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quarta-feira, 1 de abril de 2009

INTERNET - ESPIONAGEM.

EMAIL RECEBIDO:
Grupo invade computadores em 103 países.

Uma rede de espionagem online com base na China invadiu em menos de dois anos 1.295 computadores em 103 países para roubar documentos e informações secretas de entidades públicas e privadas, informou um centro de pesquisas canadense. A reportagem é da Agência Estado.
De acordo com o texto, a operação de espionagem cibernética é tida como a maior já revelada na história. De acordo com o estudo feito pelo Centro Munk para Estudos Internacionais, da Universidade de Toronto, entre as vítimas da violação estariam as máquinas dos escritórios do líder espiritual tibetano, Dalai-Lama, na Índia, Bélgica, Grã-Bretanha e Estados Unidos.
O relatório reacendeu o debate em torno da segurança cibernética, tema do qual o presidente dos EUA, Barack Obama, já vem se ocupando desde que assumiu o governo, em janeiro. Preocupado em tornar mais seguras as redes públicas e privadas do país, Obama incluiu na proposta de orçamento para 2010 um financiamento de US$ 355 milhões para a manutenção do setor — essencial para a economia e para a defesa dos EUA.
A investigação da rede de espionagem teve início no meio do ano passado, quando o centro canadense foi convidado pelo escritório do Dalai-Lama para examinar seus computadores, em busca de softwares contaminados. Após intensas pesquisas, o centro descobriu que, além de espionar as máquinas do líder religioso, o sistema de hackers — o qual eles chamaram de "Rede Fantasma" — tinha como alvo governos do Sul e do Sudeste Ásiático.
O centro afirmou que não encontrou provas de que computadores do governo dos EUA tenham sido invadidos, mas afirmou que uma máquina da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) foi monitorada por espiões, assim como os computadores da Embaixada da Índia em Washington.
Ataques
Segundo os investigadores, além de ter roubado um número não especificado de arquivos, os hackers também podem ter usado as máquinas para espionagem do local onde estavam ao ligar as webcams e gravadores de áudio dos computadores invadidos para monitorar o que ocorria na sala onde estavam instalados. Entretanto, não foi possível descobrir se essa tática foi usada e o conteúdo dos documentos roubados também não foi estabelecido. Os computadores de Dalai-Lama, porém, tiveram centenas de e-mails interceptados.
Os pesquisadores devem divulgar o documento essa semana. Contudo, apesar de terem concluído que dos quatro centros de controle por onde foram feitas as invasões, três estavam na China, eles afirmaram que não poderiam concluir que houve envolvimento do governo chinês nas ações.
Ainda de acordo com a reportagem, algumas das interceptações feitas pelo grupo de espionagem tiveram alguns efeitos na política de Pequim. Após o escritório do Dalai-Lama enviar um convite por e-mail para um diplomata estrangeiro, o governo chinês ligou para o mesmo diplomata desencorajando a proposta de visita.
Em outro caso, uma mulher que fazia contatos entre exilados tibetanos e cidadãos chineses foi impedida de voltar para o Tibete por funcionários da inteligência de Pequim, que mostraram transcrições de suas conversas online.
Os canadenses descobriram também que a China teria grampeado ligações telefônicas feitas pela internet, além de ter interceptado mensagens instantâneas. Um porta-voz do Consulado da China em Nova York negou as acusações. Afirmou que Pequim é contra essa atitude e proíbe qualquer tipo de crime cibernético. Com informações do jornal The New York Times.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 30 de dezembro de 2007

JORNAL DO BRASIL - POLÍCIA DE NEW YORK

Hoje, o Jornal do Brasil publica uma matéria sobre a aplicação dos novos policiais nas ruas mais violentas da cidade, a operação impacto.

A seguir transcrevo a notícia publicada no JB Online:
http://jbonline.terra.com.br/editorias/rio/papel/2007/12/30/rio20071230005.html
Novos policiais já estréiam no fogo
Al Baker THE NEW YORK TIMES

A prefeitura de Nova York anunciou na semana passada que todo novo policial da cidade será mandado para as ruas mais violentas de suas regiões. A medida faz parte de uma ampla operação contra a criminalidade, que as autoridades dizem já ter produzido quedas históricas nos índices de delitos. Um exemplo, que poderia gerar frutos para a política de segurança do Rio.
Autoridades policiais e o prefeito Michael R. Bloomberg explicaram que cada um dos 914 novos recrutas que prestaram juramento há dias vão aderir ao programa, batizado de Operação Impacto. Também anunciaram que houve menos ocorrências das principais modalidades de crime neste ano - principalmente nas escolas e no metrô - inclusive casos de homicídio, que tendem a ficar abaixo de 500 pela primeira vez desde que a cidade começou a fazer estatísticas, há 44 anos.
As áreas que têm registrado repetidamente altos índices de violência, como o Brooklyn, vão receber maior número de policiais da Operação Impacto, informou o chefe de Polícia, Raymond W. Kelly. Também estão entre essas áreas trechos de Brownsville, Bedford-Stuyvesant, Crown Heights e da região Leste de Nova York.
A Operação Impacto, que começou em 2003, vai unir novos recrutas a policiais experientes e supervisores para combater o crime em áreas específicas, onde há picos de ocorrências criminais. No momento em que o Departamento de Polícia de Nova York enfrenta uma crise no recrutamento de agentes, o reforço vai dobrar, para mais de 1.800, o número de policiais envolvidos na operação, numa força que tem 35.400 homens.
- Se você analisar o mapa da criminalidade, vai ver que ela está claramente concentrada em poucos pontos. As pessoas que moram nessas áreas têm o direito de viver em segurança tanto quanto aquelas que têm a sorte de já viver tranqüilamente hoje - ressaltou o prefeito, ao lado do chefe de Polícia e de uma multidão de delegados no 28º distrito (Harlem).
Menos assassinatos
Segundo o chefe de Polícia, até as 7h30 da última quarta-feira, foram registrados 484 homicídios em Nova York, 97 a menos do que no mesmo período no ano passado. Autoridades confirmaram os homicídios na cidade tendem a ficar abaixo dos 500 em 2007 - a mais baixa taxa anual desde que o Departamento de Polícia começou a registrar estatísticas, em 1963, quando, por sinal, foram registrados 548 assassinatos.
O homicídio, considerado um bom índice para aferir as tendências da criminalidade numa região, não foi o único tipo de crime que diminuiu. Até o último dia 23, os índices de violência caíram 6,3%, se comparados com o mesmo período do ano passado. Estupros, assaltos a estabelecimentos, roubos e furtos também diminuíram. Apenas os assaltos a transeuntes cresceram, de 16.801 para 16.864, um aumento de 0,3%.
Dennis C. Smith, professor na Escola Wagner de Serviço Público da Universidade de Nova York, definiu o reforço da Operação Impacto como a "utilização concentrada de recursos escassos". Ele temia que as autoridades pudessem restringir o programa por causa da crise de recrutamento de novos policiais.
- É a comprovação do que tem sido feito pelo país, numa dimensão menor: o policiamento com foco funciona - disse o professor.
[ 30/12/2007 ] 02:01
A matéria fala da existência de uma crise no recrutamento para o Departamento de Polícia de New York.
A Polícia Militar enfrenta a mesma crise, há algum tempo, sendo que no nosso caso a qualidade dos que atendem ao recutamento é o principal motivo.
Os salários baixissimos e o risco profissional (risco de morte) contribuem certamente para o problema.
No último concurso para o Curso de Formação de Soldados, foram oferecidas 2.000 (duas mil vagas) e a relação candidato vaga foi superior a 13 (treze) candidatos para cada vaga.
A seleção ainda não foi concluída, sendo certo que menos de 1.000 (mil) candidatos serão aprovados, sobrando mais de 1.000 (mil) vagas.
Tal fato já ocorreu outras vezes, o que comprova que bons salários não são apenas importantes, são imprescindíveis.
Enquanto não aceitarmos essa necessidade imperiosa, o problema da insegurança pública não terá solução.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL
CORREGEDOR INTERNO