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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

UNIDADES PACIFICADORAS DE BAIRROS (UPB).

A população que mora na Zona Norte espera que Sérgio Cabral (PMDB) comece a inaugurar as Unidades Pacificadoras de Bairros (UPB), colocando centenas de Policiais Militares em cada bairro, afinal o direito à vida é comum a todas as pessoas.
SITE G1:
‘Estou arrasado’, diz noivo de mulher atropelada após roubo de carro
Segundo ele, noiva não reagiu e foi atropelada por carro em alta velocidade.
Wallace Rodrigues diz que ela fez cirurgias e estado de saúde é estável.
“Estou arrasado”. Foi assim que Wallace Rodrigues resumiu o susto que ele e a noiva Janaína Souza tomaram na manhã deste domingo, quando ladrões armados de fuzis roubaram o carro em que o casal estava.
Diferente do que a polícia havia informado mais cedo, Wallace conta que a noiva não tentou fugir dos ladrões. Depois de levarem o veículo, os dois estavam a pé no viaduto de Benfica, no subúrbio do Rio, quando ela foi atingida por um táxi em alta velocidade. O taxista parou para ajudá-los e ela foi levada em estado grave para o hospital Souza Aguiar, no Centro.
"Falei: 'nós vamos ser assaltados'", diz vítima
“Percebi que o veículo na frente estava reduzindo a velocidade e falei pra ela: ‘nós vamos ser assaltados’. Soltei o cinto de segurança dela e o meu e falei: ‘não reage, entrega tudo na boa, vai dar tudo certo'. A gente manteve a tranquilidade, entregamos tudo, o que eles pediram. Eles saíram com o carro, coisa de segundos, quando nós estávamos parados no meio do viaduto, viramos pro lado, vinha um veículo. Eu consegui sair, tentei tirar minha noiva, mas não deu tempo, foi rápido. A situação era desesperadora”, contou Wallace.
De acordo com ele, além do motorista que a atropelou e estava em estado de choque, um outro táxi que vinha no sentido contrário também parou para ajudá-los. Além do carro, os criminosos levaram R$ 1,5 mil, que era o pagamento de Janaína, além de celulares, pulseira, anéis e cordão.
Com os ladrões no celular
Após o ocorrido, Wallace chegou ligar para o próprio telefone. “É uma situação revoltante. Atenderam os assaltantes, pedindo desculpa pelo que aconteceu pra minha mulher. Eles falaram: ‘deixamos seu veículo ali na frente porque a gente viu o que aconteceu. Tá tudo'”, diz ele, relembrando a conversa.
Janaína e Wallace pretendem se casar no ano que vem, quando ela se forma em enfermagem. No hospital, diz o noivo, ela passou por cirurgias no braço, perna e rosto. “Ela está lúcida , conversou comigo, perguntou, como qualquer mulher vaidosa, como estava o rosto. Mas está só inchado, vai dar certo.”
O carro da vítima foi recuperado na entrada da Favela do Jacarezinho por policiais militares. O caso foi registrado na 21º DP (Bonsucesso).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 23 de janeiro de 2010

UPPs: SOBRAM POLICIAIS NAS COMUNIDADES CARENTES E FALTAM POLICIAIS NAS RUAS.


Rudolph Giuliani teria dito sobre as UPPs, cobrando uma fortuna:
- Vocês não podem simplesmente retirar policiais das ruas das cidades para colocá-los nas comunidades carentes.
A minha falecida avó, a amada Dona Maria Paúl, diria o mesmo e sem cobrar nada:
- Não se veste um santo descobrindo outro.
Ratifico que a OCUPAÇÃO como solução para o controle do tráfico de drogas nas comunidades é uma verdade conhecida há muito tempo, que não foi implementada antes exatamente em face desse equilíbrio, o que foi desprezado por completo no PROJETO POLÍTICO DAS UPPs.
Cabral quer se reeleger e nessa direção que se danem os valores técnicos, o que importa são os votos dos moradores.
Talvez a assessoria do governador devesse fazer uma melhor avaliação numérica a respeito do número de votos que serão obtidos nas comunidades atendidas e o número perdido nas demais áreas do Rio de Janeiro, penso que perceberão que politicamente também foi uma grande besteira.
A relação policial-morador nessas comunidades carentes é a melhor do universo, enquanto as ruas ficam cada vez mais vazias de policiamento, basta percorrer a cidade à noite, sobretudo fora da Zona Sul.
A reportagem mostra essa face das UPPs.
Só nos resta uma mobilização popular clamando para que sejam instaladas as Unidades Pacificadoras de Bairros, as UPBs.
O Rio está abandonado...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A EVOLUÇÃO: OS DPOs, OS GPAEs E AS UPPs - A ESPERANÇA: AS UPBs.

MARCHA DEMOCRÁTICA - CBMERJ - PMERJ
17 FEV 2008
A implantação das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) na Zona Sul tem alcançado um sucesso midiático extraordinário e trouxeram a sensação de paz para as comunidades carentes onde foram implantadas, isso é inquestionável.
A forma de implantação merece críticas, inclusive em virtude do Estado não ter invadido também as comunidades com os serviços públicos e os ordenamentos necessários, o que já era de se esperar na atual gestão governamental.
As UPPs estão sendo implantadas na Zona Sul em comunidades dominadas por uma das facções que vendem drogas no Rio de Janeiro, como a Rede Globo tem noticiado através do seu comentarista Rodrigo Pimentel, algo que também merece uma melhor explicação além do tamanho das comunidades.
Todavia, apesar das minhas críticas ácidas ao governo estadual, me colocando na condição de mordador de uma dessas comunidades, aplaudiria a iniciativa, apesar dos pesares.
Entretanto, como especialista na área e por uma questão de justiça, devo destacar que as Unidades de Polícia Pacificadoras são na verdade grandes Destacamentos de Policiamento Ostensivo (DPOs), empregados pela Polícia Militar há décadas no Rio de Janeiro.
A única diferença é o efetivo empregado e as novas instalações adaptadas.
No passado, alguns desses DPOs foram comandados também por Oficiais (Tenentes de Polícia) e tiveram efetivos maiores, com cerca de 10 Policiais Militares por turno, como o existente na Comunidade do Jacarezinho, na área do 3o BPM. Uma experiência que retrocedeu com o passar do tempo, em razão dos problemas com efetivos.
Na busca da verdade, devo destacar ainda que os DPOs não tinham mais qualquer sentido também há muito tempo, diante da sua completa ineficiência, com seus efetivos atuais de 2, 3 ou 4 Policiais Militares por turno de serviço.
O Coronel Ubiratan pretendia desativá-los em 2007, como Mário Sérgio fez agora, porém não conseguiu implantar essa idéia, talvez na época não fosse politicamente aceita, como é atualmente.
Na Polícia Militar alguns os DPOs começaram a evoluir para Grupamentos de Policiamento em Áreas Especiais (GPAEs), com efetivos maiores, sendo que o do Morro do Cavalão, em Niterói, é uma história de sucesso no controle da venda de drogas ilícitas na comunidade.
Mário Sérgio fez pesadas críticas aos GPAEs, esquecendo que as UPPs nada mais são do que GPAEs com um efetivo maior.
Cidadão, uma UPP é um GPAE com maior efetivo, enquanto um GPAE é um DPO com maior efetivo, simples.
A grande pergunta que surge é por qual motivo não foram empregados efetivos maiores, como os empregados nas UPPs, nas comunidades carentes antes de 2008?
Simples, para não diminuir o efetivo nas ruas do Rio de Janeiro.
Essa foi a opção de Cabral, uma alternativa política e não a implantação de uma política de estado, com a participação de todos.
Eles implantará mais algumas UPPs até as eleições de outubro/2010 e usará o sucesso midiático como plataforma política, prometendo que no próximo governo implantará um sem número.
Logo teremos os novos Super DPOs (UPP), novos Capitães comandando e menos Policiais Militares nas ruas do Rio de Janeiro.
Em tom de gozação, na internet tem surgido um pedido ao governador, a implantação nas UPB, as Unidades Pacificadoras de Bairros, nas outras "Zonas" do Rio de Janeiro, as populações agradeceriam penhoradamente, a coisa anda muito feia por esse lado dos túneis.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO