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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

BRASIL COVARDE - EMAILS RECEBIDOS.

BRASIL COVARDE ( 1 ).
"Não é possível legislar em prol da liberdade dos pobres, legislando de forma a cortar a liberdade dos ricos. Tudo que uma pessoa recebe, sem que tenha trabalhado, virá necessariamente do trabalho de alguém que não receberá por isso. Um governo não pode dar algo a quem quer que seja, que este mesmo governo não tenha tirado antes de outra pessoa. Quando metade da população de um país entende que não precisa trabalhar, porque a outra metade da população cuidará e proverá por ela, a metade que se vê obrigada a prover a outra entenderá que não adianta trabalhar, porque o fruto de seu labor não será seu. E ESSE, MEU AMIGO, É O FIM DE QUALQUER NAÇÃO. NÃO HÁ COMO MULTIPLICAR A RIQUEZA PELA SUBTRAÇÃO".
(Adrian Rogers, 1931/2005)
BRASIL COVARDE ( 2 ):
Artigo de Guilherme Fiuza
Em defesa de José Sarney, Collor mandou Pedro Simon engolir suas palavras. Simon voltou a falar, mas engoliu. Em seco. Depois relatou que teve medo.
O olhar vidrado de Collor lembrou ao senador gaúcho o crime cometido pelo pai dele, Arnon de Mello, que matou um colega no plenário. Simon achou que podia ter o mesmo fim trágico.
Trágico mesmo nessa história é o medo do valente Pedro Simon. Acabaram-se os homens públicos, acabou-se o espírito público. Se um Collor babando de ódio é suficiente para calar um democrata, a democracia será regida pelos psicopatas.
Collor disse a Simon que não se atrevesse a repetir o seu nome, nunca mais. A intimidação fez efeito, e Simon não mais pronunciou o nome do colega.
Se ainda existissem homens públicos, Pedro Simon, ou qualquer outro senador, deveria ter respondido imediatamente a Fernando Collor de Mello (este é o nome dele): o Senado é uma alta representação do povo, os que lá estão têm nomes, e no dia em que algum deles não puder ser pronunciado a democracia terá morrido.
Vamos repetir o nome do senador que não quer ser mencionado, e que foi obedecido por Pedro Simon: Fernando Collor de Mello. É muito importante pronunciar este nome, para que ele não seja esquecido jamais.
Fernando Collor de Mello é o ex-presidente da República que acreditou poder governar na marra, com medidas truculentas como o confisco da poupança dos brasileiros, e que julgou poder usar o mandato popular como instrumento privado em benefício próprio. Ao lado de seu famoso tesoureiro, Paulo César Farias, condenado por corrupção, Fernando Collor de Mello foi acusado em vários processos de lesar a administração pública, teve que renunciar, e foi condenado no Senado à perda de seus direitos políticos por oito anos.
Collor foi absolvido na Justiça, cumpriu a pena política e conseguiu voltar a se eleger. Estava no seu pleno direito. Era hora dos incomodados se calarem.
Ao entrar no plenário do Senado bufando, tentando intimidar, ameaçando com chantagens e perseguições, este homem está dizendo o seguinte ao país: não quer ser tratado como um democrata, quer ser tratado como bandido.
Entre o medo de Pedro Simon e a apatia da opinião pública, Fernando Collor de Mello (este é o seu nome) saiu de cabeça erguida do Senado. O terror venceu. E no dia seguinte, foi recebido discretamente por ninguém menos que sua santidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O velho, o desclassificado, o inacreditável Collor canta de galo no Senado Federal, e o Brasil assiste. O Brasil é covarde.
É por isso que José Sarney sobe à tribuna e mente à vontade. Não tem problema ele dizer que não tem nada a ver com Agaciel e a farra do tráfico de influência. O Brasil sabe de tudo. Mas a covardia abençoa os cínicos.
Se Collor pode fazer discurso de bandido no Senado e ser recebido em seguida por Lula, por que implicar com as molecagens da família Sarney?
O melhor é ligar a TV e assistir à marmelada no Conselho de Ética com pipoca e Coca-Cola.
PS: O nome do senador impronunciável é Fernando Collor de Mello.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 12 de janeiro de 2008

UMA EQUAÇÃO DA MATEMÁTICA SOCIAL

O jornal O Globo publica nesse sábado um artigo do jornalista Guilherme Fiúza, intitulado “O FUZIL E O BASEADO”, na página 7 (OPINIÃO).
Preliminarmente, peço desculpas ao jornalista por não transcrever na íntegra o seu artigo e alerto aos leitores desse artigo para não tomarem a parte pelo todo, considerando que eu extraí apenas alguns trechos e algumas frases da referida publicação.
Leiam o artigo na íntegra, não formem opinião pelas frases soltas inseridas nesse artigo, isso provocaria um grave erro de avaliação.
E vamos aos trechos e às frases extraídas do artigo “O FUZIL E O BASEADO”.
“Em algum momento da história, tem sempre alguém despertando para os poderes mágicos da virtude. Se todo mundo parar de cheirar e fumar, acaba a munição dos AR-15. Se todo mundo parar de andar de van, somem os empreendedores piratas e violentos.”
“O consumidor de drogas ilegais dá dinheiro para o crime não há dúvida. Por outro lado um sistema perverso dá dividendos sujos – violentos ou não – à sociedade que criminalizou essas substâncias. Qual é o pecado original? O do consumo ou o do sistema?”
“Se a sociedade quer tomar uma posição conjunta e responsável sobre esse tema, o movimento de estigmatizar o usuário de drogas, de constrangê-lo perante a sociedade, é um péssimo começo.”
“Talvez seja o momento de se começar a entender que um baseado e um fuzil não estão necessariamente na mesma equação.”
Ratifico a necessidade imperiosa da leitura do artigo, sendo precipitada qualquer avaliação feita apenas considerando os trechos e frases extraídas por mim.
Obviamente, eu li todo o artigo e concordo com o jornalista Guilherme Fiúza quando trata da necessidade imperiosa da sociedade tomar uma posição conjunta e responsável sobre o tema – DROGAS ILEGAIS – antes de nos submetermos a qualquer tendência, interpretação ou decisão parcial.
E concordo quando ratifica uma verdade inquestionável, se é que existe alguma verdade inquestionável, o consumidor de drogas ilegais dá dinheiro para o crime.
Entretanto, discordo visceralmente quando o jornalista Guilherme Fiúza encerra o artigo com a frase “talvez seja o momento de se começar a entender que um baseado e um fuzil não estão necessariamente na mesma equação.”
Eu já me manifestei sobre a TURMA DO OBA e a TURMA DO EPA!
http://celprpaul.blogspot.com/2007/12/turma-do-epa-versus-turma-do-oba.html
Eu sou da TURMA DO EPA!
Da TURMA DO ESSA NÃO!
Sempre respeitando as opiniões contrárias, desde que fundamentadas adequadamente.
Os fuzis e as drogas ilegais estão na mesma equação.
Os fuzis e as drogas ilegais estão na mesma equação da matemática social.
Aliás, os fuzis, as drogas ilegais, as pistolas e as granadas estão nessa perversa equação.
A equação estaria mais completa se afirmássemos que os fuzis, as drogas ilegais, as pistolas, as granadas, os roubos de veículos, as vans e os moto-táxis clandestinos fazem parte dela.
Pior, essa equação não para de aumentar os seus fatores.
Atualmente, alguns acreditam que essa equação da matemática social vai muito além dos fuzis e das drogas ilegais.
Os seus principais fatores seriam os fuzis, as drogas ilegais, as pistolas, as granadas, os roubos de veículos, as vans clandestinas, os moto-táxis clandestinos, os carros alegóricos, o jogo dos bichos, a corrupção policial, as fantasias luxuosas, as milícias armadas, a corrupção política e as baterias.
Uma equação que só cresce e que tem um único responsável por solucioná-la, o POLICIAL – esse meio cidadão – que arrisca a vida diariamente em defesa da sociedade, ganhando menos de R$ 30,00 (trinta reais) por dia.
Os fuzis, as pistolas e as granadas escolhem o POLICIAL como alvo prioritário, ele é o único que ameaça solucionar essa equação macabra de destruição social.
Uma equação que simboliza perfeitamente a degradação social e a desorganização do Estado Brasileiro.
Assim sendo, em minha opinião, que pode estar errada, o usuário - o cliente - é o fator catalisador dessa reação.
Ele alimenta o sistema, sem ele o sistema definha o que facilitaria em muito o trabalho do único solucionador da equação – O POLICIAL.
O usuário não pode ser tratado como uma vítima do sistema, isso é um erro grosseiro de interpretação e de avaliação.
O usuário não se reduz ao pobre favelado – o excluído – o usuário também é rico e usa a droga para alegrar a si e aos seus convidados.
Tolos sustentam que a droga ilegal só produz efeitos no usuário, como o álcool ou o cigarro, e que a pena do usuário seria a própria dependência – o vício.
Na verdade o “baseado” – as drogas ilegais – tem o poder devastador das granadas, a força impactante dos projéteis disparados de pistolas .40 e .45 e o alcance útil de milhares de metros dos projéteis disparados pelos fuzis - armas de guerra – que invadem as nossas ruas e os nossos lares.
As balas perdidas poderiam ser substituídas simbolicamente por cigarros de maconha ou papelotes de cocaína voadores.
Fumar um baseado ou cheirar uma trilha aciona o gatilho de uma bomba atômica que espalha a sua radiação por todo tecido social.

Eis a verdade, pelo menos, a minha verdade.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORREGEDOR INTERNO