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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

RIO DE JANEIRO - PLACAR DA MORTE - 12 DE AGOSTO DE 2.009.

Atendendo a sugestões, alteramos o título desses artigos diários para "Placar da Morte", realmente, mais apropriado para a situação que vivenciamos no Rio de Janeiro.
PLACAR DA MORTE
01 JAN 2009 a 12 AGO 2009
Assassinados: 4.237
Desaparecidos: 3.345
Soma: 7.582
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

RIO DE JANEIRO - PLACAR DOS ASSASSINADOS E DOS DESAPARECIDOS - 10 DE AGOSTO DE 2009.

Prezados leitores, utilizando os dados oficiais disponibilizados pela Secretaria de Segurança Pública (ISP), a respeito dos homicídios dolosos, os latrocínios e os desaparecimentos de pessoas no Estado do Rio de Janeiro, criamos esse "PLACAR DOS ASSASSINADOS E DOS DESPARECIDOS NO RIO DE JANEIRO - 2009", que será atualizado diariamente, através de uma projeção.
Somamos os números até o mês de maio (últimos dados oficiais), estabelecemos uma média diária e depois multiplicamos pelo número de dias transcorridos no ano, fazendo uma projeção que poderá ser maior ou menor que os números reais.
PLACAR DOS ASSASSINADOS E DOS DESAPARECIDOS
RIO DE JANEIRO - 01 JAN a 10 AGO DE 2009
Assassinados: 4.199.
Desaparecidos: 3.315.
Soma: 7.514.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 9 de agosto de 2009

O CASO DO DESAPARECIMENTO DA ENGENHEIRA PATRÍCIA - 2.262 PESSOAS DESAPARECERAM NO RIO EM 2.009.

Estranho o desenrolar dos fatos que cercam uma nova versão sobre o desaparecimento da engenheira Patrícia, uma tragédia que chocou a todos nós e que fez o nosso movimento cívico participar do ato "Cadê Patrícia", realizado na Barra da Tijuca.
Salvo melhor juízo, a precipitação corre de um lado para o outro e tal atitude é extremamente perigosa quando se busca a justiça e não se busca apenas alguém para acusar.
Não conhecemos nada das investigações realizadas pela Polícia Civil , além do divulgado pela mídia, assim sendo, as próximas linhas não buscam incriminar ou defender ninguém, mas julgamos adequado citar alguns outros fatos.
Nossa amiga Mônica Reis encaminhou-nos um email no qual informava que um comentarista do blog Repórter de Crime tinha nos criticado, citando a nossa ação no caso do tentado contra a vida do delegado Alexandre Neto.
O acusador escreveu que fomos corporativistas ao tentar defender a guarnição de Rádio Patrulha, acusada de ter escoltado o veículo onde estava o atirador.
Sinceramente, lamento o desconhecimento do acusador sobre o caso e lamento que não seja leitor do nosso espaço democrático, pois se fosse já conheceria a verdade.
E qual é a verdade nesse fato?
Mais uma investigação apressada e comentada com a mídia por parte de um delegado, apenas isso. Um erro que resultou na permanência de dois Policiais Militares presos por mais de um ano no BEP e que não foram nem mesmo pronunciados, segundo um deles que nos encontrou no Quartel General da PMERJ.
Agora, acusador anônimo, nós todos pagaremos as indenizações que eles ganharão na justiça, graças a uma pressa injustificável, que deixou de perseguir a verdade e que passou a tentar confirmar uma versão a qualquer custo.
Nós não culpamos o erro na investigação, isso é sempre provável em uma Instituição que não privilegia o conhecimento na arte de investigar e que no terceiro milênio, na contramão do mundo, insiste em permitir acesso direto a "não policiais", ao topo da carreira, um erro absurdo, uma carreira dentro da carreira de Policial.
Culpamos a ânsia de informar à Rede Globo, ao repórter Eduardo Chao, expondo todos no início da apuração, isso foi criminoso. Tal procedimento deveria ser suficiente para que os responsáveis fossem os únicos a pagar as indenizações, seria uma grande lição, porém não é dessa maneira que a justiça opera.
E antes de entrar no motivo desse artigo, lembro que a Polícia Civil possui taxas de elucidação de homicídios da ordem de 2%, conforme dados divulgados, algum tempo atrás.
Portanto, vamos com calma para não aumentarmos a tragédia.
Não conhecemos também a investigação realizada no curso do Inquérito Policial Militar do 31o BPM, porém estranhamos algumas citações constantes na matéria publicada pelo jornal O Globo, neste domingo (página 19).
A matéria começa dizendo que a versão da testemunha contraria a física pois as testemunhas estariam em dois lugares ao mesmo tempo, porém cita:
- "(...) dois amigos dele teriam visto o carro de Patrícia despencar de um viaduto na Barra, às 5h30m do dia 14 de junho do ano passado e presenciado a jovem ser abordada por bandidos na Rocinha no mesmo dia. A testemunha não deixa claro, porém, o horário em que a vítima teria sido atacada na favela".
Onde está a contrariedade física na versão, já que a testemunha não citou o horário da suposta abordagem na Rocinha.
A reportagem prossegue com um relato mais consistente do pai de Patrícia, que certamente tentou investigar todos os detalhes, na busca pela sua amada filha.
Indignado, ele comentou, segundo a matéria:
- "Eles estão esperneando. Estão fazendo tudo para inocentar e libertar os policiais. Na época, o próprio comandante do batalhão parecia estar ajudando a acobertar o caso. Tenho certeza que tudo é mentira. Foi provado que os tiros que atingiram o carro saíram da arma dos policiais".
Obviamente, a dor explica as acusações e todos devemos compreender, pois é a maior dor que um ser humano pode experimentar, a perda de um filho.
Todavia, temos que tomar cuidado com as condenações prévias, isso é próprio do barbarismo.
Foi encontrado algum projétil?
E se foi encontrado, o seu estado permitiu o exame de confronto balístico?
O resultado deu positivo?
E para arma de que policial?
Lembramos que se apenas um projétil foi encontardo e periciado positivamente, uma única arma pode ter sido identificada, portanto, não podemos falar em armas dos policiais.
Agora, se não foi arrecado projétil, afirmar que o disparo partiu dessa ou daquela arma parece fantasioso, a primeira vista.
A matéria cita que um perito do ICCE "divulgou que havia provas de que um dos disparos encontrado no carro da engenheira tinha partido de pistola .40 usada por um dos soldados suspeitos".
A falta de termos técnicos na matéria impedem que identifiquemos o que significa "disparos encontrado no carro".
Seria um projétil e nesse caso o exame de confronto balístico identificou a arma de origem?
Essa é uam prova técnica irrefutável.
Ou disparo significa "marca de impacto do projétil no veículo" ou "fragmento de projétil"?
Nesse caso, provar a autoria ficaria muito difícil.
Prezados leitores, investigar é uma arte que precisa acima de tudo de competência e total isenção, caso contrário passamos a correr na busca de confirmar a nossa opinião, como ocorreu no caso do atentado citado.
Todos nós queremos que a verdade surja e que os autores sejam responsabilizados, sejam eles quem forem.
E que se alguém está querendo acobertar algo que seja duramente responsabilizado por obstruir a justiça.
Entretanto, não podemos esquecer que de cada 100 homicídios que ocorrem no Rio de Janeiro, a Polícia Civil consegue identificar os autores de apenas 2 homicídios.
Isso sem falar que em 2.009 um total de 2.262 desapareceram no Rio de Janeiro em 5 meses (janeiro/maio/2009).
Quantos desses desaparecimentos já foram esclarecidos?
Cautela, muita cautela nas declarações e nas reportagens, pois todos os investigados têm o direito constitucional da presunção de inocência.
Ou Policiais Militares não possuem tal direito?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 7 de junho de 2009

PARTICIPE DESSA LUTA POR CIDADANIA: CADÊ PATRÍCIA?

O GLOBO:
CADÊ PATRÍCIA?
Rio - Familiares e amigos da engenheira desaparecida na Barra fazem manifesto (clique e leia).
Conheça o site Cadê Patrícia e participe dessa luta (clique e conheça).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 5 de junho de 2009

ONDE ESTÁ PATRÍCIA AMIEIRO BRANCO DE FRANCO?

CARTAZ ONG RIO DE PAZ
Um ano depois, o desaparecimento da engenheira Patrícia Amieiro Branco de Franco, continua sendo um mistério para a nossa Polícia Investigativa, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Patrícia é uma das 10.000 pessoas que morrem ou desaparecem por ano no Rio de Janeiro.
Onde está Patrícia?
O que aconteceu com ela?
Precisamos das respostas.
A dor da família é inimaginável, o pranto e a saudade dilaceram a alma, um dor sem respostas...
A sociedade fluminense precisa urgentemente aprender que a dor de uma família, precisa ser a dor de todas, pois ninguém sabe qual será a próxima família enlutada.
E, a chance é significativa...
Onde está Patrícia Amieiro Branco de Franco?
O que aconteceu com ela?
A sociedade fluminense quer as respostas!
Leia a reportagem publicada no jornal O Globo (clique e leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 11 de maio de 2009

QUANTOS AINDA TERÃO QUE DESAPARECER OU TERÃO QUE MORRER?




O ato cívico promovido realizado pela Ong Rio de Paz foi um grande sucesso, alcançando grande repercussão na mídia e despertando a indignação dos cidadãos fluminenses que acompanharam o evento, que transcorreu de forma ordeira e pacífica até às 19 horas, quando vários participantes acenderam velas em sinal de luto pelos mortos e desaparecidos.
O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) e o deputado estadual Marcos Figueiredo (PSC) estiveram no local e assinaram o manifesto que será encaminhado amanhã aos demais deputados estaduais.
A ONG Viva Rio, a ONG Gabriela Sou da Paz, o Movimento Segurança Cidadã e o Movimento das Mulheres de Atitudes Independentes estiveram presentes ao ato cívico.
Familiares da engenheira Patrícia, ainda desaparecida; familiares do jovem Willian de Souza Marins, que foi assassinado e familiares do menor João Pedro, morto no curso de uma perseguição policial, também estiveram nas escadarias da ALERJ.
A grande pergunta que ainda fica sem resposta:
- Quantos cidadãos fluminenses ainda terão que desaparecer ou terão que morrer, para o governo do Estado do Rio de Janeiro resolva adotar uma política verdadeiramente destinada à promoção da segurança pública?

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 8 de maio de 2009

ATO CÍVICO - RIO DE PAZ - ALERJ - 11 DE MAIO DE 2009.

Caros pacificadores,
Mais uma vez precisamos do apoio de vocês na luta pela redução das mortes violentas no Estado do Rio de Janeiro.
Reiniciaremos a nossa agenda de protestos no dia 11 de maio, nas Escadarias da ALERJ (Palácio Tiradentes).
Propósito: resposta do Governo do Estado à carta que enviamos em Dezembro de 2008 ao Governador e pedido de apoio por parte dos deputados estaduais às reivindicações do Rio de Paz contidas na carta.
Tema: Cidadania Apedrejada. As 17 000 pedras brancas simbolizam o número de mortes violentas no estado nos últimos 28 meses. Faremos uma apresentação também do número de pessoas desaparecidas, e divisas de policiais militares serão afixadas em algumas pedras em homenagem aos que morreram em serviço nesse período (nesta semana será comemorado o aniversário de 200 anos da PM).
Horário: das 6h às 19h da próxima segunda-feira.
Local: Escadarias da ALERJ (Palácio Tiradentes) - Rua Primeiro de Março – Praça XV – Centro - Rio de Janeiro – RJ.
Fonte dos números: ISP e projeção Rio de Paz.
Agenda:
- Montagem do cenário: 1h da madrugada de domingo para segunda-feira.
- Início: 6h
- Apresentação dos números da violência dos anos de 2007-2008 e uma projeção para 2009: 7h
- Chuva de pedra: 11 000 pedrinhas brancas serão derramadas das escadarias da Câmara de Vereadores lembrando os casos de pessoas desaparecidas nos últimos 28 meses: 7h30.
- Afixação da faixa em inglês - "CITIZENSHIP STONED: 17 000 MURDERS IN 28 MONTHS IN THE STATE OF RIO": 8H
- Homenagem aos policiais militares assassinados nos últimos 28 meses (afixaremos as mais diferentes divisas da polícia militar nas pedras brancas): 10h
Pessoas serão chamadas às escadarias para fazerem uma dramatização de 5 minutos (representação dos 3 macaquinhos tapando olhos, ouvidos e boca ­ "ninguém vê, ninguém ouve, ninguém fala"): 12h
- Serão convidados a subir as escadarias do palácio os parentes de vítima de homicídio que porventura estiverem presentes: 18h
- 5 minutos de silêncio c/ velas acesas e encerramento: 19h
Coleta de Assinaturas: na terça-feira os voluntários do Rio de Paz estarão coletando as assinaturas dos deputados estaduais do Rio de Janeiro em apoio à carta enviada ao governador.
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:
Amigos, temos plena consciência das dificuldades de todos vocês para comparecerem neste evento devido aos inúmeros compromissos em suas agendas, contudo, também somos conhecedores do fato que sem a participação ativa da sociedade civil, não ocorrerão mudanças no gravíssimo quadro que estamos vivendo na área da segurança pública. Por isto, o Rio de Paz solicita a todos vocês para que façam o possível para estarem presentes em algum momento do evento. O que está em jogo é a nossa vida, a vida dos nossos amados compatriotas, bem como a de nossos familiares e amigos que tanto amamos.
Esta é a nossa parte, o que está ao nosso alcance realizar.
Muito obrigado.
Equipe Rio de Paz. Um movimento pela vida.
21 2618-9034
www.riodepaz.org.br
"Para que o mal triunfe, é necessário apenas que os homens de bem permaneçam inativos".
Edmund Burke.

NÓS ESTAREMOS LÁ EXERCENDO A NOSSA CIDADANIA!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO