
http://oglobo.globo.com/online/rio/default.asp?1
35,50%
27,59%
25,46%
NÃO: 60,96%
SIM: 39,04%
Apenas 11,45% dos votantes aprovaram a política de segurança pública, sem restrições.
Obviamente, toda pesquisa tem as suas limitações e não podemos tomar a parte pelo todo, muito menos, alegar o dito popular que a “voz do povo é a voz de Deus”.
Porém, também não podemos desprezar a possibilidade do resultado refletir a opinião pública, tendo em vista que a avaliação positiva inicial do governo estadual, não foi a mesma no final do ano passado.
E a explicação me parece simples.
As três áreas prioritárias do governo, que receberiam maior atenção - segurança, saúde e educação – terminaram o ano como começaram.
Pelo que sabemos os políticos promovem as suas próprias pesquisas de opinião para avaliarem os seus desempenhos junto à população, inclusive discursam e traçam diretrizes de ação tendo essas avaliações como parâmetros.
O que é bem avaliado vira tema recorrente em cada entrevista, o que não é, passa a ser um tema proibido, que deve ser evitado.
Segurança pública é o tema do momento, não pode ser colocado embaixo do tapete, esquecido nos discursos.
O quadro de insegurança precisa ser verdadeiramente revertido, nós precisamos e nós merecemos.
Deixando a pesquisa para os técnicos, três aspectos precisam ser destacados:
1º) O estabelecimento da política de segurança pública é uma responsabilidade do governador. Os elogios e as críticas devem obedecer a essa verdade e ter esse destinatário.
2º) A política de segurança pública, nos últimos anos, já experimentou diferentes estratégias e táticas, inclusive o enfrentamento direto aos criminosos encastelados em comunidades carentes, como ocorre no atual governo. Inclusive com incentivos pecuniários, que o estado paga até hoje!
3º) Uma única estratégia nunca foi tentada, tendo sido descartada seguidamente pelos governos estaduais, investir na valorização do POLICIAL, principalmente, pagando salários dignos.
Todos nós, cidadãos fluminenses, devemos cobrar do governo estadual a implantação dessa estratégia.
Policiais mal pagos, sem cidadania, não podem cultivar a auto-estima e não podem estar motivados.
Nenhum profissional desmotivado produz.
Isso é um fato!
Qualquer dúvida, perguntem à iniciativa privada se os colaboradores podem estar desmotivados.
Enquanto os salários dignos não forem uma realidade, continuaremos na realidade dessa insegurança pública.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORREGEDOR INTERNO
