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terça-feira, 5 de maio de 2009

GALULA E NÓS - DENIS LERRER ROSENFIELD.

GALULA E NÓS.
Segunda-feira, 27 de Abril de 2009 - ESP.
Muito tem se falado nos últimos tempos de uma mudança da atitude americana em relação ao Iraque e, subsequentemente, ao Afeganistão, como se a vitória de Barack Obama significasse uma ruptura, em termos militares, com a administração George W. Bush. Com a invasão do Iraque, os governantes americanos se viram diante de uma situação completamente nova. Ganhar a guerra foi fácil, pois os EUA são imbatíveis em termos de guerra clássica. O problema surgiu quando os vencedores tiveram de se enfrentar com um movimento de insurgência, para o qual não estavam minimamente preparados.
Um dos comandantes americanos que se defrontaram primeiro com essa situação foi o general Petraeus, enquanto administrador de Mossul, a segunda cidade do Iraque. Deu-se ele conta de que os instrumentos que tinha à sua disposição eram insuficientes para combater um movimento de insurgência, o terrorismo islâmico, que se constitui como um inimigo anônimo, que se alimenta de sua influência e de sua imagem perante a população. As armas convencionais mostraram-se aí insuficientes. De volta aos EUA, o general Petraeus foi designado para comandar, em Fort Leavenworth, a Divisão de Doutrina do Centro Combinado das Armas (CAC). Lá, com o general James Amos, comandante dos Fuzileiros Navais, ele empreendeu a revisão da doutrina militar americana, voltando-a para os problemas oriundos da contrainsurgência.
Ora, todo esse trabalho, consubstanciado no Counterinsurgency Field Manual, do The U. S. Army e do Marine Corps, passou a orientar a atuação americana no Iraque e, agora, também no Afeganistão.
A revisão doutrinária levada a cabo partiu do livro de um tenente-coronel francês, David Galula, que na Guerra da Argélia se defrontou com a insurgência naquele país e, a partir daí, como comandante de uma cidade, começou a mudar a relação dos militares com a população. Tempos depois foi convidado a passar um tempo nos EUA, onde publicou, em 1963, o livro Counterinsurgency Warfare, Theory and Practice, que se tornou o texto de referência desta nova doutrina militar americana.
O livro de Galula, ao estudar as questões da insurgência no século 20 até 1960, refere-se aos problemas da guerra revolucionária, nos moldes marxistas, tal como esta se fez na União Soviética, na China e em Cuba. Analisa também as guerras anticolonialistas, tendo como referência os seus componentes "anti-imperialistas". Seu foco de reflexão reside em pensar como a guerrilha e os movimentos insurrecionais redefiniram os termos mesmos do que se considerava como sendo a guerra, exigindo, por sua vez, das forças militares uma readequação de sua luta e a revisão doutrinária correspondente.
O problema não era mais somente militar no sentido tradicional do termo, voltado para a conquista de territórios e a eliminação de um inimigo visível, mas a conquista da população, diríamos hoje da opinião pública, tendo como contendor um inimigo invisível.
A insurgência enfrentada pelos americanos é a do terrorismo islâmico; a de Galula, a de um movimento nacionalista, fortemente ancorado na concepção comunista das guerras de libertação. Seus ensinamentos são atuais no que diz respeito ao terrorismo islâmico, porém poderíamos dizer também que sua atualidade para o Brasil consiste em que ele nos permite pensar uma insurgência operante entre nós: a do MST.
Ou seja, a atuação e a organização do MST recortam várias das características que Galula atribui aos movimentos insurrecionais, numa analogia que ainda se reforça pelo fato de essa organização política compartilhar os mesmos pressupostos ideológicos dos movimentos revolucionários do século 20. O marxismo segue sendo a sua referência teórica e o objetivo a ser realizado é uma sociedade socialista autoritária, que pressupõe a eliminação do capitalismo, da democracia representativa e do Estado de Direito. A sua autoapresentação como movimento social consiste somente num disfarce, visando a ter uma influência maior na opinião pública, escondendo, dessa maneira, suas verdadeiras intenções.
Ao contrário de uma guerra convencional, uma guerra insurrecional segue regras distintas. Um movimento insurgente, sobretudo em seu começo, não necessita de um exército e utiliza poucas armas. Seu foco não reside inicialmente na conquista de um território, mas na conquista da população, da opinião pública, de tal maneira que possa desenvolver suas operações. Suas ações têm a característica de ser espetaculares, mostrando-se como contendores de respeito que inspirem poder na população em geral. O movimento contrainsurrecional não pode contar apenas com seu armamento convencional. Melhor: este se torna francamente insuficiente. Os seus meios de luta se tornam outros, voltados para a conquista da população e da opinião pública, o que significa também dizer por sua capacidade de garantir segurança e condições de bem-estar aos cidadãos em geral. Políticas sociais tornam-se meios da luta política.
Pode-se, portanto, melhor compreender a atração que o terrorismo islâmico (Al-Qaeda, Hezbollah, Hamas) exerce sobre certos partidos de esquerda e os movimentos sociais como o MST. Eles, na verdade, se reconhecem no terrorismo atual como fazendo parte de uma mesma linhagem revolucionária, agrupada no antiamericanismo, na luta contra o capitalismo. Ou seja, os que se reivindicam da revolução se reconhecem no terrorismo islâmico, exibindo uma afinidade eletiva.
Eis por que a análise de Galula se reveste de particular importância para nós, na medida em que a América Latina se defronta com o renascimento de movimentos de cunho revolucionário.
O terrorismo islâmico não tem, entre nós, atualidade política, mas o renascimento da tradição marxista, sim. O MST, no Brasil, é um exemplo disso, além da permanência dos irmãos Castro em Cuba e do surgimento do "socialismo do século 21" na Venezuela, fazendo discípulos na Bolívia, no Equador e no Paraguai.
DENIS LERRER ROSENFIELD.
Professor de Filosofia na UFRGS

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 2 de maio de 2009

JUNTOS SOMOS FORTES E PODEMOS PRESERVAR O PLANETA TERRA.

EMAIL RECEBIDO:
"Porquinho educativo e sustentável.
Cofrinho que também funciona como tomada fornece energia por meia hora para cada moeda guardada.

Energia custa dinheiro!
Planeta Sustentável - 29/04/09.
Manoella Oliveira
Os norteamericanos não param de inventar: dessa vez, a novidade é sobre energia. Para ensinar que fazer um aparelho eletrônico funcionar custa um preço, eles criaram um cofre muito bacana em formato de porquinho, o Power- Hog.
O rabinho é ligado na tomada enquanto o cabo do computador, do videogame, da tevê ou de qualquer brinquedo que precise de eletricidade é conectado ao fucinho, que tem o mesmo formato de uma tomada normal.
Quando alguém deposita uma moeda no porco, ele transmite energia para o aparelho ligar, mas apenas por meia hora.
Quer mais?
Então coloque mais moeda. Afinal, ter luz elétrica em casa custa dinheiro, mas muitas vezes as pessoas se esquecem disso e são tão desligadas que até saem do quarto e deixam tudo aceso enquanto a conta do fim do mês vai aumentando sem que elas percebam.
O cofrinho pisca em vermelho quando seu tempo de uso está acabando para que você possa alimentá-lo com mais dindin.
É uma boa maneira de se lembrar de não desperdiçar energia e de parar para pensar quanto tempo você passa usando alguns aparelhos eletrônicos.
Que tal ir aproveitar melhor um livro ou o ar livre?"
A mobilização cívica dos Policiais Militares e dos Bombeiros Militares possui um lema, criado pelo grupo "40 da Evaristos", o "JUNTOS SOMOS FORTES!"
Esse lema que conclama para a união de esforços no sentido de desenvolver ações positivas para mudar uma realidade indesejável, deve ser empregado também quando pensamos em PRESERVAÇAÕ DO MEIO AMBIENTE.
O aparelho é uma idéia muito interessante, considerando que educa e forma consciência ecológica nas crianças, garantindo adultos civilizados e ecologicamente corretos.
Deve ser ótimo viver em um país onde, embora o aspecto comercial exista em tudo, se prefira ganhar dinheiro, preservando o planeta.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

DESCASCANDO A BALA - PAULINHO DA VIOLA.

Parece um detalhe minúsculo diante da grandiosidade do fato histórico que acabamos de presenciar, mas eu começo meu texto falando em quem?
Nele, no Presidente Lula. Para ressaltar o que acho ser o vale profundo que separa nossos países.
Lula descasca uma bala, Obama a desembrulha. Lula joga o papel no chão e acha isso perfeitamente natural; insiste que no mundo todo isso nem seria notado. Obama, caso aceitasse comer uma bala durante solenidade oficial, poria o papel no bolso até poder jogá-lo numa lixeira. É um detalhe? É, mas daqueles fundamentais, como o sorriso da Mona Lisa: em toda a tela de da Vinci, quanta beleza, quanto talento, quantos simbolismos. Mas o que mais chama atenção? O pequeno detalhe do sorriso.
Obama foi eleito presidente dos EUA e não do mundo. Seu interesse primeiro é seu país e o povo americano. Problemas internos, muito sérios, não lhe vão faltar.
Mas, pela primeira vez na história daquele país, foi eleito um homem mestiço, filho de um queniano e de uma jovem do Kansas, que passou parte da infância entre o Havaí e a Indonésia, teve oportunidade de conviver com crianças e jovens de outras nacionalidades, de conhecer outras religiões e filosofias, e que por mérito e esforço próprios cursou boas universidades na Costa Leste. Isso o diferencia de todos os outros presidentes americanos.
Sobretudo o diferencia de George W. Bush, rapaz muito rico, mas que até ser presidente da República nunca tinha ido além do México. E assim mesmo porque era muito perto de sua casa, talvez até considerasse aquele país a continuação de seu quintal.
A eleição foi uma festa, uma linda festa que congregou, e aí está sua maior beleza, a grande maioria dos americanos e não somente os brancos, anglo-saxões e protestantes. Os EUA celebraram aquilo que já deveria ter sido celebrado desde o fim da Guerra Civil, desde que imigrantes começaram a desembarcar de navios abarrotados de gente no porto de Nova York.
Finalmente ouviram a voz da Estátua da Liberdade e responderam aos agourentos que achavam aquela grande nação à beira do desaparecimento. Como disse o presidente-eleito na noite de sua vitória: "Foi a resposta dada pelos jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, latinos, asiáticos, índios, homos, heteros, inválidos e não inválidos - somos e sempre seremos, os Estados Unidos da América".
Barack Obama viu mais longe que os outros; não podemos desmerecer a luta e o sacrifício pessoal de Lincoln, de Martin Luther King, de Rosa Parks, dos meninos de Little Rock. Mas Obama viu que o que uniria o país era a força de seu "melting pot" em potencial, e não o ódio, não a vingança, não o punho cerrado, mas o abraço.
Pode ser que ele não consiga realizar o sonho das multidões que vibravam e choravam na noite de 4 para 5 de novembro. Seja como for, ele abriu a porta, derrubou barreiras, rasgou a picada, deu os primeiros passos.
Torcida não lhe vai faltar.
Enquanto isso, no Brasil, o Chefe da Nação não diz duas palavras sem atiçar o fogo, sem jogar brancos contra negros, pobres contra ricos, instruídos contra iletrados, nordestinos contra sulistas, partidos contra partidos, povo contra a Imprensa, todos contra todos. Não fala, grita, berra. Esfalfado, ouve os uivos da platéia, acha que está sendo adorado, e parte para outro palanque.
Criou um Ministério da Integração Racial que é tudo que nós menos precisamos. Seu titular teve a idéia de criar a Delegacia do Negro! Se um negro é assaltado, ele vai procurar a delegacia dele, não uma delegacia qualquer.. Breve, delegacias para japoneses, coreanos, chineses e o nome disso é Integração Racial.
"Espero que Obama (...) não vá gastar um ano sem resolver imediatamente a crise. Agora a crise pode ser debitada ao atual governo, mas um ano depois de ele tomar posse é dele também", disse Lula. Quer dizer, o Obama não pode apelar para a herança maldita do Bush! E ainda: "Acho que ele é suficientemente inteligente para tomar as medidas para evitar que a crise continue".
Pode deixar, Lula, Obama é brilhante. Peça ao Amorim para ler consigo o site que ele inaugurou logo no dia 5, Change.gov. Vá direto à política externa.
É de chorar de emoção. Depois, leia todo o site e aprenda como se faz política respeitando o povo, o eleitor, o cidadão.
O dado concreto, Lula, é que Change. gov é extraordinário!
As coisas estão no mundo, só que eu preciso aprender!
PAULINHO DA VIOLA.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 9 de abril de 2009

POLICIAR É UMA CIÊNCIA, NÃO EXISTE ESPAÇO PARA "ACHISMOS POLÍTICOS".

Governo dos EUA promoverá 'Raio X' sobre situação atual da atividade policial norte-americana.

O Instituto Nacional de Justiça do Ministério da Justiça dos Estados Unidos da América (EUA) vai fazer um verdadeiro `raio x` da situação atual da segurança pública norte-americana, avaliando seu sistema de justiça criminal e respectivas polícias. Como de costume, uma Instituição de pesquisa, desta vez ligada ao ensino superior (IES), proverá o necessário suporte técnico-científico ao governo federal daquele país, depois de qualificada em um processo competitivo público.
Para tal propósito, a Universidade do Estado de Illinois em Chicago (UIC) foi a ganhadora do processo público de credenciamento para obtenção de financiamento para realização de um longo e abrangente estudo sobre as polícias dos EUA, a ser levado a cabo sob os auspícios do governo federal daquele país. O próprio estado de Illinois é berço de importantes e históricos estudos criminológicos (sobre o crime, criminosos e questões conexas), em sua conotação com a estrutura e o funcionamento do sistema de segurança pública dos EUA, lá objeto de estudo acadêmico da chamada `justiça criminal`.
A justiça criminal é uma área própria de estudos, incluindo a gestão da segurança pública, em países como EUA, Canadá e Austrália. É clássica a referência à "Escola de Chicago", bem como sua associação a gestores policiais de carreira e acadêmicos que por lá passaram, caso de Orlando Winfield Wilson, do Departamento de Polícia de Chicago. Wilson foi um dos principais mentores de Herman Goldstein, considerado hoje o `pai` da celebrada filosofia de gestão da segurança pública que se convencionou chamar "Polícia Comunitária" e depois "Polícia Orientada por Problemas", a última das duas uma versão ainda mais contemporânea do modelo criado por Goldstein, `Professor Emérito` da Universidade de Wisconsin.
O Estudo da UIC, a ser realizado ao longo dos próximos três anos, abrangerá uma amostra de 25 das mais de 18 mil organizações policiais dos EUA, correspondendo a uma avaliação (e depois difusão dos respectivos estudos) do impacto e respectivos processos daquelas que sejam consideradas como boas práticas policiais, tanto em nível de recursos humanos quanto de gestão gestão operacional e gestão policial institucional em geral. Tal estudo deverá enfatizar aspectos da vida e do trabalho dos profissionais de segurança pública dos EUA, devendo poder promover, em um futuro não muito distante, um aperfeiçoamento técnico do sistema de justiça criminal como um todo.
O sistema de justiça criminal norte-americano está desdobrado em nível municipal, de `condado`, estadual, federal e em áreas de responsabilidade de organizações policiais específicas e autônomas. A questão da `qualidade de vida` desse contingente de centenas de milhares de servidores públicos, aí incluída sua saúde e bem estar, é bastante enfatizada pela liderança acadêmica que realizará o estudo, coerente com o fato da UIC ser uma das mais importantes referências nacionais na área de saúde pública dos EUA.
O modelo de metodologia da pesquisa a ser empregado pela UIC terá como princípio e objetivo o desenvolvimento de uma `Plataforma Nacional de Pesquisa sobre a Polícia`, a qual orientará e sedimentará dinamicamente os estudos de campo das atividades hoje realizadas pelas instituições policiais das cidades pré-selecionadas do país que fazem parte do estudo. É esperado que o modelo metodológico utilizado permita a identificação e descrição exaustiva de novas `boas práticas policiais`, portanto já em utilização, mas ainda restritas localmente. Identificadas e descritas, elas poderão ser assim difundidas em nível nacional pelo governo federal e seus órgãos de liderança central da segurança pública (equivalentes norte-americanos do Ministério da Justiça e da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Brasil).
Entre as áreas geográficas incluídas no estudo da UIC estão a própria Chicago em Illinois, na região dos Grandes Lagos; Boston em Massachusetts, no nordeste dos EUA e Los Angeles, Califórnia, na costa oeste. Parte importante do estudo da UIC, em sua localização espaço-temporal em Chicago, Illinois, inclui o desenvolvimento e avaliação técnico-científica de um modelo para recrutamento, seleção e treinamento de um `policial do futuro`, no que tange inovações na formação policial tendo em conta incrementos na qualidade da atividade-fim e das relações entre a polícia e a comunidade.
Fonte: Agência Fenapef.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 1 de abril de 2009

INTERNET - ESPIONAGEM.

EMAIL RECEBIDO:
Grupo invade computadores em 103 países.

Uma rede de espionagem online com base na China invadiu em menos de dois anos 1.295 computadores em 103 países para roubar documentos e informações secretas de entidades públicas e privadas, informou um centro de pesquisas canadense. A reportagem é da Agência Estado.
De acordo com o texto, a operação de espionagem cibernética é tida como a maior já revelada na história. De acordo com o estudo feito pelo Centro Munk para Estudos Internacionais, da Universidade de Toronto, entre as vítimas da violação estariam as máquinas dos escritórios do líder espiritual tibetano, Dalai-Lama, na Índia, Bélgica, Grã-Bretanha e Estados Unidos.
O relatório reacendeu o debate em torno da segurança cibernética, tema do qual o presidente dos EUA, Barack Obama, já vem se ocupando desde que assumiu o governo, em janeiro. Preocupado em tornar mais seguras as redes públicas e privadas do país, Obama incluiu na proposta de orçamento para 2010 um financiamento de US$ 355 milhões para a manutenção do setor — essencial para a economia e para a defesa dos EUA.
A investigação da rede de espionagem teve início no meio do ano passado, quando o centro canadense foi convidado pelo escritório do Dalai-Lama para examinar seus computadores, em busca de softwares contaminados. Após intensas pesquisas, o centro descobriu que, além de espionar as máquinas do líder religioso, o sistema de hackers — o qual eles chamaram de "Rede Fantasma" — tinha como alvo governos do Sul e do Sudeste Ásiático.
O centro afirmou que não encontrou provas de que computadores do governo dos EUA tenham sido invadidos, mas afirmou que uma máquina da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) foi monitorada por espiões, assim como os computadores da Embaixada da Índia em Washington.
Ataques
Segundo os investigadores, além de ter roubado um número não especificado de arquivos, os hackers também podem ter usado as máquinas para espionagem do local onde estavam ao ligar as webcams e gravadores de áudio dos computadores invadidos para monitorar o que ocorria na sala onde estavam instalados. Entretanto, não foi possível descobrir se essa tática foi usada e o conteúdo dos documentos roubados também não foi estabelecido. Os computadores de Dalai-Lama, porém, tiveram centenas de e-mails interceptados.
Os pesquisadores devem divulgar o documento essa semana. Contudo, apesar de terem concluído que dos quatro centros de controle por onde foram feitas as invasões, três estavam na China, eles afirmaram que não poderiam concluir que houve envolvimento do governo chinês nas ações.
Ainda de acordo com a reportagem, algumas das interceptações feitas pelo grupo de espionagem tiveram alguns efeitos na política de Pequim. Após o escritório do Dalai-Lama enviar um convite por e-mail para um diplomata estrangeiro, o governo chinês ligou para o mesmo diplomata desencorajando a proposta de visita.
Em outro caso, uma mulher que fazia contatos entre exilados tibetanos e cidadãos chineses foi impedida de voltar para o Tibete por funcionários da inteligência de Pequim, que mostraram transcrições de suas conversas online.
Os canadenses descobriram também que a China teria grampeado ligações telefônicas feitas pela internet, além de ter interceptado mensagens instantâneas. Um porta-voz do Consulado da China em Nova York negou as acusações. Afirmou que Pequim é contra essa atitude e proíbe qualquer tipo de crime cibernético. Com informações do jornal The New York Times.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO