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domingo, 3 de julho de 2011

O SEXO DOS ANJOS - TUTTY VASQUES - ESTADÃO.

JORNAL O ESTADÃO (SÃO PAULO)
TUTTY VASQUES
TUTTY HUMOR
Má notícia é a maior diversão
O sexo dos anjos

ILUSTRAÇÃO POJUCAN

Por trás de um homem triste há, quase sempre, um recurso canastrão de arrependimento muito comum na expressão das vítimas de flagrantes de saliência. Lembra da carinha de bebê chorão do Bill Clinton na TV dizendo “eu não tive relação sexual com aquela mulher”? Ainda não ficou muito claro que diabos Sérgio Cabral andou fazendo fora do casamento, ao final de sua lua de mel com o eleitorado carioca, boa coisa decerto não foi para ele reagir meigo feito um poodle que fez xixi na sala a quem o acusa de misturar vida pública à privada.
"Quero assumir aqui um compromisso de rever a minha conduta. Vamos construir um código juntos, vamos estabelecer limites!” – disse dia desses em entrevista sobre a carona que pegou há 15 dias no aviãozinho de Eike Batista a caminho de uma boca-livre promovida por outro amigo empresário na Bahia. Dedurado pela tragédia que matou sete pessoas da comitiva, o governador passou um período fechado em luto justificável. Voltou esta semana ao trabalho com o rabo entre as pernas, típico de quem tem culpa no cartório.
“Eu errei quando chamei os bombeiros de vândalos”, aproveitou a saia justa para fazer mea-culpa de suas atitudes intempestivas no trato com a corporação, que agora reconhece como “muito querida” da população do Rio. Concedeu logo anistia para todos e teria pedido desculpas ao atirador da escola de Realengo, a quem chamou de “animal e psicopata”, se algum jornalista puxasse o assunto da chacina.
Não sei se deu alguma joia em casa, mas não tem hora mais apropriada para se abusar da generosidade do governador em nome da reconciliação. Melhor aproveitar enquanto é tempo. Preocupada com a melancolia sem fim do amigo, a presidente Dilma já decidiu: vai levá-lo à inauguração do teleférico do Complexo do Alemão na sexta-feira que vem. O homem está precisando se divertir!"
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

CORONEL PAÚL - ENTREVISTA AO JORNAL ESTADO DE SÃO PAULO.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO.
Em 22 anos, só 10 oficiais foram expulsos da PM.
Pedro Dantas, RIO
"A punição para o capitão da Polícia Militar acusado de omissão de socorro no latrocínio de Evandro João da Silva, coordenador do AfroReggae, pode levar anos. A comprovação das demais suspeitas, como receptação e liberação dos assassinos, também exigirá esforço da perícia do Centro de Criminalística da Polícia Militar. A avaliação é do ex-corregedor da Polícia Militar, coronel Paulo Ricardo Paúl.
Segundo ele, desde 1987, apenas dez oficiais foram excluídos da corporação.
"O processo de expulsão dos oficiais demora anos. Caso opte pela punição, o Conselho de Justificação da PM vota se o oficial deve ser excluído, reformado ou reintegrado. Em caso de exclusão, a punição é enviada para o secretário de Segurança Pública. Se o secretário mantiver o expurgo, o caso vai para o Tribunal de Justiça do Estado e ainda caberá recurso", revelou Paúl.
Em sua gestão na Corregedoria, a partir de março de 2005, ele excluiu mais de 500 praças e enviou "dezenas de oficiais" para o Conselho de Justificação, mas os processos contra os oficiais não foram concluídos antes de Paúl deixar o cargo, em janeiro de 2008.
As expulsões de soldados, cabos e sargentos são rápidas e aos borbotões. A cada dois dias, um é expurgado da corporação. Foram 1.716 policiais excluídos entre 1999 e 2009, segundo a Corregedoria da PM.
PROVAS FRÁGEIS.
O ex-corregedor diz que o caso do coordenador do AfroReggae causou comoção, mas ressalta que as provas contra os policiais são frágeis. Nos depoimentos, o capitão Dennys Leonard Nogueira Bizarro, sentado no banco do carona, disse não ter visto Evandro. O cabo Marcos de Oliveira Sales, que dirigia o carro e passou ao lado do corpo, também alegou não ter visto a vítima. Os dois disseram que após a liberação dos dois suspeitos - agora identificados e presos - jogaram a jaqueta e o par de tênis roubados em uma lixeira.
"É muito grave colocar os pertences na viatura e não apresentar na delegacia, mas essa é a única infração clara no vídeo", avaliou Paúl. Ele aponta que apenas uma perícia pode provar que eles viram a vítima.
"Eles podem ter confundido com um morador de rua, pois essa população é numerosa no centro do Rio. A velocidade da viatura e os horários das câmeras podem definir ainda se eles ouviram ou não o tiro antes da ocorrência. Até o momento, a defesa deles pode ser sustentada", afirmou o ex-corregedor".
Agradeço a oportunidade.
Obviamente, o espaço da matéria não permite a transcrição de tudo o que comentamos.
Eu disse que apenas uma reconstituição dos fatos poderá estabeler a mecânica dos fatos, principalmente no que diz respeito às distâncias e aos horários de cada fato apresentado nas imagens apresentadas.
Comentei sobre a "perda" da pressunção de inocência dos Policiais Militares e que no judiciário existe a possibilidade de vários recursos.
E no tocante ao número de Oficiais demitidos eu solicitei que fosse ouvida a Polícia Militar, pois o número poderia ser menor que o estimado.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O SAMBÓDROMO, O PRESIDENTE, O GOVERNADOR, O PREFEITO, OS OFICIAIS DA PMERJ E A LIESA.

O Globo – 23/02/2009 – Batalhão da Liga será investigado.

O “Batalhão da Liga” continua rendendo notícias no jornal “O Globo”, com chamada na capa e uma grande matéria na página 8, assinada pelo jornalista Sérgio Ramalho.
Eu já tratei do tema no artigo, onde tornei pública a minha opinião:

A matéria publicada, basicamente, repete a matéria publicada ontem, sendo acrescida de opiniões atribuídas ao Secretário de Segurança Pública, o Delegado de Polícia Federal José Mariano Benicá Beltrame:
- “Para o secretário Beltrame, é inadmissível a participação de Oficiais da PM no “bico” para a Liesa, entidade criada e que ainda mantém em seu conselho superior integrantes da cúpula da contravenção no Rio. Entre eles Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães; e Aniz Abrahão David, o Anísio da Beija-Flor, que respondem em liberdade a ações na justiça federal por lavagem de dinheiro, descaminho, corrupção ativa e exploração de jogo, entre outros crimes”.
- Na realidade brasileira, o salário de um Oficial (R$ 3.000,00 foi o valor citado pelo secretário) fica dentro de uma média, comparando com o valor pago a profissionais liberais. Essa não é apenas uma questão financeira. A iniciativa privada sempre vai pagar mais que o estado. É preciso estabelecer normas de disciplina para que um comandante ou um subcomandante de batalhão, ou mesmo um oficial que atue em outras áreas da corporação, não trabalhe, mesmo que indiretamente, para um evento que tem ligações históricas com a contravenção – afirma Beltrame.
Eu respeito o Secretário de Segurança, tendo formado uma impressão muito positiva a seu respeito nas várias reuniões em que participei com ele. Posso discordar, porém não posso deixar de reconhecer nele um homem sério e com os melhores propósitos, que enfrenta as dificuldades de ocupar um “cargo político”, o que não é tarefa fácil.
Na nossa luta por melhores salários e adequadas condições de trabalho (Coronéis Barbonos e 40 da Evaristos), mais de uma vez, durante reuniões com Coronéis de Polícia, o Secretário deixou claro o seu descontentamento com a forma como o governo estava conduzindo a questão salarial. Ele sempre reconheceu que os nossos salários eram péssimos e vários Coronéis de Polícia sabem desta verdade.
A matéria se encerra informando que os Oficiais serão investigados pela Corregedoria Interna.
Ratifico a minha opinião publicada em artigo anterior sobre esse “bico”.
Não concordo com a opinião do secretário a respeito dos salários pagos pela iniciativa privada e pelo Estado. O melhor exemplo são os salários da própria Polícia Federal, salários que dificilmente se consegue na iniciativa privada. Isso sem falar nos salários pagos pelo Estado aos integrantes dos Poderes Legislativo e Judiciário, quase que inalcançáveis na iniciativa privada.
Entretanto, concordo com o secretário que não podemos dissociar o “Carnaval no Sambódromo”, a “Liesa” e os “contraventores” (jogo dos bichos), historicamente, usando uma palavra do próprio secretário.
E exatamente neste ponto, reside o grande paradoxo:
SE TODOS NÓS SABEMOS A VERDADE, COMO EXPLICAR A PRESENÇA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, DO GOVERNADOR E DO PREFEITO EM UM CAMAROTE DO SAMBÓDROMO!
Eu não encontro explicação, nem mesmo para o fato da Companhia de Músicos da PMERJ, a convite da Liesa, ter aberto o desfile no sambódromo, executando o hino nacional ( O Globo – Caderno Especial do Carnaval, folha 2).
Sinceramente, não encontro explicação e fico perplexo diante das seguintes matérias jornalísticas:

FOLHA DE SP ONLINE:
APÓS CASAMENTO E DESFILE,
NEGUINHO DA BEIJA-FLOR SE REÚNE COM LULA E AUTORIDADES DO RIO.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u508296.shtml
JORNAL DO BRASIL ONLINE.
SEM VAIAS, LULA ESTRÉIA NA SAPUCAÍ E PROMETE VOLTAR EM 2010.
http://jbonline.terra.com.br/editorias/rio/carnaval2009/temporeal/ye230215847.asp
O DIA ONLINE:
PRESIDENTE LULA PRESTIGIA PRIMEIRO DIA DE DESFILES AO LADO DE PAES E CABRAL.
http://odia.terra.com.br/carnaval/htm/presidente_lula_prestigia_primeiro_dia_de_desfiles_ao_lado_de_paes_e_cabral_231867.asp

O Presidente Lula ainda ajudou a distribuir camisinhas para os freqüentadores do sambódromo.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

domingo, 2 de dezembro de 2007

ESTADÃO - PERDENDO AS ESTRIBEIRAS e COMEMORANDO O NATAL EM 27 DE OUTUBRO

O amigo Alexandre Carvalhaes Rosette - rosetteac@oi.com.br - enviou-me um link para o artigo abaixo:


JORNAL – O ESTADO DE SÃO PAULO
OPINIÃO – 1 de dezembro de 2007.


PERDENDO AS ESTRIBEIRAS

Nunca antes no seu governo o presidente Lula encontrou tanta resistência no Congresso a algo que considera vital para os seus interesses, como agora no caso da prorrogação da CPMF até 2011. O Planalto, ao contrário do que afirma todos os dias o presidente, não tem garantidos os 49 votos de que necessita, em duas rodadas, para a aprovação da respectiva emenda constitucional. Isso explica, primeiro, o verdadeiro terrorismo de Estado a que se lançou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ameaçando com um "ajuste irracional" do gasto público se o imposto do cheque não passar no escrutínio inicial marcado para a próxima quinta-feira. Outro espantalho agitado pelo governo é o de que, sem a CPMF, "será preciso mudar a política monetária" - eufemismo do senador Aloizio Mercadante para designar a interrupção da tendência de baixa da taxa de juros (como se, para o bem ou para o mal, o Banco Central obedecesse a comandos do Planalto).
O receio da derrota explica também, mas não justifica, as mais recentes manifestações públicas de Lula, incompatíveis com a sua função. Claro que não é a primeira e nem será a última vez que ele rebaixa o cargo com surtos de apoplexia, quase sempre acompanhados do seu complemento: a apoteose mental. Mas agora, com o risco do fracasso subindo-lhe à cabeça, se divorciou por completo do respeito elementar, se não aos adversários - como mandam as regras do jogo democrático -, à própria verdade histórica. Perplexos com sua expressão iracunda nos telejornais da quinta-feira, muitos telespectadores talvez não tenham notado as distorções da verdade que cometeu em pelo menos duas passagens de sua fala, ao comemorar o término da restauração de um trecho de 8 quilômetros da BR-259, em Colatina, Espírito Santo. De uma feita o seu alvo foi o Democratas (DEM). De outra, o ex-presidente Fernando Henrique.
Prosseguindo com a série de ataques ao partido que se recusa a negociar seu voto, iniciada nas entrevistas desta semana a emissoras de televisão, chamando-o pelo antigo nome, PFL, primeiro Lula disse que o partido se opõe ao imposto porque não vai precisar dele, já que jamais chegará ao governo, para em seguida insinuar que tem parte com a sonegação. "Quem tem medo da CPMF é quem sonega imposto", trovejou. É certo que o imposto do cheque é insonegável, mas, se o combate à burla tributária fosse o verdadeiro objetivo do governo para manter o imposto, bastaria reduzir a sua alíquota do atual 0,38% para um valor meramente simbólico, 0,01% por exemplo, que o resultado seria rigorosamente o mesmo, em termos de identificação de sonegadores. Assim, a prorrogação da contribuição passaria tranqüilamente com votos de todos os partidos, inclusive os do Democratas. Mas não é disso que se trata, e sim de facilitar o esbanjamento de recursos públicos.
O que Lula não entende é que, depois que a coerência doutrinária do Partido dos Trabalhadores foi para a lata de lixo, o antigo PFL é o único partido coerente e fiel ao seu programa neste país do mensalão. A raivosa reação de Lula ao partido que vai votar contra o governo é idêntica à de seu amigo Chávez contra os venezuelanos que vão votar "não" à sua constituição fascista.
Mas pior do que a agressão ao ex-PFL foi a história que inventou sobre o ex-governador Vitor Buaiz, "o meu grande companheiro que comeu neste Estado (Espírito Santo) o pão que o diabo amassou... acreditando que o presidente Fernando Henrique Cardoso iria ajudá-lo, e não ajudou". Na verdade, o diabo que amassou o "pão" que ele comeu naquela ocasião não foi o presidente Fernando Henrique, mas sim o Partido dos Trabalhadores.
Buaiz, o primeiro governador petista, eleito em 1994, foi expulso do partido por fazer um governo desatrelado dos seus velhos dogmas, o que incluía manter relações fluentes com o governo Fernando Henrique.
O desapreço de Lula pela verdade dos fatos, que qualquer pessoa interessada pode conferir sem problema, tem no seu desenfreado triunfalismo o complemento do gênero "pior que a emenda". Almoçando em Vitória, na sede do governo, ele alcançou um novo patamar em matéria de autocelebração. Agora ele simplesmente profetizou que, "melhor que este Natal, só o que (sic) nasceu Jesus Cristo". A prosseguir nessa euforia, não tardará a propor que os brasileiros passem a comemorar o Natal no dia 27 de outubro, sua data natalícia.



PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL
CORREGEDOR INTERNO