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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

GUERRA DO RIO - VOCÊ NÃO ACHA QUE ESTÃO TENTANDO CRIAR UMA "BATALHA FINAL"?

Prezado leitor, dando prosseguimento a nossa tentativa de fornecer o maior número possível de subsídios para permitir a você que tire as suas conclusões sobre a GUERRA DO RIO, não sendo levado pela mídia a conclusões fora da realidade, como ocorreu recentemente com relação às UPPs, solicitamos a sua atenção para os seguintes aspectos:
1) As autoridades estão se revezando em uma série de entrevistas sobre a GUERRA DO RIO, dando uma dimensão histórica à invasão da Vila Cruzeiro, dita como invencível, e do Complexo do Alemão, atribuindo um ineditismo e uma importância que parece transformar este momento como a BATALHA FINAL contra o tráfico de drogas.
2) A mídia só fala no assunto, nada mais natural, uma overdose de informações.
3) Lembro que em maio de 2007, há mais de três anos, a polícia invadiu o complexo do Alemão, onde ficou por quase dois meses, período em que dezenas de pessoas foram mortas (leia).
4) Lembro que em abril de 2008, há dois anos e meio, a Polícia Militar tomou a Vila Cruzeiro e o BOPE hasteou a sua bandeira (leia).
5) No Rio de Janeiro, existem de cerca de 1.000 comunidades carentes (favelas), em conformidade com dados da Prefeitura do Rio, no início de 2009 (assista), já na gestão Eduardo Paes (PMDB). Além disso, conforme O Globo noticiou, dias atrás, considerando as 250 maiores comunidades, os milicianos dominam 105 delas, a maior facção do tráfico, a que está sendo combatida pelo governo, domina 55 comunidades (leia).
Prezado leitor, diante desses fatores, responda:
O que estamos assistindo nas telas da TV é a BATALHA FINAL contra o tráfico de drogas?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

EX-BLOG DO CESAR MAIA - EDITORIAL DO JORNAL O GLOBO.

A REALIDADE DAS FAVELAS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO!
Trechos do Editorial do Globo de 20/11/2009.
1. "Um olhar mais crítico revela coisas diferentes. As favelas não sufocam o Rio. Ocupam 3,8% da extensão do município. De uma população de 6 milhões, 1 milhão é de favelados, 18% a 19% da população o que equivale ao cenário de SP ou dos EUA. A média de habitante por domicilio, no município, era de 3,25. Na favela de 3,6. Em sua esmagadora maioria de gente honesta.
2. São comunidades pobres, mas não miseráveis. Os serviços básicos já estão lá: 95% de casas de alvenaria, energia elétrica em 100% das casas; água 99%, esgoto servindo a 96%; coleta de lixo, a 96%.
3. Este é em boa parte, o resultado do FAVELA-BAIRRO, que beneficiou a 71% da população favelada. Nessas comunidades, o numero de pessoas ocupadas se parece com o restante da cidade: 23% trabalham no local e 37% no entorno, o que mostra que o transporte não é um gargalo. A escola pública ali é bem avaliada.
4. Sendo assim, qual é a demanda essencial? Por larga margem a segurança. Estado e sociedade estão presentes nas favelas. Mas não o policiamento ostensivo."
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO