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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

"GOVERNADOR" DO RIO ABANDONADO PELA POLÍCIA.

NEWSLETTER DO SEGADAS VIANA:
Este carro da Polícia Militar, em estado deplorável, é a viatura que faz parte do esquema de segurança da residência do vice-governador, Luiz Fernando Pezão, em Piraí. Há três semanas o carro está com os pneus arriados, bomba de combustível queimada e sem o rádio de comunicação funcionando, ou seja, sem condições de trabalho. Além de estar escorada com um bloco de cimento conforme mostrado na foto. Um policial, que preferiu não se identificar, disse que a comunicação com o batalhão da PM é feita por meio do telefone celular.
fonte: site Sidney Rezende
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 20 de maio de 2009

JORNALISTA SEGADAS VIANNA CONQUESTA MÉTODO DO CORONEL DE POLÍCIA LOPES.

BLOG DO JORNALISTA GUSTAVO DE ALMEIDA.
E LOPES É QUESTIONADO MAIS UMA VEZ SOBRE OS MÉTODOS DUROS COM OS PRAÇAS.
O jornalista Segadas Vianna, cujo blog Falando a Verdade (http://sites.google.com/site/segadasvianna/Home) é minha leitura diária, discorreu nesta terça-feira sobre o momento do coronel Paulo César Lopes no Comando de Policiamento de Área da Baixada Fluminense, o 3ºCPA. Diz o bom Segadas que Lopes tem imposto uma linha duríssima, que lembra os tempos da ditadura militar.
Abro um parênteses apenas para discordar do conceito linha dura/ditadura. Mesmo nas democracias mais maduras - como a francesa, a britânica e a americana - é normal encontrar, no militar, um oficial exigente, rigoroso e mantenedor obcecado do ethos da farda.
Sendo assim, o limite entre o Bom Comandante e o Comandante Tirânico e Torturador é uma linha meio tênue, que pode ser estabelecida, digamos, naquele espaço entre o tapa e o soco. Se o soco dói mais, o tapa humilha. É o bom comandante aquele que não humilha? Pode ser. Mas certamente não o é aquele que faz seu recruta passar incólume por seu comando.
Trotes entre os soldados, coisas que ao paisano pode parecer um acinte, algo tenebroso, para o V-O às vezes são frugais, rotineiras, que fazem parte da vida militar tal e qual o queijo e o orégano fazem de uma boa pizza.
Não sou militar, ou seja, não tive condições de enfrentar a dura rotina de treinamentos da caserna. Não me diminuí por isso. Me diminuiria se, sendo militar, fizesse campanha para colocar munhequeiras na hora das flexões.
Mas, deixando tais considerações de lado, peço agora a leitura do texto do jornalista Segadas Vianna:
Tropa sob pressão total - Comandante ‘linha dura’ investe pesado para manter policiais sob seu regime, e é comparado aos coronéis dos tempos da ditadura pelo excesso de autoridade imposto à tropa
•Os tempos da ditadura militar, que deixaram uma mancha na História do Brasil, estão sendo lembrados por policiais militares da Baixada Fluminense. Não que esse negro regime tenha voltado para assombrar nosso país, mas a sensação de austeridade imposta pelo novo comandante do 3º CPA (Comando de Policiamento de Área), em Mesquita, tem levado PMs da região a um estado de disciplina que cheira a abuso de poder.
Os métodos de ‘crueldade’ impostos pelo coronel Paulo César Ferreira Lopes nos domínios dos batalhões estão sendo criticados não apenas pelas tropas, mas também por familiares destes e até pela opinião pública. Conhecido como militar linha dura, suas ordens têm provocado revolta desde que assumiu o 3º CPA no dia 6 de maio deste ano. Entre as determinações do coronel constam a retirada de TVs dos DPOs; a fixação de PMs nas cabines sem autorização para responder a ocorrências até a segunda a ordem; além da colocação de um policial na entrada de todas as unidades sob o seu comando em posição de guerra, usando capacete, sobre um pedestal, sem poder se abrigar da chuva ou sol, em situação desumana.
Uma dona de casa que passava em frente a um DPO ficou sensibilizada com um policial que estava de pé sob a chuva sem poder sair.
“Questionei se ele era obrigado a permanecer daquele jeito, se molhando todo. O militar disse que acatava ordens, e se a descumprisse poderia ser punido. Achei uma crueldade”, contou a mulher.
Segundo os militares, o coronel Lopes adota métodos que, ao invés de estimular a tropa, faz o oposto.
“Logo que assumiu, todos os colegas ficaram temerosos e já sabiam que ele iria agir com exageros. Nunca um comandante foi tão duro e austero como esse”, disse um soldado que prefere não se identificar, por medo de represália.
MÉTODO 'CARRASCO'.
O jeito de militar ditador do coronel Lopes também desencadeou reações nos familiares de PMs. Eles não concordam com o comando ‘cruel’ imposto à corporação, que chega a ser humilhante. A mulher de um sargento desabafa: “Meu marido contou que durante as reuniões com a tropa o coronel costuma se abrigar à sombra enquanto os policiais sofrem horas sob sol forte. Sinto que a situação começa a afetar seu lado psicológico, pois tem chegado em casa bastante nervoso. Além de ganhar mal, ele está perdendo a vontade de trabalhar. Ninguém aguenta tanta pressão por muito tempo. Isso é abuso de poder”, afirmou.
Segadas Vianna.
Que o coronel Lopes é linha-dura, digamos que é indiscutível. Que pega pesado com os praças, também é igualmente indiscutível. Mas conversei com alguns praças que já estiveram sob seu comando. E com um que está agora, ainda que intermediário (é preciso lembrar que algumas ordens continuam sendo dadas pelo comandante direto). Segue o que foi apurado:
1- Lopes assumiu recentemente o comando intermediário e ainda não teve tempo de ter contato com a tropa. Teve, sim, com todos os comandantes da área. E pediu de cada um deles um relatório sobre "Máquinas de Caça-Níqueis apreendidas recentemente".
2- Lopes, segundo um sargento com quem conversei, fica no sol junto com os praças. Faz isso de propósito mesmo.
3- Já prendeu sim, dois soldados por problemas na cobertura (quepe).
A um interlocutor, desabafou: "Guerreiro, se eu não conseguir com que minha tropa use cobertura na cabeça, vou conseguir o quê?".
É claro que o jornalista Segadas Vianna tem, de profissão, o que eu tenho de vida. E tem muito mais fontes. Isto está fora de discussão. Mas esta foi a leitura que me chegou ao longo da terça-feira, por emails e por dois telefonemas. Lopes chegou à Baixada com a mesma má-fama de disciplinador e arbitrário. Mas antes de condená-lo, vamos ver direito quem são os carrascos. Afinal, na Zona Oeste foram mais de cinco mil máquinas caça-níqueis apreendidas.
conferir.
GUSTAVO DE ALMEIDA.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O DESFILE DA PM - SE AS AUTORIDADES NÃO GOSTAM DA POLÍCIA MILITAR, COMO O POVO VAI GOSTAR.

BLOG DA SEGURANÇA - JORNAL O DIA.

Ontem acordei e como já havia combinado com minha companheira saí para o desfile da PM junto à estátua de Tiradentes em virtude de ser o Dia do Patrono da Briosa. O Dia de Tiradentes.

Fui por vários motivos. O primeiro deles é porque como mantenho laços afetivos e de admiração com a Corporação, além de ter sido honrosamente condecorado por ela com a Medalha do Mérito Policial Militar, sinto como meu dever como cidadão prestigiar nossa PM. Em segundo lugar, por ser um jornalista que escreve sobre segurança pública também é meu dever estar em um momento tão solene de nossa PM. E finalmente, para poder encontrar amigos, aplaudir os desfilantes e observar as peculiaridades.

Qual não foi minha surpresa ao notar ausências mais do que marcantes. Bom, a do deputado Wagner Montes já era esperada, pois ele mesmo falou em seu programa na véspera que não iria ao desfile por 'n' motivos. O segundo, e para mim o mais estarrecedor, foi me 'deparar' com a ausência do Secretário José Mariano Beltrame, que deveria, segundo este modestíssimo articulista, estar representando o governador e como chefe máximo das polícias cariocas. A ausência do governador já era esperada, infelizmente, por mim, pois haveria protestos anunciados durante o desfile. Uma pena o Sr. não ter ido governador, pois os protestos não ocorreram e a PM sentiu-se ainda mais desprestigiada.

Um intervalo e uma pergunta: como pode uma população amar e admirar uma Corporação se ela não é prestigiada pelos seus chefes maiores...?

Bom, mas voltando ao desfile. PMs que desfilavam, principalmente os praças e os aspirantes , orgulhosos diante de seus parentes, pois população mesmo, não havia. Meia dúzia de representantes de cada unidade especial desfilava e a ausência total de pelo menos uma Unidade regular, um Batalhão de área, para representar os outros BPMs, era outra coisa estarrecedora.

Um desfile que já foi pomposo e orgulhoso terminou em menos de meia hora, e isso porque havia três escolas municipais desfilando juntas com a PM...

Um desfile marcado pela descortesia, pois o Comandante do antigo RP Mont havia acabado de desfilar com parte de sua tropa e o Comandante Geral da PM enquanto isso anunciava aos jornalistas presentes a exoneração do Comandante ' por ser pouco rígido no combate ás milícias em sua área....'.

Presentes o Deputado (e oficial da reserva da PM) Paulo Ramos, representando o Presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani e os deputados Jair Bolsonaro, federal , e Flávio Bolsonaro, seu filho e deputado estadual. E além destes, apenas o Brigadeiro que comanda o II COMAR.

Do Comandante Militar do Leste que sempre ia aos desfiles... babau... nem se ouviu falar, nem se viu... .

Para não se dizer que não havia ninguém mais, lá estavam, por dever de ofício, os Comandantes de todas as Unidades da PM e o Coronel PM Mário Sergio, atual presidente do Instituto de Segurança Pública e , dizem, cotadíssimo para assumir o Comando Geral da Briosa.

Lamentável espetáculo de desprestígio. Depois reclamam quando 'a tropa se perde no caminho'..., depois reclamam quando o PM não se sente dignificado e se desvia por caminhos outros... .

Já vi desfiles grandiosos da nossa PM onde cada Oficial ou Praça presente sentia-se orgulhoso de ser um Policial Militar.

Espero que nossos governantes reflitam que se eles não amam e não respeitam a nossa PM como podem esperar que a população o faça?

SEGADAS VIANA
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO