Mostrando postagens com marcador Soberania nacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Soberania nacional. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de agosto de 2010

AMAZÔNIA, O CÊNICO DA LUTA SEM PODER DE DISSUASÃO - PAULO RICARDO DA ROCHA - CORONEL EB.

Forças Armadas na Amazônia - Revista Época

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Ricardo da Rocha

Eis que o Conselho de Segurança da ONU, “sensibilizado” pelas razões ecológicas da comunidade internacional e “amparado” na Resolução que instituiu em 2005 a “Responsabilidade de Proteger”, decide apoiar reivindicação por autonomia assentada na “Declaração de Direitos dos Povos Indígenas”, aprovada pela ONU com apoio do Brasil mas, intrigantemente, não assinada pelos EUA.
Rufam os tambores, uma esquadra mista (para caracterizar a tão propalada comunidade de nações) potentíssima, porém constituída tão somente (as potências militares não vão deixar por menos) por belonaves do quinteto do “santo conselho humanitário”, zarpa após uma concentração no mar do Caribe rumo ao nosso litoral norte, eixada para a foz do Amazonas.
Precedendo este deslocamento, meios aéreos de última geração são lançados de bases da Colômbia para a execução de bombardeios cirúrgicos nos aquartelamentos sediados em Manaus, sede do comando militar de área, o CMA. Os militares, conscientes que não escaparão desta retaliação preparatória, em princípio, já deverão ter evacuado seus quartéis em demanda de suas bases de combate montadas na selva e distribuídas de forma a, concretizada a ocupação da área coração da Amazônia pelo inimigo, passar ao combate de guerrilha selvagemente sangrento, focado no desgaste do oponente, de longa duração, nos moldes do Vietnam, Iraque e Afeganistão.
Este dispositivo, imagina-se, deverá se precaver face ao envolvimento por efetivos de “marines” deslocados, desde a foz do grande rio, em flotilhas de embarcações apropriadas para o transporte de tropas, devidamente escoltadas por velozes e sofisticadas lanchas artilhadas.
Macapá, melhor eixada face à Caiena, é lógico que seja atribuída à força expedicionária francesa da coalizão, que pode investir aquela cidade cerrando meios por terra e/ou mar, lançando o regimento da Legião Estrangeira, já aquartelado e adestrado em sua Guiana de longa data, como vanguarda a cavaleiro da estrada que liga essas capitais.
Neste setor, os escassos elementos da MB da FAB, sem nenhuma condição de enfrentamento no mar ou no ar, tenderão a se incorporar aos meios do EB já evacuados para a selva de forma a engajar o inimigo através das escaramuças que norteiam a estratégia da resistência, objetivando transformar o trecho entre a capital do estado e o Oiapoque numa sinistra trilha da morte.
Esta parte do butim amazônico deve satisfazer aos gauleses, que dobram praticamente a área do seu potentado ultramarino e incorporam um território rico em manganês, cassiterita, tantalita e ouro, entre outros minerais.
Boa Vista, vinculada por estrada à Georgetown, ficará naturalmente para as forças de Sua Majestade. O combate em Roraima deve ser simplificado para o inimigo na medida em que comandos ingleses, adredemente lançados na Raposa Serra do Sol, podem mobilizar os postulantes de autonomia para se anteciparem, em combate inssurrecional de viés separatista, à ocupação propriamente dita pelas brigadas de infantaria escocesas.
A resistência nesta unidade da federação dependerá sobremaneira da articulação de forças subterrâneas e de sustentação que dêem suporte aos elementos da resistência que, reunidos sob comando único, só terão alguma liberdade de atuação se executarem suas ações totalmente descaracterizados.
Que não se duvide, só a descomunal reserva, objeto de lobby descarado pelo Príncipe Charles por ocasião da desastrada decisão do STM que “kozovonisou” a região, não vai satisfazer os britânicos. Todo o estado constitui um despojo tentador pelas reservas de cobre, diamante, ferro e nióbio, entre outras.
Ah! Esqueci dos russos e dos chineses: para estes, os três mafiosos integrantes da toda poderosa OTAN deixam o grande estado do Pará e eles que se entendam. E com poder de dissuasão, como seria a luta? Mas, qual o que, quem dissuade simplesmente não luta!
Paulo Ricardo da Rocha é Coronel de Infantaria e Estado-Maior.
Publicado no “O SUL” de Porto Alegre em 19 de agosto de 2010.
Matzembacher, André
Santa é a guerra, e sagrada são as armas para aqueles que somente nelas podem confiar.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

ELES NÃO FALAM NA DEFESA - CORONEL EB PAULO RICARDO DA ROCHA PAIVA.

ELES NÃO FALAM NA DEFESA.
Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva

O vice-primeiro ministro do Reino Unido, Nick Clegg, afirmou recentemente em visita que fazia à Espanha: que o país não comprometerá a soberania das ilhas Falkland, as Malvinas dos argentinos; que os britânicos acham que os direitos, a soberania, as preferências dos ilhéus têm uma importância primordial; que desejam claramente que aquelas ilhas permaneçam como parte dos domínios de Sua Majestade. Vai sobrar para nós. Já os exercícios de tropas dos EUA, da Inglaterra e da Holanda, na Guiana e no Suriname, estes acontecem de quando em vez sem que os responsáveis assumam uma postura dissuasória de conseqüências definitivas.
Os presidenciáveis só falam em educação, saúde e segurança. Não estão nem aí para a defesa, como se os três vetores pudessem ser deslanchados sem soberania plena, com a Amazônia “ocupada em prol do futuro da humanidade” e o pré-sal “ administrado pelos poderosos para absoluta segurança da ecologia marinha”. Alerta! O chefe da nação é, também, o comandante-em-chefe de nossas Forças Armadas. Atualmente estas instituições estão absolutamente incapazes de defender o País. Presidenciáveis acordem! Quem nos ameaça não é a Bolívia, o Paraguai ou a Venezuela!
Forças ocultas, uma verdadeira “quinta coluna” internacionalizante está ganhando contornos verdadeiramente assustadores. São as reservas indígenas em franco processo de kozovonização, quilombolas assumindo a condição de senhores absolutos de zonas liberadas, os brasileiros de origem européia impedidos de transitarem livremente por esses cantões, agora exclusivos, terrenos férteis para o lançamento da cizânia do separatismo.
Atenção! Um destacamento alienígena de “forças especiais”, lançado em uma reserva com a dimensão da Raposa Serra do Sol, vai ser um osso duro de roer. Sim porque, de imediato, podem adestrar e dotar guerrilheiros com armamento convencional de última geração, só os fuzis de desempenho muito superior aos do Exército, trabucos já caducos, fabricados em 1965.
Que não se duvide, o próximo presidente, se não se precaver, será o último de uma série de incompetentes e responsável final pela nossa desdita.
Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior. Publicado no “Jornal do Comércio de PA” em 6 de agosto de 2010
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 28 de abril de 2008

NADA SERÁ COMO HOJE AMANHÃ - MARIA LÚCIA VICTOR BARBOSA

Nada dura para sempre, tudo está em constante mudança, mesmo assim, nossa sede de infinito dá aquela falsa sensação de que viveremos indefinidamente. Os moços não cogitam da velhice que lhes parece remota. Os velhos não pensam na morte que se aproxima. Os que estão no poder não imaginam que mais dia menos dia perderão seu domínio e seus privilégios.
Se não há mal que dure para sempre o bem também não dura. Aliás, o bem traduzido em termos de felicidade dura menos que o mal que é o locatário do mundo. Basta observar que a história mundial registra mais déspotas do que governantes benfazejos, mais tiranias do que democracias.
Ao mesmo tempo, isso parece demonstrar que, apesar da instabilidade das formas ilusórias da existência há uma essência que traduz a única coisa imutável da natureza humana: a ignorância com seu séqüito de desgraças tais como o desamor, a inveja, a ganância, o culto da mentira, o egoísmo, o hedonismo, a ambição desmedida, enfim, essas características do animal mais evoluído e mais cruel do planeta: o homem.
Em determinadas épocas os traços negativos da humanidade se acentuam em determinadas sociedades e, em alguns casos, contaminam o mundo. Esse tipo de pestilência tem como núcleo certas formas de poder. No século passado, por exemplo, o mal esteve por excelência não tanto nas duas guerras mundiais, mas nos totalitarismos representados pelo nazismo e pelo comunismo.
Terminada, porém, a Guerra fria, derrubado o Muro de Berlim, o mal continuou a despontar aqui e ali com outras formas. Na América Latina, que parecia expurgada de seu histórico autoritarismo, emergiram populistas sedentos de poder que pensam durar para sempre no comando arbitrário de seus povos.
Em Cuba, pequenas mudanças já são perceptíveis na medida em que Fidel Castro se encontra praticamente mumificado. Se isso é bom para os cubanos, não se pense que o sucessor de Fidel no cenário latino-americano é seu irmão Raúl Castro. O herdeiro do tirano da Ilha atende pelo nome de Hugo Chávez e este tem seguidores na Bolívia, no Equador, na Nicarágua, agora no Paraguai e, porque não, na Argentina e no Brasil. E quanto mais sobe o petróleo, mais Chávez, o bem armado, amplia sua influência sobre seus comandados e sobre os muy amigos.
Gira o mundo e sinais de mau agouro se desenham no horizonte das transformações. Em termos políticos, nos Estados Unidos a vitória de Barack Obama, tido por muitos como anti-semita, mulçumano e de esquerda traria conseqüências imprevisíveis para o planeta globalizado.
Na economia fala-se em fome mundial, especialmente para os mais pobres, ressuscitando-se, em pleno século 21, a tese de Malthus segundo a qual o crescimento populacional seria maior do que a produção de alimentos. Sobe absurdamente o barril de petróleo. A crise da economia americana turva o céu de brigadeiro que possibilitou a calmaria, inclusive, dos países subdesenvolvidos.
No Brasil algo começa a mudar na economia, como não poderia deixar de ser. Um velho filme de terror está sendo reprisado e tem como título a volta da inflação, que o Plano Real havia eliminado. Inútil se torna a costumeira manipulação de dados pelo governo, pois o povo já percebe a subida do preço dos alimentos, sendo que já há previsão de alta da gasolina. Reivindicações do Paraguai relativas à Itaipu, que possivelmente serão atendidas pelo governo brasileiro, elevarão ainda mais o preço da energia. E torçamos para que Evo Morales não resolva fechar de vez a torneira do gás, pois as conseqüências para nós seriam as piores possíveis.
Para além da economia, outras coisas vão mudando no Brasil, e para melhor. Significativa e importante foi a opinião do Comandante da Amazônia, general-de-exército Augusto Heleno Pereira, que durante palestra no Clube Militar do Rio de Janeiro se declarou contra a demarcação de imensas terras indígenas na fronteira, portanto, contra a reserva Raposa Serra do Sol, “uma ameaça a soberania nacional”. O general criticou também a política indigenista que considera lamentável e caótica, e ainda ousou afirmar, muito apropriadamente, que o “Exército serve ao Estado e não a governos”. Sua voz ecoou na mídia e se destacou do coro dos medíocres, dos estultos e dos acovardados que pululam nas diversas instituições do País.
Também a posse do ministro Gilmar Ferreira Mendes na presidência do STF ressuscitou a esperança de se encontrar na Justiça a verdadeira e legitima autoridade, aquela que se faz respeitar ao respeitar as leis. O ministro criticou o “modelo de edições de medidas provisórias” que paralisa o Congresso, a ação de movimentos sociais, a idéia do terceiro mandato e ainda defendeu o papel do Judiciário na consolidação da democracia.
Alguma coisa está, portanto, mudando. Afinal, “nada será como hoje amanhã”.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga
mlucia@sercomtel.com.br
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO