Mostrando postagens com marcador Secretaria de Segurança Pública. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Secretaria de Segurança Pública. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

DIRETO DOS BASTIDORES DAS POLÍCIAS...


Rapidinhas...
- A cúpula da Polícia Militar estaria rachada. Contam que um grupo aposta tudo em uma matéria muito forte que estaria para ser publicada a qualquer momento sobre um Coronel de Polícia para derrubar o outro lado.
- Por razões políticas, integrantes da cúpula da SESEG estariam se afastando da cúpula da PMERJ.
- Policiais Militares estariam proibidos pela Chefia da Polícia Civil de utilizar banners dos batalhões como pano de fundo na apresentação de ocorrências para a imprensa nas delegacias.
- Coronel Leonardo, um dos possíveis substitutos de Mário Sérgio, teria saído enfraquecido com a ida de Lima Castro para a Assessoria de Imprensa (PM/5), pois teria maior visibilidade nessa função em razão do ótimo relacionamento com a mídia.
Tudo ouvido aqui e acolá.
Verdades ou mentiras, o tempo trará a luz.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 5 de setembro de 2009

UM VEÍCULO ESTRANHO...

Provavelmente esse veículo é da empresa (grupo Júlio Simões) que celebrou o contrato de terceirização das viaturas operacionais da Polícia Militar com a Secretaria de Segurança Pública, em face da recusa da Polícia Militar aceitar as condições desfavoráveis do contrato para o erário público.
Não localizamos nenhuma identificação do Grupo Júlio Simões, será que isso significa que a gestão da frota é terceirizada pelo grupo para outra empresa?
Seria a terceirização da terceirização, o que pode começar a explicar os altíssimos valores cobrados por cada viatura.
Mas não acreditamos, na nossa opinião não existe a logomarca do grupo por ser um veículo de apoio (socorro) o que vincularia a marca a uma viatura que estivesse sendo socorrida.
Como já comunicamos nesse espaço, não conseguimos obter uma cópia do contrato celebrado, o Diretor da Diretoria Geral de Pessoal decidiu que não poderíamos ter direito a essa cópia, assim sendo, continuamos com os valores informados pelo denunciante:
- Cada viatura marca VW, modelo Gol 1.6, custaria R$ 4.000,00 mensais em um contrato de 30 meses, sendo metade relativa à compra da viatura e a outra metade relativa à manutenção.
Ao final dos 3o meses, a Polícia Militar terá comprado um veículo marca VW, modelo Gol 1.6, pelo valor de R$ 60.000,oo.
E ainda, mais R$ 60.000,00 teriam sido pagos pela manutenção no período.
Um veículo incorporado no mês de janeiro desse ano (2009), no mês de julho de 2011 será da PMERJ pelo valor de R$ 120.000,00.
Infelizmente, não podemos confirmar esse valor, em razão da negativa da cópia do contrato.
Ontem no Quartel General, onde temos almoçado habitualmente no rancho dos Coronéis, ouvimos de um Policial Militar que esse valor seria de R$ 3.500,00 mensais.
Quem sabe...
Tanto um valor, quanto o outro, são absurdos.
No dia 24 de agosto de 2009, comunicamos esses fatos ao Ministério Público, inclusive a recusa na cessão da cópia, que na nossa opinião não poderia ser uma decisão do Diretor Geral do Pessoal.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 21 de maio de 2009

JUNTOS PODEMOS MUDAR A SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL - ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E OPERACIONAL DA POLÍCIA - MODELO MILITAR.

JORNAL O DIA - JAN THEOPHILO - 2008
No nosso espaço democrático estamos mergulhando no tema da segurança pública no Brasil, diante da evidente ineficácia do sistema atual.
Iniciamos pelo ordenamento constitucional, onde detectamos que os problemas de insegurança pública, têm sua origem na própria Constituição Federal.
Identificamos que a Constituição Cidadã ratificou um erro já existente, ou seja, o fato das Polícias brasileiras serem na verdade “meias Polícias”, considerando que continuaram não executando o ciclo completo de Polícia. Nesse aspecto, continuamos na contramão do mundo civilizado - onde a realização do ciclo completo é regra -, apesar de estarmos fracassando totalmente no controle da criminalidade violenta e a nossa população das grandes metrópoles vivencie um sentimento de insegurança, diante do medo difuso.
Percebemos que foram mantidas atribuições para a Polícia Federal que ela não pode executar, em razão do seu diminuto efetivo. A instituição preserva o conceito de quanto maior a Polícia, menor o salário, o que é uma realidade inquestionável, porém, os constituintes não poderiam manter as suas atribuições, sem o proporcional aumento de efetivo.
Um ponto que não chegamos a citar, ainda relacionado à Constituição Federal, é a absurda manutenção das Polícias Militares e dos Bombeiros Militares como forças auxiliares do Exército Brasileiro, tendo em vista, que tal equívoco não interfere diretamente no nosso tema central, a segurança pública.
Tratamos dos salários famélicos pagos aos Policiais Militares, Policiais Civis e Bombeiros Militares para arriscarem a própria vida em defesa dos cidadãos fluminenses.
Analisamos que é totalmente dispensável na estrutura do sistema de segurança pública, a existência de um órgão extremamente caro, que consome grande efetivo e que só tem uma atribuição, coordenar as Polícias Estaduais, ou seja, a existência de uma Secretaria de Segurança Pública. Constatamos que no Rio de Janeiro já foram testados no cargo de Secretário de Segurança: Delegados da Polícia Federal; Generais e Coronéis do Exército; Coronel de Polícia e Policiólogos, todos tendo fracassado por inteiro, só conseguindo sucesso nas suas carreiras políticas.
Hoje ingressaremos em mais uma polêmica, o modelo organizacional baseado no militarismo, empregado nas Polícias Militares e nos Corpos de Bombeiros Militares.
Nesse ponto temos que destacar alguns paradigmas indesejáveis.
Alguns confundem o assunto e pensam que organizar militarmente uma Polícia, significa o mesmo que transformar a Polícia em um verdadeiro exército.
Interessante destacar que existem Policiais Militares que pensam de tal forma, que a Instituição deva funcionar como um exército que enfrenta inimigos internos, porém, os que cometem tal equívoco, na maioria são civis e estudiosos que ainda estão presos no tempo dos governos militares, quando coube às Polícias Militares a repressão imediata nas ruas.
O modelo militar de organização de Polícias é sucesso no mundo civilizado, nada impedindo que também o seja no Brasil, desde que consigamos romper os laços que estão na cabeça do mundo civil, atrelando Polícia e Exército.
Infelizmente, o próprio poder político faz tal confusão e como não poderia deixar de ser, colhe amargos resultados.
No Rio de Janeiro, absurdamente, a Polícia Militar e a Polícia Civil estão sendo utilizadas como tropas de assalto, verdadeiros guerrilheiros urbanos, espalhando a morte e morrendo em cada canto da cidade maravilhosa.
Um erro grosseiro na aplicação dos recursos disponíveis, que beira ao completo amadorismo na gestão da coisa pública.
O emprego do modelo militar em uma Instituição Policial é vantajoso, desde que não seja implementado apenas como uma coletânea de regulamentos, muitos ultrapassados por completo.
A estrutura militar evita, por exemplo, o gravíssimo problema de ascensão funcional, bem como, o gravíssimo problema do comando não ser exercido pelo mais competente, problemas enfrentados pela Polícia Civil, que não é organizada militarmente.
Os próprios mecanismos de controle da administração militar são muito mais rigorosos que na administração não militar, existindo inclusive um Código Penal Militar que tipifica além da maioria dos delitos comuns, os próprios da vida castrense.
Como já tratamos, na Polícia Civil, a maioria dos Delegados (Comando) são oriundos de fora da Instituição, ingressando no topo da carreira através de concurso público, superando facilmente os Policiais Civis que não têm tempo para estudar em razão da necessidade imperiosa de terem um segundo emprego ("bico") para complementar os baixíssimos salários.
Enquanto, na Polícia Militar, um Comandante (Coronel ou Tenente-Coronel) é forjado em aproximadamente 25 anos, após vários cursos e concursos internos, na Polícia Civil chega-se ao topo da carreira sem qualquer experiência policial(experiência profissional).
Tal realidade é uma das explicações para a inexpressiva taxa de elucidação de delitos da Instituição civil.
Portanto, o modelo de organização militar é favorável na constituição de uma Instituição Policial, não conhecendo o autor qualquer óbice à sua implementação, desde que não seja desvirtuado, como acontece no Rio de Janeiro.
A nossa incursão pelo sistema de segurança pública ainda está longe do seu fim, no próximo artigo colocaremos em discussão o Programa da Força Nacional de Segurança.
Participe, apresente as suas sugestões e as suas críticas, a responsabilidade é de todos nós.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 17 de maio de 2009

JUNTOS PODEMOS MUDAR A SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL - AS SECRETARIAS DE SEGURANÇA PÚBLICA DEVEM EXISTIR?

Dando continuidade às nossas reflexões sobre a grave situação da insegurança pública no Brasil, vamos propor uma discussão sobre a necessidade ou não da existência das denominadas Secretarias de Segurança Pública nos Estados federativos.
Essas secretarias têm a única missão de coordenar as ações da Polícia Militar e da Polícia Civil, atuando como uma instância intermediária entre o Governador e as duas Instituições Policiais.
Antes, porém, vamos voltar a nossa Constituição Federal para não deixarmos qualquer pendência no entendimento de todo o sistema, não esquecendo que estamos tratando segurança pública apenas sob a ótica policial, sendo evidente que existem inúmeros outros vetores que atuam no processo.
Nós já identificamos que a Constituição Federal de 1988 (artigo 144), ratificou a existência de MEIAS POLÍCIAS, quando não determinou que as Polícias Civis, as Polícias Militares e as Polícias Federais realizassem o CICLO COMPLETO DE POLÍCIA.
Sabemos que tal realidade não encontra similaridade no mundo civilizado, onde a realização do CICLO COMPLETO DE POLÍCIA é a regra, não importando quantas Polícias existam no país.
Os Estados Unidos é o exemplo mais citado, pois não é missão fácil determinar o número exato de Instituições Policiais existentes no país.
Portanto, falar em união das Polícias Civil e Militar, não parece uma alternativa que determine qualquer melhora em eficácia, além, de existirem incontáveis dificuldades a serem vencidas para concretizar tal fusão.
Salvo melhor juízo, a grande mudança, com chances reais de aumento na eficácia é a adoção do CICLO COMPLETO para todas as Polícias Brasileiras.
Outro aspecto que não foi bem delimitado na Constituição Federal de 1988 são as missões da Polícia Federal, considerando que naquela época o problema da FALTA DE EFETIVO DA POLÍCIA FEDERAL já era muito grave.
Vamos incursionar no texto constitucional:
Parágrafo 1º, artigo 144 – A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a:
I. (...).
II. Prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência;
III. Exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras;
IV. (...).
Propositalmente, desconsideramos os incisos I e IV, além das missões da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Ferroviária Federal, para não superdimensionarmos mais ainda o problema.
Cidadão brasileiro, como a Polícia Federal poderá cumprir as suas missões com o seu diminuto efetivo?
Simplesmente, não poderá enquanto não houver um dimensionamento adequado do seu efetivo.
E, para isso, teremos que vencer resistências internas, considerando que QUANTO MAIOR A POLÍCIA, MENOR O SALÁRIO.
Eis um exemplo de missões que nasceram para não serem cumpridas, enquanto isso, o tráfico de drogas prolifera por todo país - que é rota internacional para o tráfico -, e as nossas fronteiras se assemelham a um grande “QUEIJO SUÍÇO”.
E, agora, voltando as Secretarias de Segurança Pública, devemos pensar em sua necessidade, antes de pensarmos em avaliar o seu desempenho.
O uso do dinheiro público tem uma REGRA DE OURO, a economia, só deve ser gasto quando for absolutamente necessário, não pode ser atirado no ralo do desperdício.
Seguindo nessa linha de raciocínio, perguntamos:
As Secretarias de Segurança Pública são órgãos imprescindíveis para a gestão da Segurança Pública nos Estados Federativos?
Sem qualquer dúvida, respondemos que não, elas são totalmente dispensáveis, além disso, elas contribuem para dificultar a interação entre as duas Instituições Policiais, que seria muito maior com uma ligação direta, sem intermediários.
Além desse óbice, normalmente, os governos indicam para a função de Secretário de Segurança, pessoas que não dominam a integralidade dos conhecimentos sobre a Polícia Investigativa e, sobretudo, sobre a Polícia Ostensiva e de Preservação da Ordem Pública.
O Rio de Janeiro é o GRANDE EXEMPLO NEGATIVO.
A função já foi exercida por Coronéis do Exército; Generais do Exército; Coronel de Polícia e Delegados da Polícia Federal, todos tendo fracassado inteiramente na gestão da Segurança Pública.
No governo do PMDB, os dois últimos escolhidos foram Delegados da Polícia Federal, Itagiba e Beltrame, ambos nada conhecem sobre Polícia Ostensiva e de Preservação da Ordem Pública, o resultado foi o agravamento da transformação da Polícia Militar em uma tropa de GUERRILHEIROS URBANOS, inteiramente distante da missão constitucional da Instituição Militar.
O que mais nos impressiona nesse aspecto é o fato de CIVIS (Delegados de Polícia Federal) acharem que a POLÍCIA MILITAR É UM EXÉRCITO, uma ferramenta de guerra.
UMA MÁQUINA PARA PRODUZIR MORTOS!
E, ainda, existem pessoas que falam sobre o uso político das Polícias Militares na denominada DITADURA MILITAR, como instrumento de repressão.
Nunca a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro foi uma ferramenta de repressão contra os excluídos, como tem sido usada nos atuais GOVERNOS CIVIS, esse é um dos motivos que nos levam a citar rotineiramente que vivemos em uma DITADURA DE TERNO E GRAVATA, onde o autoritarismo afronta os direitos democráticos da cidadania.
Uma outra pergunta que devemos responder:
A existência das Secretarias de Segurança Pública tem contribuído para uma melhor gestão da segurança pública?
Não, certamente, não.
Concluindo essa breve análise, não podemos deixar de destacar que a independência das Instituições Policiais, contribuiria em muito para a evolução de cada uma delas, bem como, promoveria uma maior integração, isso sem falar nas vantagens do despacho direto com o Governador, considerando que as Instituições Policiais seriam Secretarias Estaduais.
Cabe esclarecer que a transformação para Secretaria em nada aumentaria os gastos públicos, nem aumentaria a estrutura da Polícia Militar e da Polícia Civil.
Portanto, NÃO EXISTE QUALQUER MOTIVO QUE JUSTIFIQUE A EXISTÊNCIA DAS SECRETARIAS DE SEGURANÇA, um órgão extremamente caro e plenamente dispensável.
Essa é a nossa opinião.
Os que discordarem, por favor, encaminhem a sua opinião.
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 6 de abril de 2009

RIO DE JANEIRO - MANUAL - A IMPLANTAÇÃO EQUIVOCADA DE AÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA.

Os governos do Rio de Janeiro têm fracassado seguidamente na prestação dos serviços públicos essenciais ao povo fluminense, o que tem provocado o agravamento do quadro de falência da saúde pública, da educação pública e da segurança pública.
Culpar o atual governo pela situação caótica beira a injustiça, entretanto, o governo Sérgio Cabral pode ser cobrado pelo descumprimento ostensivo de promessas de campanha e por insistir em fórmulas ultrapassadas que têm dado errado governo após governo.
A repetição dos erros é tão flagrante que poderíamos supor que tais fórmulas mágicas estivessem inseridas nas políticas ideológicas do PMDB, entretanto, sabemos que os partidos políticos do Brasil perderam inteiramente a sua identidade, então, não podemos pensar em ideologias partidárias.
No caso específico da segurança pública a repetição dos equívocos beira ao absurdo, parecendo que os atuais gestores nunca tiveram qualquer informação sobre as estratégias políticas adotadas na segurança pública, pelos governos que os antecederam.
Eles mostram que estão totalmente desinformados sobre o que já deu errado no Rio de Janeiro e, ainda, não conhecem o que tem dado certo em outros estados brasileiros.
A seguir vamos comentar brevemente alguns dos erros mais evidentes, os quais não estão relacionados em razão da importância:
1. Insistem em não valorizar o profissional de segurança pública, pagando salários incompatíveis com o risco e a importância da missão policial. O Rio de Janeiro paga um dos piores salários do Brasil, embora o estado seja um dos que mais recursos arrecada.
2. Não valorizando a todos, teimam em distribuir gratificações a uns e a outros não. Tal procedimento longe de estimular os que recebem, desestimula gravemente os que não recebem. Ao longo do tempo temos erros graves, como a gratificação faroeste (pecúnia), que foi incorporada, por decisão judicial – a gratificação por mortes. Atualmente, temos os cursos pela internet, que distribuem gratificações, sem qualquer controle a respeito de quem fez o curso, o policial, um familiar ou um amigo. Como podem achar que isso proporciona qualquer aprimoramento técnico-profisssional. Tais gratificações invertem a hierarquia, fazendo com que inferiores hierarquicamente, ganhem mais que seus superiores, afetando a própria disciplina. O erro mais grosseiro foi o aumento de 223% na gratificação recebida por alguns Coronéis de Polícia, alavancando o valor para cerca de R$ 7.500,00, enquanto um Soldado de Polícia ganha pouco mais de R$ 1.000,00 de salário mensal.
3. Continuam investindo na quantidade ao invés de buscarem a qualidade. Anunciam que incorporarão milhares de novos Policiais Militares, mantendo os péssimos salários e ainda inviabilizando reajustes salariais, tendo em vista que a expressão “impacto na folha” será repetida novamente. Mais Policiais Militares nas ruas, estressados, cansados, desestimulados e portanto fuzis.
4. Mantém promoções pelo critério do tempo de serviço, desvalorizando por completo o critério do merecimento.
5. A Polícia Técnico-Científica (Perícia) continua atrelada à Polícia Civil, enquanto na maioria dos estados brasileiros ela é autônoma e independente. Assim sendo, a perícia contribui para o controle externo da atividade policial, auxiliando o Ministério Público, que tem tal missão.
6. A Polícia Militar e a Polícia Civil continuam sendo empregadas em desacordo com os mandamentos constitucionais. Enquanto a Polícia Militar, que tem a missão de executar o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública, está sendo transformada em uma tropa de guerrilheiros urbanos, afastando-se do servir e proteger ao cidadão (Polícia Cidadão – Policiamento Comunitário); a Polícia Civil, que tem a missão de investigar os delitos e identificar seus autores, está sendo transformada em uma força paramilitar, com os uniformes mais variados, utilizando viaturas ostensivas, helicópteros blindados e veículos blindados para transporte de tropa (“caveirão”). Erros grassos em termos de política de segurança pública.
7. Falta de autonomia administrativa e operacional da Polícia Militar e da Polícia Civil, que continuam sendo coordenadas por um ente hibrido – a Secretária de Segurança Pública -, órgão caro e totalmente desnecessário. Um paradigma do atraso na segurança pública no Brasil. As Polícias precisam gerir os seus destinos e isso em conformidade com as suas missões constitucionais.
8. No campo administrativo, a Polícia Militar continua economizando no feijão para comprar papel. A falta de dotação orçamentária adequada faz com que a instituição, às vésperas do seu bicentenário, continue economizando na comida servida à tropa para poder alimentar a Caixa de Economia, para fazer face as despesas administrativas. O retrato do atraso, um atraso recorrente, governo após governo.
9. A Polícia Civil continua com sérios problemas de ascensão funcional, em decorrência do fim do concurso interno para a função de Delegado de Polícia. A constituição prevê que tal função seja alcançada através de concurso público, o que determina que o Policial Civil de carreira – o investigador experiente – tenha que concorrer com jovens saídos das faculdades de direito, muitos nem trabalham e podem estudar o dia todo. O “tira” desgastado pelo serviço e pelo “bico”, embora sendo bacharel em direito (curso feito com muito sacrifício e à noite), não consegue concorrer em igualdade de condições. O resultado nós conhecemos, Delegados com reconhecido saber jurídico, todavia sem qualquer conhecimento sobre “Polícia” e sobre “investigação”, que não se aprende na faculdade. A taxa de elucidação de homicídios, por exemplo, reflete bem tal realidade.
10. Milhares de Policiais Militares do serviço ativo continuam afastados das ruas, espalhados pelos mais diferentes órgãos públicos. Ganham para serem policiais, não exercem a função, mas ganham o salário, além da gratificação e vantagens da função exercida fora da Polícia Militar. Policiais Militares que não trabalham na Polícia Militar e que ganham mais que os que trabalham na corporação.
11. O “bico” continua sendo a única saída para os Policiais Militares que resistem às facilidades propiciadas pelas ilegalidades. Isso faz com que Policiais Militares fisicamente esgotados e emocionalmente estressados, “policiem” as ruas portando fuzis. O fuzil é uma arma de guerra que tem como finalidade provocar o maior número de feridos na tropa inimiga (munição transfixante) e só deveria ser usada para efetuar tiros de precisão, o que não é a realidade no Rio de Janeiro, como incontáveis filmagens já demonstraram.
12. Alardeiam um “choque de ordem”, como tantos outros que já marcaram inícios de gestão, porém vemos “pontos do jogo dos bichos” em cada esquina, nas cercanias de cada Delegacia da Polícia Civil e de cada Batalhão da Polícia Militar. Uma realidade que sinaliza para o envolvimento do poder público com a criminalidade. Por que não adotam um verdadeiro “choque de ordem”, uma tolerância zero com o crime, reprimindo o jogo dos bichos? Seria um bom começo!
13. A participação no programa federal da Força Nacional de Segurança (FNS) é outro erro. No Rio de Janeiro o programa só serve para “cercar”, embora seja caríssimo para os cofres públicos (governo federal). Os integrantes da FNS ganham muito mais que os Policiais Militares e que os Policiais Civis que enfrentam – frente a frente – os criminosos. Imaginem a motivação dos nossos policiais, ganhando muito menos que a tropa que só tem a missão de cercar?
14. Apesar do evidente envolvimento de Policiais Militares e Policiais Civis com o flagelo da criminalidade, conforme a mídia notícia com freqüência, não estão sendo feitos investimentos nas Corregedorias Internas compatíveis com a grandeza da missão. Na Polícia Militar o Gabinete Geral de Assuntos Interno – aperfeiçoamento da atividade correcional – ainda não foi implantado. A garantia de escolha da próxima unidade pelos Policiais Militares que deixam a área correcional foi extinta pelo atual governo, vulnerabilizando os agentes correcionais.
Cidadão, não comentarei os muros - o cerco às favelas da Zona Sul -, pois isso já está sendo suficientemente criticado. Inclusive o Prefeito Eduardo Paes (PMDB) já condenou a idéia do Governador Sérgio Cabral (PMDB), em data pretérita.
Eu poderia ficar horas diante do monitor enumerando erros, porém esse não é o objetivo deste breve artigo, sobretudo considerando que tais erros já foram citados neste espaço democrático dezena de vezes.
O objetivo é relembrar, reacender a discussão, para que possamos parar de errar, isso não é humano.
Os cidadãos fluminenses merecem serviços públicos de qualidade, operacionalizados por servidores públicos adequadamente remunerados e com as melhores condições de trabalho.
O Estado existe para promover o bem estar da sociedade e não, o bem estar de poucos.
Nós somos os patrocinadores do Estado, queremos que os nossos recursos sejam utilizados corretamente e não queremos patrocinar o Coral do Senado, por exemplo, isso é uma afronta, tendo em vista que no Rio de Janeiro, cidadãos ainda morrem em filas e em corredores de hospitais.
Os nossos recursos não podem continuar sendo mal empregados em erros sucessivos.
Por derradeiro, não posso deixar de registrar que o Rio de Janeiro acaba prestando um excelente serviço aos demais entes federativos, no campo da segurança pública, considerando que a constante repetição dos nossos erros, serve de aprendizado para os outros, que não repetindo as nossas ações, estão a meio caminho do sucesso.
Quem deixa para aprender com os próprios erros...


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

RIO DE JANEIRO - NOTÍCIAS POLICIAIS.

O GLOBO:
PRÉDIOS SÃO ASSALTADOS NA BARRA E NO RECREIO.
Condomínio tem quatro apartamentos saqueados e duas moradoras de um edifício viram reféns de três ladrões. (clique e leia).

EXPLORAÇÃO SEXUAL.
MENOR ALICIADO POR TRAFICANTE SE PROSTITUI POR R$ 1,99 E CRACK.
RIO – Uma menor atendida em unidade do Rio contou que é explorada sexualmente por traficantes, sendo obrigada a fazer programas em troca de R$ 1,99 e crack. (clique e leia).

O DIA:
BANDO FAZ ASSALTOS EM SEQUÊNCIA NA ZONA NORTE.
RIO – Quatro homens armados atacaram motoristas e pedestres no Méier e no Lins de Vasconcelos. Entre as vítimas, estão a mulher do presidente da Portela e apresentadora do canal Sexy Hot. (clique e leia).

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO