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sábado, 29 de dezembro de 2007

O RECURSO DA DESOBEDIÊNCIA CIVIL - MARCOS COIMBRA

Posto um novo artigo do Professor Marcos Coimbra encaminhado através de email.
O RECURSO DA DESOBEDIÊNCIA CIVIL
Prof. Marcos Coimbra
Membro efetivo do Conselho Diretor do CEBRES (Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos), Professor aposentado de economia na UERJ e Conselheiro da ESG.

Mahatma Gandhi foi um dos principais líderes mundiais, de todos os tempos. De estatura modesta, magro, movimentava milhões de indianos contra a opressão inglesa. Foi preso, sofreu muito, mas acabou alcançando seu objetivo principal: a independência da Índia. Um dos mais importantes instrumentos utilizados por ele foi a desobediência civil, na qual o povo indiano desarmado (pelos antecessores do Viva Rio) enfrentava a tirania dos poderosos, escudados em canhões, navios de guerra, metralhadoras, enfim toda a parafernália bélica da qual o império britânico era detentor.
Analisando a conjuntura brasileira, identificamos o Poder Executivo, utilizando a mídia amestrada, docemente corrompida, com "musos e musas" do entreguismo, com o poder de censurar e vetar até qualquer referência a quem desagrade aos "donos do mundo", seus patrões, fazendo o que quer. E ainda possuem a desfaçatez de pregar, contra a censura, em favor da liberdade de expressão, quando são os primeiros a exercer seu arbítrio, censurando os que pensam diferentemente. E, para agravar o quadro, o Executivo chega ao desplante de criar uma “TV pública” com o claro objetivo de consolidar o pensamento único, calcado na mediocridade e na cooptação, com o objetivo de perpetuação no poder dos “cumpanheiros” e seus aliados.
O Poder Legislativo, inteiramente submisso, mendigando cargos e verbas, com honrosas exceções. Até o Poder Judiciário, considerado antigamente como última esperança, dobra-se, decidindo normalmente a favor da administração central, como foram os casos da validação da contribuição dos aposentados e da maioria dos artigos inconstitucionais do famigerado estatuto do desarmamento.

A administração Lula, grande e verdadeira responsável pela grave crise sistêmica enfrentada pela Nação, da qual o “apagão aéreo” é um mero exemplo, possui poderes ditatoriais. Amanhã, se quiser, com a complacência do Legislativo e do Judiciário, vai impor a pena de açoite aos pobres cidadãos. Quem não se submeter aos seus caprichos, levará chibatadas, em praça pública, com transmissão direta de TV, através da principal cadeia de comunicação do Brasil.
A propósito da resistência da administração Lula em enviar, de fato, proposta de uma reforma tributária justa, em um país onde a carga tributária chega a 36% do Produto Interno Bruto (PIB) e a classe mais pobre acaba pagando mais em termos relativos, sem a contrapartida adequada, sob a forma de prestação de serviços de atendimento às necessidades coletivas (saúde, educação, segurança, energia, transportes, comunicações e outras), fica a idéia de que a única solução é a desobediência civil. Se ninguém mais pagar os tributos e assemelhados, não só a União, como os Estados e Municípios terão que rever a injustiça do sistema existente. Esta taxa de incêndio, cobrada em alguns Estados do Brasil, como no Rio de Janeiro, até com a cobrança retroativa e a inclusão de honorários advocatícios de 5%, para cidadãos que nem chegaram a receber o boleto de cobrança, é um exemplo flagrante do abuso e do desrespeito. A sociedade quer saber onde são aplicados estes recursos, considerando a precariedade dos meios usados pelos bravos “soldados do fogo”, quando em ação, em contraste com o luxo ostentado pela cúpula da corporação.
Além disto, até hoje, nenhuma instituição de proteção ao consumidor, nem qualquer partido político questionou seriamente a questão dos exorbitantes lucros auferidos pelo sistema bancário no Brasil, do qual um dos pilares é a cobrança de tarifas, além do irresponsável crédito consignado. Ora, quem detém o controle do fator de produção trabalho recebe em contrapartida sua remuneração, ou seja, salários. E estes poderiam ser pagos, como antigamente, na boca do caixa, ou como é feito ainda hoje pelo SENAC-Rio, para quem quiser, em espécie, através de envelopes com o numerário no interior. Só recebe no banco, quem assim o desejar.
Na realidade, os empregadores, inclusive as administrações públicas, escolhem a instituição bancária que pagará os proventos a seus empregados, recebendo até vultosas compensações financeiras para isto. Usando a justificativa de que o empregado pode utilizar a denominada “conta salário”, isenta de tarifas, leva sutilmente o empregado a ficar dependente de um determinado banco. Dificilmente, com a onda de consumismo existente no país, ele consegue limitar-se ao especificado. Então, passa a ser cobrado por tudo e os bancos, como um todo, chegam a receber 150% das despesas com pessoal apenas com o recebimento de tarifas e congêneres. O valor arrecado a este título ultrapassa o da CPMF.
Por que os sindicatos, as centrais de trabalhadores não agem neste sentido? Será que também vão obrigar os cidadãos a terem conta nos bancos, uma para cada fonte empregatícia, escolhida pelos patrões, em função de seus interesses?
Fica a sugestão para os partidos ditos de oposição, para os candidatos e para as centrais sindicais e entidades estudantis, que, ao invés de defenderem os verdadeiros interesses dos cidadãos, entram em conchavos vergonhosos com a administração Lula, usufruindo as benesses de cargos e verbas, como é o caso da UNE. Lutem, enquanto é tempo, por bandeiras justas como esta. Se não lutarem, estarão jogando o povo no caminho da desobediência civil, praticada atualmente por milhões de pessoas, que não pagam conta de luz , pois possuem "gatos" (ligações clandestinas), bem como também não pagam por outros serviços, como água, tv a cabo etc
A autoridade governamental que quiser verificar é só conferir, por exemplo, no Rio de Janeiro, comparando a escuridão nos bairros de classe média, em comparação com outros logradouros, fartamente iluminados. Ou então observar os milhares de ambulantes que vendem de tudo, sem pagar qualquer tributo, impedindo o livre trânsito das pessoas, em frente dos comerciantes legalmente estabelecidos. Alguns deles também vendem suas mercadorias pelos dois meios, a fim de fugir da carga tributária excessiva. Ou nas centenas de "vans" que praticam irregularmente o transporte coletivo, estacionando em local proibido, engarrafando o já caótico trânsito das grandes cidades.
Será que somente a prática da desobediência civil trará um resquício de lucidez aos detentores do poder político no Brasil?

Correio eletrônico : mcoimbra@antares.com.br
Sítio: www.brasilsoberano.com.br (Artigo escrito em 24.12 para o MM).
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL
CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

FORÇA NACIONAL: EMBRIÃO DA GUARDA NACIONAL?

O artigo postado a seguir foi extraído do site BRASIL SOBERANO:

http://www.brasilsoberano.com.br/


FORÇA NACIONAL: EMBRIÃO DA GUARDA NACIONAL?
Prof. Marcos Coimbra
Membro do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES), Professor aposentado de Economia na UERJ e Conselheiro da ESG.


O descaso da administração Lula para com os assuntos de Segurança, bem como para com os militares, traduzido pelo crescente corte das verbas orçamentárias destinadas às Forças Armadas, agrava as causas da sensação de insegurança da população brasileira. Medidas extremas tornaram-se rotina, como o corte de recrutas do Exército Brasileiro, meses antes da data prevista para a desincorporação, indicando o grau de vulnerabilidade de nossas Forças Armadas.
Foi criada, de um modo velado, a Força Nacional de Segurança, sob o comando do ministério da Justiça, através da SENASP (Secretaria Nacional de Segurança Pública). Recentemente, ela chegou a tornar-se a responsável única pela segurança do PAN, atribuição que antigamente era de responsabilidade das Forças Armadas, como na ocasião da ECO-92. A tendência é a do fortalecimento desta Força, que passará a receber cada vez mais recursos, poder e atribuições, podendo, no futuro, passar a ser uma Guarda Nacional, inclusive com a possibilidade de controle das polícias militares.
O Brasil nunca teve grandes problemas no relativo a guerras intestinas, como, por exemplo, os EUA na Guerra da Secessão. As atribuições dos entes federadas estão bem explícitas na Carta Magna.

A Segurança Externa é de responsabilidade das Forças Armadas que podem, em caso de necessidade, mobilizar outros recursos, até mesmo civis, para cumprimento de sua missão.

A Segurança Pública é de responsabilidade dos Estados, possuidores das Polícias Militar e Civil, além dos bombeiros militares.

Os Municípios podem criar suas guardas municipais com efetivos ponderáveis.

Quanto à Segurança Interna, contudo, há uma área cinzenta. Parte dela cabe, como já vimos, aos Estados, porém existe outra parcela que extrapola suas jurisdições respectivas. Para isto a União possui a Polícia Federal, a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), a Polícia Rodoviária Federal e tantas outras.
"Segurança Interna é a garantia relativa, para a Nação, de que seus Objetivos Permanentes estão sendo alcançados e preservados, em face de sua capacidade para superar quaisquer ameaças a esses objetivos, de origem interna ou externa, que produzam efeitos internos".

Já "Segurança Pública é a garantia relativa da manutenção da ordem pública, mediante a aplicação do poder de polícia, encargo do Estado".

"Ordem Pública é a situação de tranqüilidade e normalidade que o Estado assegura, ou deve assegurar, às Instituições e aos membros da Sociedade, consoante as normas jurídicas legalmente estabelecidas".

Entretanto, como os fatores adversos podem se projetar no universo dos antagonismos, há uma proximidade entre as questões de Segurança Pública e de Segurança Interna.
Eis a área cinzenta. Por esta razão, em caso de uma situação onde haja grave comprometimento da ordem pública, iminente instabilidade institucional ou comoção grave de repercussão nacional cabem atitudes repressivas executadas pelas expressões militar e política do Poder Nacional, de acordo com os artigos 134, III, 136 e 137 da Constituição (intervenção, estado de defesa e estado de sítio).

Em caso de luta armada, então, a atitude é operativa, de responsabilidade preponderante da expressão militar. Por isto, as Polícias Militares, também pela Carta Magna, por enquanto, são subordinadas à Força Terrestre, na qualidade de Força Auxiliar. Afinal, seu efetivo total, nos 27 Estados, ultrapassa em muito ao efetivo total das Forças Armadas Brasileiras, de cerca de 300.000 integrantes.

E para haver intervenção das Forças Armadas, deve haver antes a solicitação prévia de um dos três poderes da República (Executivo, Legislativo ou Judiciário).
É claro que estamos vivendo uma grave situação no país, ocasionada pela adoção de medidas econômicas impostas pelos”donos do mundo”, trazendo como conseqüências naturais o agravamento da concentração de renda, o desemprego, a miséria, a pobreza, a destruição do Estado Nacional Soberano, a desnacionalização da Economia, a doação do Patrimônio Nacional, a perda da Soberania Nacional. Apesar do esforço de contenção da explosão social exercido pela mídia amestrada, as reações começam a surgir.

Estados são dominados pelo crime organizado como um poder paralelo, fugas em massa em presídios em todos os recantos do país, bloqueios de marginais são feitos nas principais ruas de cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo, propiciando assaltos de motoristas pelos organizados bandidos. A aprovação do famigerado "estatuto do desarmamento", lei pró-bandidos, insere-se no propalado decálogo comunista ao apresentar ações táticas para a tomada do Poder (item 10: "Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa..."), facilitando eventuais projetos de implantação de uma ditadura no Brasil.
É evidente que a solução principia pela adoção de medidas preventivas capazes de reverter o caos existente e pelo fortalecimento das Instituições existentes, com implementação de um sistema integrado que estabeleça sintonia fina entre elas, com a reativação da Inspetoria Geral do Exército para coordenar a ação das Polícias Militares, pelo maior investimento em treinamento, adestramento e aprestamento, pelo pagamento de salários dignos, pela criação de uma Guarda Costeira no âmbito da Marinha e pela integração das Guardas Municipais ao combate à violência, sob o comando de um Estado Maior das Forças Armadas. Não é preciso criar mais uma guarda, para enfrentarmos os problemas existentes. Caso somemos os efetivos de todos os órgãos de combate ao crime, incluindo as empresas particulares de segurança, vamos ter uma surpresa. É gente demais! A experiência mostra que, quanto mais órgãos são criados, mais aumentam as razões de insegurança, devido à dificuldade de administrar o sistema global, em função da superposição de funções.
A não ser que o verdadeiro objetivo da criação de uma Guarda Nacional seja, com o paralelo desmantelamento das Forças Armadas, além da imitação de modelos alienígenas, a formação de uma guarda pretoriana, que se superponha aos poderes constituídos, servindo não à Nação, mas à administração transitória, que, assim, poderá passar a ser permanente, o que parece ser o sonho dourado dos atuais governantes.
Correio eletrônico:
mcoimbra@antares.com.br
Site: http://www.brasilsoberano.com.br/


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL
CORREGEDOR INTERNO