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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS MILITARES.

EMAIL RECEBIDO:
Caro amigo Paúl:
Vejo nos comentários, um grupo ávido pela desmilitarização e porta única de entrada, mais uma vez digo que sou contra.
Antes de entrar em explicações vou citar outras polícias no mundo que são militares, todos nós sabemos.
Vamos a elas Gendarmerie França, Polícia Civil Espanha (de civil não tem nada é militar),Carabinieri Itália , Carabineiros Chile e ainda os EUA que aqui são tão decantados estão com
projeto de tornar militares algumas polícias.
As instituições militares dos países mencionados desempenham bem suas funções.
Portanto podemos ver que não é a organização militar a causa dos males vivenciados hoje e sim os desmandos e subserviência dos integrantes da instituição.
A entrada única não existe em lugar nenhum, nem no meio civil, cada um faz concurso para
a função que irá exercer.
Essa idéia não traz benefícios diretos à corporação, pois nivela por baixo, temos sim que me-
lhorar o nível tanto de entrada para Academia condição sine qua non formação em Direito,
criar Escola de Administração com o Quadro Complementar, Escola de Saúde e um concurso
mais adequado e abrangente selecionando melhor as praças.
A falácia de que existe no meio das praças, muitos bem preparados, é facilmente posta por terra,
não questiono a existência de alguns isso é fato, porém com essas faculdades de esquina qualquer
mentecapto consegue diploma (diproma) e se diz doutor, (minúsculo mesmo).
Vamos fazer uma pequena reflexão, quem com uma boa formação, educacional ( tendo estudado
em bons colégios ), cultural por que vem a reboque e social nos dias de hoje vai se candidatar a ser PM.
Ganhar salários miseráveis, famélicos e principalmente ser achincalhado, mal visto pela sociedade e ainda ter que esconder a profissão por questões de segurança.
Quem possuir os requisitos aqui colocados não irá de forma alguma nem pensar em ser PM, muito pelo contrário, tem as forças armadas com suas academias e quadros complementares, a justiça com para cargos de segundo grau e nível superior e salários muito mais atrativos e vários cargos nas demais esferas tanto da união, como uns poucos no estado.
A tal entrada única é descabida até pelas idéias dadas, como a ascensão a subtenente para depois
poder pleitear o oficialato.
Afirmar, que quem entra para Academia D. João VI , ou como delegado é descompromissado com a função, não passa de uma argumentação descabida.
Será que só as praças e os agentes teriam esse compromisso?
A bem da verdade não é isso que vemos na realidade e no dia a dia, esses “tão comprometidos”
cometem toda sorte de desmandos, descalabros, agem quase sempre ao arrepio da lei e se acham o máximo.
Precisamos sim, mudar o pensamento e a atitude dos cabeças da organização urgente, sem uma
mudança radical, nada funcionará bem nunca.
O argumento de que a violência policial está ligado a formação é balela, visto que os policiais civis são mais violentos e truculentos.
Finalmente se não queriam ser militares optassem por carreira civil, além do mais a grande
contaminação encontra-se no seio das praças.
Abraço.
J. S. F.
Helio Vitor Ramos Rosa - Major de Polícia
COMENTO:
Eu respeito a sua opinião, amigo Hélio, mas discordo, a porta de entrada única é a regra, permite que os policiais e os bombeiros militares possam ter um plano de carreira até o topo da instituição, baseado na meritocracia.
Defendo que o acesso às instituições integrantes da segurança pública seja exclusiva para portadores do terceiro grau, o que seria simplificado com os salários da PEC 300/2008, a equiparação com o Distrito Federal.
Quem com qualquer curso superior não gostaria de começar a carreira ganhando R$ 4.500,00 mensais?
Por exemplo, no DF existem Soldados que são médicos.
Discordo que a formação seja apenas de bacharel em direito, pois policiais e bombeiros não são advogados, a habilitação desses bacharéis.
Precisamos aprender de uma vez por todas que a FORMAÇÃO DE UM POLICIAL (BOMBEIRO) só pode ocorrer nas escolas das instituições, a bagagem acadêmica anterior é muito importante, porém a formação específica é própria das corporações.
O policial (bombeiro) é construído nas corporações.
Tal realidade reforça a necessidade imperiosa da porta de entrada única, ninguém pode chegar ao topo sem passar pela base. A vivência policial nas ruas, ao longo da vida profissional é insubstituível. Tanto que há algum tempo na PMERJ já se constatou que muitos Tenentes QOAs possuem um desempenho melhor que muitos QOCs, tanto operacionalmente, quanto na administração.
Sou defensor da FORMAÇÃO CONTINUADA e a vivência (experiência) é uma forma desse processo ensino-aprendizagem.
Concordo com Quadros Complementares.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

MERITOCRACIA NA POLÍCIA? QUE MÉRITO?CECÍLIA OLLIVEIRA.

BLOG ARMA BRANCA
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Meritocracia na polícia? Que mérito?
Por Cecília Olliveira
"A inicativa adotada, mais uma vez, pelo governo fluminense, premia policiais que alcançaram a meta estabelecida de reduzir a criminalidade desde o segundo semestre de 2009. Na proposta governamental são premiados todos os profissonais da área de segurança pública que conseguiram os resultados, ou seja, toda a Aisp (Área Integrada de Segurança Pública), que envolve policiais militares e civis.
Os batalhões premiados, 13° BPM (Praça Tiradentes - Centro) e 23° (Leblon - Zona Sul) refletem a velha dicotomia da política que beneficia a Zona Sul em detrimento das áreas menos favorecidas. Não obstante, o "deslocamento de corpos" não é obra do cinema, ilustrado em Tropa de Elite. É fato real adotado pelas polícias com o intuito de que o crime ocorrido em determinada área seja contato em outra. Isto por si só desmereceria a meritocracia.
A pergunta que não quer calar: Porque premiar uma polícia civil que não esclarece crimes?
A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro divulga índices de elucidação de crimes?
Ou os esconde porque tem vergonha de mostrar a taxa pífia desmoralizaria o governo?
Mais uma coisa: Como esta iniciativa não compõe uma política pública (é uma ação isolada, descoordenada), existe acompanhamento destas estatísticas ou verificação de veracidade? Duvido...
Novela repetida
Uma decisão errada, como a premiação por “atos de bravura”, criada pelo governo Marcello Alencar (PSDB), em 1995, pode ter efeitos desastrosos. O bônus, que ficou conhecido como "gratificação faroeste", estimulou mortes em supostos confrontos, registrados como autos de resistência. Isso ficou comprovado em levantamento feito pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser), intitulado Letalidade da Ação Policial no Rio, que mostrou que, desde que começaram as premiações, o número de mortos em ações policiais dobrou na capital, subindo de 16 para 32 por mês, e o índice de letalidade subiu de 1,7 para 3,5 mortos por ferido. Para validar os dados, o Iser comparou dois períodos: janeiro de 1993 a abril de 1995 (anterior à aplicação da gratificação) e maio de 1995 a julho de 1996, posterior. Medida efetiva é uma política que pague bem os profissionais de segurança pelo trabalho desenvolvido, um bom salário e incentivos profissionais".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO