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domingo, 3 de abril de 2011

MENSALÃO DO PT: A DESMORALIZAÇÃO DO BRASIL E DOS BARSILEIROS.

O mensalão do PT (13) desmoralizou o Brasil e a todos nós brasileiros, demonstramos que somos um agrupamento de pessoas que ficou e permanece inerte diante de um dos maiores escândalos da história brasileira. Não merecemos a qualificação como POVO, somos um amontoado de frouxos, que adoramos cerveja, praia, carnaval e futebol.
Somos um bando de otários.
SITE G1
Relatório da PF afirma que mensalão teve dinheiro público
Amigo e segurança do ex-presidente Lula, Freud Godoy, recebeu recursos.
Revista Época detalha o esquema do mensalão, que possui 38 réus.
O relatório final da Polícia Federal sobre o escândado do mensalão, publicado pela revista Época neste fim de semana (leiam), revela que o dinheiro usado para abastecer o chamado "valerioduto", operado pelo publicitário Marcos Valério, teve origem em recursos públicos.
Segundo a revista, a investigação também revela novos beneficiados no escândalo. Um deles é amigo e segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Freud Godoy. Ele confessou à Polícia Federal que recebeu R$ 98 mil de Marcos Valério em janeiro de 2003 como pagamento por serviços de segurança prestados à campanha de Lula no ano anterior.
A Época mostra que a investigação chega perto do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. A polícia descobriu que Rodrigo Fernandes, tesoureiro da campanha de Pimentel à prefeitura de Belo Horizonte em 2004, recebeu R$ 247 mil.
Uma das empresas de Marcos Valério, a DNA, pagou R$ 650 mil, em 2003, à empresa Alfândega Participações, de Álvaro Jucá, irmão do líder do governo no Senado Federal, Romero Jucá. O relatório da polícia diz que a empresa não comprovou como o dinheiro foi gasto.
O que foi o "valerioduto"?
O chamado "valerioduto" distribuía dinheiro a políticos do PT e de partidos da base aliada. O escândalo provocou a maior crise política do governo Lula. O então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, apontado como chefe da "quadrilha", perdeu o cargo e teve o mandato de deputado cassado. O delator do esquema, Roberto Jefferson, também perdeu o mandato. Outros deputados renunciaram para não perder os direitos políticos.
Segundo a polícia, as empresas de Marcos Valério faziam contratos de publicidade com o governo federal. Os contratos eram superfaturados e nem todos os serviços eram prestados. Esse dinheiro era usado para pagar o mensalão. Marcos Valério também conseguia recursos junto ao Banco Rural e à Brasil Telecom, na época comandada pelo banqueiro Daniel Dantas.
Marcos Valério fazia empréstimos de fachada para justificar a origem do dinheiro e burlar a fiscalização. Os recursos circulavam por várias contas até serem distribuídos às pessoas indicadas pelo comando do PT. Segundo a polícia, 100 pessoas teriam recebido dinheiro de Marcos Valério, em um total de R$ 55 milhões. O dinheiro era destinado a campanhas eleitorais, ou ao uso pessoal.
Processo
O relatório da Polícia Federal foi entregue há um mês ao ministro Joaquim Barbosa, relator do caso do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). As novas revelações se somam à ação penal que já corre no Supremo. Até o momento, o caso tem 38 réus. Ainda não há data marcada para o julgamento do mensalão. O documento foi anexado ao processo e encaminhado ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que terá, agora, de apresentar seu parecer.
Outro lado
O advogado de Marcos Valério negou o uso de dinheiro público. "Nós fizemos defesa em curso do processo e requeremos a realização de perícias, que foram feitas e que demonstram que não houve desvio de dinheiro público", disse Marcelo Leonardo, advogado do publicitário.
O advogado de Daniel Dantas negou a participação do banqueiro no esquema criminoso. "Ele é inocente de todos os crimes e estamos nos defendendo dentro da regras do estado de direito", disse Andrei Zenkner Schmidt, advogado de Daniel Dantas.
O senador Romero Jucá disse que, tanto ele quanto o irmão, Álvaro, estão indignados e consideram as acusações um "absurdo". O senador afirmou também que, nem ele, nem o irmão, conhecem Marcos Valério.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou que a prestação de contas de sua campanha à prefeitura de Belo Horizonte, em 2004, foi aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral, e que seu nome jamais foi incluído em qualquer processo do mensalão.
A assessoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que ele não teve acesso ao relatório da Polícia Federal. Por isso, não se manifestaria sobre o assunto.
O advogado de Freud Godoy, Augusto de Arruda Botelho, afirmou que nada tem a acrescentar aos depoimentos dados à Polícia Federal.
Assistam o vídeo da reportagem (acesse).
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 23 de março de 2009

E SE ELE RESOLVER FALAR...

FOLHA DE SÃO PAULO:
23/03/2009.
DEFESA DE MARCOS VALÉRIO NEGA NEGOCIAR DELAÇÃO PREMIADA.
"A defesa do publicitário Marcos Valério de Souza nega a existência de qualquer negociação de acordo de delação premiada para seu clique.
De acordo com reportagem da Folha desta segunda-feira, a conversa entre os advogados de Valério e o Ministério Público seria no sentido de reduzir ou isentar o empresário de uma possível pena em troca de informações que podem levar a novas provas do esquema do mensalão. (clique e leia)".


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

CONFUSAÃO ENTRE OS DETENTORES DO PODER - MARCOS COIMBRA

Um novo artigo do Professor Marcos Coimbra:

CONFUSÃO ENTRE OS DETENTORES DO PODER
Prof. Marcos Coimbra
Membro efetivo do Conselho Diretor do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES), Professor aposentado de Economia na UERJ e Conselheiro da ESG.
"A recente entrevista do ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu, concedida à revista Piauí, continua a repercutir intensamente na opinião pública. Dentre outras revelações, ressaltou que: “Esse pessoal vem dizer que o Delúbio era o homem da mala. Não dizem é que a mala era para eles. (...) A construção da sede do PT gaúcho foi financiada com recursos de caixa dois de campanha eleitoral. (...) Para o Lulinha não importa a verdade. Pegava pesado”. Sobrou até para a presidente do PSOL, ex-senadora Heloisa Helena: “Ela votou contra a cassação do Luiz Estevão. Votou mesmo, e por motivos inpublicáveis”.
Diante da reação dos atingidos, dentre os quais destacam-se altos dirigentes do PT gaúcho, como o atual ministro da Justiça, Sr. Tarso Genro, e a presidência do PSOL, o ex-ministro procurou amenizar suas declarações, pedindo desculpas aos companheiros gaúchos pelos transtornos causados, atribuídos a um mal-entendido, segundo ele. Ora, sabendo-se que existe em curso um processo no STF contra os 40 acusados do “mensalão”, ainda em sua fase inicial, com a tomada de depoimentos dos réus, fica a indagação: Por que o ex-ministro, réu no citado processo, fez estas assertivas neste momento, consciente das conseqüências danosas ao seu partido?
É sabido que o Sr. Inácio da Silva é detentor de um poder político próximo ao absolutismo, cm o aparelhamento partidário do Estado, controle quase total do Legislativo e influência decisiva no Judiciário. O Sr. José Dirceu tinha a posição de um primeiro-ministro, quando era da Casa Civil, mais poderoso do que a atual ministra Dilma Roussef, sendo atualmente um dos mais prósperos consultores privados do país, inclusive com atuação internacional destacada.
Na avaliação do deputado estadual Cláudio Diaz (PSDB-SP) o Sr. Dirceu “pode estar usando a imprensa para enviar recados a correligionário ou mesmo para retaliar sobre possíveis negócios frustrados com o governo em sua atual atividade: o deputado cassado é hoje consultor de empresas provadas”. São hipóteses plausíveis, porém não descartam outras.
A direção do PSOL divulgou nota de repúdio contra o ex-ministro, registrando: “O PSOL não vai responder no mesmo tom desqualificado da citada entrevista. Não vai reativar suspeitas sobre o comportamento do guerrilheiro que nunca fez guerrilha. (...) Prefere admitir que esteja diante de um caluniador conseqüente. (...) Ou então, e na melhor das hipóteses, que está diante de um desvairado, em surto psicótico. (...) É típico dos renegados que abandonaram as posições de progressistas de esquerda, sobre as quais construíram suas vidas políticas, para se transformarem em lobistas do grande capital”.
Seja qual for a leitura interpretativa do fato, é evidente que existe uma causa, não conhecida hoje e talvez nunca revelada e conseqüências diversas e graves. Em paralelo, surge a notícia de que o empresário Marcos Valério não vai cumprir a pena de dois anos e onze meses de reclusão a que foi condenado, por crime contra a ordem tributária, em processo iniciado em 2001, em Minas Gerais. Para livrar-se da acusação, o Sr. Valério pagou integralmente a dívida de R$ 6,82 milhões que uma de suas empresas, a agência de publicidade DNA, tinha com o INSS. Existe uma jurisprudência do STF, segundo a qual, nos crimes contra a ordem tributária, a punibilidade é extinta quando efetuado o pagamento integral da dívida. No processo em curso no STF, o Sr. Valério é réu em cinco crimes: corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas. Mas, como escapou agora, é quase certo que escapará de novo, possivelmente graças à prescrição destes crimes, que deverá ocorrer, ao longo do tempo.
Parece que o filósofo Sr. Delúbio Soares estava com a razão quando declarou que, no futuro, tudo isto seria motivo de brincadeira em discussões de botequim. O cidadão comum, perplexo, não entende o que está acontecendo. Passa a descrer na Justiça e nas Leis. É induzido a acreditar que o crime compensa. Pergunta de onde surgem estas fortunas. Por que a Receita Federal não apura a origem desta “dinheirama”, ao invés de perder tempo com pobres contribuintes que se enganaram em um cálculo, caindo na rigorosa “malha fina”?
Enfim, até quando vamos agüentar este descalabro?"
Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
Sítio: www.brasilsoberano.com.br
Artigo escrito em 07.01.2008 para o Monitor Mercantil.

MARCOS COIMBRA

PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA

CORREGEDOR INTERNO