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quarta-feira, 22 de julho de 2009

PRINCÍPIOS DA DOMINAÇÃO PELA PROPAGANDA - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

“PRINCÍPIOS DA DOMINAÇÃO PELA PROPAGANDA”
Maria Lucia Victor Barbosa
22/07/2009
Durante quatro eleições presidenciais o PT tentou elevar ao cargo máximo da República o pernambucano Lula da Silva. Por que só na quarta eleição conseguiu? Por que finalmente o ex-sindicalista foi considerado carismático, gênio da raça, “luz do mundo”?
A resposta é simples: porque nas três eleições perdidas a propaganda do PT era fraquíssima. Só quando Duda Mendonça entrou em cena foi que as coisas mudaram. O eleitorado cativo de 30% foi ampliado e eleitores antes avessos ao discurso incendiário do líder sindical se rederam à barba aparada, ao terno Armani, ao discurso conciliador que nada tinha mais a ver com o prometido e nebuloso socialismo petista que, diga-se de passagem, nunca foi esclarecido.
Na propaganda da quarta eleição e, sobretudo, na manutenção do poder petista, o marqueteiro real colocou em prática alguns princípios que ilustrarei com uns poucos exemplos para melhor compreensão das técnicas empregadas.
1 – Simplificação ou inimigo único. – É importante ter um símbolo e transformar o adversário em um único inimigo. Os símbolos tem se sucedido: Fome Zero, pré-sal, PAC. O adversário é a “elite”, apesar de Lula e companheiros serem hoje a elite do poder, econômica e política. Faz tempo que o PT largou o macacão e veste Armani. Mas para efeitos externos, elite é inimiga e coisa ruim e o presidente da República um pobre operário.
2 – Método de Contagio – Imprescindível reunir vários adversários numa só categoria. Por isso se fala em “oposição” que não deixam o coitado do Lula governar. A realidade mostra que não existe oposição para valer ao governo petista. Tudo está comprado, cooptado, dominado.
3 – Transposição – Carregar sobre os adversários os próprios erros e responder ataque por ataque faz parte da dominação, é importante. Assim, os outros são corruptos, imorais, inimigos da pátria. O PT é o único partido ético e sabe reagir ao menor esbarrão. Truculência é antiga lição aprendida em sindicatos e dá medo.
4 – Exagerar e Desfigurar – Quem já não ouviu que o impeachment de Lula da Silva, a defenestração de Sarney, a CPI da Petrobrás põem em perigo a governabilidade? Mais uma mentira em que se acredita piamente
5 – Vulgarização – Pela boca de Lula o discurso é adaptado ao nível dos menos instruídos. O PT sabe que a capacidade receptiva da massa é limitada, que o povo tem grande facilidade em esquecer e um mínimo de esforço mental, que uma mentira repetida vira verdade e que quanto maior a mentira mais o povo nela acredita.
6 – Orquestração – Repetir um numero reduzido de idéias é importante. Para isso se cria um bordão: “nunca antes nesse país”, que vem acompanhado das realizações que só Lula fez desde o descobrimento do Brasil, algo que converge sempre para o culto da personalidade do presidente,
7 – Renovação – Informações e argumentos devem seguir ritmo rápido de modo que quando o adversário criticar o público já está interessado em outro fato. Isso tem acontecido, inclusive, com a sucessão de escândalos de corrupção do governo, de tal forma vertiginosa que quando surge um o outro já está esquecido.
8 - Verossimilhança – Outro princípio que se baseia na construção de argumentos a partir de fontes diversas, através de informações fragmentárias. Exemplo: para ajudar o compañero e presidente do Paraguai, o bispo célebre por sua incontinência sexual, Lula da Silva romperá o Tratado de Itaipu onerando mais ainda os brasileiros pelo uso da eletricidade. Nesse caso, Celso Amorim justifica o injustificável com um malabarismo verbal ao dizer que o Tratado restringe a comercialização de energia a “entes” dos dois países – Eletrobrás e Ande – “mas não diz que é cada um em seu país”. Estranhas explicações também foram dadas nos casos da Bolívia, Venezuela, Argentina, quando interesses do Brasil foram sacrificados em nome do projeto de poder de Lula da Silva na América Latina.
9 – Silenciação – As questões para as quais não se tem argumentos devem ser encobertas e dissimuladas com a ajuda dos meios de comunicação. Exemplo: enquanto pessoas morrem em corredores de hospitais Lula da Silva diz diante de câmaras e microfones que a Saúde brasileira está perto da perfeição.
10 – Transfusão – É necessário criar um complexo de ódios que possam arraigar-se em atitudes primitivas. Lula e seu governo têm, com êxito, estimulado o ódio de negros contra brancos, de pobres contra ricos. A culpa de tudo é dos “brancos de olhos azuis”.
11 – Unanimidade – Muitos devem ser convencidos de que pensam como todo mundo, de modo a criar a falsa impressão de unanimidade. Isso é visto claramente nas pesquisas de opinião, quando Lula da Silva aparece com altos índices de aprovação.
Estes “Princípios de dominação pela Propaganda”, publicados em 24/06/2009 no Ex-Blog de Cesar Maia, não foram elaborados por Duda Mendonça ou qualquer outro marqueteiro do PT, mas por Joseph Goebbels, chefe de propaganda de Hitler. E se na adiantada Alemanha o Holocausto foi aceito com naturalidade, por que Mahmoud Ahmadinejad, que prega a destruição de Israel e nega o Holocausto, não pode ser recebido de braços abertos por Lula da Silva, tão afeito aos déspotas mundiais?
Como dizia Boris Casoy: “Tá tudo dominado”.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 1 de julho de 2009

CONHEÇA O BRASIL, CONHECENDO O SEU "PRESIDENTE".

Revista Veja - O Filtro - Juliano Machado.
Lula encontra Ahmadinejad e al-Bashir na Líbia:
O presidente Lula vai passar por novos constrangimentos durante a reunião de cúpula da União Africana, na Líbia. Isso porque vai se encontrar com líderes polêmicos, como o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, reeleito num processo com suspeitas de fraude, e o sudanês Omar al-Bashir, que possui contra si uma ordem de captura internacional por crimes contra a humanidade. O Globo informa que Lula foi pragmático ao comentar o suposto mal-estar: “Sou convidado da UA. Quando você é convidado, não pergunta quem são os outros convidados, você vai. Não vejo nenhum problema.” Em tempo: recentemente, no Catar, Lula evitou um almoço em que se sentaria ao lado de Bashir; em maio, o Itamaraty se livrou de uma indesejável visita de Ahmadinejad ao Brasil, no auge das críticas por suas declarações antissemitas. Nada como um encontro após o outro…
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 20 de junho de 2009

O AIATOLÁ LULA DA SILVA - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA - SOCIÓLOGA.

O AIATOLÁ LULA DA SILVA
Maria Lucia Victor Barbosa
20/06/2009
O presidente Lula da Silva para uso interno, ou seja, no Brasil, é visto por companheiros e admiradores como uma espécie de aiatolá, uma criatura dotada de poderes supremos. Ele paira acima de qualquer suspeita, de qualquer lei, faça o que fizer, diga o que lhe passar pelo bestunto. Frei Betto chamou Lula da Silva de ‘luz do mundo”. A propaganda tratou de divinizar o “pobre operário” no altar da pátria como um redentor capaz de redimir pobres e oprimidos. Funcionou bem a religião de Estado.
Em tempos idos o PT foi uma espécie de seita religiosa com dogmas, credos e auréola. Seus adeptos diziam orgulhosamente pertencer ao único partido ético do Brasil e o fanatismo dos militantes era tal que granjeou ao PT a alcunha de Partido do Taleban, zombaria que os seguidores de Lula-lá reagiam com ira revolucionária.
Da época da “santidade” petista nada restou, pois a chegada ao poder sempre transforma revolucionários naquilo que sempre foram contra. E eles costumam serem mais corruptos, mais aproveitadores, mais gananciosos, mais apegados aos privilégios do que seus antecessores, pouco se lixando para os que outrora disseram defender. Ex-revolucionários costumam ir à forra sublimando seus recalques, vingando-se da vida anterior medíocre, sem brilho, sem a fascinante grandeza que os cobiçados cargos conferem.
O PT foi à forra quando na quarta tentativa emplacou o ex-sindicalista. O grande sacerdote José Dirceu tornou o Estado território sagrado dos companheiros. E do cargo mais alto da República Sindicalista, com o aiatolá Lula, a sacerdotisa Dilma, ou quem for eles não saem mais. Para manter a permanência, contudo, é necessário que Lula garanta e proteja sua “guarda” nada revolucionária que incorpora não só a elite dos companheiros, como os “basij”, “reservistas” constituídos pelos adeptos de outros partidos, de banqueiros, de grandes empreiteiros, de grandes empresários, enfim, o eleitorado pouco mencionado, mas vital para que o PT permaneça por pelo menos mais vinte anos no poder, tempo sempre ventilado sutilmente.
Internamente, segundo pesquisas de opinião, o prestígio de Lula da Silva cresce não só na massa dos agraciados com as bolsas esmolas, mas também em meio à elite financeira que sustenta as custosas campanhas de Lula e dos petistas.
Externamente, contudo, o bestialógico do presidente da República, constante em suas numerosas viagens, além de incidentes diplomáticos como o havido no caso do assassino e terrorista italiano, Cesare Battisti, protegido do Ministro da Justiça, devem esta minando a imagem do próprio país no exterior.
A última conversa de botequim de Lula da Silva aconteceu na ONU, quando comentou em forma de piada futebolística sobre as eleições no Irã e os protestos de milhões de iranianos, eleitores de Mir Hossein Mousavi, que alegam ter havido fraudes no pleito que reelegeu Mahmoud Ahmadinejad.
O presidente brasileiro afirmou que as manifestações violentas nas quais pessoas morreram e outras ficaram feridas, eram apenas “coisa entre flamenguistas e vascaínos”, “choro de perdedores.” Duvidando das fraudes grosseiras cada vez mais evidentes na eleição iraniana, Lula da Silva contou que pretende fazer mais uma viagem, desta vez ao Irã, e que Ahmadinejad pode vir ao Brasil na hora que quiser.
Anteriormente Ahmadinejad, o homem que odeia os Estados Unidos, prega a destruição de Israel, nega o Holocausto cancelara sua vinda ao Brasil por conta dos protestos de judeus e de movimentos sociais. Contudo, o presidente brasileiro respalda também as detenções arbitrárias e a brutal censura que se estende no Irã aos partidários de Mousavi, inclusive, as feitas na Internet.
Digamos que para uso externo Lula da Silva não fez bonito diante das críticas dos líderes europeus às eleições iranianas, e mesmo perante a neutralidade norte-americana. Ele parecendo exultante diante da vitória do companheiro Ahmadinejad e se uniu a Hugo Chávez, a quem considera um democrata, e ao déspota da Coréia do Norte, Kim Jong-il, nos cumprimentos ao iraniano reeleito, o que evidencia a atual tendência da política externa brasileira de se agregar à escória mundial. E o gracejo, “flamenguistas e vascaínos”, traduziu mais um vexame internacional que fez corar os brasileiros que prezam a democracia, a liberdade e possuem respeito pelos direitos humanos.
Não é à-toa que ONGs internacionais deploram o papel que o Brasil vem tendo no tocante ao apoio dado a países que não respeitam os direitos humanos. Mas, para uso interno, o aiatolá Lula da Silva provoca êxtases e ainda terá reforço considerável na mídia que lhe dá azia, segundo sua afirmação. Além de não sair da TV, de deitar falação no programa semanal de rádio, Café com o Presidente, ele terá uma coluna de perguntas e respostas em jornais e um blog especial – imitação do blog do presidente Barack Obama – para comunicação mais coloquial com eleitores. Tamanho da fonte
Conforme Franklin Martins, ministro da Comunicação Social: “em 2008 (as verbas de publicidade) alcançaram 5.297 órgãos de comunicação em 1.149 municípios – um aumento da ordem de 961%” (O Estado de S. Paulo, 16/06/2009). (*) E, assim sendo, internamente, o aiatolá Lula da Silva seguirá sendo um sucesso.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga
mlucia@sercomtel.com.br
* nota: Perceberam como o poder político manipula a mídia. No Rio de Janeiro, o PMDB faz propaganda no horário nobre da Vênus Platinada, por semanas - SOMANDO FORÇAS).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO