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quarta-feira, 13 de abril de 2011

O FILME "VELOZES E FURIOSOS" QUEIMA FILME DA POLÍCIA CARIOCA.

O Jornal Extra publica nesta quarta-feira uma matéria com o título acima, na qual opina no sentido de que apesar de todas as facilidades dadas pela secretaria de segurança pública para as filmagens, o filme queima a polícia carioca (leiam).
O filme estreia em maio deste ano, quando poderemos confirmar ou não o noticiado, mas não custa lembrar aos esquecidos que as polícias fluminenses, sobretudo a Polícia Militar, nunca foram tão queimadas quanto nos filmes "Tropa 1" e "Tropa 2". A Polícia Militar foi dividida nessses filmes entre os honestos, torturadores e assassinos do BOPE e os ladrões dos outros batalhões, tudo isso com apoio e aplauso incondicional da mídia do Rio e de todo Brasil.
E olha que nunca filmes tiveram tanto apoio da SESEG/RJ para serem produzidos quanto os "Tropas", principalmente do BOPE.
Na época do "Tropa 1" eu ingressei na ação movida por Bopeanos contra a exibição do filme, pois eram claros os prejuízos para a Polícia Militar, mas o poder judiciário não acolheu a nossa demanda.
Os filmes foram grandes sucessos e todos ficaram felizes, terminando a Polícia Militar como o côco da mosca do cavalo do bandido.
Tenho certeza que nada exposto pelo filme "Velozes e Furiosos" possa se aproximar do mal que os filmes "Tropas" fizeram às instituições policiais e com o apoio da imprensa. Assim sendo, não carece de maior preocupação, nem possui qualquer justificativa a crítica do Jornal Extra.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

NOSSO BLOG - ENQUETE - RESULTADO FINAL.

Dizem que os filmes Tropa de Elite são baseados em fatos reais, transformados em ficções. Você achou o governador do Tropa II parecido com algum destes governadores?
- Sérgio Cabral = 53%.
- Garotinho = 41%.
- Brizola = 3%.
- Moreira Franco = 1%.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 9 de novembro de 2010

FEDERAL, O FILME.

Ontem resolvi assistir o filme FEDERAL, que surgiu na onda dos filmes sobre polícia no Brasil.
Não gostei.
O filme trata de um grupo especial montado na Polícia Federal para atuar contra o tráfico de drogas, composto por quatro homens, sendo dois Policiais Federais e dois adidos, um Policial Militar e um Policial Civil. São quatro Capitães Nascimentos, tão desajustados quanto o do Tropa 1. Nenhum deles pode ser considerado normal.
Tecnicamente, analisando as ações policiais, o filme anda muito mal, como se perde em uma série de cenas de sexo, algumas chegando a arrancar risos da pequena plateia.
O resgate de um presidente de ONG, envolvido com os traficantes, de um hospital fortemente protegido por Policiais Federais, também acaba sendo engraçado.
O Policial Militar passa vexame, levando uma surra de um capoerista, quando acaba salvo pelo Policial Civil. No meio do filme, o PM é capturado pelos traficantes e recebe uma proposta esdrúxula sob a mira de uma pistola, deve passar para o lado dos traficantes ou morrer. No final, o Policial Civil o executa, na dúvida de que tenha se vendido ou não para os traficantes.
Tiros para todos os lados, traições e mortes em profusão.
O filme acaba com um único sobrevivente no grupo inicial, um jovem Policial Federal, usuário de maconha, mas que resistiu à cocaína.
O político que está por trás do tráfico não aparece.
O sistema vence, como no Tropa 2.
A imagem da Polícia Federal sai apenas arranhada, pois o filme não generaliza como ocorre nos Tropa 1 e 2, nos quais a tropa convencional é corrupta, os únicos santos são os bopeanos.
Não gostei.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 20 de fevereiro de 2010

SERVIDÃO VOLUNTÁRIA - FELIPE SVALUTO PAÚL.

Warfare State- o novo bunker
Quinta-feira, Fevereiro 18, 2010
SERVIDÃO VOLUNTÁRIA
Rainer Wenger, que mais tarde descobriríamos professor de Educação Física e Ciências Sociais, está animado com a perspectiva de ministrar um projeto - espécie de curso paralelo à grade comum, até onde se pode compreender - sobre anarquismo na escola secundária alemã onde já treina (também entusiasticamente) o time de pólo aquático local. Homem de esquerda, fã de rock e adepto de visual um tanto menos professoral que o comum entre seus pares docentes, Wenger é cumprimentado com aparente sinceridade por diversos alunos quando chega ao colégio e se prepara para discutir a desejada disciplina de verão com a diretora da instituição - apenas para descobrir que um outro professor, conservador à caricatura, já havia se antecipado e escolhido ensinar as ideias e movimentos anarquistas aos jovens do lugar. Chateado, o treinador e cientista social acaba abraçando um outro projeto, também dentro da área política - e sob a atenção da esposa grávida, também professora da escola, começará a bolar alguma forma interessante de ensinar a seus pupilos o que entendia como característico de uma rubrica bastante abrangente na área dos conceitos e sistemas de governo: a autocracia.
Assim começa A Onda(Die Welle), filme alemão de 2008 que enfim assisti na semana passada. A partir do ponto onde paramos, o que o espectador vê a seguir pode ser descrito como o curto ciclo vital - não chega a uma semana - de um movimento estudantil vagamente fascista: testemunhamos seu nascimento, seguimos o desenvolvimento impressionante que alcança em dias e nos surpreendemos com a morte abrupta e violenta que põe fim a uma ascendente em dado momento aparentemente irreversível. Comum a essas três fases, ainda que diversos em cada um deles, temos não apenas os adolescentes, entusiastas e massa formadora da organização, mas também e principalmente Wenger: longe de ser uma iniciativa juvenil de garotos e garotas subitamente apaixonados por formas autocráticas de governo, A Onda - como o grupo é nomeado - é inicialmente apenas um experimento didático concebido e conduzido pelo professor Rainer, que pretende com a iniciativa apresentar aos colegiais que orienta uma experiência da autocracia para muito além dos livros e de aulas expositivas - como aquelas, aparentemente chatíssimas, que logo veremos de esguelha o professor conservador ministrar a seus alunos no projeto sobre anarquia (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO