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sábado, 1 de outubro de 2011

A CRISE NA PM SE AGRAVA - TERCEIRO COMANDANTE GERAL DA ERA BELTRAME, ASSUME COMANDO GERAL ESCONDIDO DA TROPA.

Em menos de cinco anos de gestão, Beltrame conseguiu humilhar a Polícia Militar três vezes, não realizando a solenidade de troca de comando geral no pátio do Quartel General, com a presença de representações de todas as unidades da Corporação, como determina o cerimonial militar.
Pitta assumiu o comando às escondidas, a passagem foi dentro do gabinete.
Mário Sérgio assumiu o comando às escondidas, a passagem foi no salão nobre.
Costa Filho assume sem passagem de comando, como o jornal O Globo publicou, apenas entra e senta no lugar de Mário Sérgio.
Lastimável.
Parece que os Coronéis da ativa da PMERJ esqueceram o que representa a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro para o Brasil nos seus mais de 200 anos de história.
Esqueceram o significado da expressão "amor corporativo".
Pior, parece que não conhecem o significado da palavra ética, pois caso se confirme o que a imprensa está noticiando, inúmeros Coronéis mais antigos aceitaram serem comandos por dois Coronéis muito modernos, Pinheiro Neto e Robson, respectivamente, Chefes do EMG Operacional e Administrativo.
Lembro que no militarismo quando um Oficial mais moderno é nomeado para uma função, em detrimento de Oficiais mais antigos, isso significa que os mais antigos foram considerados incapazes para o exercício dessa função.
Logo, todos os Coronéis mais antigos que Pinheiro Neto e Robson que ficarem subornidados a eles, foram considerados incapazes para exercerem as funções para as quais eles foram nomeados.
Lastimável.
O que está acontecendo com os Coronéis da Polícia Militar?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O AMOR CORPORATIVO QUE PODE LEVAR À DESTRUIÇÃO DA PMERJ.

Ontem, conversei com alguns amigos de longa data sobre o tão propalado "amor corporativo", expressão recorrente no meio castrense.
Todo militar já ouviu essa expressão incontáveis vezes. Ela é muito empregada nas formaturas, onde integra às Ordens do Dia, sendo também muito empregada nos momentos em que se exige um maior sacrifício do militar, exaltando a busca de forças nesse amor que todos devem ter pela Instituição Militar.
O "amor corporativo" também é citado quando se deseja explicar o fato também muito comum no serviço público e no militarismo em especial, de empurrar os problemas para baixo do tapete, não dando publicidade às mazelas organizacionais, sob o pretexto de que ao expor os problemas acabamos enfraquecendo a Instituição. Os que pensam nessa direção encaram a minha postura e o nosso espaço democrático como uma grave violação ao amor corporativo, pois exponho as entranhas mais fétidas da Polícia Militar, da segurança pública e do governo estadual do Rio de Janeiro.
Ontem, devo ter assombrado alguns amigos ao dizer que "não quero preservar a atual Polícia Militar", considerando o seu estágio avançado de degradação. Preservar o momento atual da PMERJ é condená-la à extinção em curtíssimo prazo. A bicentenária e heróica PM hoje está ferida de morte pela subserviência aos políticos, pela incompetência e pela corrupção que avança em todas as direções. Essa Polícia Militar tem que morrer e renascer com o quê e com quem ainda puder ser salvo dela.
Hoje, em minha opinião, demonstrar amor corporativo pela PMERJ signifa lutar para que ela sobreviva digna e heróica, fazendo tudo o que for necessário para desestruturar esse monstro de subserviência, incompetência e corrupção que insiste em tentar se apossar da Corporação.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 7 de maio de 2011

PARA QUE A POLÍCIA MILITAR E O CORPO DE BOMBEIROS FIQUEM CADA VEZ PIORES, BASTA QUE VOCÊ NÃO FAÇA NADA.

No governo Rosinha, eu e o Coronel de Polícia Esteves entramos com uma ação contra o governo em face de promoções que foram feitas ao posto de Coronel. Nem eu, nem Esteves, fomos prejudicados com as promoções, nós já éramos Coronéis e as promoções nada alteravam a nossa vida pessoal, mas entramos com a ação em defesa da Instituição e dos Tenentes Coronéis que tinham sido preteridos, a quase totalidade dos Comandantes de Batalhão, que não foram promovidos.
Sabem quantos desses Tenentes Coronéis também entraram com ações para defender seus próprios interesses?
Nenhum, preferiram não ficar mal com o governo.
Nós perdemos a ação, a Polícia Militar perdeu a ação e eles perderam a ação.
No início do governo Sérgio Cabral, eu e o Esteves idealizamos e conseguimos reunir um grupo de Coronéis de Polícia para lutar pelos interesses institucionais e pela cidadania da tropa (salários justos, adequadas condições de trabalho e respeito aos direitos). Cumprimos todo ritual da vida castrense desde a primeira reunião, fizemos e encaminhamos documentos, participamos de reuniões e diante da inércia do governo, fomos para as ruas.
Traíram a nossa luta, apunhalaram pelas costas a Polícia Militar, sofremos uma série de represálias.
A primeira vista nenhum de nós, Coronéis Barbonos, precisava fazer isso, estávamos no poder, exercíamos algumas das principais funções da Corporação e ganhávamos as melhores gratificações.
Por que eu, o Esteves e os outros Coronéis Barbonos agimos nessa direção, considerando que não somos seres especiais, nem melhores que ninguém, muito menos temos uma coragem incomum.
Fizemos por dever de ofício.
É dever dos Coronéis defender a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, assim como, as suas tropas.
Os Coronéis existem para isso, essa é a responsabilidade maior de cada um deles.
Tal responsabilidade institucional tem que nascer na escola de formação, onde nos ensinam antigas lições, como morrer pela pátria, mas nunca a viver sem razão, isso é uma tolice de um letrista. Os que possuem formação militar não vivem sem razão, muito pelo contrário. Não somos meros cumpridores de ordens, adeptos do sim senhor, não senhor. Os militares que no terceiro milênio agem dessa forma, estão em completo descompasso com a realidade. A nossa responsabilidade é tão grande que juramos arriscar a própria vida para cumprir nossas missões, risco que nos dá o direito de sermos participes de todos os processos corporativos.
Osório ensinou que "a farda não abafa, no peito do Soldado, o cidadão", os que ainda não aprenderam tal lição, estão perdidos no passado, em rumo.
Diante da gigantesca crise enfrentada pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros nesses nossos tristes dias, todos nós temos que exercer a nossa cidadania plena para salvar as instituições públicas e a dignidade da tropa. É dever de ofício dos Coronéis, a omissão é crime contra a tropa, a instituição e a população do Rio de Janeiro, que merece serviços públicos de qualidade.
Ficar sentado na cadeira diante do sofrimento da tropa em razão desses salários miseráveis, das péssimas condições de trabalho e da precária assistência médica, citando alguns dos muitos problemas; diante dos graves problemas de recrutamento, seleção e formação; assim como, do evidente crescimento das bandas podres, constitui postura completamente reprovável para um Coronel PM ou BM.
Se você, Coronel PM ou BM, não concorda com manifestações públicas, o que é um direito seu incontestável, se não quer dar a cara para bater nas ruas e de peito aberto, faça outra coisa, mas faça algo, não fique sentado na sua cadeira. Os Coronéis não podem ser meros ocupantes de cadeiras, isso é ridículo, levante e defenda a sua corporação.
Para que a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros fiquem cada vez piores, basta que você não faça nada.

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 12 de setembro de 2010

EU PROMETO ...

EU PROMETO...
Um pronome e um verbo iniciam a frase mais famosa nas campanhas eleitorais: eu prometo...
Nada mais fácil, afinal quem promete não faz nada de concreto, não produz nenhum resultado positivo, não perde nada, apenas sinaliza uma intenção.
Os candidatos usam e abusam do prometer, possuem as soluções para todos os problemas por mais complexos eles sejam na realidade, tudo se resolve com meia dúzia de palavras.
Lutarão pelas suas categorias, diminuirão impostos, combaterão a corrupção e resolverão todos os problemas da segurança, educação e saúde públicas.
São os melhores, as suas excelentes qualidades são inquestionáveis e os outros possuem vários defeitos.
Alguns surgem como pára-quedistas, caídos do céu, quando outros já estavam sofrendo as represálias dos inimigos, ao longo de inúmeras batalhas.
Na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro estamos tentando começar um trabalho para a politização da corporação, no intuito de transformá-la em uma força política, como ocorreu com a Polícia Militar do Distrito Federal, hoje a mais valorizada do Brasil.
O processo será longo, teremos que centrar nos interesses institucionais, temos que escolher guerreiros, o que frustrará muitos objetivos pessoais, mas permitirá a construção de CANDIDATURAS CORPORATIVAS, algo que ainda não existe na PMERJ. Temos dezenas de candidatos, eu sou um deles, mas nenhum de nós foi escolhido pelo efetivo da corporação, ninguém poder se arvorar com essa titularidade. O máximo que os candidatos podem fazer é prometer serem CORPORATIVOS, como tenho feito nas minhas longas conversas com os Policiais Militares nas ruas do Rio.
Eis a verdade, não existe CANDIDATO CORPORATIVO.
Ninguém foi escolhido pelo efetivo da PMERJ para representar a TODOS nós.
Portanto, eleitor Policial Militar, a nossa fase inicial de construção do projeto faz com que não possamos referenciar um único nome como CORPORATIVO, infelizmente, por enquanto, temos que escolher fazendo algumas perguntas básicas para os candidatos, deixando as suas promessas de lado:
- O que você fez na luta por melhores salários para os Policiais Militares nos últimos anos?
- Você participou das dezenas de mobilizações que foram realizadas a partir de 2007?
- O que você sacrificou nesta luta (o que perdeu)?
Caso o seu candidato responda negativamente a estas perguntas, pense mil vezes antes de acreditar em suas promessas, considerando que quem não lutou antes, não agiu assim de propósito, considerando que foram DEZENAS de batalhas, em vários municípios do Rio de Janeiro, não custava nada aparecer em algumas.
Oficial ou Praça, ele precisa ter estado presente no FRONT.
Prometer é muito fácil, qualquer um promete.
Agir, só os fortes!
E, nós estamos cansados de fracos e de promessas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 21 de junho de 2010

POLÍCIA MILITAR: TEMOS QUE ESCOLHER O COMANDANTE GERAL.


Tenho escrito sobre o sofrimento dos jovens Policiais Militares que foram aprovados em 2008 e que estão sendo violentados com o descumprimento do edital, no qual estavam previstas as vagas para vários municípios do Rio de Janeiro, além da capital. Apesar da previsão no edital, os jovens que integraram as primeiras turmas que se formaram, estão sendo obrigados a trabalharem na capital, especificamente no projeto eleitoreiro das UPPs.
Eles estão submetidos a várias dificuldades, principalmente:
- Utilizar alojamentos inadequados, alguns insalubres;
- Distância da família; e
- Horas consumidas nas viagens intermunicipais de casa para o trabalho e vice-versa, o que faz com que alguns gastem até dezesseis horas do período de folga nesses deslocamentos.
O leitor poderá ler vários artigos sobre essa situação no nosso blog, nos quais informo que comuniquei todos esses fatos ao Ministério Público e tenho certeza que responsabilidades serão cobradas.
Hoje escrevo sobre os integrantes desse mesmo concurso de 2008, que se formaram recentemente e que também estariam nas mesmas condições para servir nos municípios do interior,em conformidade com o edital, mas que após a formatura foram colocados na condição de adidos em vários municípios da capital, para trabalharem no policiamento à pé. Tratarei do caso específico dos que estão no 23º BPM.
No 23º BPM foram adidos sessenta Policiais Militares, sendo que cinqüenta e sete se formaram no Município de Petrópolis, onde reside a maioria, sendo que alguns residem em locais mais distantes do Rio. Não disponho de elementos para verificar quantos desses cinqüenta e sete Policiais Militares estão dentro das vagas previstas no edital para Petrópolis, tendo em vista que os que estão fora dessas vagas não possuem o direito de serem lotados naquele município.
O comando do 23º BPM improvisou um alojamento para eles, tendo em vista a impossibilidade deles, inclusive financeira, de retornarem para suas casas após cada serviço. Em síntese, eles moram no batalhão de segunda à sexta-feira.
Trabalham em uma escala de policiamento à pé com turno de oito horas, no período das 13:00 horas às 21:00 horas, isso quatro vezes por semana. As folgas são sempre sábado e domingo, quarta ou quinta-feira, quando permanecem no batalhão.
O comando para minorar as dificuldades providenciou um ônibus que os apanha em Petrópolis na segunda-feira pela manhã e os leva de volta sexta-feira, após saírem de serviço às 21:00 horas.
Prezado leitor, você acha que estão felizes com a PMERJ, os jovens Policiais Militares residentes no interior do Rio, que passaram no concurso de 2008 e que se formaram em diferentes turmas nesse período?
Eles estão trabalhando motivados nas UPPs da Zona Sul e nas ruas da capital?
Será que nascerá neles o tão decantado amor corporativo, considerando que a Polícia Militar os desrespeita logo no início da carreira?
Penso que não.
Alguns estão buscando e conseguindo no poder judiciário o respeito ao edital do concurso, muitos querem sair da Polícia Militar e a maioria sofre calado com medo das represálias, próprias do militarismo atávico que ainda sobrevive na instituição.
Em síntese, um abuso de poder fruto da politicagem rasteira, da incompetência administrativa e do desrespeito aos direitos.
Ninguém deseja uma Polícia Militar que não respeita os direitos dos seus integrantes, pois enquanto for os seus integrantes nunca respeitarão os direitos de cada cidadão.
Os Policiais Militares que amam a corporação e a população do Rio de Janeiro devem unir esforços para salvar a PMERJ da interferência política que está destruindo todos os valores institucionais, a luta maior dos Coronéis Barbonos.
Tenho certeza que chegou a hora da Polícia Militar escolher o seu novo Comandante Geral, basta de comandantes impostos de fora para dentro.
Vida longa ao novo comandante geral.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

EU NÃO SEI FAZER TRÓIA.

Um dos meus desafetos que me honra com a leitura frequente do nosso espaço democrático tem insistido que eu esperei chegar a Coronel de Polícia para manifestar a minha indignação, afirmando que eu aceitei as regras do jogo para conseguir a promoção ao último posto.
Eu compreendo o desespero, afinal não é fácil encontrar um Coronel de Polícia que se manifeste de forma tão cristalina e tão ostensiva contra os desmandos governamentais e das últimas gestões da Polícia Militar, inclusive por escrito junto ao poder judiciário e ao ministério público.
Aliás, o convido a citar outro.
Além dessas verdades, ele não me conhece, melhor, não me conheceu Tenente, Capitão, Major ou Tenente Coronel, pois nunca deixei de manifestar a minha opinião, apenas não tinha um blog, ninguém tinha.
Todavia, concordo com ele plenamente, quando cita o Major de Polícia Wanderby como exemplo.
Wanderby é único.
A sua coragem, a sua honestidade de propósitos, o seu idealismo e o seu amor corporativo chegam a ser incomuns, valores que ele coloca em prática vinte e quatro horas por dia.
No curso do período eleitoral para a presidência da AME/RJ eu afirmei que a vitória de Wanderby seria o equivalente à eleição de alguns Policiais Militares e Bombeiros Militares como deputados estaduais, ele faria a AME renascer e com ele a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar.
Ele perdeu a eleição e a AME continuou sendo o que era, não evoluiu um milímetro na luta pela dignidade dos Policiais Militares e dos Bombeiros Militares.
Wanderby é um dos raríssimos Oficiais que enfrenta o poder quando esse poder não é exercido em prol da Instituição.
Ele incomoda aos que agem errado e aos omissos que buscam acusá-lo de ser radical e "meio maluco".
Esse Oficial que provoca tanto medo e tanta inveja escreveu um novo artigo:
15/11/09
Eu não sei fazer "Tróia"
Nunca aprendi!
Não me ensinaram no curso de formação, de aperfeiçoamento ou superior...
Também não aprendi que poderia ser forçado a exercer mister inerente à posição hierárquica (muito) inferior, que poderia ter o gozo de direito interrompido manu militari, que poderia ser reiteradamente "ameaçado" por autoridade (muito) superior, nem tampouco que deveria assimilar calado constrangimentos impostos ("é preciso pensar na família").
Não aprendi que bens públicos poderiam ser utilizados de forma particular impunemente.Não aprendi a lidar com "conspirações" (reias ou não).
Não aprendi que dependendo das circunstâncias a impessoalidade poderia ser relegada até mesmo nas relações profissionais mais basilares.
Não sabia nem mesmo o que significava a sigla "mm" (menção frequente no Twitter)...Não aprendi nada sobre "espólio de guerra".
Também não aprendi a ser Chefe de qualquer coisa pela metade.
Eu realmente não aprendi nada disso nos bancos escolares.
Não aprendi que a opacidade poderia ser um importante mecanismo de defesa.
Talvez meu tempo já tenha passado...
Ou quem sabe, o tempo tenha passado e eu é que tenha ficado parado (no tempo).
"As coisas mudaram", foi o que disse Robespierre, opositor de outrora da pena de morte, ao defender a guilhotina para garantir o êxito da Revolução. Talvez estivesse certo (ele mesmo acabou sendo guilhotinado)!
As coisas realmente parecem haver mudado muito, mas eu não aprendi e não consigo - nem quero - aprender a assimilá-las da forma como estão.
Tudo parece muito estranho...
Postado por Wanderby.

Prezado Wanderby, vivemos tempos terminais, a Polícia Militar tal qual um paciente vítima de uma infecção generalizada, agoniza sob o bastão de quem não a ama.
Nos nossos 200 anos de existência, nunca havíamos experimentado a vergonha de ter o comando geral trocado 3 vezes por um único governador, em apenas 30 meses.
Isso sem falar nas vergonhosas passagens de comando geral feitas às "escondidas" entre quatro paredes.
A incompetência, a corrupção, a traição e o oportunismo nunca estiveram tão em moda no Rio de Janeiro.
Wanderby, eu concordo, tudo parece muito estranho.
Ultimamente, quando busco forças para continuar lutando pela ressureição da PMERJ, me sinto como se fosse um socorrista que ao atender a um chamado encontra um cadáver em adiantado estado de decomposição, no qual passa a fazer manobras respiratórias e cardíacas, apesar do fedor que o corpo exala.
Eu também não sei fazer Tróia.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O QUE REPRESENTA PARA A POLÍCIA MILITAR UM CORONEL DE POLÍCIA?

O DIA:
Está instituição (PM) está dando resposta a ponto de merecer retorno salarial?
É confiável?
Tem credibilidade?
José Mariano Beltrame - delegado de Polícia Federal

Policial Militar, imagine se caísse na sua prova do concurso para ingresso na Polícia Militar a seguinte pergunta:
- O que representa para a Polícia Militar um Coronel de Polícia?
Sem uma experiência militar anterior, você teria maiores dificuldades para responder, mas certamente na sua resposta você citaria palavras como: líder, liderança, referência, comandante, exemplo, poder de mando, responsabilidade, idealismo, hierarquia, coragem, etc.
Policial Militar, agora imagine se hoje, após vários anos de serviço na Polícia Militar, você tivesse que responder a seguinte pergunta em uma pesquisa na qual não precisasse se identificar:
- O que representa para a Polícia Militar um Coronel de Polícia?
Você responderia usando as mesmas palavras?
Tenho certeza que não.
Policial Militar, faça uma reflexão sobre essa realidade.
Por que você mudou de opinião?
Quais foram os motivos?
E agora responda rápido:
- Qual o nome do seu comandante? E do Chefe do EMG? E do comandante geral?
Você acertou as três respostas?
Jovem Oficial da Polícia Militar, quem é o seu exemplo de liderança na Instituição nos dias atuais?
O seu comandante? O comandante geral?
Pense sobre isso, tente entender os processos que esvaziaram as lideranças da bicentenária PMERJ.
O que provocou isso?
A quem temos seguir?
A quem queremos seguir?
A quem seguiremos?
Temos que possuir a resposta para essas perguntas, caso desejemos mudar alguma coisa na Polícia Militar, mudar para melhor, pois para pior já existe muita gente tentando...
Um Coronel de Polícia não pode se diferenciar dos outros Oficiais apenas pelas três estrelas douradas, isso é apenas uma mera sinalização.
O Coronel deve ser reconhecido pela sua liderança, sua responsabilidade e por suas ações, todas direcionadas para o interesse institucional e público.
O Coronel de Polícia não é um assessor político, isso qualquer "aspone" pode ser.
Um Coronel de Polícia tem quase trinta anos de carreira, dedicou parte significativa de sua vida à Polícia Militar.
O Coronel de Polícia simboliza a Polícia Militar junto ao poder público, como o Soldado de Polícia representa a Polícia Militar no servir e proteger o cidadão.
Os dois tem papéis diferentes, mas o mesmo valor para a Instituição Militar, ambos precisam ser respeitados e valorizados.
Hoje tomei conhecimento de um grave desrespeito a um Coronel de Polícia e logo pensei, quem trata dessa forma um Coronel, sem dúvida, ignora a existência dos Soldados.
Na sua cabeça os Soldados devem ser apenas números, números descartáveis, que podem ser substituídos por outros números também descartáveis.
Pensem sobre isso.
Afinal, juntos somos fortes, isolados somos o que somos.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 19 de setembro de 2009

AMOR CORPORATIVO, ESSA É A DEFINIÇÃO.

COMENTÁRIO POSTADO:
Caro Coronel Paul:
Primeiramente, gostaria de dizer que leio seu blog diariamente, sou seu fã e peço a Deus que lhe dê forças para continuar à frente das nossas justas reivindicações.
Mesmo sem ter a ver com o texto que o senhor postou, hoje vim fazer um "desabafo", se o senhor me permitir.
Leio o boletim da Corporação todos os dias e posso constatar: nos últimos anos não existe um dia que não saia um bombeiro das fileiras do CBMERJ.
Temos perdido bombeiros valorosos, comprometidos com a Corporação, verdadeiros apaixonados que saem por causa dos baixos salários. Será que não estão vendo isso?
Médicos e dentistas são os que mais saem, nem as gratificações de R$ 2100,00 seguram esse "povo".
Além disso, temos perdido SD, CB, SGT, TEN e CAP. Para o senhor ter uma idéia, há 3 meses recebi uma carta de despedida de um SGT da minha turma, um dos melhores guarda-vidas que eu conheci, daqueles que desfilam com o uniforme da Corporação e que os olhos enchem de lágrima quando fala do Corpo de Bombeiros, dizendo que estava deixando o CBMERJ pra entrar na esfera federal por causa do salário maior.
Essa semana, saiu a primeira colocada da minha turma de sgt, foi ser policial rodoviário em Mato Grosso!!!
Meu Deus, mais uma que sai por causa da diferença salarial.
Temos perdido soldados com seis meses de bombeiro para o Exército, tanto investimento no curso de formação e logo eles saem.
Creio que todo ser humano deva buscar o melhor para si e sua família, mas o Governo estadual bem que podia ajudar a evitar essa migração. Sou aprovado em Oficial de Cartório da PCERJ, estou nos exames médicos, não vou pra lá de "olhos fechados" apenas pelo amor que ainda sinto pela minha Corporação, ainda me arrepio quando o socorro brada e ainda limpo meu coturno motivado pra mais um dia de trabalho, mas sinceramente, não sei até quando.
No mais, é continuar a luta em busca de melhores condições de trabalho. Se querem militares estaduais motivados, paguem bem e dêem dignidade a eles.
Um grande abraço pro senhor.
Até o dia 27.
SGT BM Renato Neves
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 11 de julho de 2009

CORONÉIS BARBONOS 05 JUL 2007 - 05 JUL 2009 - DOIS ANOS DE HONRA, IDEALISMO E DESTEMOR.

A MARCHA DA HONRA
17/02/2008
VOCÊ MARCHOU?
CORONÉIS BARBONOS:
Coronel de Polícia Dario CONY dos Santos.
Coronel de Polícia Hildebrando Quintas ESTEVES Ferreira.
Coronel de Polícia Renato FIALHO Esteves.
Coronel de Polícia LEONARDO PASSOS Moreira.
Coronel de Polícia Rodolpho Oscar LYRIO Filho.
Coronel de Polícia Ronaldo Antônio de MENEZES.
Coronel de Polícia Paulo Ricardo PAÚL.
Coronel de Polícia Francisco Carlos VIVAS.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 9 de julho de 2009

UM TEXTO DE UM POLICIAL MILITAR QUE DEVE SER REPRODUZIDO POR TODOS OS QUE AMAM A POLÍCIA MILITAR.

EMAIL RECEBIDO:
Sonho de um policial cidadão.
"Eu saí de um batalhão da baixada, meio que "fugido".
Morava em uma favela e os bandidos da região, descobriram que eu era policial.Começaram aí, as ameaças.
Mudei de casa, com ajuda de familiares e fui morar em outra favela perto dos meus pais.
Pedi transferência para um batalhão mais tranquilo e assim está há dois anos.
Infelizmente sofro com um estresse mental que me causa uma angústia grande. Sinto que estou sendo perseguido e tenho uma autoestima muito baixa. Há pouco tempo meu casamento terminou e cuido sozinho de duas filhas, que moram comigo.
Já parei duas vezes no hospital por ferimento de projétil, vivo pedindo empréstimos e mesmo assim muitas vezes não dá. Na semana passada, levei minha filha doente no colo e caminhando até um posto de saúde, porque não tinha dinheiro para passagem de ônibus.
A frustação de ser policial é tão grande, que hoje penso em sair.
Quero ajudar as minhas filhas a terem uma vida melhor, vida esta que a PM não me ajudará a dar.
Pretendo arrumar outro emprego para o melhor sustento da família.
Entrei na Polícia Militar há 5 anos atrás.O motivo foi o desemprego e a falta de oportunidades no mercado de trabalho, mas lá no fundo achava a profissão linda e nobre.
Continuo achando, mas, sofro todos os dias por ser um policial militar.
Aí vocês perguntam, como assim?
Explico:
Hoje sou um homem marcado, perdi minha liberdade e vivo dentro de uma ditadura interna e externa.
A interna é porque perdi meu direito constitucional à presunção de inocência. Hoje um oficial olha pra minha cara e se não gostar já me prende por 72 horas sem direito de defesa.
Inacreditável? É revoltante!
Fora"um milhão" de arbitrariedades que são feitas todos os dias, contra, principalmente o praça, que é tratado como lixo pelos comandantes e pelo governo.
A externa, é a minha segurança. Não posso andar pelas ruas em determinados horários, se não posso ser morto e torturado por criminosos que sabem: que ganho mal, não tenho onde morar, ando de carona de ônibus e sou mais um cidadão indefeso e abandonado pelo poder público.
Hoje sou um prisioneiro, que vive com medo.
Não atendo a população como ela merece, porque estou mais preocupado no que minha família vai comer amanhã e se eles estão seguros dentro de uma casa rodeada de marginais.
Enquanto o policial - ser humano - for tratado como lixo, a sociedade continuará sendo esse lixo, infestado de violência e terror.
A paz e a tranquilidade do Estado e do País, só será possível um dia, se a população tiver, saúde e educação. Só quando o policial for bem preparado, tiver salário digno e comida na mesa para sua família.
Estou lutando como posso.
Estou estudando por meios próprios e assim que conseguir um emprego que me dê dignidade para cuidar da minha família, pretendo falar tudo que estou escrevendo e mais um pouco, fardado e em rede nacional se possível, cara limpa.
Tenho um sonho de passar para a sociedade que o policial é uma vítima, tanto quanto ela. Com certeza fazendo isto, serei preso, humilhado e mandado para a rua, mas quem sabe, outras centenas de colegas se orgulhem de serem policiais, de terem comida, moradia e salários dignos para sua família.
Se o governo não valorizá-lo, a tendência é esta que está aí, violência aumentando dia a dia.
A solução o governo sabe qual é, mas, será que eles querem acabar com a violência?
Sou um pai de família, tenho duas filhas e sem querer exagerar, chego a passar necessidades alimentícias. Moro em uma favela do Rio de Janeiro, no meio do tráfico. A vida da minha família é ameaçada 24 horas.
Como um policial, ganhando 900 reais, pode cuidar de sua família?
Não é possível que o governo não saiba disso.
Sou um cidadão sem dignidade, não consigo suprir as necessidades básicas da minha família.
Você policial que leu este desabafo, faça dele uma motivação para tentar mudar tudo isso.
Não se iluda com PEC 300 ou outras promessas esfarrapadas.
Que Deus abençoe a nós todos!"
*Autor: "x" - Policial Militar, 33 anos, lotado em um batalhão da região serrana do Estado do Rio de Janeiro.
Comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, olhem nos olhos dos seus Soldados, leiam esse texto para a tropa e façam o que deve ser feito, basta de submissão e de humilhação!
Dignitae Quae Sera Tamem (Dignidade ainda que tardia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A MORDAÇA NA MÍDIA E O DESESPERO DE NÃO CONSEGUIREM NOS CALAR.


Eu estava aguardando a realização da vistoria do DETRAN no veículo de minha propriedade, no posto do situado no terminal Alvorada, quando um grande amigo me ligou, informando que o apresentador Wagner Montes, tinha citado o nosso blog no seu programa.
Meu amigo não pode esclarecer tudo o que foi tratado, apenas conseguiu ouvir a citação ao blog e o fato de termos comentado a taxa de elucidação de delitos da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Em meu nome e em nome dos nossos amigos, colaboradores, seguidores e críticos, não poderia deixar de agradecer a menção ao blog, tendo em vista que existe um claro acordo tácito, entre alguns setores da mídia e o poder político do nosso Estado, no sentido de nunca ser mencionada a expressão "Coronéis Barbonos".
Portanto, o nosso fraternal agradecimento ao apresentador e Deputado Estadual Wagner Montes, por ter exercido o seu direito de falar sobre o tema que quiser, sem preocupações de agradar A ou B.
Caros leitores, a explicação para essa censura é muito simples e tenho certeza que a maioria já identificou a motivação para tal mordaça, além dos benefícios dos investimentos em propaganda governamental.
Os "Coronéis Barbonos" (e os "40 da Evaristo) são a materialização de um conjunto de forças do bem, que insurgiu-se contra o atual "SISTEMA" que governa o Estado do Rio de Janeiro há bastante tempo.
Isso significa dizer que o surgimento desses dois grupos de Oficiais e de Praças, da PMERJ e do CBMERJ, estabeleceu uma desarmonia no "SISTEMA", ficando claro que de um lado estavam aqueles que queria mudar a realidade da insegurança pública, enquanto do outro lado, estavam os que queriam a manutenção do status quo.
E, isso, não é uma visão maniqueísta, considerando que os fatos seguintes à genese dos "Coronéis Barbonos" e dos "40 da Evaristo", não deixaram qualquer dúvida sobre as intenções do outro lado.
Nós simbolizamos a única coisa que o "SISTEMA" teme, a união de forças do bem!
O mal sempre teve essa vantagem, ou seja, os seus integrantes sempre se uniram na busca da força e do poder, isso é uma questão de sobrevivência para eles, que insistentemente buscam o comprometimento do maior número de pessoas.
As pessoas de bem não tem tal preocupação, tendo em vista que não lutam por força e poder, o que provoca um enfraquecimento natural em razão da falta de união.
Os "Coronéis Barbonos" e os "40 da Evaristos" quebraram tal paradigma, buscaram unir suas forças e ainda, angariar novos adeptos nessa "luta titânica".
Esse fenômeno, inédito na história da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, acendeu o alerta no outro lado, que uniu ainda mais as suas forças, dentro e fora das Instituições Militares, para calar a nossa voz e destruir a nossa união.
Nós ousamos, unimos honestidade, competência, amor corporativo, idealismo, despreendimento e as claras, assinamos documentos que foram encaminhados formalmente às autoridades, nos reunimos com as autoridades e marchamos democraticamente pelas ruas da Cidade do Rio de Janeiro.
O "SISTEMA" enloqueceu, não estava preparado para isso, tal qual um lutador de boxe que recebe um soco no queixo, balançou e saiu socando em todas as direções.
Eles nunca imaginaram que Coronéis de Polícia se propusessem a abrir mão das funções, das gratificações e das próprias carreiras, para lutarem pela tropa, isso era inimaginável. Não existe registro na história da Corporação de qualquer fato ao menos semelhante.
O comportamento normal de Coronéis é o comportamento adotado pelos Coronéis do CBMERJ, só pensarem nos seus interersses pessoais, tentando "reformar" da melhor maneira possível.
O "SISTEMA", internamente, se reuniu e não nos apoiou, a eles interessava a nossa derrota e os nossos postos, funções e gratificações.
E, de fora para dentro, o "SISTEMA" exonerou o Comandante Geral; exonerou os "Coronéis Barbonos"; movimentou os "40 da Evaristos"; mudou a legislação para prejudicar os "Coronéis Barbonos", recebendo o apoio da maioria da ALERJ, que deveria ser a Casa do Povo, porém, é a antesala do "SISTEMA".
O "SISTEMA" colocou a Polícia Militar de joelhos, a humilhação começou com a passagem do Comando Geral da PMERJ, feita entre quatro paredes, no interior do Gabinete, sem a presença da tropa, da mídia e do povo fluminense.
Enquanto, eles estavam passando o Comando Geral, efetivos do BOPE, guarneciam o pátio do "Quartel dos Barbonos" (Quartel General). Logo o BOPE, uma tropa de coragem e de idealismo sem igual, exercendo tão lamentável papel. Sem dúvida, uma página a ser esquecida pelos "caveiras".
Tal arbitrariedade envergonhou a todos que amam a Polícia Militar, uma Instituição Militar heróica, gloriosa e bicentenária.
Isso nunca tinha ocorrido em uma Instituição Militar do Brasil.
O Comandante Geral que foi exonerado não pode se dirigir aos seus comandados, foi tratado como se fosse um criminoso, que devia ser escondido, saindo pela porta dos fundos.
E pela mesma porta que saiu a democracia, entrou o autoritarismo.
Aliás, nenhum dos "Coronéis Barbonos" teve esse direito, sendo que o autor dessas linhas, nem mesmo passou a Corregedoria Interna até hoje ao seu sucessor, após ter sido o Corregedor que mais tempo exerceu a função e algumas vezes foi ameaçado de morte.
Esqueceram-se os tambores da arbitrariedade que a Polícia Militar tem uma NORMA em vigor, que determina a realização do rito de passagem, onde inclusive, quem está saindo da função deve ser homenageado, portanto, ao não programarem a cerimônia, incidiram na ilicitude, claramente tipificada no Código Penal Militar.
O "SISTEMA" esqueceu, até porque não conhece bem, que quando duas ou mais pessoas de bem se reúnem para praticar o bem, Deus está presente, Ele está no Comando, portanto, nada do que aconteceu e nada do que ainda irá acontecer, foge ao seu controle.
O tempo desmoralizou totalmente o Comando imposto pelo "SISTEMA".
E, o "SISTEMA" ficou mais tonto ainda, o que fazer?
Hoje a sociedade fluminense e a mídia assistem perplexos a condução da Segurança Pública, onde o Secretário de Segurança Pública parece politicamente ancorado por correntes fortíssimas e tenta a todo custo, promover uma nova mudança na Polícia Militar, o que seria a materialização do fracasso e eles não podem permitir o seu próprio insucesso.
O Chefe não erra, essa é a regra.
Se um erro ocorreu, alguém deve assumir, o Chefe deve ser preservado.
Um iluminado, pois existem muitos iluminados no "SISTEMA", resolveu cercear a liberdade do Coronel de Polícia Menezes, um dos "Coronéis Barbonos", o punindo com quatro dias de detenção.
Outro soco no queixo...
O Coronel Menezes recebeu apoio irrestrito da "banda boa" da mídia e da "banda boa" da ALERJ.
Um tiro no pé, como costumamos dizer na Polícia Militar.
O "SISTEMA" ainda não assimilou o pior golpe, o fato de apesar de todas as arbitrariedades, não conseguiu calar a todos nós.
O Major de Polícia Wanderby, candidato à Presidência da AME/RJ, está sendo perseguido de todas as formas e maneiras, mas não se cala e o "SISTEMA" se desespera, pois sabe que se ele escreve e assina tudo, ao ser ouvido nos autos de qualquer processo, falará muito mais.
Aliás, cuidado Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, o "SISTEMA" já inseriu o seu candidato na disputa, pois eles estão apavorados com a possibilidade do Major de Polícia Wanderby assumir a presidência.
Isso está gerando o pânico em suas fileiras!
O Major de Polícia Wanderby na presidência da AME/RJ, falando e escrevendo como pessoa jurídica, irá detonar o "SISTEMA".
Por derradeiro, mais uma vez, agradeço ao apresentador e Deputado Estadual Wagner Montes, por ter rompido o silêncio.
Não tenham dúvidas, os ideais dos "Coronéis Barbonos" e dos "40 da Evaristos" estão vivos e se alastram pela sociedade civil, os resultados logo surgirão.
Quem viver, verá!
POVO E POLÍCIA, JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO