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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O ESTADÃO CONTINUA IMPEDIDO DE DAR PUBLICIDADE À INVESTIGAÇÃO ENVOLVENDO FILHO DE JOSÉ SARNEY (PMDB).

STF rejeita recurso e censura ao 'Estado' continua em vigor
Por 6 a 3, ministros rejeitaram tese de que mordaça desrespeita decisão que derrubou a Lei de Imprensa
Mariangela Gallucci e Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF), por 6 votos a 3, arquivou nesta quinta-feira, 10, a reclamação em que os advogados do Estado pediam o fim da proibição ao jornal de publicar reportagens sobre a Operação Boi Barrica, que investigou o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Com isso, fica mantida a censura imposta no fim de julho pelo desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DF). A mordaça ao Estado já soma 133 dias.
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Confira os votos dos ministros
A maioria dos ministros não concordou com a tese defendida pelos advogados do jornal, de que a censura desrespeita a decisão do próprio Supremo que derrubou a Lei de Imprensa e consagrou o pleno direito à liberdade de expressão. Naquela decisão, tomada em abril deste ano, há referência explícita contra a censura imposta pelos Poderes estatais, como o Judiciário.
"Não há liberdade de imprensa pela metade ou sob as tenazes da censura prévia, inclusive a procedente do Poder Judiciário", diz o texto publicado no Diário da Justiça. A Lei de Imprensa que vigorou até o julgamento de abril era um documento legal do tempo do regime militar (1964-1985).
Interceptações
Apesar de ter decidido dessa forma neste ano, a maioria dos ministros do STF afirmou nesta quinta-feira que o resultado do julgamento sobre a Lei de Imprensa não poderia ser aplicado ao caso do Estado. De acordo com a ala do Supremo vencedora no julgamento desta quinta, a decisão judicial do TJ-DF de censurar o jornal baseou-se na Constituição e na legislação que trata de interceptações telefônicas. Portanto, não haveria referência à Lei de Imprensa e ao julgamento de abril do STF. Por esse entendimento, não caberia reclamação ao Supremo por suposto desrespeito à decisão da corte.
O voto vencedor do julgamento foi dado pelo vice-presidente do STF e relator do caso, ministro Cezar Peluso, que arquivou sem discussão do mérito a ação apresentada pelo Estado. "A decisão ora impugnada não tangencia sequer aspectos da Lei de Imprensa", afirmou Cezar Peluso durante o julgamento. Votaram com Peluso os ministros Eros Graus, José Antônio Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ellen Gracie e Ricardo Lewandowski.
Além de concordar com a argumentação técnico-jurídica de Peluso, o presidente do STF, Gilmar Mendes, disse que a honra e a intimidade, citados por Dácio Vieira para impor a censura ao jornal, têm de ser preservadas. "Se é inviolável a honra e a intimidade, é preciso que isso tenha alguma consequência. Esses valores são invioláveis. E o que é inviolável não é para ser violado", afirmou.
'Visões autoritárias'
Primeiro ministro a votar pela derrubada da mordaça imposta ao Estado, Carlos Ayres Britto lembrou que ao declarar o fim da Lei de Imprensa, em abril, o tribunal levou em conta dispositivos da Constituição que vedam a censura prévia à mídia, às manifestações e às publicações. A ministra Cármen Lúcia e o decano do STF, Celso de Mello, acompanharam Ayres Britto.
Para Celso de Mello, é profundamente grave e preocupante que ainda remanesçam no aparelho de Estado "visões autoritárias" que buscam justificar a prática da censura a publicações em geral. Ele lembrou que no dia 13 serão rememorados os 41 anos da data em que o marechal Artur da Costa e Silva, segundo presidente do regime militar, impôs ao País o Ato Institucional nº 5, o AI-5. "O passado deve ser respeitado pela corte, pelos magistrados e pelos tribunais", afirmou Celso de Mello. "O poder geral de cautela é o novo nome da censura em nosso país."
Alternativas
De acordo com ministros do STF, o jornal ainda pode questionar a censura por meio de outros instrumentos que não sejam a reclamação. Um dos ministros da corte afirmou que a solução do caso, seguindo esse caminho, certamente vai demorar.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

FORA SARNEY, PELO AMOR DE DEUS E ADEUS DILMA ROUSSEFF.

REVISTA VEJA - O FILTRO - JULIANO MACHADO.
-“Boto quem eu quiser”, diz filho de Sarney.
Em uma conversa interceptada pela Polícia Federal, o filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o empresário Fernando Sarney, afirma que é dono de uma vaga no gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), em mais um ato explícito de nepotismo. “Boto quem eu quiser”, disse Fernando ao filho João Fernando, no dia 27 de agosto de 2008. Na época, o Supremo Tribunal Federal havia acabado de proibir a contratação de parentes nos Três Poderes e João estava preocupado com o cargo que tinha no gabinete de Cafeteira. Fernando o tranquilizou. “Se tiver que sair mesmo, o Cafeteira já me disse que o lugar é meu.” João foi demitido no dia 2 de outubro - decisão sigilosa que foi publicada em abril deste ano, na leva de atos secretos revelados no auge da crise do Senado, quando Sarney foi parar no Conselho de Ética. Pouco tempo depois, no lugar de Fernando, foi contratada sua mãe, Rosângela Gonçalves. O salário do cargo ocupado hoje por Rosângela é de R$ 7.200. Cafeteira disse à Folha (para assinantes) que contratou Rosângela “porque quis”. Já Fernando disse que não vai comentar o caso por se tratar de informações que vazaram de um inquérito sigiloso. A Polícia Federal investiga o empresário e os negócios da família Sarney desde 2007.
- Serra lidera, Ciro dispara e Dilma decepciona.
Na pesquisa CNI/Ibope de setembro divulgada ontem, apenas o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) subiu na intenção de votos para presidente. Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), perderam pontos em relação ao levantamento feito em junho. Em todos os cenários, Ciro ganhou terreno. Serra lidera as três listas em que aparece como candidato do PSDB. No cenário mais provável hoje, a situação é a seguinte: Serra tem 35%, Ciro 17%, Dilma 15% e Marina 8%. Além do fraco desempenho de Dilma, o governo deve estar de cabelo em pé com o desempenho de Ciro. O deputado lidera a lista em pelo menos um cenário, o que coloca o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, no lugar de Serra como candidato do PSDB, conta a Folha (para assinantes). A pesquisa também trouxe números sobre a aprovação do governo Lula e de seu desempenho pessoal, que seguem em alta. O presidente conseguiu manter sua popularidade em patamar recorde, com 81% de aprovação. Já o governo teve 69% de aprovação, informa O Globo. A pesquisa também mostrou que o brasileiro não acompanha o noticiário político: 39% nunca ouviram falar no pré-sal e 41% não conhecem nenhum fato recente relacionado ao governo federal, segundo o site de ÉPOCA.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO