Mostrando postagens com marcador baixos salários dos Policiais Militares. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador baixos salários dos Policiais Militares. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

POLÍCIA MILITAR DO TOCANTIS - SALÁRIOS.

O nosso blog recebeu comentários informando os valores de  alguns salários da PMTO, a partir de janeiro/2012:
- Soldado PM = R$ 3.057,7.
- Cabo PM = R$ 3.778,71.
- 1o Sargenteo PM = R$ 4.905,74.
O comentarista esclareceu que também receberão um auxílio alimentação, não informando o valor.
Não tivemos ainda como confirmar as informações, mas não podíamos deixar de aproveitar os dados, não para comparar com os salários do Rio de Janeiro, os piores pagos para PMs em todo Brasil, mas para lembrar um fato recente. Vocês lembram quando no auge da crise dos Bombeiros Militares do Rio de Janeiro, ao ser perguntado sobre uma comparação de salários dos BMs do RJ com de outro estado, o governador Sérgio Cabral usou como justificativa para a grande diferença salarial, o fato de que os efetivos eram muito menores, o que permitia ao outro estado pagar muito melhor.
Prezados Policiais e Bombeiros Militares, a regra é clara, quanto maior o efetivo, menores os salários.
A Polícia Federal é o grande exemplo. A instituição se mantém com um efetivo muito menor que o necessário para o cumprimento das suas missões, mas não aumenta seu efetivo sem se afastar da regra, o que permite que ganhem muito bem. Peguem outros exemplos: o número de juízes, promotores, defensores públicos, etc. A regra também é aplicada, embora as necessidades de aumento nos quadros exista.
No Rio de Janeiro, nós, Policiais Militares, Oficiais e Praças, Coronéis e Soldados, estamos permitindo a entrada de milhares de PMs no atual governo, o que sem qualquer dúvida fará os nossos salários piorarem cada vez mais. Não custa lembrar que Sérgio Cabral não tem compromisso com o futuro da PMERJ, ele tem compromisso com seus interesses políticos,  portanto, continuará colocando milhares de novos PMs na instituição para atender o projeto político das UPPs. Quem tem o dever de tentar impedir esse verdadeiro crime contra o futuro da PMERJ e dos PMs somos nós, os PMs. Infelizmente, ficamos mudos e desaprendemos a dizer um monissílabo indispensável para a nossão sobrevivência digna: NÃO.
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

RIO - COPACABANA - OS "MISERÁVEIS" NA FESTA DO REI.

SITE R7
Polícia Militar divulga esquema especial para show do cantor Roberto Carlos em Copacabana
Patrulhamento contará com efetivo de 300 PMs, 25 viaturas e helicóptero
A Polícia Militar divulgou nesta quarta-feira (22) o esquema especial para o reforço na segurança antes, durante e após o show do cantor Roberto Carlos, que será realizado no próximo sábado (25), a partir das 20h, na praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.
O esquema contará com reforço de 300 PMs, 25 viaturas e um helicóptero da corporação. Além disso, o monitoramento nas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) será reforçado entre 11h do dia 25 e 2h do dia 26 de dezembro.
Duas duplas de PMs a cavalo estarão posicionadas na Central do Brasil, no terminal das Barcas, na praça XV, e no Aterro do Flamengo, na zona sul. A Companhia de Cães do Batalhão de Copacabana (19º BPM) reforçará as saídas do metrô. O patrulhamento será intensificado também pelo Batalhão de Policiamento Ferroviário nas estações de trem da Central do Brasil, de São Cristóvão, de Engenho de Dentro e de Deodoro, no subúrbio (leia).
COMENTO:
Os Soldados da Polícia Militar do Rio recebem um pouco mais de R$ 30,00 por dia para arriscarem a própria vida em defesa da população fluminense, uma miséria, um salário famélico.
Ontem, novamente, realizamos uma mobilização na luta por salários dignos e pela aprovação da PEC 300/2008, demonstrando o absurdo desses salários que impedem que o Policial Militar seja um cidadão pleno. Os Bombeiros Militares vivem a mesma tragédia.
Prezado leitor, provavelmente, parte considerável do efetivo anunciado estará escalado em serviço extra, mas nenhum Policial Militar receberá qualquer valor como hora extra, pois o governo do Rio não paga horas extras, o que já ocorre em vários estados da federação.
Os Policiais Militares e os Bombeiros Militares são os "miseráveis" na festa do Rei.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

MÍDIA DE SÃO PAULO CONTINUA TOMANDO LUGAR DA MÍDIA DO RIO: EM DEZEMBRO 2014, SOLDADO PM DO RIO GANHARÁ METADE DO QUE GANHA HOJE SOLDADO PM DE SERGIPE.

FOLHA DE SÃO PAULO
Estado dará aumento de 70%, só que aos poucos
Projeto aprovado prevê 48 acréscimos de 0,9% até 2014
Gratificações dadas para o Bope e para soldados nas UPPs causam desconforto dentro da corporação
RODRIGO RÖTZSCH
DO RIO
Em junho deste ano, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou um aumento de 70,32% sobre todos os salários da Polícia Militar, o que representará um custo total de R$ 4,3 bilhões aos cofres fluminenses.
O aumento sairá, porém, a conta-gotas. Serão 48 acréscimos de 0,9% sobre o salário do mês anterior. Com isso, um PM que ganha R$ 1.100 hoje -sem contar a gratificação de R$ 350- passará a receber R$ 1.750 no fim de 2014.
As atuais gratificações para os soldados aptos ao patrulhamento deveriam ser superiores, já que em janeiro o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que concede uma "Bolsa Olímpica" de R$ 1.200 mensais a todos os PMs do Rio com salários inferiores a R$ 3.200.
A pedido do governo do Rio, porém, a bolsa foi renegociada e diminuída para atender a todos os policiais.
A ideia era começar a pagar R$ 443 neste mês, a serem elevados para R$ 800 em junho de 2011 e R$ 900 em junho de 2012. O Ministério da Justiça não respondeu, porém, a consulta da Folha sobre quando efetivamente será iniciado o pagamento.
Por enquanto, o governo fluminense paga uma gratificação-tampão aos soldados comuns, de R$ 350, como incentivo para a Olimpíada.
UPPS E BOPE
Enquanto os soldados comuns têm uma gratificação de R$ 350, PMs das UPPs, as Unidades de Polícia Pacificadora, recebem R$ 500 sobre o salário base, de R$ 1.100.
O dinheiro sai dos cofres da prefeitura do Rio, comandada por Eduardo Paes (PMDB), correligionário do governador Sérgio Cabral.
Há cerca de 2.200 policiais nas UPPs já instaladas.
A gratificação que mais causa polêmica, no entanto, é a dada aos policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais), a tropa de elite da PM do Rio. Depois de dois aumentos concedidos pelo governador, um soldado do Bope recebe atualmente gratificação de R$ 1.500 ao mês.
Assim, um policial da tropa de elite recebe pelo menos R$ 2.600 ao mês -mais do que um subtenente da PM comum, que ganha R$ 2.400, já computada a gratificação.
Essa quebra de hierarquia salarial é motivo de insatisfação em parte da corporação.
O governo do Estado do Rio afirma que suas unidades especializadas "recebem gratificações diferenciadas por conta de treinamentos específicos e por atuarem em operações especiais".
Além dos salários e gratificações fixas, o governo premia os policiais por cumprimento de metas. Soldados de batalhões que atingem objetivos de redução de criminalidade em suas áreas recebem bônus adicionais.
COMENTO:
A justificativa do governo do Rio de Janeiro não é correta.
Não existe curso especifico para participar das Unidades de Polícia Pacificadora, portanto, inexiste curso que possa ser considerado uma especialização, o que daria direito à gratificação.
Salvo melhor juízo, no caso do BOPE, realmente os PMs têm uma formação específica, mas já recebem uma gratificação por esse curso, como acontece com os outros cursos da PMERJ que tenham uma duração determinada. Assim sendo, o governo do Rio paga DUAS gratificações pelo curso, o que também acontece no GAM e no PROERD.
Por derradeiro, não custa lembrar que os delegados da Polícia Civil receberão o aumento em 24 meses, enquanto todos os demais em 48 meses, uma diferença injustificável.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 20 de novembro de 2010

DO HIMALAIA DE BOSTAS AO SALÁRIO TITICA, BARBARIDADE TCHÊ!

Posto da Polícia Militar
Banheiro dos Policiais Militares

BLOG SEGURANÇA PÚBLICA - IDEIAS E AÇÕES.
Sexta-feira, 30 de janeiro de 2009.
Barbaridade, tchê! (...) "Ele é incapaz de compreender que talvez a limpeza do cocô de cavalo fosse uma lição até tímida de paciência, resignação e capacidade de superação frente ao Himalaia de bostas que temos que suportar na carreira, que vai do salário titica que recebemos para encarar a morte, aos discursos vazios de experiências que escutamos dos nefelibatas que tentam ensinar pai-de-santo a dar a benção". (...)
Mário Sérgio de Brito Duarte - Coronel de Polícia
(antes de ser nomeado comandante geral)
COMENTO:
E bota "salário titica" nisso, Mário Sérgio.

O salário pago ao Policial Militar do Rio para arriscar a própria vida chega a ser um escárnio.

Como explicar que os Policiais Militares de Sergipe recebam quase três vezes mais, embora o Rio seja o segundo estado em arrecadação no Brasil.

Sem dúvida, enfrentamos um "Himalaia de bostas" para exercermos a atividade policial no Rio de Janeiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL

Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ PROVA QUE A MOBILIZAÇÃO POLÍTICA É A ÚNICA SAÍDA.

AMAI:
PEC 064/2009 É APROVADA EM PRIMEIRO TURNO.
A PEC 64/09, também conhecida como a PEC do Subsídio foi aprovada, na tarde de ontem, dia 24, na Assembleia Legislativa do Paraná. Mais de 300 policiais militares e civis estiveram presentes e também a maioria dos deputados, os quais decidiram, em unanimidade, pela implantação do subsídio como forma de remuneração dos policiais e bombeiros militares. Apenas os deputados Artagão Junior e Luiz Fernandes Litro não participaram da votação. O presidente da Assembleia, Nelson Justos, está licenciado, mas acompanhou a sessão plenária.
A provação da PEC é uma importante vitória de uma luta que se estende há muitos anos, desde 1998, quando o subsídio deveria ter sido implantado pela Emenda Constitucional nº 19. “Como isso não ocorreu, os policiais militares começaram a sofrer perdas salariais que, se fossem estendidas a 30 anos, chegariam a 50%. Agora as perdas serão cessadas”, afirma o presidente da AMAI, Cel Elizeu Ferraz Furquim.
Outro benefício do subsídio é que ele é definido pelos picos, tendo como referência o maior salário de coronel, aplicando-se o escalonamento vertical para definir os demais salários. A exigência do nível superior para ingresso na PMPR também promoverá a evolução da corporação, com o aumento da qualificação profissional. Assim como vem ocorrendo desde o início da história da PMPR, aprimorando o nível de conhecimento dos policiais.
A votação da proposta, em segundo turno, está prevista para a próxima semana. Depois da segunda aprovação, ocorre a promulgação e no prazo de 180 dias o governo deverá encaminhar um projeto de lei com a implantação do subsídio.
A presença massiva da classe miliciana, durante a votação em segundo turno, será muito importante para a vitória definitiva, portanto, a AMAI conta com a presença e colaboração de todos! Em breve será informada a data da votação, prevista para a próxima semana.
Acesse o Blog da AMAI E CONFIRA O DOCUMENTO APROVADO.
Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos Inativos e Pensionistas - AMAI.
Av Getúlio Vargas, 650 - Rebouças - Curitiba - PR
Telefone: 3224 1141 . Email: blog@amai.org.br
Parabéns aos mobilizados Policiais Militares do Paraná.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A GESTÃO SÉRGIO CABRAL NÃO PAGA SALÁRIOS DE RECRUTAS.

Eu condeno inteiramente a realização do Curso de Formação de Soldados (CFSd) em unidades operacionais (batalhões), um erro que a atual gestão está repetindo para atender ao projeto eleitoreiro de Sérgio Cabral.
No final do mês de abril, isso se Cabral não mandar antecipar, cerca de 1.300 novos soldados da PMERJ serão formados, uma parte no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças – 31 de Voluntários (CFAP - 31 de Vol) e outra parte nas unidades operacionais.
A formatura de todos será no CFAP, uma grande festa com a presença da mídia e parecerá aos olhos da população que todos foram formados no centro.
Eles integrarão as novas Unidades de Polícia Pacificadora.
Os batalhões, em razão das suas demandas operacionais e administrativas, não reúnem condições de desenvolverem adequadamente o processo ensino-aprendizagem, como os próprios alunos denunciam.
E os problemas ultrapassam a formação.
Eu recebi uma denúncia de que os alunos do CFSd, que está sendo realizado curso no 7º BPM, não receberam os pagamentos relativos aos meses de outubro e novembro de 2009. Eles foram incorporados na Polícia Militar no dia 28 de setembro de 2009 e integram o grupo de aprovados no concurso de 2008.
Isso mesmo, os futuros Soldados não receberam dois pagamentos, cada um no valor aproximado de R$ 600,00.
Um salário miserável para que arrisca a própria vida, como eles já fizeram trabalhando nas ruas nesse carnaval que termina.
Trabalharam desarmados, portando um bastão policial e nem poderiam portar uma pistola .40, pois só realizaram alguns disparos com revólver .38.
Essa é a realidade vivenciada por esses futuros heróis, o governo não gosta deles.
Imaginem as dificuldades que esses alunos estão enfrentando para superar essa gigantesca dificuldade, inclusive para pagar o transporte relativo aos seus deslocamentos casa-quartel-casa, certamente, muitos começarão a vida profissional inteiramente endividados.
Urge que a atual gestão resolva esse grave problema.
O que não me parece ser algo muito difícil.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 19 de junho de 2008

ESTADO PARALELO - DEPUTADO ESTADUAL MARCELO FREIXO.

O Dia online:
Estado Paralelo.
Marcelo Freixo.
Deputado estadual pelo PSOL e presidente da CPI das Milícias.

Rio - O debate sobre as milícias finalmente está colocado na pauta da cidade. Infelizmente, foi preciso que uma equipe de O DIA fosse torturada para que muitos revissem seus olhares. Enquanto a violência e o terror recaíam sobre os moradores das favelas, o que vimos foi silêncio e conivência.
A ação desses grupos passa por três eixos: controle de território exercido por agentes públicos vinculados à área de segurança, extorsão direta dos moradores através do controle de serviços e, finalmente, a formação de braços políticos com parlamentares, frutos da construção dos redutos eleitorais nesses espaços. É preciso deixar claro que não são justiceiros. O que desejam é lucro — obtido por meio de atividades ilícitas ocorridas no vácuo do poder público.
A mais inadequada defesa ideológica que se faz sobre milícias é a de que representam um mal menor e que, diante da falta de policiamento e da precariedade da segurança pública, seriam“melhor”que o tráfico de drogas. Esse foi o grande equívoco do poder público e a principal razão de seu crescimento por dentro do Estado, com cada vez mais força política nos parlamentos. É um debate sobre soberania! Não podemos abrir mão do Estado democrático de direito. É inaceitável que grande parcela da população viva sobre o terror imposto por traficantes ou por grupos paramilitares.
Segurança pública não se resolve com polícia, mas com política. Precisamos de uma polícia bem preparada e formada na cultura de defesa dos direitos, bem remunerada, controlada por uma ouvidoria independente e com autonomia. Nas favelas, é urgente um novo conceito de segurança, que inclua a escola pública de qualidade, o atendimento digno nos postos de saúde, o primeiro emprego e acesso à cultura."

quinta-feira, 15 de maio de 2008

A PERVERSIDADE DO "BICO" E A PRIVATIZAÇÃO DA SEGURANÇA - CORONEL RONALDO ANTONIO DE MENEZES

As falácias costumam permear a vida pública. Infelizmente, nestas terras tupiniquins, nossos governantes, em sua grande maioria, criaram o hábito de usar discursos cujos conteúdos têm por objetivo mascarar uma deficiência e oferecer, instantaneamente, uma satisfação à população, mesmo que seja um paliativo, ou mesmo um placebo, pois a resposta correta nem sempre é fácil e exige, invariavelmente, esforço sério e contínuo, que somente pode ser despendido por administrações austeras, compromissadas com a causa pública e avessa aos projetos e interesses pessoais.
Veicula-se mais um concurso para ingresso nos quadros da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, como sempre é feito quando fatos perturbadores ou números indicam a falência da segurança pública no nosso Estado.
Pode-se até dizer que esse quadro foi herdado, contudo, ao observarmos com bastante cuidado, veremos que a maneira de conduzir a pasta é a mesma, tanto nessa quanto em outras administrações.
Política de Segurança Pública não pode se sustentar apenas em aumento de efetivo, aquisição de viaturas, armamento e equipamento, já que a realidade vem demonstrando que simplesmente “botar o bloco na rua” não vem contribuindo para a redução da criminalidade ou o aumento dos delitos solucionados.
Por sua vez, a melhoria do policiamento ostensivo, atribuição da Polícia Militar, decerto não passa pela admissão sem critério, normalmente produzida, pois se fosse esse o caso, ao invés da promoção do inchaço da máquina pública, seria observado o retorno das centenas de policiais militares cedidos aos mais diversos órgãos públicos.
Dados disponibilizados pela Própria Polícia Militar dão conta que cerca de 2.300 (dois mil e trezentos) policiais – militares estão fora das ruas, à disposição, por exemplo, da Secretaria de Governo, de Assistência Social, de Agricultura, de Ciência e Tecnologia, de Habitação, de Meio Ambiente e de Transporte, também circulam pelos gabinetes de Tribunais, do Ministério Público e de muitas Prefeituras, assim como zelam pela segurança dos presídios, fazendo o papel que deveria ser desempenhado por agentes penitenciários.
Então, cabe aqui perguntar: Por que um profissional preparado para preservar a ordem pública e executar a polícia ostensiva está destacado no DETRAN? No DETRO? Na Secretaria de Agricultura? Nas diversas Prefeituras? Em alguns casos explica-se, pois é uma mão de obra barata e auxilia no aumento de arrecadação. Mas a que preço?
O homem retirado das ruas, além de contribuir para a deficiência do policiamento, sobrecarrega aqueles que permaneceram na Instituição, ainda a oferecer sua vida em prol da população fluminense, ao mesmo tempo, tira deles as condições de garantir um serviço satisfatório ao povo, decorrendo daí, talvez, sua remuneração muito abaixo das expectativas e a segunda pior em nível nacional.
A Ordem Pública que é essencial à sociedade, envolve altos custos financeiros, derivados dos gastos com pessoal, equipamento e instalações, procedem então à necessidade de ser observado um emprego coerente e criterioso dos recursos públicos, priorizando as ações e operações policiais, não atividades acessórias ou sem vínculo com as atividades de segurança pública.
A falta de investimento na profissionalização do Policial tem uma ação perversa em desfavor do agente de segurança pública e da sociedade em geral, pois, ao sentir-se desvalorizado, seja financeira, institucional ou moralmente, e descobrir que, executando atividades paralelas, obterá melhor remuneração, o homem perde o vínculo com o público e prioriza o privado.
Por anos a fio ignoramos o que acontecia nos guetos e nas comunidades carentes, a simples percepção desses segmentos incomodava a vista e afligia a alma; para evitar essa realidade a classe mais abastada da sociedade refugiou-se em condomínios cercados por altos muros, providos de cercas elétricas e câmeras de segurança; para certificar-se que não teriam a santa paz de seus lares ameaçada, contrataram pessoas para controlar o acesso às dependências condominiais e afastarem pessoas indesejadas; pensaram eles então que seria interessante que esses homens trabalhassem armados e, em caso de necessidade, tivessem um bom entrosamento com as forças policiais, portanto, nada melhor que contratarem policiais para ali atuarem nas horas de folga, pois se serviriam do Estado e custavam quase nada.
Isso foi bom para ambos os lados, as pessoas tinham seu rico patrimônio protegido e os agentes da lei garantiam um reforço financeiro em seus orçamentos. Logo a classe média e os comerciantes perceberam que também podiam melhorar suas condições de segurança e contrataram vigilantes para circularem pelas ruas, nada mais eram que policiais e bombeiros, com as indefectíveis camisas pretas com a inscrição “apoio” às costas, a passarem as horas de sua folga em pé, sob uma marquise a respirar o dióxido de carbono expelido pelos veículos que passam incessantemente a sua frente.
A partir de então, mais um ator desse processo viu-se satisfeito, pois, como os agentes possuíam duas fontes de pagamento, a administração pública entendeu que não era mais necessário pensar em uma remuneração condigna ou condições de trabalho, bastava fechar os olhos e institucionalizar oficiosamente o “bico”.
O filão mostrou-se muito mais generoso do que se podia supor e isso atraiu os olhares de Oficiais e demais Autoridades Policiais, foram sendo montadas as firmas de segurança patrimonial, cujos escritórios funcionavam no interior dos aquartelamentos e delegacias e a mão de obra utilizada era abundante e com disponibilidade imediata. Boates, bares, bingos, comércios e congêneres se viram muito mais interessados em contratar uma segurança feita por policiais, que podiam agir ou se omitir como força pública quando necessário.
O quadro parecia que estava pronto, o “bico” tornou-se a atividade principal e o serviço público virou uma atividade complementar, cujo principal atrativo era conferir o direito à identidade e arma de fogo. O patrão deixou de ser a população e passou a ser o “Dono da Segurança”, o interesse deixou de ser a coisa pública e passou a ser o privado.
O policial passou a trabalhar completamente extenuado, físico e emocionalmente, uma vez que a jornada dupla consumia-lhe as forças; este homem, armado e com a incumbência de proteger a sociedade, tornou-se uma ameaça em potencial ao partir para as ruas, insatisfeito com o salário baixo e o descaso com que é tratado, portanto, propenso a praticas arbitrárias e acidentes que podem vitimar tanto a si quanto àqueles que devia proteger.
Eis que os menos favorecidos, imprensados entre a necessidade e a violência que geralmente impera nos locais onde residem, passam a receber segurança de grupos armados, coordenados (supostamente) por policiais, que afastam o tráfico de entorpecentes, inibem a pratica de roubos e furtos e tornam as ruas mais tranqüilas, entretanto, tudo tem um preço, e logo o transporte irregular de passageiros e a exploração de sinais clandestinos de TV fechada passa a ser controlado por esses grupos; em seguida, os cidadãos são compelidos a contribuir pela segurança prestada e pessoas da comunidade são recrutadas e armadas. Formaram-se as milícias.
Toda essa prestação de serviço que substitui o papel estatal, seja no atendimento ao topo ou à base da pirâmide social, deixa bem clara a privatização do sistema de segurança pública e uma perigosa inversão de valores; ao passo que o Estado declina de sua competência para utilizar o poder de polícia em prol da população e entrega essa tarefa a grupos paramilitares, permite instalação de um governo paralelo, com regras próprias e invariavelmente totalitárias, que tende a crescer à proporção da omissão governamental e da carência social.
No final, quando esses grupos estiverem enraizados em nosso contexto social e percebermos que deles não nos favorecemos, muito pelo contrário, que na verdade somos reféns de sua atuação e estamos aqui para servi-los com nossa “contribuição” obrigatória; que nossos protetores são também nossos algozes; que somos aldeões prontos a ceder a primeira noite aos Senhores Feudais, que nossos direitos começam e terminam segundo o interesse de nossos defensores e suas conveniências, talvez aí, somente nesse instante, ouviremos do dirigente público, movido pelo mais profundo senso de dever, se pronunciar e afirmar que está chocado com essa situação e que, apesar de não ser fruto de sua administração, encetará todas as medidas necessárias para devolver o Rio de Janeiro ao povo fluminense e novamente democratizar a segurança pública; que para tal conta com seus aliados, os policiais, os quais, apesar de mal assistidos por anos a fio, saberão resistir às vicissitudes e compreender que o caos decorre de governos anteriores e que, tão logo a situação esteja equilibrada, terão suas mui justas reivindicações observadas com todo o carinho.
Será que já não ouvimos essa ladainha antes? Dá-me um nariz de palhaço, por favor!
Ronaldo Antonio de Menezes
Coronel de Polícia

domingo, 13 de abril de 2008

REVISTA VEJA - SP - 27/02/2008 - EM REGIME MILITAR

A revista VEJA - São Paulo publicou reportagem sobre a aprovação para o curso de formação de oficiais da Academia de Polícia Militar do Barro Branco (PMSP), do jovem Rafael Salviano Silveira.
Rafael já era integrante da Policial Militar de São paulo e também passou no vestibular para a Universidade de São Paulo, optando por continuar na carreira, tendo declarado que o seu "sonho é chegar a Coronel."
Durante o curso ele receberá R$ 1.790,00 mensais, o equivalente ao salário de um Tenente da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Sem dúvida, o fato de receber um salário digno influenciou na sua decisão, além da sua vontade de ser um "Coronel da PMSP".
No Rio de Janeiro os Policiais Militares e os Bombeiros Militares lutam por cidadania, através de salários dignos e de adequadas condições de trabalho.
Uma luta que enfrenta várias dificuldades.
O governo estadual que tinha proposto um aumento de 25% em 24 parcelas, concedeu 4% em 2007 e agora, alega não ter condições de dar qualquer aumento.
E como pagaria os 12% previstos na proposta inicial que seriam pagos esse ano?
Essa e muitas outras perguntas permanecem sem resposta.
No tocante ao reajuste salarial o silêncio é a regra, dentro e fora da Polícia Militar.
Infelizmente, o Rio de Janeiro, que é um dos Estados mais importantes do Brasil, na área da segurança pública perdeu inteiramente a vanguarda:
- Temos indíces de homicídios que assombram a todos os estudiosos de segurança pública;
- Os Policiais Militares receberem os piores salários do Brasil;
- As condições de trabalho estão longes do ideal;
- Os limites de carga horária não são respeitados;
- A qualificação profissional não é valorizada no ciclo dos Praças, onde os Sargentos concursados amargam anos e anos sem promoção;
- Promovemos a amioria dos Praças por tempo de serviço e não após a conclusão de Cursos de Formação de Cabos e de Sargentos;
- O fluxo de carreiras dos Oficiais QOA se arrasta, causando o desestímulo e acarretando que muitos dos que concluem o curso de Oficial, logo após solicitem transferência para a inatividade.
- Não temos Tribunal de Justiça Militar, o que em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul é uma realidade há muito tempo;
- Os Policiais Militares não lavram os termos circunstanciados, prejudicando o cidadão fluminense, obrigado a se deslocar do local da ocorrência até a Delegacia da Polícia Civil; e
- A Perícia ainda é atrelada à Polícia Civil, enquanto em muitos estados do Brasil, o Departamento de Políca Técnico-Científica é autônomo, sendo mais um órgão de controle externo da atividade policial.
A nossa luta contínua na busca de construir uma "Polícia Cidadã formada por Cidadãos"!
JUNTOS SOMOS FORTES!
POVO E POLÍCIA
VAMOS MUDAR ESSA REALIDADE!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

sexta-feira, 28 de março de 2008

PEC 24/2008 - NO MÍNIMO, O MÍNIMO - REAJUSTE SALARIAL

Sexta-feira, 28 de Março de 2008

PEC 24/08 - NO MÍNIMO, O MÍNIMO!
Remetida à
Comissão de emendas constitucionais e vetos, a PEC 24/08, que nivela os soldos
dos soldados PM/BM ao salário mínimo regional II praticado no RJ, ainda aguarda a designação de relator.
O presidente da Comissão é o deputado estadual Álvaro Lins.
Composição da Comissão (titulares):
ALVARO LINS - PMDB - alvarolins@alerj.rj.gov.br
ALESSANDRO CALAZANS - PMN - alessandrocalazans@alerj.rj.gov.br
PAULO MELO - PMDB - paulomelo@alerj.rj.gov.br
LUIZ PAULO - PSDB - luizpaulo@alerj.rj.gov.brI
NÊS PANDELÓ - PT - inespandelo@alerj.rj.gov.br
ACOMPANHE E COBRE!
VAMOS MANDAR EMAILS PARA OS DEPUTADOS!

JUNTOS SOMOS FORTES!
O NOSSO VOTO VALE MUITO!
Paulo Ricardo Paúl
Coronel de Polícia
Cidadão Brasileiro Pleno

domingo, 9 de março de 2008

O DIA ONLINE - 08/03/2008 - EXMO PRESIDENTE E OS SALÁRIOS DIGNOS QUANDO VIRÃO...

8/3/2008 13:23:00
Lula diz que policiais são vítimas do Estado
Presidente lança no Rio programa Bolsa Formação, que vai pagar até R$ 400 para os policiais que se inscreverem em cursos oferecidos pelo Ministério da Justiça
Rio - No discurso de lançamento do programa Bolsa Formação, nesta manhã, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a omissão do governo nos últimos 30 anos é responsável pela atual situação dos policiais no país, mas evitou apontar culpados. “O Estado foi conivente com a degradação da sociedade brasileira”, disse. “Não está na hora de ficarmos procurando quem é culpado pelas coisas. Está na hora de fazermos coisas novas para mudar as coisas velhas que não deram certo no país”, disse.
O presidente minimizou a responsabilidade da polícia no aumento da violência. Lula chegou a classificar os policiais como "vítimas". "Eu acho que vocês (policiais) também são vítimas. Pela má formação, pouco salário e muita cobrança. Deus e o soldado a gente só lembra na hora do perigo. Na polícia tem corrupção. E na política, não tem? O que nós precisamos é separar o joio do trigo", disse.
A declaração foi feita diante de uma platéia formada por policiais civis e militares, além de bombeiros, durante o lançamento do programa Bolsa Formação, do Ministério da Justiça, que consiste no pagamento de até R$ 400 para os policiais que se inscrevem em cursos oferecidos pelo Ministério da Justiça.
O benefício vale pelo período de 12 meses para policiais civis e militares bombeiros, agentes penitenciários e peritos que recebem até R$ 1,4 mil bruto. O valor do benefício depende da patente do funcionário e, para ter direito a receber, é preciso que a pessoa não tenha cometido infrações administrativas ou penais nos últimos cinco anos. “Esse programa é pouco, mas é um início extraordinário”, disse Lula.
Segundo o presidente, é preciso valorizar, cada vez mais, as pessoas que trabalham com segurança pública no país. “Muitas vezes não compreendemos que, quando o policial tem de subir no morro, pode subir para querer prender alguém, mas na cabeça dele sabe que tem mulher, filho, e que muitas vezes está passando a mesma fome daqueles que estão na favela”, disse.
Ele ainda afirmou que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Maguinhos, no Complexo do Alemão e na Rocinha, são uma “intervenção rápida” na região. “Não é só abrir rua. É abrir rua e colocar creche, hospital, escola, campo de futebol”, disse. “Se não, a vida continua: poucos tendo acesso a muito e muitos tendo acesso a nada”, completou.
Lula também atribuiu o aumento da violência no Brasil à degradação da estrutura familiar. Ele criticou programas de TV que colaborariam para isso.
O presidente criticou ainda o fato de a oposição ter entrado no STF para bloquear o pagamento do Bolsa Formação. "Entraram no STF dizendo que esse programa não pode acontecer porque é eleitoral. Eu não sou candidato a prefeito", disse.
JUNTOS SOMOS FORTES!
DEUS ESTÁ NO COMANDO!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

sábado, 19 de janeiro de 2008

AME/RJ - CONVITE - 22 DE JANEIRO DE 2.008 - 19:00 HORAS


O Tenente Coronel Reformado Dilson Ferreira de Anaide, Presidente da AME/RJ, convida a todos os Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar - Ativos e Inativos - para participarem da reunião objetivando alcançar a cidadania dos Militares Estaduais, através de salários dignos e adequadas condições de trabalho.


Local: Associação do Militares Estaduais do Rio de Janeiro.

Endereço: Rua Camerino, 114 - Centro Rio de Janeiro - RJ.

Data: 22 de janeiro de 2.008 (terça-feira).

Horário: 19:00 horas.

Observações: Oficiais de folga, em trajes civis e desarmados.



"DIGNITAE QUAE SERA TAMEM"
(Dignidade ainda que tardia)


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORREGEDOR INTERNO