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terça-feira, 22 de março de 2011

UPP DA CIDADE DE DEUS - COMENTÁRIO.

COMENTÁRIO ANÔNIMO:
Boa noite Cel.
Pertenço ao efetivo da Cidade de Deus e sugiro o seguinte ao senhor:
Pergunte aos policiais da UPP Cidade de Deus duas coisas:
1ª - Como ficou a escala de Carnaval;
2ª - Se eles estão satisfeitos com o comando atual.
O telefone da base é o 2333-6535 (Deveis saber).
P.S.1 É fato que todos concordamos com o extra remunerado, mas não devemos promover insatisfação na tropa ou devemos?
P.S.2 (e não é video-game!) 01 CB e um SD que não estavam escalados compareceram voluntariamente, porque não viram seus nomes na escala do extra, motivo?
Para não serem punidos depois? não.
Dito por eles - Pra somar "meu chefe"
Esse é o clima da UPP CDD.
Acredita?
Faz uma pesquisa e comenta depois!
Abraço.
Parabéns pela luta!
COMENTO:
O comentário foi recebido após nossa mobilização na Cidade de Deus na Visita do presidente Obama.
Sinceramente, fico feliz se a tropa está satisfeita, mas não foi isso que percebi, considerando que vários reclamaram comigo do extra, em face da perda da folga. Reclamaram do não recebimento da gratificação e da falta de armamento para todos. Isso sem falar que ao longo do tempo tenho recebido várias reclamações. Só o fato da realização das instruções de educação física após saírem de serviço renderam várias queixas.
Vamos aguardar para avaliar melhor, inclusive a alegada apresentação expontânea para trabalhar no carnaval 2011 deve ser alvo dessa análise, afinal Serra Pelada aconteceu há pouquíssimo tempo e lá não faltaram voluntários.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 11 de março de 2011

POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES: ESCALAS EXTRAS E O BANCO DE HORAS.

SITE BOMBEIROS DO BRASIL
Escalas Extras e o Banco de Horas

Acabou se tornando tradição no CBMERJ e na PMERJ a famigerada escala extra. A realidade é que na prática existem tantas escalas extras que elas perderam este caráter. Deixaram de ser um serviço EXTRAORDINÁRIO e passaram a ser uma forma barata de empregar o militar em atividades para qual o mesmo não deveria trabalhar. Dizemos barata, para não dizer gratuita.
Etimologicamente o radical "extra" provém do termo "extraordinário", ou seja, além do ordinário, além do comum, fora do comum. O objetivo da escala extra é justamente este. Em casos extraordinários o militar pode ser escalado para tentar normalizar a grave situação em que a sociedade se encontra. Podemos citar o Estado de Sítio e o Estado de Defesa, por exemplo.
Todavia muitos superiores hierárquicos desvirtuaram este entendimento e se utilizam até hoje do termo "necessidade de serviço" para empregar o militar em qualquer situação, atém mesmo as mais infundadas. Todo bombeiro já deve ter ouvido alguma vez a seguinte sentença: "De palhaço a astronauta o bombeiro faz de tudo". Pois é! É a prova de que já está arraigada no costume das tropas esta ilegalidade. Mas e aí? Vai ficar tudo por isso mesmo? Não! Nós não compartilhamos dessa posição e acreditamos que podemos nos movimentar para melhorar essa situação.
É bem verdade que nos tempos de hoje muita coisa melhorou. Oficiais preocupados com a tropa e cada vez mais compassados com o texto da Constituição Federal têm evitado se utilizar da escala extra para sacrificar o militar. E sabemos que a falta de efetivo por muitas vezes expõe o comando a situações no mínimo embaraçosas. Já é comum vermos na imprensa alguns casos de atraso de socorros. O que fazer?
Agora fica a ideia. Sabemos que os comandos ficam amarrados à legislação e engessados, pois não é sua competência aumentar o efetivo. Nossa sugestão é que os comandos gerais, comandos de OBM/OPM e destacamentos instituam o banco de horas. Funcionaria de forma simples. Em casos de real necessidade de serviço em que o militar fosse escalado para serviço extra o mesmo entraria numa lista com as horas trabalhadas anotadas. Assim que a poeira baixasse e a situação se normalizasse o militar poderia compensar as horas-extras trabalhadas ganhando o tempo correspondente em folga. Simples né?
Este procedimento já é adotado em várias instituições privadas que não querem ou não podem pagar horas-extras. É uma simples decisão que pode ajudar a todos, ao comando, aos militares e a sociedade. Desta maneira, teríamos um servidor trabalhando de forma mais digna, amenizando sua revolta, o que resultará num melhor serviço público prestado.
Gostou da ideia?
Imprima este texto e apresente como sugestão ao seu comandante.
Ou copie e envie para o comandante da PMERJ ou do CBMERJ.
Você também pode repassar esta mensagem para sua lista de contatos de e-mail.
Porém, se após a divulgação deste artigo e/ou apresentação do mesmo aos seu superior, os militares ainda estiverem encontrando dificuldades em solucionar o problema das escalas extras, sugerimos o download destas duas partes que com certeza produzirão efeitos. Clique nos links abaixo para baixar.
Parte solicitando cópias das escalas-extras para Ação Judicial
Parte de reposta a memorando (ou DRD) por falta do militar ao serviço extra
COMENTO:
A mobilização cresce pelo Brasil na luta pelos direitos dos Policiais e Bombeiros Militares.
Participe da mobilização, aprenda a ser cidadão.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

HOSPITAL CENTRAL DA POLÍCIA MILITAR - DENÚNCIA.

Eu escrevi algumas vezes que a saúde na Polícia Militar atravessa uma grave crise em face da falta de recursos, pois o governo estadual não repassa a contrapartida para o nosso Fundo de Sáude, que tem sobrevivido apenas com os valores pagos pelos Policiais Militares.
A crise não é mais grave graças ao esforço dos Oficiais e dos Praças do Quadro de Saúde, que não medem esforços para minimizarem as mazelas, todavia, como existe uma grande carência de profissionais nessa área, vários Policiais Militares Combatentes são aproveitados no HCPM, em face de possuirem cursos na área de saúde.
Chegou o carnaval, chegaram as escalas extras e recebo uma denúncia:
- Dezenas desses Policiais Combatentes não poderão tirar serviço no HCPM, como fazem rotineiramente, serão escalados no Sambódromo.
A ordem teria sido do Estado Maior Geral.
Penso ser uma decisão perigosa, pois esses profissionais certamente farão mais falta no HCPM, do que serão utéis no evento organizado pela Liesa, aquela com envolvimento histórico com os contraventores, segundo Beltrame.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

A "BANDA PODRE" E AS ESCALAS DE SERVIÇO.

A denúncia de que a produção de uma artista americana teria pago cinqüenta dólares por cada Policial Militar, escalado para prover a segurança da equipe, caiu como uma bomba na mídia. Não que denúncias dessa natureza sejam novidade nas instituições policiais, mas pela repercussão internacional que a denúncia alcançará, assim como, os desdobramentos da ocorrência, tendo em vista que um Cabo de Polícia ameaça processar o chefe da equipe.
E por que essa denúncia veio à tona?
Ao que tudo indica em face de ter sido feito realmente o pagamento alegado, o que colocou o contratante na condição de poder cobrar pelos serviços pagos, uma lei do comércio.
É o bordão: “To pagando”...
A escalação dos efetivos da Polícia Militar sempre foram alvos de denúncias e continuarão a ser por muito tempo, diante da completa inoperância dos mecanismos de controle e da relação simbiótica que regula as práticas criminosas nesse setor.
A venda de policiamento sempre foi alvo de denúncias e pode se materializar de várias maneiras, inclusive a alegada pelo chefe da equipe de segurança.
Conta a lenda que a cessão batedores seria outra modalidade dessa prática na proteção de dignitários.
Todavia, existem possibilidades mais rotineiras e mais facilmente justificáveis, como o simples baseamento de uma guarnição de Rádio Patrulha em um local indefinidamente, isso pode constituir essa prática delituosa, apenas citando um exemplo.
Essa modalidade é uma relação simbiótica, todos ganham, não existe vítima direta, o que torna muito difícil a sua comprovação, pois existem artifícios para justificar a imobilização da viatura, como a frequentemente alegada grande incidência criminal no local.
Uma rápida visita aos shoppings da cidade revela que alguns deles têm uma visível preferência para a alocação de policiamento, que começa pela instalação de uma cabine e a colocação de viaturas nos seus acessos, justificada pelo grande fluxo de pessoas.
Cabe lembrar que não podemos generalizar, existem casos em que se justifica o reforço de policiamento em determinando setor, por algum tempo, mas devemos observar essa prática constante para ajudar as investigações.
Cidadão, a escala atual da Polícia Militar, que excede a carga horária da jornada de trabalho do trabalhador brasileiro, determina que para a cobertura de uma guarnição de Rádio Patrulha por 24 horas, com dois Policiais Militares, são necessários oito homens, isso sem considerar férias e afastamentos temporários.
Coloque essa guarnição em um dos acessos de um grande shopping e se ainda somarmos mais oito Policiais para a manutenção de uma Cabine no local, concluiremos que dezesseis Policiais aptos estão sendo empregados apenas em um determinado local.
Nessa direção, a imobilização de efetivos pode ser considerada como um policiamento privilegiado, tendo em vista que a Polícia é para servir e proteger a todos nós, não para quem pode pagar além dos impostos.
Um policiamento privilegiado que pode estar alimentando a “banda podre”.
Os problemas com as escalas não param por aí.
Outra denúncia freqüentemente investigada é o pagamento feito por Policiais Militares da “banda podre” à Primeira Seção (P/1) das Unidades Operacionais (batalhões), para serem escalados nos serviços de GAT (Patamo), de Rádio Patrulha e de trânsito, os mais rentáveis para aqueles que usam a Polícia Militar para se locupletarem criminosamente.
Ratifico, não podemos generalizar, mas denúncias apontam que isso ocorra em algumas Unidades Operacionais.
Esse crime é de difícil investigação e de comprovação, pois os Praças querem pagar para ter o benefício de trabalhar nas atividades mais interessantes e os Oficiais querem receber, assim ninguém denúncia formalmente. As denúncias quando ocorrem, via de regra, são anônimas, o que torna a comprovação do crime uma tarefa quase impossível.
Por derradeiro, ainda existem as denúncias das dispensas das escalas de serviços mediante pagamento de propinas e as relacionadas aos Policiais fantasmas, que nunca aparecem na OPM, embora façam parte do efetivo.
O período momesco e suas escalas extras é pródigo nessas possibilidades delituosas.
O conjunto dessas denúncias determina que as escalas de serviço na Polícia Militar precisam ser mais bem fiscalizadas, o que fica dificultado pelo fato da resistência da implantação de uma intranet eficiente na corporação, que permitiria o cruzamento de dados e um controle eficaz que permitiria a investigação das denúncias com maior agilidade.
A “banda podre” quer que a PMERJ continue sendo a Polícia do papel, o que facilita essas fraudes.
Investigar essas denúncias ficou ainda mais difícil também em razão do grave enfraquecimento da Corregedoria Interna na atual gestão, não só pela diminuição do efetivo, mas pelo fato de existirem Capitães chefiando Delegacias de Polícia Judiciária Militar (DPJM).
Cidadão, imagine uma equipe chefiada por um Capitão fazendo uma inspeção na P/1 de um batalhão chefiada por um Major.
Qual a sua opinião?
E, por favor, não me venha com a resposta de que as DPJMs estão subordinadas ao Corregedor Interno, um Coronel de Polícia, tendo em vista que os problemas decorrentes da inspeção perdurarão por anos na relação do Major com o Capitão.
Eis a verdade.
Lutar por uma Corregedoria Interna forte é lutar por uma Polícia Militar mais forte ainda, o que hoje não é uma prioridade na PMERJ.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

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Férias suspensas, supressão de folgas e escalas extras...
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JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO