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segunda-feira, 13 de abril de 2009

EU TENHO VERGONHA.


Eu tenho vergonha.
Uma vergonha que rasga o peito e dilacera a alma.
Acabo de responder a uma mensagem encaminhada por um cidadão fluminense, que após diversas tentativas infrutíferas de informar à Polícia Militar, sobre graves desvios de conduta de Policiais Militares, acabou descobrindo na internet o meu email e resolveu desabafar.
Ele começa a mensagem com uma avaliação a meu respeito, o “senhor que parece ser um policial honesto”.
Eu tenho vergonha.
Uma vergonha da minha incapacidade de modificar a realidade das polícias no Rio de Janeiro, apesar dos meus mais de 33 anos de serviço, dedicados exclusivamente a minha corporação.
O cidadão aflito e que não me conhece, fez uma colocação perfeita, diante da triste realidade que ele é obrigado a vivenciar diariamente nas ruas dessa cidade que já foi maravilhosa.
Policiais Militares isolados, sem utilizar qualquer técnica policial, que foi ensinada nos curso de formação, tenho certeza absoluta, abordando veículos com 2 ou 3 ocupantes.
O interesse fica claro é a concussão.
É ganhar dinheiro, a segurança pessoal e das pessoas que estão em volta, isso não importa, o que importa é o dinheiro.
Eu tenho vergonha.
Vergonha de presenciar o vírus da corrupção infestar as instituições policiais estaduais, conduzindo ambas para o CTI, aguardando uma morte iminente, causada pela infecção generalizada e pela falência múltiplas de todos os setores.
A indignação do cidadão, caso se espalhasse por toda a sociedade, a “banda boa” da sociedade, sem dúvida, seria o remédio mais eficaz, talvez o único para deter a infecção virulenta.
Milícias dominando o Estado do Rio de Janeiro.
Milhões e milhões de reais nas mãos da criminalidade.
E, a polícia, usando um grupo de milicianos para combater o outro, ainda dando destaque na mídia.
Eles perderam a vergonha.
Eles nada temem.
Tem um padrão de vida faraônico, embora não tenham nada no seu nome, são proletariados, só possuem a prole.
Utilizam veículos que nunca poderiam comprar, custando o equivalente a 50, a 100 salários mensais.
Usam cordões e pulseiras de ouro que parecem correntes.
O nextel e os celulares são de primeiríssima geração.
É o “kit corrupto”.
Eu tenho vergonha.
A vergonha de ouvir o diálogo entre a atendente do 190 e uma senhora desesperada porque a “polícia” está dando tiros para o alto, tiros na direção do seu portão e está prestes a invadir a sua casa.
A ordem para a sua filha se esconder embaixo da cama é o retrato do Estado do Rio de Janeiro, governado há muito tempo pelo PMDB.
Um PMDB que o seu candidato a governador participou da campanha política ao lado de um ex-chefe da Polícia Civil, acusado de incontáveis crimes, dentre eles a venda de delegacias.
Ele e candidatos ao Senado e à Câmara de Deputados, homens de Brasília, que hoje fazem pose, são “senhores da moralidade”.
E, cidadão, tal história comercial pode ter algum fundo de verdade, considerando que o mesmo candidato, durante a campanha disse que iria acabar com o loteamento de batalhões e delegacias.
Ora, se um candidato ao governo do estado fez tal promessa, a possibilidade do loteamento existe.
Mais uma promessa de campanha, como a promessa de recuperar a perda salarial dos policiais e dos bombeiros.
Até hoje não sabemos se as vendas aconteciam, agora, se alguém vendia, alguém comprava, isso é a regra do mercado.
Quem “talvez” vendesse está preso e foi expulso da Polícia Civil e quem “talvez” comprasse, qual é a situação atual?
Eu tenho vergonha de ver a nação acabar.
Sim, acabar.
Uma nação pode deixar de existir de algumas maneiras, sendo que a nação brasileira está sendo destruída pela criminalidade.
Os criminosos das ruas conseguiram se unir com os criminosos infiltrados nos poderes constituídos e nos serviços públicos.
É a festa do crime.
É a festa da impunidade.
O país é deles!
Desfilam no sambódromo sob os auspícios da Liga Independente das Escolas de Samba, que é historicamente ligada à contravenção, como bem falou o Secretário de Segurança do Rio de Janeiro.
Auspício no sentido de "patrocínio".
Voam pelo mundo!
Eles perderam inteiramente a vergonha e talvez esse seja o grande erro deles, a nossa única esperança de vencê-los.
Quem perde a vergonha, ou quem nunca teve, acaba se expondo em demasia.
Melhor que eles não tenham vergonha...
Eu tenho vergonha, vergonha deles e vergonha da minha incapacidade.
Uma vergonha que rasga o peito e dilacera a alma.
Muito obrigado cidadão, nós vamos enfrentá-los e esses bandidos serão responsabilizados.

JUNTOS SOMOS FORTES!


VOLENTI NIHIL DIFFICILE
(A QUEM QUER, NADA É DIFÍCIL)


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

CORPORATIVISTAS: GÊNIOS OU IDIOTAS?


O senador da república Jarbas Vasconcelos (PMDB) disse em alto e bom tom, que o PMDB é corrupto!
Uma frase que se tivesse recebido a mínima atenção poderia ter provocado grandes alterações no cenário político brasileiro e consequentemente, no Brasil como um todo.
Cidadão, um senador disse que o partido, que ele conhece como poucos, é corrupto, isso é gravíssimo.
Se o PMDB fosse um ônibus, o seu motorista deveria de imediato, providenciar o “freio de arrumação”.
O partido deveria parar e não mover um único “músculo”, enquanto tudo não fosse devidamente esclarecido, ou seja, quem é corrupto e quem não é corrupto no PMDB.
Certamente, como em todo lugar, devem existir corruptos no PMDB ou não?
Vozes corporativistas se levantaram contra o acusador e pelo menos uma voz ratificou as suas palavras, porém o PMDB não parou, muito pelo contrário, continuou como se nada tivesse acontecido.
Isso significa que o partido perdeu inteiramente o senso do interesse público, que deve nortear toda e qualquer ação de quem vive na vida pública.
Portanto, respeitando todas as opiniões em contrário, eu não voto em ninguém de tal partido, considerando que o PMDB fez “ouvido de mercador” com relação às palavras de um senador da república do próprio PMDB.
E apenas para reavivar a memória brasileira, o senador é importantíssimo no cenário do poder legislativo, tendo em vista que cada estado é representado por 3 (três) senadores, o que por si só demonstra a importância de cada um deles.
Eu sei que tanto o Senado, quanto a Câmara de Deputados, estão completamente desacreditados junto à opinião pública, todavia, ainda assim, um senador tem importância fundamental, ele merece respeito.
Os corporativistas que se posicionaram contra o senador Jarbas Vasconcelos são geniais ou idiotas?
Eu diria que são idiotas, pois se eu não tenho nada a temer, ombrearia com o senador e exigiria que tudo fosse passado a limpo.
Entretanto, eu diria que são geniais, caso sejam os corruptos, pois se eu fosse um deles gostaria e tudo faria para que as palavras de Jarbas Vasconcelos se perdessem na poeira do tempo, como está acontecendo.
Gênios ou idiotas?
A análise do fato e a resposta devem ser suas, cidadão.
E, finalizando, volto ao tema corporativismo para afirmar que o dia a dia tem demonstrado que quando alguém de uma instituição pública resolve falar algo negativo a respeito dela, logo é condenado pelos corporativistas.
Eles correm para dizer que a declaração foi infeliz e que só contribuiu para a desagregação.
Pior, analisando com base nos interesses dos corporativistas, eles estão certos em tentar apagar o incêndio rapidamente, isso porque quem falou é um especialista da instituição, uma pessoa que forma opinião.
Por exemplo, depois da fala do senador Jarbas Vasconcelos, em minha opinião, existem corruptos no PMDB ou então o senador é “louco de carterinha”, o que não parece.
Uma frase muito usada pelos corporativistas é “primeiro a instituição” e saem atropelando a tudo e a todos na perseguição ao autor da fala negativa.
Sem dúvida, a frase é um gigantesco paradoxo, pois esses corporativistas só pensam no seu umbigo, nunca pensam institucionalmente.
Quem pensa primeiro na instituição procura de imediato verificar a veracidade do conteúdo da fala negativa e adota as providências necessárias para sanear o problema, não persegue quem levantou o fato negativo.
Vivemos um mundo corporativista no serviço público.
Existem corporativistas nos poderes executivo, legislativo e judiciário.
Os corporativistas estão em todos os lugares, na saúde, na educação e na segurança.
As polícias têm em seus quadros muitos corporativistas.
Resta a nós, cidadãos, definirmos:
- Eles são gênios ou idiotas?

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 2 de abril de 2009

'MENTIRÔMETRO" PARA TODOS, ELES MERECEREM!


ESTADÃO.COM.BR:
NO PRIMEIRO DE ABRIL, PSDB LANÇA "MENTIRÔMETRO DE LULA".
Tucanos tomaram emprestado o nariz de Pinóquio para servir de ponteiro do termômetro que mede a mentira.
Cristiane Samarco.
BRASÍLIA - No embalo do folclore que estabeleceu o primeiro de abril como "Dia Internacional da Mentira", o PSDB lançou nesta quarta-feira, o "Mentirômetro do Lula". (clique e leia).

Sinceramente, Lula não deve ter exclusividade na utilização do "mentirômetro", pois o que não faltam no Brasil são políticos que quando candidatos prometem, depois de eleitos, esquecem.
Vamos democratizar o "mentirômetro".
"Mentirômetro" para todos!
Eles merecem.

Brasileiro, você já providenciou a sua DUPLA CIDADANIA?
NAO?
Mãos à obra, "eles" estão providenciando...


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 17 de março de 2009

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O CARNAVAL, O SALGUEIRO, O TAMBOR, A CORRUPÇÃO E O BRASIL.



(Marcha Democrática de Policiais Militares e Bombeiros Militares)

27 de janeiro de 2008


O carnaval acabou no Rio de Janeiro, embora no sábado aconteça no Sambódromo o Desfile das Campeãs.
Na quarta-feira de cinzas o Salgueiro foi declarado campeão do carnaval do Rio de Janeiro, após a apuração das notas realizada pela Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA), transmitida ao vivo pela Rede Globo de televisão.
O enredo do Salgueiro foi sobre a história do tambor, um instrumento musical muito antigo e especialmente associado ao militarismo.
Os exércitos possuem incorporados em suas fileiras músicos, desde épocas remotas, os quais juntamente com as bandeiras emprestam um simbolismo particular a cada um deles.
O corneteiro, por exemplo, transmite ordens de modo que todos possam ouvir simultaneamente, permitindo a uniformidade que marca as instituições militares.
Além disso, as canções militares entoadas transmitem civismo e patriotismo a todos que as ouvem emocionados.
E voltando ao tambor:
- Que rufem os tambores!
No Brasil do terceiro milênio, quase uma geração após a reabertura política, enfrentamos um inimigo interno (expressão da época da ditadura militar) muito poderoso, capaz de destruir todas as instituições democráticas, que devemos preservar a todo custo:
- A CORRUPÇÃO!
O nosso inimigo interno funciona como um “câncer”, que silenciosamente e de forma indolor, vai se apoderando de cada parte do organismo social, para em seguida, explodir em metástases, destruindo-o por completo.
Não estamos longe deste estágio, considerando que nunca antes na história deste país tantos escândalos de corrupção abalaram os poderes executivo, legislativo e judiciário.
A pátria está ferida de morte pela corrupção cancerígena, que tem como agentes catalisadores o assistencialismo e o populismo.
- A CORRUPÇÃO AMEAÇA A DEMOCRACIA!
A doença está tão desenvolvida que não basta dizer:
- Eu não sou corrupto!
Como se isso fosse uma virtude, um remédio, quando na verdade tal afirmativa só demonstra a gravidade da situação vivenciada pelos cidadãos brasileiros. Uma gravidade que fez com que um senador da república (PMDB) afirmasse que o partido é corrupto, com exceções.
Logo após um outro senador da república (PMDB), confirmou a denúncia.
Não custa lembrar que a presidência do Senado e da Câmara de Deputados são exercidas pelo PMDB.
Alguém precisa comandar “alto”, “cobrir”, “firme” e “descansar” para colocar a “tropa” em forma, fazendo uma analogia com movimentos de ordem unida militar.
Um “freio de arrumação”, caso queiram evitar interpretações golpistas.
O fato é que se senadores são corruptos, com exceções, salvemos as exceções e levemos os corruptos aos tribunais, resguardando os direitos da ampla defesa e do contraditório. O que não pode persistir é o fato de corruptos continuarem decidindo o destino da pátria, o nosso destino e ainda, se locupletando com o nosso dinheiro.
Os tambores devem rufar, sinalizando o início desse processo urgente de depuração política. A “banda podre” precisa ser arrancada, como fazemos com órgãos infestados por células doentias, com o objetivo de salvar o organismo, antes das metástases.
Quem deve rufar os tambores são as instituições democráticas que possuem o dever de zelar pela idoneidade dos poderes legislativo, executivo e judiciário.
Uma assepsia do poder legislativo federal seria um excelente começo de tratamento, mãos a obra, o tempo é nosso adversário, tendo em vista que quanto mais demorarmos em realizar a intervenção cirúrgica, maior será o prejuízo da pátria e dos brasileiros.
E volto a afirmar, não basta dizer:
- Eu não sou corrupto!
Afirmar isso não isenta ninguém da responsabilidade.
Pois se corruptos existem dentro de um partido político, todos os seus integrantes convivem com eles, inclusive os que se dizem não corruptos e que possuem o dever de erradicá-los.
É preciso começar, considerando que os corruptos estão enriquecendo em um país onde serviços públicos, como a saúde, a educação e a segurança, são precários.
Onde os médicos, professores e policiais – servidores públicos - ganham salários famélicos, em vários estados da federação, como o Rio de Janeiro, governado pelo PMDB.
Isso sem falar nos militares federais (Forças Armadas) - as Polícias Militares e os Corpos de Bombeiros Militares são os militares estaduais - que também amargam salários incondizentes.
O Salgueiro ganhou o carnaval organizado pela Liesa, com o enredo sobre o tambor, mas o carnaval acabou e o ano deve começar.
Brasileiros, enquanto aguardamos ansiosos - os próximos e urgentes movimentos das instituições democráticas - não custa nada na caserna, o bumbo soar mais forte, ao marcar a marcha (pé direito), para que seja ouvido por todos, como o Salgueiro foi visto e ouvido por milhões e milhões de pessoas, em todo mundo, graças à transmissão exclusiva da Rede Globo de televisão.
Afinal, nós, militares federais e estaduais, cultuamos o civismo e o patriotismo, somos possuidores de idealismo e de destemor!
Somos os principais guardiões da democracia e da cidadania, considerando que morremos pela pátria, se preciso for.
O Brasil é uma república, não um “império” da corrupção!

(...)
“Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé!
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colamos louçãos,
Seja o nosso país triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!
Abre as assas sobre nós!
Das lutas na tempestade,
Dá que ouçamos tua voz!
(Hino da Proclamação da República – Letra: Medeiros e Albuquerque. Música: Leopoldo Miguez).



PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA