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sexta-feira, 18 de março de 2011

INVERSÃO DE CULPA - DORA KRAMER.

O ESTADO DE SÃO PAULO
Inversão de culpa

16 de março de 2011 | 0h 00
Dora Kramer
O PT abriu o ano de 2011, para quando inicialmente estava previsto o julgamento do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), disposto a ajudar os réus - pelo menos os seus - a se livrar das acusações de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, entre outras.
Adepto das críticas à "judicialização da política", como se convencionou qualificar genericamente decisões judiciais que atrapalham interesses políticos, o PT patrocina a politização do processo resultante de denúncia da Procuradoria-geral da República em 2007.
Esse movimento, obviamente com o objetivo de influir na decisão dos ministros do STF mediante uma absolvição à moda da casa, é percebido no tratamento dado aos principais (do ponto de vista político-partidário) réus.
José Dirceu, o "chefe da quadrilha", nas palavras do autor da denúncia e então procurador-geral Antônio Fernando de Souza, voltou a integrar o diretório nacional do partido.
Com ele haviam sido afastados e também retornaram João Paulo Cunha e José Genoino. Este último recentemente assumiu o posto de assessor especial do Ministério da Defesa e Cunha, para espanto geral, foi levado à presidência da Comissão, note-se, de Constituição e Justiça da Câmara.
Um grupo expressivo, do qual faz parte o líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza, defende a volta do ex-tesoureiro e figura símbolo do escândalo, Delúbio Soares, ao partido argumentando que as penas não podem ser "eternas".
Argumento que convenientemente deixa de lado o fato de que a Justiça ainda não se pronunciou. Para o PT o importante é que esse pronunciamento ocorra em um ambiente já insensível aos acontecimentos de 2005, permeado pela impressão geral de que já houve punição suficiente e a conta foi devidamente paga.
Não bastasse, agora que o julgamento foi remarcado para 2012, o PT começa a pôr sob suspeita a isenção do Supremo, difundindo a tese de que julgamento em ano de eleições pressupõe inevitável parcialidade.
Um truque. Bem engendrado, mas insuficiente para convencer alguém de que a culpa de eventual condenação terá sido dos juízes e não dos réus.
Nuclear. O ex-deputado do PV Fábio Feldmann, hoje consultor para assuntos de meio ambiente, compartilha da convicção dos que veem no risco de desastre na usina de Fukushima o início do fim do uso de energia nuclear.
"Se o Japão que é tido como o país mais eficiente na segurança e prevenção está sob a ameaça de uma tragédia nuclear, o que dizer do restante do mundo?", questiona Feldmann, para quem o que ocorre agora no Japão confirma o que os ambientalistas dizem há anos sobre os perigos dessa fonte de energia.
Espasmo. A proposta de criação de uma comissão no Congresso para discutir o destino das usinas nucleares no Brasil pode até ser cheia de boas intenções, mas é o tipo da falsa providência.
Sempre que há algum acontecimento de repercussão aparece a sugestão de se criar um grupo de discussão no Parlamento. A comissão para debater a última crise econômica mundial foi instalada com ares de grande evento. A respeito da qual nunca mais se teve notícia.
O Legislativo brasileiro prestaria melhor serviço se, no lugar de simular interesses grandiloquentes, se interessasse por solucionar problemas mais urgentes. Como, por exemplo, a recuperação da credibilidade do Poder.
À margem. O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, está escandalizado com a atitude da Câmara dos Deputados que simplesmente resolveu não cumprir decisão do STF que assegura a posse dos suplentes de deputados conforme a ordem dos eleitos pelos partidos e não pelas coligações.
"Se um Poder não cumpre uma determinação da Justiça, é de se imaginar que o cidadão comum acredite que igualmente não seja preciso obedecer ao que diz a lei e ao que decide o juiz", diz o ministro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 7 de maio de 2009

NO CIRCO BRASIL, O POVO CONTINUA SENDO O PALHAÇO...

UOL NOTÍCIAS:
07/05/2009 -15H58.
STF AFASTA ACUSAÇÃO DE GESTÃO FRAUDULENTA CONTRA DELÚBIO, GENOINO E MARCOS VALÉRIO.
Piero Locatelli.
BRASÍLIA - O ex-secretário do PT Delúbio Soraes, o deputado José Genoino (PT-SP) e o publicitário Marcos Valério tiveram seu nome retirado de ação penal em que eram acusados de gestão fraudulenta.
A decisão é do Supremo Tribunal Federal, que julgou habeas corpus de Delúbio em ação sobre supostos empréstimos fraudulentos realizados pelo banco BMG ao PT. A ação é um desdobramento do processo principal do escândalo do mensalão (clique e leia).

"LÁ VEM O BRASIL DESCENDO A LADEIRA..."

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL PAÚL

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O MILITANTE PERFEITO - DEMÉTRIO PERFEITO.

O sociólogo e doutor em geografia Humana pela USP, Demétrio Magnoli, é o autor do artigo "O MILITANTE PERFEITO", publicado no jornal O Estadão e no jornal O Globo, nesta quinta-feira.
O artigo trata da tentativa de retorno ao PT do senhor DELÚBIO SOARES.
"Delúbio Soares, o famoso militante que quer retornar ao PT, é homem de Lula. Pelas mãos de Lula ele chegou à direção da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e, pelas mesmas mãos, saltou da central sindical à tesouraria do partido. Depois que Lula entrou triunfante no Palácio do Planalto, Delúbio cumpriu duas missões sucessivas: operou o esquema do mensalão e, em seguida, imolou-se para salvar o núcleo duro da direção petista, enquanto José Dirceu se sacrificava na pira ardente da segurança presidencial". (clique e leia).
O artigo é simplesmente imperdível, leitura obrigatória para os 30% de brasileiros que não são analfabetos funcionais, aos outros 70% nada adianta a leitura, não conseguem interpretar.
Demétrio Magnoli beira a perfeição da síntese, quando cita que:
"A PÁTRIA DE LULA É LULA MESMO".
Delúbio e José Dirceu cumpriram as suas missões, um já voltou à cena e articula a candidatura de Dilma Rousseff pelo país, forte como nunca, promovendo festas concorridas, o outro é questão de tempo.
Brasileiros, "eles" não sentem sequer vergonha é a culpa é nossa.
Somos inertes.
Vivemos no nosso quadrado, tentanto sobreviver nas selvas das grandes metrópoles, fugindo das balas perdidas.
Eles, do alto dos seus castelos e de suas mansões cinematográficas, sentindo a suave brisa do mar, riem de nós.
Somos tolos, muitos ignoram quase tudo, enquanto isso eles conhecem o mundo.
Até quando viveremos no nosso estúpido quadrado?


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 24 de março de 2009

REVISTA ÉPOCA - O FILTRO - JULIANO MACHADO.

REVISTA ÉPOCA:
O FILTRO - JULIANO MACHADO.
www.ofiltro.com.br

> Cabra-macho - Lula tem sido um cordeiro com a Argentina:
Como não resiste a uma metáfora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se valeu de uma, ontem, para dizer como o Brasil está enfrentando a crise. “Um cabra-macho vai trabalhar e não perde hora de serviço por causa de uma gripe. É assim que quero fazer: mostrar que há uma crise, mas vamos enfrentá-la trabalhando.” Não se nega que o governo tem agido, com razoável sucesso, para atenuar os efeitos da turbulência. Mas na mesma área econômica sobram críticas quanto à forma passiva como Lula tem tratado os frequentes atos protecionistas dos vizinhos do Mercosul, especialmente a Argentina na questão do acordo automotivo. Em editorial, o Estadão ironiza:
Se dependesse dos governos da vizinhança, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia ser dirigente perpétuo do Brasil. Eles sabem que, seja quem for seu sucessor, certamente não haverá outro tão disposto a submeter a maior economia da região aos interesses de autoridades e empresários dos países hermanos.”
> Política - O grande “cabideiro” do Senado:
Quanto mais se mexe no armário do Senado, mais cabides vão aparecendo. O Correio Braziliense traz a notícia de que a diretoria-geral do Senado tem à sua disposição 203 cargos de confiança, cuja nomeação não depende de concurso público. Isso equivale a um gasto de R$ 650 mil mensais. Além disso, há uma forte suspeita de que esses cargos são ocupados por funcionários fantasmas. Ontem, segundo o jornal de Brasília, não havia mais que 20 servidores espalhados pelas salas do terceiro andar do Senado, onde fica a diretoria-geral. “Chamam atenção as trocas de funções dentro do Senado envolvendo o setor e a nomeação de pessoas que vivem em outros estados, como Amazonas e Paraíba”, diz a reportagem. Um ex emplo é do advogado paraibano Walter de Agra Júnior, nomeado para trabalhar na diretoria-geral em 2007 com um salário de R$ 4,9 mil. Em seu currículo, ele se apresenta como “consultor” da Presidência da Casa.
> Volta, Delúbio:
Um dos pivôs do escândalo do mensalão, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares foi expulso do partido em 2005, dando a impressão de que não voltaria nunca mais. Mas na política brasileira parece sempre haver espaço para a remissão dos pecados. A Folha (para assinantes) ouviu 75 dos 84 membros do Diretório Nacional petista, e apenas um terço disse que não aceita o tesoureiro de volta. A reintegração de Delúbio será decidida numa reunião do diretório em 23 de maio, mas hoje já há um encontro para discutir o tema. "Há perseguição tucana contra Delúbio. É uma pessoa honestíssima, conheço desde os anos 70", diz João Felício, membro do diretório e da ala Construindo um Novo Brasil (CNB), que era a de Delúbio.
> PAC da Habitação sai amanhã, mas as contas não fecham:
É o que diz uma reportagem do jornal O Globo (íntegra para assinantes): o chamado PAC da Habitação, cuja meta é construir um milhão de moradias populares no Brasil entre 2009 e 2011, deve ser anunciado amanhã, mas o governo teria em mãos apenas R$ 16 bilhões dos R$ 28,8 bilhões orçados para o projeto.
No limite do cobertor curto, o Ministério da Fazenda pressiona para obter ainda R$ 12 bilhões do FGTS”, diz o jornal, mas o fundo não teria condições de arcar com esse custo.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 21 de março de 2009

CIDADÃOS BRASILEIROS, ELES SOMBAM DE NÓS!


O GLOBO:
PROVA DE FORÇA.
NOVE MINISTROS, INCLUSIVE DILMA, NO ANIVERSÁRIO DE JOSÉ DIRCEU.


- Vice-presidente José Alencar.
- Ministra Chefe da Casa Civil Dilma Roussef.
- Ministro da Defesa Nelson Jobim.
- Delúbio Soares.

Deus tenha piedade do Brasil e dos brasileiros.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 19 de março de 2009

DILMA ROUSSEFF, DELÚBIO SOARES, JOSÉ DIRCEU E OUTROS!

O GLOBO:
PROVA DE FORÇA.
NOVE MINISTROS, INCLUSIVE DILMA, FESTEJAM ANIVERSÁRIO DE DIRCEU.

Quem perdeu a vergonha?
Eles ou nós!
Cidadão brasileiro, isso é uma afronta aos milhões de excluídos do Brasil.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O BEIJO - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA

A socióloga Maria Lucia Victor Brabosa encaminhou através de email o artigo que transcrevo a seguir:

O BEIJO
MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA
11/01/2008

"Somos o país do “viva e deixe viver” e já se foi o tempo em que alguém se preocupava com a vida íntima dos outros. Nesse sentido, não deixa de ser significativa a mudança de termos para designar relações humanas. Por exemplo, não se diz mais amante, mas namorada ou namorado. Num passado não muito distante, mas que ficou no século passado, namoro era um tipo de conhecimento prévio de um casal, que não passava de passeio de mãos dadas ou, no máximo, de um beijo roubado no escurinho do cinema. Agora “fica-se” ou mora-se junto para melhor conhecimento das potencialidades físicas e outras mais do namorado ou da namorada.
Não vou discutir essas mudanças em termos morais ou se foram boas ou ruins. Não é esse meu propósito. O tema é complexo, envolve mudanças sociais e deveria trazer argumentações de ordem psicológica, como o impacto sobre a vida dos jovens com respeito à transitoriedade dos relacionamentos amorosos. Tampouco discorrerei aqui sobre as alterações da instituição familiar à luz dos divórcios ou das ligações fora do casamento tradicional. Um artigo que contemplasse esses temas ficaria melhor numa revista especializada e teria outra dimensão.
Em todo caso, a introdução serve apenas para comentar se ainda existem certos limites em nossa sociedade com relação à moral, ou se ingressamos de vez na era da amoralidade, ilustrada de forma exemplar pelo lixo televisivo, Big Brother Brasil, que retorna para gáudio dos telespectadores.
Quero, então, me reportar a um determinado beijo na boca que anda rolando pela Internet, esse fabuloso meio de comunicação. E não me digam que a Internet é excludente. Cada vez mais pessoas têm acesso a essa telepatia moderna, seja nas escolas, seja nas Lan houses, seja nos domicílios. E ao em vez de excluir, a Internet inclui os que não tem acesso á grande mídia, e que podem assim expressar livremente seu pensamento. Por isso, esse espetacular meio de comunicação é temido e excluído em regimes totalitários como nos da China e de Cuba onde é proibido pensar.
Mas, voltemos ao beijo. Nada contra essa manifestação que se supõe amorosa. O amor é o que há de mais fundamental na vida humana. Entretanto, quando se vê a senadora Ideli Salvati agarrando o rosto do senador José Sarney e pespegando um beijo na boca do aliado, ocorre perguntar se, apesar da liberalização dos costumes, tal ato está de acordo com o ambiente do Congresso.
Resta também saber, se a esposa do Senador Sarney foi tão benevolente com a cena quanto a mulher do senador Renan Calheiros, que foi de uma compreensão de “Amélia” com relação a “namorada” do seu importante marido que, aliás, se safou incólume de todas as acusações e ainda deu risada, pois somos uma sociedade muito engraçada que tudo perdoa.
De todo modo, a imagem que circula pela Internet valendo, como se diz, mil palavras simboliza uma coisa: a entrega do PT ao PMDB. Algo que seria impossível de ser imaginado em passado recente. Mas a ética do PT ficou também no século passado. E se a palavra do presidente só vale (e olhe lá) para o ano em que é pronunciada, como ficou claro na explanação do ministro Guido Mantega com relação ao aumento de impostos, imagine-se de um século para outro. Vale tudo, vende-se tudo para se alcançar e manter o poder.
O beijo deve ter sido também a senha para a negociação de cargos postos no balcão do Planalto à disposição do PMDB que, inclusive, indicou o senador e ex-pianista, Edson Lobão, para o ministério de Minas e Energia, Isto apesar da ameaça de apagão elétrico e da falta de gás, que foi negaceado pelo companheiro Evo Morales. Parece, pois, que o PMDB deseja muito mais que um beijo.
E enquanto se sucedem beijos e afagos, líderes governistas querem ressuscitar a famigerada CPMF e a Igreja e o MST pedem mais impostos para penalizar os ricos. Nenhum povo aceitou de forma subalterna a exorbitância tributária dos governantes que sempre levaram a melhor parte das arrecadações. Mas isso foi em outros séculos e parece que o brasileiro “moderno” adora ser o contribuinte otário que sustenta o luxo das cortes.
Num outro extremo nada amoroso, José Dirceu, o “chefe da quadrilha dos mensaleiros” e que ficou com apelido de Duas Caras desnudou o partido e jogou setas para todos os lados na entrevista dada à revista Piauí. Entre outras coisas, o deputado cassado ressuscitou o caso da sede do PT em Porto Alegre que, segundo ele teria sido construída com dinheiro de caixa 2 providenciado pelo pobre Delúbio (antes foi dito que era com dinheiro de bicheiros) e atacou até o filho do presidente, o Lulinha, “aquele que não se importa com a verdade”. Claro que foram mágoas com a Telebrás e a Telecom, o que poderia explicar a vendeta. Dirceu, um exemplo marcante de marxismo de mercado, nega que falou o que falou e foi para Recife fazer implante de cabelo. Será que vai voltar com outra cara?
Ao final desse singelo artigo fica uma sugestão: incluir os senadores Ideli Salvati e José Sarney no BBB. Fariam, sem dúvida, o maior sucesso. Sinal dos tempos."
mlucia@sercomtel.com.br
MARIA LÚCIA VICTOR BARBOSA
SOCIÓLOGA
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORREGEDOR INTERNO