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quinta-feira, 4 de março de 2010

EMENDA AGLUTINATIVA (PEC 300- PEC 446) - MÁS NOTÍCIAS.

GLOBO ONLINE:
Clima pré-eleitoral
Base governista quer barrar projetos 'populares' que aumentam gastos públicos
Cristiane Jungblut
BRASÍLIA - "A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) protocolou nesta quinta-feira requerimento para que o projeto do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que prevê
aumento do benefício do Bolsa Família de acordo com o desempenho educacional das crianças , passe pelo plenário do Senado. O governo pretende barrar o projeto, que foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Educação. Outros projetos também estão na mira da base governista.
Na Câmara, na próxima semana, a primeira providência é tentar reverter a votação da última terça-feira, quando a Casa aprovou o texto principal de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que fixa na Constituição um
piso nacional provisório para policiais civis, policiais militares e bombeiros , nos valores de R$ 3,5 mil para soldados e R$ 7 mil para oficiais.
" No ano eleitoral, é mais adequado deixarmos de fora temas que despertem paixões "
Além disso, a PEC prevê a elaboração de uma lei criando um piso nacional definitivo, bem como um fundo da União para complementar o pagamento dos salários, quando os estados não tiverem condições financeiras de fazê-lo.
O texto aprovado foi considerado um desastre pelo governo e recebeu críticas de governistas e oposicionistas, apesar de o placar amplamente unânime na votação, durante a qual as galerias estavam lotadas de policiais.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), propõe um acordo: ou se retira os valores do piso da Constituição, deixando apenas a previsão de que uma lei criará o piso nacional dos policiais. Ou, se isso não ocorrer, simplesmente não se conclui a votação dos destaques apresentados ao texto principal.
- No ano eleitoral, é mais adequado deixarmos de fora temas que despertem paixões ou de conteúdo eleitoral. Não se pode fazer uma pauta de afogadilho - disse Vaccarezza, que conta apoio de setores do PSDB".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O BEIJO - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA

A socióloga Maria Lucia Victor Brabosa encaminhou através de email o artigo que transcrevo a seguir:

O BEIJO
MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA
11/01/2008

"Somos o país do “viva e deixe viver” e já se foi o tempo em que alguém se preocupava com a vida íntima dos outros. Nesse sentido, não deixa de ser significativa a mudança de termos para designar relações humanas. Por exemplo, não se diz mais amante, mas namorada ou namorado. Num passado não muito distante, mas que ficou no século passado, namoro era um tipo de conhecimento prévio de um casal, que não passava de passeio de mãos dadas ou, no máximo, de um beijo roubado no escurinho do cinema. Agora “fica-se” ou mora-se junto para melhor conhecimento das potencialidades físicas e outras mais do namorado ou da namorada.
Não vou discutir essas mudanças em termos morais ou se foram boas ou ruins. Não é esse meu propósito. O tema é complexo, envolve mudanças sociais e deveria trazer argumentações de ordem psicológica, como o impacto sobre a vida dos jovens com respeito à transitoriedade dos relacionamentos amorosos. Tampouco discorrerei aqui sobre as alterações da instituição familiar à luz dos divórcios ou das ligações fora do casamento tradicional. Um artigo que contemplasse esses temas ficaria melhor numa revista especializada e teria outra dimensão.
Em todo caso, a introdução serve apenas para comentar se ainda existem certos limites em nossa sociedade com relação à moral, ou se ingressamos de vez na era da amoralidade, ilustrada de forma exemplar pelo lixo televisivo, Big Brother Brasil, que retorna para gáudio dos telespectadores.
Quero, então, me reportar a um determinado beijo na boca que anda rolando pela Internet, esse fabuloso meio de comunicação. E não me digam que a Internet é excludente. Cada vez mais pessoas têm acesso a essa telepatia moderna, seja nas escolas, seja nas Lan houses, seja nos domicílios. E ao em vez de excluir, a Internet inclui os que não tem acesso á grande mídia, e que podem assim expressar livremente seu pensamento. Por isso, esse espetacular meio de comunicação é temido e excluído em regimes totalitários como nos da China e de Cuba onde é proibido pensar.
Mas, voltemos ao beijo. Nada contra essa manifestação que se supõe amorosa. O amor é o que há de mais fundamental na vida humana. Entretanto, quando se vê a senadora Ideli Salvati agarrando o rosto do senador José Sarney e pespegando um beijo na boca do aliado, ocorre perguntar se, apesar da liberalização dos costumes, tal ato está de acordo com o ambiente do Congresso.
Resta também saber, se a esposa do Senador Sarney foi tão benevolente com a cena quanto a mulher do senador Renan Calheiros, que foi de uma compreensão de “Amélia” com relação a “namorada” do seu importante marido que, aliás, se safou incólume de todas as acusações e ainda deu risada, pois somos uma sociedade muito engraçada que tudo perdoa.
De todo modo, a imagem que circula pela Internet valendo, como se diz, mil palavras simboliza uma coisa: a entrega do PT ao PMDB. Algo que seria impossível de ser imaginado em passado recente. Mas a ética do PT ficou também no século passado. E se a palavra do presidente só vale (e olhe lá) para o ano em que é pronunciada, como ficou claro na explanação do ministro Guido Mantega com relação ao aumento de impostos, imagine-se de um século para outro. Vale tudo, vende-se tudo para se alcançar e manter o poder.
O beijo deve ter sido também a senha para a negociação de cargos postos no balcão do Planalto à disposição do PMDB que, inclusive, indicou o senador e ex-pianista, Edson Lobão, para o ministério de Minas e Energia, Isto apesar da ameaça de apagão elétrico e da falta de gás, que foi negaceado pelo companheiro Evo Morales. Parece, pois, que o PMDB deseja muito mais que um beijo.
E enquanto se sucedem beijos e afagos, líderes governistas querem ressuscitar a famigerada CPMF e a Igreja e o MST pedem mais impostos para penalizar os ricos. Nenhum povo aceitou de forma subalterna a exorbitância tributária dos governantes que sempre levaram a melhor parte das arrecadações. Mas isso foi em outros séculos e parece que o brasileiro “moderno” adora ser o contribuinte otário que sustenta o luxo das cortes.
Num outro extremo nada amoroso, José Dirceu, o “chefe da quadrilha dos mensaleiros” e que ficou com apelido de Duas Caras desnudou o partido e jogou setas para todos os lados na entrevista dada à revista Piauí. Entre outras coisas, o deputado cassado ressuscitou o caso da sede do PT em Porto Alegre que, segundo ele teria sido construída com dinheiro de caixa 2 providenciado pelo pobre Delúbio (antes foi dito que era com dinheiro de bicheiros) e atacou até o filho do presidente, o Lulinha, “aquele que não se importa com a verdade”. Claro que foram mágoas com a Telebrás e a Telecom, o que poderia explicar a vendeta. Dirceu, um exemplo marcante de marxismo de mercado, nega que falou o que falou e foi para Recife fazer implante de cabelo. Será que vai voltar com outra cara?
Ao final desse singelo artigo fica uma sugestão: incluir os senadores Ideli Salvati e José Sarney no BBB. Fariam, sem dúvida, o maior sucesso. Sinal dos tempos."
mlucia@sercomtel.com.br
MARIA LÚCIA VICTOR BARBOSA
SOCIÓLOGA
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORREGEDOR INTERNO