Escrito isso, vamos ao ponto, as famosas nomeações políticas.
Sérgio Cabral em todos os discursos políticos, cita que no seu governo teria acabado com as nomeações políticas nas Polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro, que ocorreriam no governo Rosinha Garotinho. O tema é sempre repetido também, como se fosse um eco, pelo comentarista de segurança pública das Organizações Globo, o Capitão inativo Rodrigo Pimentel. Apesar das repetições, Cabral e Pimentel nunca citaram um caso concreto das ditas nomeações políticas, isso é péssimo, pois acaba jogando todo mundo na vala comum do apadrinhamento político.
Pimentel ficou pouquíssimo tempo na PMERJ, praticamente nada conhece da Instituição, mas Sérgio Cabral, político profissional, não pode sair espalhando a existência das nomeações sem dar nomes aos bois, afinal ele foi deputado estadual, presidente da ALERJ e senador, salvo melhor juízo, pelo mesmo partido do governo anterior.
Em nome da honra de todos precisamos colocar tudo em pratos limpos e sendo pragmático, solicito que recordem que no governo Sérgio Cabral a PCERJ teve dois chefes, os delegados Gilberto e Allan Turnowsky; enquanto a PMERJ teve três comandantes gerais, os Coronéis Ubiratan, Pitta e Mário Sérgio. Os cinco exerceram funções no governo Rosinha, será que eles foram nomeados politicamente?
No caso específico da PMERJ, o Coronel Millan, Chefe do GCG, após uma temporada na Prefeitura do Rio, comandou o BPFMA e o 23º BPM. Mário Sérgio, comandante geral, outro que passou um bom tempo na prefeitura do Rio, ao retornar para a corporação comandou a APM D. João VI, o 22º BPM e o BOPE. Os dois também teriam sido nomeados politicamente para todos esses comandos?
E quem seriam os padrinhos políticos de ambos?
Respeitosamente, percebo nesse discurso governamental uma possível tentativa de desviar o foco sobre as alegadas nomeações políticas. Eu sempre ouvi comentários no sentido de que os principais interesses da banda podre política-polícia eram dominar as cadeiras das delegacias especializadas da Polícia Civil, o autêntico filé mignon para a turma. Assim sendo, informar sobre a existência ou não de nomeações políticas para a chefia das delegacias especializadas da PCERJ é o principal tema a ser esclarecido.
Caso tenham ocorrido, será oportuno descobrir quem da ALERJ teria encabeçado as referidas nomeações políticas?
Só nos resta aguardar, torcendo para que Sérgio Cabral comente sobre as delegacias especializadas, na próxima vez que falar sobre o fim das nomeações políticas no seu governo. Quem sabe o governador forneça as respostas para as nossas perguntas, respostas essas que Rodrigo Pimentel fará ecoar na telinha, mesmo não entendendo sobre o que está falando.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
