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domingo, 11 de março de 2012

ONU - DIREITOS HUMANOS - ONDE E COMO DENUNCIAR VIOLAÇÕES.

EMAIL RECEBIDO:
Como e quando realizar denúncias de violações de direitos humanos?
O atual Secretário-Geral das Nações Unidas
Ban Ki-moon (República da Coreia) – 2007.
As Nações Unidas possuem um procedimento para a realização de denúncias de violações de direitos humanos. No entanto, é preciso ficar claro que estas denúncias só devem ser feitas quando estiverem esgotados todos os recursos jurídicos no país de origem da denúncia.
Antes de submeter sua denúncia, o autor deve procurar órgãos como conselhos e comissões de direitos humanos locais, regionais ou nacionais, defensorias públicas, secretarias de promoção dos direitos humanos, corregedorias ou o Ministério Público nos níveis estadual ou federal. Estes órgãos devem ser procurados antes de recorrer a organismos internacionais.
No âmbito da ONU, os procedimentos para denunciar violações de direitos humanos estão disponíveis em http://www.unicrio.org.br/como-denunciar
Juntos Somos Fortes!

sábado, 10 de março de 2012

TV GLOBO VIOLA A LEI AO REVELAR AÚDIOS DE ESCUTAS TELEFÔNICAS - BASTA! - É HORA DE PUNIR!

Prezados leitores, entendam a ações criminosas perpetradas por quem divulga aúdios de escutas telefônicas e por quem fornece esses aúdios.
Basta de ilegalidades!
É hora de punir exemplarmente.
Assistam e divulguem esse vídeo para o mundo.
Temos que criar uma corrente pela legalidade no Brasil.
O Brasil ainda é uma democracia em gestação, não podemos permitir um aborto e o nascimento de uma ditadura de terno e taier.

Juntos Somos Fortes!

GENERAL QUE ESCREVEU MANIFESTO NÃO TEME SER PUNIDO POR AMORIM.

O GLOBO:
General que escreveu manifesto não teme ser punido por Amorim
Marco Antonio Felicio diz que lei garante a militares da reserva o direito de se expressar.
SÃO PAULO - Autor do manifesto que inflamou a relação entre militares, Ministério da Defesa e a presidente Dilma Rousseff, o general Marco Antonio Felicio diz não temer ser punido pelo que escreveu, por entender que não há base legal para tal. Ele evoca lei aprovada pelo ex-presidente José Sarney que garantiria aos militares da reserva o direito de se expressar sem que fossem punidos. Ex-analista do Centro de Informações do Exército (CIE), Felicio receia que agentes do Estado sejam execrados pela Comissão da Verdade e ainda duvida ter havido tortura ou execução de presos políticos, apesar de admitir ter havido excessos "em ambos os lados combatentes" na guerra contra atos da "subversão marxista-leninista". Ele aceitou dar entrevista ao GLOBO desde que ela fosse por e-mail. Perguntou ao repórter se ele era patriota. Ao ser questionado se respeitava a autoridade do ministro da Defesa Celso Amorim e da presidente Dilma, respondeu: "Tanto quanto eles respeitam a minha".

O GLOBO: A presidente Dilma Rousseff ameaçou prender pelo menos um militar da reserva como reação ao manifesto com críticas ao ministro Celso Amorim e à Comissão da Verdade. Como autor do documento redigido, o senhor temeu que fosse o senhor?
GENERAL MARCO FELICIO: Não temi e não temo, pois, usei do direito que a lei me faculta. A liberdade de expressão com responsabilidade. A verdade e somente a verdade.
O senhor já foi informado oficialmente sobre alguma punição ao senhor ou a colega militar em função do manifesto?
FELICIO: Não, pois, creio firmemente que não haja base legal para tal.
O manifesto menciona o ministro Celso Amorim como alguém sem autoridade ou legitimidade para pedir a retirada de outra nota do site do Clube Militar, com críticas a Dilma e duas ministras. O que o senhor quis dizer com isso?
FELICIO: Reafirmo o que escrevi. O Clube Militar é uma associação de caráter civil e pela lei em vigor não é passível de qualquer tipo de ingerência por parte do Ministro da Defesa. Isto significa não ter ele autoridade ou legitimidade para tal. Qualquer um que leu o documento compreenderá o sentido do que lá está escrito.
No texto, há a seguinte frase: "O manifesto supracitado reconhece na aprovação da “Comissão da Verdade” ato inconsequente de revanchismo explícito e de afronta à lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual governo". A Comissão da Verdade não tem poder de punir judicialmente qualquer militar. Por qual motivo, então, os senhores a consideram uma afronta à Lei da Anistia?
FELICIO: Não é esta a motivação expressa quase que diariamente por pessoas do governo e a ele ligadas. Querem a partir da Comissão da Verdade encontrar caminhos para a punição dos agentes de Estado. E o que fazer com os agentes da subversão marxista que mataram, roubaram, assaltaram, sequestraram e justiçaram os próprios companheiros além de lutarem pela implantação de uma ditadura comunista no Brasil? Porque execrar somente os agentes de Estado que exerciam ações legais?
Hoje o governo federal reconhece casos em que presos políticos foram submetidos a tortura por agentes de Estado. Alguns deles estão até hoje desaparecidos e provavelmente foram mortos. O senhor considera estes episódios específicos como "ações legais"?
FELICIO: Quem comprova tais denúncias? Mário Lago já orientava, em seu tempo, que todos os presos saíssem da prisão afirmando que tinham sido torturados barbaramente, mesmo que tivessem sido bem tratados. De quando em quando aparece um “desaparecido”. Logicamente que uma guerra não se faz com flores e em ambos os lados combatentes há sempre excessos. Por qual razão, aqui, apurar-se tais ditos excessos somente cometidos por um lado? Não tenho conhecimento de torturas. Tenho conhecimento de operações de combate, cumprindo-se ordens superiores e dentro da lei então vigente.
O senhor pede que sejam apurados excessos cometidos por combatentes. Mas não foi justamente isso que ocorreu durante o governo militar, quando militantes de esquerda foram presos e condenados à prisão?
FELICIO: E quantos outros não o foram? Qual a razão de não serem apurados os fatos correlacionados com estes?
Os excessos cometidos por agentes de Estado tiveram como consequência o desaparecimento e provável morte de presos políticos. Não seria razoável que hoje representantes das Forças Armadas ajudassem o governo federal a encontrar esses corpos? Mesmo nas guerras, não é direito de um povo enterrar seus mortos?
FELICIO: Sem dúvida, todos querem enterrar seus mortos. Muitos anos se passaram, o que torna a tarefa muito difícil. Já foram realizadas buscas orientadas pelo Ministério da Defesa, inclusive com o auxilio de militares, e nada foi encontrado.
Para o ministro Celso Amorim, os signatários do documento não respeitam a "autoridade civil". O senhor concorda com o que disse o ministro?
FELICIO: Gostaria de saber de que argumentos concretos o ministro se vale para tal afirmação. Ele deve saber que o autor, e não autores dos documentos, é profissional com mais de 45 anos de bons serviços prestados à nação, tendo frequentado todos os cursos do exército e alguns civis, conforme atesta a sua folha de alterações onde estão os depoimentos de seus ex-comandantes e as ações que desempenhou no combate aos atos violentos da subversão marxista-leninista.
O senhor poderia detalhar exatamente que ações desempenhou? Por quais órgãos o senhor passou, qual era a sua função neles e quais são os feitos que, ainda hoje, são motivo de orgulho para o senhor?
FELICIO: Fui oficial de informações de unidade e trabalhei como analista do Centro de Informações do Exército (CIE). Orgulho-me de ter contribuído com o meu trabalho, que julgo dedicado e eficiente, na erradicação da subversão marxista-leninista e das violentas ações da guerrilha urbana e rural, causadoras de ações terroristas e das mortes de tantos inocentes, evitando que o povo brasileiro fosse privado de sua liberdade.
Como militar da reserva, o senhor respeita a autoridade do ministro da defesa Celso Amorim e da presidente Dilma Rousseff?
FELICIO: Tanto quanto eles respeitam a minha. Na vida militar o respeito é recíproco.
Não há militares da ativa entre os signatários do documento. Eles temem sofrer algum tipo de punição caso assinem o documento?
FELICIO: Não, eles cumprem apenas a lei, como é da formação dos mesmos. Os militares da reserva e reformados tem livre manifestação de suas opiniões, incluso as de caráter político. Isso não ocorre com os oficiais da ativa.
O senhor acredita que, se pudessem, os militares da ativa assinariam o documento?
FELICIO: Creio que sim, pois, o exército de hoje, quanto aos seus valores, não é diferente do exército de ontem.
Quais são os valores do exército de ontem que permanecem no exército de hoje?
FELÍCIO: As manifestações essenciais dos valores militares são: patriotismo, civismo, fé na missão do exército, amor à profissão, espírito de corpo e o aprimoramento técnico-profissional. Por tal razão estamos coesos e unidos para acorrermos a qualquer chamamento da nação. E isto está presente na história pátria em todos os momentos de gravidade e de inflexão da mesma. Não será diferente no presente e no futuro.
O que o governo deveria ter feito para evitar este desentendimento com os militares da reserva?
FELÍCIO: Não governar pelo retrovisor, respeitar a dignidade dos militares e dar o devido valor às suas Forças Armadas.
Na nossa conversa pelo telefone, o senhor me perguntou se eu era um jornalista patriota. Para o senhor, o que é ser patriota?
FELÍCIO: Há coisas na vida que foram feitas mais para serem mais sentidas do que explicadas ou entendidas. Assim também é ser patriota. Ë um sentimento de amor e orgulho pela nossa pátria. É servir e defender o nosso povo, o nosso território, mesmo que se tivermos de dar a nossa vida para isso (Fonte).
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 5 de março de 2012

MANIFESTO JÁ CONTA COM 465 MILITARES, 62 DELES OFICIAIS-GENERAIS. NÃO MUDEI DE IDÉIA: QUE SE CUMPRA A LEI! OS COM FARDA E OS SEM-FARDA!

Prezados leitores, bom dia!
REVISTA VEJA:
BLOG DO REINALDO AZEVEDO.
4/03/2012
às 7:07
Manifesto já conta com 455 militares, 62 deles oficiais-generais. Não mudei de idéia: que se cumpra a lei! Os com farda e os sem-farda!
Chega a ser vergonhosa a cobertura que boa parte da imprensa dispensa à desnecessária truculência com que a presidente Dilma Rousseff e o ministro Celso Amorim (Defesa) decidiram avançar contra um abaixo-assinado de militares da reserva que protestavam contra a censura a um manifesto assinado pelos clubes militares. Chamo a cobertura de “vergonhosa” por uma razão muito simples: há gente achando que o que está em julgamento é o direito de os militares darem um golpe! Isso é estúpido!
Há, reitero, uma lei que permite aos militares da reserva se manifestar nos termos em que se manifestaram. É mentira que tenham contestado a autoridade de Amorim. Eles afirmaram, e com razão, que o ministro não tinha autoridade no caso específico — isto é, para obrigar os clubes a retirar do ar o manifesto. No mais, fizeram o que Lei 7.524 permite, a saber:
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA,
faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:
Art 1º Respeitados os limites estabelecidos na lei civil, é facultado ao militar inativo, independentemente das disposições constantes dos Regulamentos Disciplinares das Forças Armadas, opinar livremente sobre assunto político e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao interesse público.
O que vai aí é incontroverso. Qualquer punição aplicada pelos respectivos comandos será ilegal, como é ilegal a exigência de Dilma e Amorim. Falta de aviso não foi. Um episódio que poderia passar quase despercebido está virando uma bola de neve. Por quê? Porque Celso Amorim é aquele tipo de doutor que, ao perceber que um remédio piorou as condições do doente, manda dobrar a dose porque acredita que, com a convicção e o radicalismo, corrigirá um erro de diagnóstico.
Bem, meus caros, quando a dupla do barulho mandou punir os signatários do manifesto, havia apenas 98 militares, 13 deles generais. Às 18h30 de ontem, o protesto já reunia 647 adesões. Ao todo, são 455 militares — 61 deles oficiais-generais —, 1 desembargador do TJ-RJ e 191 civis.
Atenção!
Não se trata de concordar com os dois textos ou de discordar de ambos. Não é isso o que está em debate. A questão é saber se a lei será ou não respeitada. Dilma e Amorim estão antecipando um clima ruim para a tal “Comissão da Verdade”. Ora, se um protesto de militares, feito no mais rigoroso cumprimento da legalidade, merece esse tratamento, quero ver o que virá depois, quando o proselitismo revanchista decidir que a Lei da Anistia e o STF não são de nada…
Aqui e ali, referem-se aos militares da reserva como “milicos de pijama”, “saudosos da ditadura”, “reacionários”… Bem, apreço pela ditadura demonstra quem quer atropelar a lei para fazer valer a sua vontade; isso, sim, é reacionário; antes um “pijama” amparado na legalidade do que um terno ou um tailleur vestindo o arbítrio.
Chega de papo-furado! Cumpra-se a lei! Ponto! Se decidirem não cumprir, que os punidos recorram à Justiça!
PS - Gostaria de ver alguns coleguinhas a defender a tese de que, nesse caso em particular, a lei deve ser ignorada. Será um momento lindo do estado de direito! Coragem, valentes! Já há gente cantando as glórias até do infanticídio como a mais bela face do humanismo. Advogar que se jogue a lei no lixo é fichinha.
Por Reinaldo Azevedo
JUNTOS SOMOS FORTES!

sábado, 16 de abril de 2011

UM VÍDEO MEIO ESQUECIDO...


JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

BRASIL, O QUE ESTÃO QUERENDO FAZER COM VOCÊ?


COMENTO:
Nós temos o hábito no Brasil de associarmos regimes de força com fardas, mas ditaduras podem muito bem vestir ternos finamente recortados.
Cuidado povo brasileiro.
Sem imprensa livre, não existe democracia.
Uma imprensa pautada conduz a opinião pública para o interesse dos governantes, que nem sempre são os interesses do povo.
Cuidado povo brasileiro.
No Rio de Janeiro, a saúde, a segurança pública e a educação públicas são péssimas, mas com o apoio da propaganda o governador foi REELEITO.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 11 de julho de 2010

JORNAL O GLOBO PUBLICA GRAVÍSSIMA DENÚNCIA CONTRA O PMDB NO RIO.

O GLOBO:

Eu sou um crítico ácido da relação jornal O Globo com o governo Sérgio Cabral (PMDB), sobretudo quando o jornal deixa de expor os graves problemas vivenciados pelos profissionais de segurança pública no Rio de Janeiro e aplaude diariamente as UPPs, onde os Policiais Militares estão sendo desrespeitados nos seus direitos elementares de seres humanos, falha que a Rede Record de TV começou a consertar. divulgando esses fatos. Todavia, hoje só me resta aplaudir de pé a iniciativa do jornal O Globo de publicar neste domingo as gravíssimas denúncias sobre o CORONELISMO que se instalou no Rio de Janeiro através do PMDB.
A matéria, para o leitor menos distraído, compara de forma brilhante o Cabralismo ao Chaguismo, a dominação política de Chagas Freitas, o governador que teve o Palácio cercado na década de oitenta por bravos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
Sérgio Cabral e sua turma estão transformando o Rio de Janeiro no novo Maranhão.
Cabral domina inteiramente o Poder Legislativo, anulando inteiramente a oposição, ele faz o que quer no Rio, como no caso da absurda aprovação da redução do tempo no serviço ativo dos Coronéis da Polícia Militar, os Coronéis Barbonos, que resolveram enfrentar o seu poder político. Coronéis foram "aposentados" aos 51 anos de idade, como forma de punição por se erguerem contra o Coronelismo.
Tal lei viola os princípios básicos do direito e foi aprovada pela ALERJ.
Uma vergonha e uma demonstração clara do Coronelismo de Sérgio Cabral (PMDB).
Sérgio Cabral (PMDB) domina 91 das 92 prefeituras fluminenses.Recomendo a leitura de todos, principalmente da Justiça Eleitoral e seu Ministério Público (leia).
Tal quadro de dominação política, demonstra que o Coronelismo está instalado no Rio de Janeiro, uma tragédia que só poderá ser vencida através da união do povo fluminense com o funcionalismo público. Temos que invadir as ruas do Rio de Janeiro em defesa da democracia, levar nossas faixas, cartazes e bandeiras.
O Rio precisa reviver a luta pelas DIRETAS JÁ!
O Rio precisa voltar a ser a caixa de ressonância política do Brasil.
Diga não ao CORONELISMO, diga sim à DEMOCRACIA.
O Rio não será o novo Maranhão.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 2 de junho de 2009

PMERJ - GENERAL É RECEPCIONADO POR OFICIAL CONDENADO E O MAJOR DE POLÍCIA WANDERBY É UM DOS ALVOS...

JORNAL EXTRA
Eu insisto que por uma deformidade (falta de cidadania), o brasileiro não vota, apenas dá um palpite, quando aperta os botões da "democracia brasileira".
Vivendo em uma "democracia do faz de conta", não podemos esperar que os governos sejam democráticos, portanto, não aceitar críticas, que constitui uma ação própria dos governos totalitários, passa a ser uma das regras de seus mandatários políticos.
O Major de Polícia Wanderby, futuro presidente da AME/RJ é a maior vítima das ações ditatorias desenvolvidas contra a BANDA BOA DA PMERJ, que deseja transformar o desastre dos nossos dias, em uma segurança pública cidadã e eficaz.
E vamos conseguir!
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 20 de maio de 2009

QUEM SÃO OS VERDADEIROS DITADORES BRASILEIROS?

EMAIL RECEBIDO:
"Alexandre Garcia.
No último fim de semana, eu lia Desvios do Poder, do ex-Consultor daRepública Galba Veloso, para entender a legalidade da reunião com os prefeitos em Brasília, e descobri, no livro, uma lei sobre abusos de poder.
A lei 4898 trata com severidade a autoridade civil ou militar que praticar abuso de poder. A lei diz que todo cidadão tem o direito de agir penal e civilmente contra a autoridade, civil ou militar, que abusar do poder atentando contra a liberdade de locomoção do indivíduo, a inviolabilidadedo domicílio, o sigilo da correspondência, o direito de união, a incolumidade física, privação de liberdade, como manter alguém sob custódia ou submetê-lo a vexame, não comunicar prisão ao juiz, prender mesmo compossibilidade de fiança - e por aí vai.
Agora, a minha surpresa: sabem de quando é a lei?
De de dezembro de 1965.
Em pleno regime militar, sob a chefia do marechal-presidente CastelloBranco.
Lembrei-me de registrar isso porque no dia 17 último, a insuspeita Folha SãoPaulo, em editorial, chamou de ditabranda aquela época brasileira, em contrapartida com ditaduras como de Fidel Castro e a disfarçada de HugoChavez. Houve gente que ficou furiosa com a Folha, por causa do editorial
"Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão deditabranda?" - perguntou uma professora da Faculdade de Educação da USP, segundo a Veja.
Minha neta me fez a mesma pergunta, porque o professor dela contou que foram anos de chumbo, que ninguém tinha liberdade. Desconfiei que o professor nem havia nascido em 1964 e ela me confirmou isso.
Eu vivi aqueles tempos. Fui presidente de Centro Acadêmico em 1969. Fui jornalista do Jornal do Brasil de 1971 a 1979. Cobria política e economia e nunca recebi qualquer tipo de ameaça, censura ou pressão. Sei que havia censura. Comigo, nunca houve. Sei que havia tortura. Certa vez me chamaram para identificação no DOPS, de suspeitos presos por um assalto ao Banco doBrasil, que eu havia testemunhado. Os dois estavam no chão, gemendo, com sinais evidentes de tortura. Fiquei revoltado e não fiz o reconhecimento.
Nadame aconteceu.
Nesse último carnaval, contou-se que o governador do Rio preparou uma claque para afastar o temor de vaia para o presidente Lula - que no Rio jáhavia sido vaiado na abertura do Pan, no Maracanã. O temor existia, mesmo com o alto índice do presidente nas pesquisas de popularidade.
Lembro que o general Médici foi o mais duro entre os generais-presidentes. Mas ele entrava no Maracanã, de radinho no ouvido e cigarro no canto da boca, e quando aparecia na tribuna o estádio inteiro o aplaudia. E ele estava reprimindo os grupos armados de esquerda que seqüestravam e assaltavam bancos.
Os carros dos brasileiros andavam com um plástico verde-e-amarelo que dizia "Brasil - ame-o ou deixe-o".
Alguém explica isso?
Os generais-presidentes foram todos eleitos pelo Congresso, onde havia oposição.
O último deles, ao contrário de Fidel e Chavez que negam suas ditaduras, assumiu fazendo uma promessa: "Eu juro que vou fazer deste país uma democracia". Coisa rara, um suposto ditador reconhecer que não governava numa democracia.
Por tudo isso, já está em tempo de se esquecer a propaganda, os rancores,as mentiras, e reescrever nossa História recente.
História sem verdade não é ciência, é indecência".

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

JORNAL O GLOBO - 06/02/2009 - PERDER OU PERDER - NELSON MOTTA - JORNALISTA

O jornal O Globo publicou nesta sexta-feira o seguinte artigo (Opinião - página 7):
"PERDER OU PERDER"
Quem diria, a ditadura virou coisa de museu. O ministro Tarso Genro anunciou que o Rio de Janeiro (por que não Brasília?) ganhará o Musel Nacional da Ditadura. Será o nosso holocausto, a nossa casa de Anne Frank.
Vai ser diverto ver Sarney, Edison Lobão e Paulo Maluf, para citar alguns grandes aliados do governo Lula, e tantos outros colegas de ditadura aboletados na base parlamentar e na administração, convidados de Tarso na inauguração. Ou terão réplicas de cera em tamanho natural? Ou retratos pintados a óleo? Estátuas equestres? Ou farão discursos contra o arbítrio e o autoritarismo, fechando com "ditadura, nunca mais!", seguido de vivas à liberdade? Afinal, estamos no Brasil.
A grande vítima da ditadura foi a liberdade individual do cidadão brasileiro, que apanhou dos dois lados: dos militares, que a suprimiram em nome da luta contra a corrupção e a subversão, e dos que lutavam armados contra a ditadura, não para devolver o poder aos civis e convocar eleições, mas para estabelecer uma sociedade livre como Cuba e a União Soviética, uma ditatura do proletariado. E perderam.
Mas para os que pagaram a conta, era perder ou perder. Pagavam impostos para a ditadura espionar, perseguir, prender, torturar e matar. E depois para pagar bolsas-ditadura aos perseguidos. Só no Brasil. Na Argentina, com seus 30 mil mortos e desaparecidos, e milhões que tiveram as vidas e carreiras prejudicadas pela ditadura, as indenizações levariam o Estado à bancarrota.
Vinte e cinco anos depois, no poder, graças à democracia, muitos ex-combatentes da liberdade se tornaram representantes vivos do Museu das Ideologias, e ameaçam, em nome de velhas causas leninistas, maoístas e castristas a liberdade dos cidadãos que lhes pagam os salários. Tudo pelo social, dizia Sarney, tudo, eles repetem agora, como visionários do passado.
Quem sabe o Ministro da Justiça se anima a criar um Museu Nacional da Liberdade, em homenagem aos que resistiram a ditaduras de direita e de esquerda, militares e civis, e defenderam a liberdade dos que querem usá-las para acabar com elas.

NELSON MOTTA
JORNALISTA

Um artigo que merece reflexões:
- Nunca devemos esquecer que a denominada "ditadura militar" teve o apoio de incontáveis "civis";
- Mortes foram o resultado de ações dos "dois lados", inclusive com atos terroristas; e
- O autoritarismo é caracterítico das ditaduras, sejam "militares" ou "civis", fardadas ou usando terno e gravata.
E finalmente, respeitosamente, um país com gravíssimos problemas de segurança pública, saúde pública e educação pública, deve priorizar o gasto do dinheiro público (nosso dinheiro) nestas áreas prioritárias e não deve pensar em construir monumentos, como o que se pretende erguer em Brasília ou o Museu Nacional da Ditadura.
Caso contrário, continuaremos a ser um "país" com milhões e milhões de analfabetos funcionais, facilmente conduzidos pelo poder.
Um "pais" que paga salários famélicos a professores, médicos e policiais - servidores públicos concursados - motores do Estado.
Mudamos o Brasil ou o "Estado Brasileiro" continuará não cumprindo as suas destinações básicas!
E nós, cada um de nós, continuaremos a ser os patrocinadores deste ineficiente Estado...


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA