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segunda-feira, 25 de abril de 2011

UPPs - A FARSA SE DESMACHANDO E AS PIADAS CONTADAS EM PORTUGAL.

Midiaticamente as UPPs são um retumbante sucesso, logo serão exportadas para todos os países do mundo, isso se não sairem do próprio planeta Terra para resolverem os problemas de insegurança pública por todo universo.
Em termos policiais, passaram longe da boa técnica, sendo um verdadeiro absurdo.
Soube que em Portugal, entre um pastel de Belém e outro, os portugueses comentam a última dos brasileiros:
- Vocês sabem como no Brasil eles resolvem o problema da violência nas comunidades carentes, as antigas favelas?
- Fácil, o governador avisa aos traficantes que a Polícia vai chegar, eles pegam seus fuzis e saem para outra comunidade, tranquilamente.
Brasileiro é engraçado.
Além desse procedimento criminoso, salvo melhor juízo, os Policiais Militares trabalham em regime de semi-escravidão.
Muitos gastam mais de seis horas no deslocamento casa-quartel.
Não tem acesso a sanitários e nem a água potável.
Ficam em pé 12 horas durante o serviço.
Não possuem os equipamentos de proteção individual adequados (colete).
Muitos estão sendo obrigados a permanecer trabalhando nelas, embora tenham passado no concurso para trabalharem no Interior.
Nem as escalas de serviço são padronizadas, o que fazm com que uns trabalhem muito mais que os outros, embora o serviço seja o mesmo.
Um caos.
É semi-escravidão.
As condições de trabalho são péssimas, a reportagem a seguir trata de um desses problemas:
"JORNAL O DIA:
UPPs à espera de uma sede definitiva
Contêineres apertados servem como bases para policiais em comunidades ocupadas. Para trocar de farda e guardar armas, PMs têm que ir até batalhões
Maria Inez Guimarães.
Rio - Em todas as comunidades, a missão é a mesma: ocupar a região e garantir a paz aos moradores. Mas em algumas favelas onde Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) já foram implantadas, os PMs não contam com sedes definitivas. Instalados provisoriamente em contêineres, os policiais alegam que o espaço é pequeno e que não comportam o efetivo da unidade, nem mesmo os que fazem serviços burocráticos.
Enquanto as sedes definitivas de algumas UPPs, que serão construídas em alvenaria, não ficam prontas, os batalhões das áreas servem de base para a tropa. É lá que os PMs trocam a farda e pegam o armamento para trabalhar.
Inaugurada em setembro, a UPP do Turano, no Rio Comprido, é uma das que esperam pela base definitiva. Com 180 PMs, ela funciona em dois contêineres pequenos na Rua Aureliano Portugal. A unidade sofre ainda com outro problema: a via é estreita e sem saída, o que dificulta a manobra das viaturas e dos carros dos moradores (...)".
Ia esquecendo, em Portugual contam outra piadinha sobre as UPPs:
- Cabral, paga R$ 50,00 por MÊS de auxílio transporte a um Policial Militar que trabalha em uma das novas UPPs, só que ele gasta R$ 120,00 por DIA (ida e volta).
Cabral é muito engraçado.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 31 de maio de 2009

PMERJ x ALERJ - HOMENAGEM ADIADA.

JORNAL EXTRA:
A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, anualmente, realiza uma sessão solene em homenagem à Polícia Militar, sempre no mês de maio, fazendo parte das comemorações pelo aniversário da Instituição Militar.
Eu fui a muitas, o que coloca na posição de testemunha viva desses eventos, onde sempre foi visível o pouco caso dado à Polícia Militar, nessas solenidades.
Via de regra, compareciam meia dúzia de deputados, alguns falavam, normalmente os ligados à Corporação, enquanto mais de uma centena de Policiais Militares, inclusive a Banda de Música da PMERJ, eram OBRIGADOS a assistir a "homenagem".
Devo repetir, sou "politicamente incorreto", essa é a verdade sobre a referida "homenagem".
Aliás, a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro também realiza "homenagem" igual, em todos os sentidos.
Segundo a matéria, houve um desencontro, o que fez com que a Polícia Militar não agendasse uma nova data para o evento e o mês de maio acaba neste domingo.
Nada impede que o evento ocorra no mês de junho, afinal, a Polícia Militar, atualmente, nada tem a comemorar, muito pelo contrário. Só podemos buscar na memória, glórias passadas, pois vivemos tempos de submissão, vivemos nas sombras e quando aparecemos na mídia, nos vergonhamos, como nos últimos escândalos (recebimento ilegal do auxílio-moradia, envolvimento em milícias, a criminalidade no BEP, etc).
Todavia, mesmo que tenha ocorrido por uma via transversa, a Polícia Militar acabou devolvendo chumbo para a ALERJ, que em 2008, protagonizou um dos episódios mais deletérios contra a bicentenária e gloriosa Polícia Militar.
No ano passado, por maioria, a ALERJ aprovou as modificações no Estatuto do Policial Militar, encaminhadas pelo Governador Sérgio Cabral.
Em ilustrado Parecer, o relator mostrou o ABSURDO das propostas, porém, fiel ao seu senhor, a ALERJ se curvou.
Deputados estaduais escreveram uma história de vergonha, aprovando uma legislação, que nitidamente nada mais era do que uma das RETALIAÇÕES do Governador Sérgio Cabral, contra os honestos, competentes, idealistas e corajosos CORONÉIS BARBONOS.
Não custa lembrar, perseguir HOMENS DE BEM é uma das caracteríticas de todo REGIME AUTORITÁRIO, apartado dos princípios que regem o mundo civilizado.
Portanto, mesmo que sem querer, coube a atual administração, devolver o chumbo, afinal, ser homenageado por essa ALERJ, não serve de orgulho para ninguém.
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO