quinta-feira, 8 de abril de 2010
Navalha na carne
Não é muito do meu feitio, tecer criticas abertas ao CBMERJ, mas os acontecimentos recentes com as chuvas merecem um pouco de reflexão.
Enquanto tentava me locomover pelo Rio de Janeiro, ouvi em um noticiário que o Corpo de Bombeiros deixou de atender a alguns chamados de deslizamentos com vítimas, e que na mesma localidade, os BM da Força Nacional estiveram por algumas horas mas se deslocaram para outro evento, encerrando assim as buscas, mesmo sem encontrar todas as vitimas.
Eu me pergunto: Onde erramos? Será que este evento adverso supera nossa capacidade de resposta? Será que falta bombeiro? Como assim falta bombeiro? Somos quase 16000 espalhados pelo estado!
Pois é, somos milhares, mas menos da metade é BOMBEIRO, de fato, pois nossos políticos estão nos fazendo esquecer o que é ser bombeiro de fato, nos pagam hora extra pra matar mosquito, o que não é função de bombeiro, mas não pagam hora extra pra trabalhar na calamidade pública.
Acredito que se houvesse o pagamento de hora extra, poderíamos duplicar o número de equipes nos resgate as vítimas das chuvas dessa semana, e sem ter que gastar milhares de reais com o transporte aéreo e as diárias da Força Nacional.
Acredito que estamos esquecendo o que é ser bombeiro de fato porque para o atual governo, mais vale pagar dobrado para um militar trabalhar na UPA, do que um combatente na prontidão. Vale, também, muito pouco o nosso “saber”, pois este mesmo militar se formou “nas coxas” em 15 dias de aula!
Acredito que estamos esquecendo o que é ser bombeiro de fato, pois nossos administradores estão carentes de profissionalismo, agimos de forma passional, os capacetes brancos que deveriam gerir os recursos e disponibilizar os meios para execução das tarefas estão lá, com a pá na mão, pois nessa desordem institucional isso é tudo que da pra fazer!
Postado por Andre Luiz Salma Cerqueira
Enquanto tentava me locomover pelo Rio de Janeiro, ouvi em um noticiário que o Corpo de Bombeiros deixou de atender a alguns chamados de deslizamentos com vítimas, e que na mesma localidade, os BM da Força Nacional estiveram por algumas horas mas se deslocaram para outro evento, encerrando assim as buscas, mesmo sem encontrar todas as vitimas.
Eu me pergunto: Onde erramos? Será que este evento adverso supera nossa capacidade de resposta? Será que falta bombeiro? Como assim falta bombeiro? Somos quase 16000 espalhados pelo estado!
Pois é, somos milhares, mas menos da metade é BOMBEIRO, de fato, pois nossos políticos estão nos fazendo esquecer o que é ser bombeiro de fato, nos pagam hora extra pra matar mosquito, o que não é função de bombeiro, mas não pagam hora extra pra trabalhar na calamidade pública.
Acredito que se houvesse o pagamento de hora extra, poderíamos duplicar o número de equipes nos resgate as vítimas das chuvas dessa semana, e sem ter que gastar milhares de reais com o transporte aéreo e as diárias da Força Nacional.
Acredito que estamos esquecendo o que é ser bombeiro de fato porque para o atual governo, mais vale pagar dobrado para um militar trabalhar na UPA, do que um combatente na prontidão. Vale, também, muito pouco o nosso “saber”, pois este mesmo militar se formou “nas coxas” em 15 dias de aula!
Acredito que estamos esquecendo o que é ser bombeiro de fato, pois nossos administradores estão carentes de profissionalismo, agimos de forma passional, os capacetes brancos que deveriam gerir os recursos e disponibilizar os meios para execução das tarefas estão lá, com a pá na mão, pois nessa desordem institucional isso é tudo que da pra fazer!
Postado por Andre Luiz Salma Cerqueira
COMENTO:
A situação dos Bombeiros Militares é atípica, pois a gestão Sérgio Cabral resolveu retirar o CBMERJ da segurança pública, contrariando norma constitucional, inserindo a corporação na saúde. Em seguida, o gestor priorizou a contratação de profissionais de saúde para atuarem no SAMU 192 (o único militarizado no Brasil) e nas UPAs, pagando gratificações a esses profissionais, subvertendo os valores hierárquicos.
O CBMERJ sofre com a má gestão pública e os resultados atingem a população fluminense, como ocorre com os demais serviços públicos no Rio de Janeiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO
A situação dos Bombeiros Militares é atípica, pois a gestão Sérgio Cabral resolveu retirar o CBMERJ da segurança pública, contrariando norma constitucional, inserindo a corporação na saúde. Em seguida, o gestor priorizou a contratação de profissionais de saúde para atuarem no SAMU 192 (o único militarizado no Brasil) e nas UPAs, pagando gratificações a esses profissionais, subvertendo os valores hierárquicos.
O CBMERJ sofre com a má gestão pública e os resultados atingem a população fluminense, como ocorre com os demais serviços públicos no Rio de Janeiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO


