há um restaurante que eu freqüento há mais de trinta anos no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Na semana passada cheguei lá e não encontrei o garçom que sempre me atendeu. Perguntei ao gerente que ele conseguiu uma bolsa para ele e outra para o filho e desistiu de trabalhar. Esse é um retrato do bolsa família.”

Opiniões e revelações de um senador da república.
Aliás, as repercussões políticas já começaram:
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/pmdb-discutira-punicoes-vasconcelos-421725.shtml

Nós – funcionários públicos – que recebemos salários famélicos (segurança pública, educação pública e saúde pública) devemos ler o artigo e fazer as nossas reflexões.
Só a nossa união pode reverter tal situação.
Precisamos estar vigilantes, principalmente com relação à realização de obras públicas, o meio mais fácil de fazer escorrer pelo ralo o dinheiro público – o nosso dinheiro.
E se o PMDB é o que o senador afirma, bem como, o governo Lula também, a nossa vigilância deve ser total, sobretudo nos estados e municípios que o PMDB e o PT governam, por todo Brasil.

Olimpíadas, nem pensar!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O BEIJO - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA

A socióloga Maria Lucia Victor Brabosa encaminhou através de email o artigo que transcrevo a seguir:

O BEIJO
MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA
11/01/2008

"Somos o país do “viva e deixe viver” e já se foi o tempo em que alguém se preocupava com a vida íntima dos outros. Nesse sentido, não deixa de ser significativa a mudança de termos para designar relações humanas. Por exemplo, não se diz mais amante, mas namorada ou namorado. Num passado não muito distante, mas que ficou no século passado, namoro era um tipo de conhecimento prévio de um casal, que não passava de passeio de mãos dadas ou, no máximo, de um beijo roubado no escurinho do cinema. Agora “fica-se” ou mora-se junto para melhor conhecimento das potencialidades físicas e outras mais do namorado ou da namorada.
Não vou discutir essas mudanças em termos morais ou se foram boas ou ruins. Não é esse meu propósito. O tema é complexo, envolve mudanças sociais e deveria trazer argumentações de ordem psicológica, como o impacto sobre a vida dos jovens com respeito à transitoriedade dos relacionamentos amorosos. Tampouco discorrerei aqui sobre as alterações da instituição familiar à luz dos divórcios ou das ligações fora do casamento tradicional. Um artigo que contemplasse esses temas ficaria melhor numa revista especializada e teria outra dimensão.
Em todo caso, a introdução serve apenas para comentar se ainda existem certos limites em nossa sociedade com relação à moral, ou se ingressamos de vez na era da amoralidade, ilustrada de forma exemplar pelo lixo televisivo, Big Brother Brasil, que retorna para gáudio dos telespectadores.
Quero, então, me reportar a um determinado beijo na boca que anda rolando pela Internet, esse fabuloso meio de comunicação. E não me digam que a Internet é excludente. Cada vez mais pessoas têm acesso a essa telepatia moderna, seja nas escolas, seja nas Lan houses, seja nos domicílios. E ao em vez de excluir, a Internet inclui os que não tem acesso á grande mídia, e que podem assim expressar livremente seu pensamento. Por isso, esse espetacular meio de comunicação é temido e excluído em regimes totalitários como nos da China e de Cuba onde é proibido pensar.
Mas, voltemos ao beijo. Nada contra essa manifestação que se supõe amorosa. O amor é o que há de mais fundamental na vida humana. Entretanto, quando se vê a senadora Ideli Salvati agarrando o rosto do senador José Sarney e pespegando um beijo na boca do aliado, ocorre perguntar se, apesar da liberalização dos costumes, tal ato está de acordo com o ambiente do Congresso.
Resta também saber, se a esposa do Senador Sarney foi tão benevolente com a cena quanto a mulher do senador Renan Calheiros, que foi de uma compreensão de “Amélia” com relação a “namorada” do seu importante marido que, aliás, se safou incólume de todas as acusações e ainda deu risada, pois somos uma sociedade muito engraçada que tudo perdoa.
De todo modo, a imagem que circula pela Internet valendo, como se diz, mil palavras simboliza uma coisa: a entrega do PT ao PMDB. Algo que seria impossível de ser imaginado em passado recente. Mas a ética do PT ficou também no século passado. E se a palavra do presidente só vale (e olhe lá) para o ano em que é pronunciada, como ficou claro na explanação do ministro Guido Mantega com relação ao aumento de impostos, imagine-se de um século para outro. Vale tudo, vende-se tudo para se alcançar e manter o poder.
O beijo deve ter sido também a senha para a negociação de cargos postos no balcão do Planalto à disposição do PMDB que, inclusive, indicou o senador e ex-pianista, Edson Lobão, para o ministério de Minas e Energia, Isto apesar da ameaça de apagão elétrico e da falta de gás, que foi negaceado pelo companheiro Evo Morales. Parece, pois, que o PMDB deseja muito mais que um beijo.
E enquanto se sucedem beijos e afagos, líderes governistas querem ressuscitar a famigerada CPMF e a Igreja e o MST pedem mais impostos para penalizar os ricos. Nenhum povo aceitou de forma subalterna a exorbitância tributária dos governantes que sempre levaram a melhor parte das arrecadações. Mas isso foi em outros séculos e parece que o brasileiro “moderno” adora ser o contribuinte otário que sustenta o luxo das cortes.
Num outro extremo nada amoroso, José Dirceu, o “chefe da quadrilha dos mensaleiros” e que ficou com apelido de Duas Caras desnudou o partido e jogou setas para todos os lados na entrevista dada à revista Piauí. Entre outras coisas, o deputado cassado ressuscitou o caso da sede do PT em Porto Alegre que, segundo ele teria sido construída com dinheiro de caixa 2 providenciado pelo pobre Delúbio (antes foi dito que era com dinheiro de bicheiros) e atacou até o filho do presidente, o Lulinha, “aquele que não se importa com a verdade”. Claro que foram mágoas com a Telebrás e a Telecom, o que poderia explicar a vendeta. Dirceu, um exemplo marcante de marxismo de mercado, nega que falou o que falou e foi para Recife fazer implante de cabelo. Será que vai voltar com outra cara?
Ao final desse singelo artigo fica uma sugestão: incluir os senadores Ideli Salvati e José Sarney no BBB. Fariam, sem dúvida, o maior sucesso. Sinal dos tempos."
mlucia@sercomtel.com.br
MARIA LÚCIA VICTOR BARBOSA
SOCIÓLOGA
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORREGEDOR INTERNO