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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

SANGUE, SUOR, LÁGRIMAS E BRAVATAS.

O GLOBO:
Sangue, suor, lágrimas e bravatas
NELSON MOTTA
O comandante Raúl Castro já avisou ao povo que a coisa está feia e que a crise mundial exige sacrifícios de todos. Não é novidade: é o que os cubanos já vêm fazendo nos últimos 50 anos. Os sábios do Partido, os grandes planejadores, os faróis do socialismo, concluíram que a única solução será arrendar 40% das terras férteis do Estado, que estão ociosas, e mandar o povo plantar o que comer. Patria o muerte!
Depois de 50 anos de reforma agrária, fazendas coletivas, cooperativas rurais, agricultura comunitária, todas as formas de coletivização agrícola socialista foram postas em prática — e resultaram em incontestável fracasso. Do contrário não haveria tanta terra ociosa, tanta gente desempregada e tanta escassez de alimentos na ilha, depois de 50 anos de "povo no poder".
Os companheiros cubanos vão descobrir que uma agricultura produtiva não se faz com vontade politica e patriotismo, mas com máquinas modernas e tecnologia, e é movida pelo empreendedorismo e pela busca de remuneração para seus trabalhadores e investidores. Mas o perfeito idiota latino-americano é fiel ao modelo fidelista. Socialismo o muerte!
O comentarista de economia da TV estatal cubana, Ariel Terrero, na prática um porta-voz do governo, falou claro: "O arrendamento de terras estatais a 80 mil pessoas, que afinal é colocar a propriedade estatal nas mãos dos produtores, poderia ser aplicado a outros setores, como os serviços alimentícios, o comércio varejista e outras áreas onde é realmente impossível, diante da diversidade e dos objetivos dos negócios, que o Estado administre diretamente. São necessárias fórmulas mais dinâmicas, mais inteligentes, de entender a propriedade, de administrar um serviço ou uma cafeteria."
Levaram 50 anos de sangue, suor, lágrimas e bravatas, sobre multidões de mortos, para chegar ao óbvio. Logo vão descobrir que, como no Brasil, é o agronegócio bem-sucedido que multiplica e barateia os alimentos, cria empregos e gera divisas para o país importar os equipamentos de que precisa para se modernizar e crescer.
Se continuarem assim, os cubanos vão acabar caindo numa democracia.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 27 de março de 2009

DIA NACIONAL DO CIRCO, CHAMEM OS PALHAÇOS...


Dia 27 de março, o dia nacional do circo!
Pão e circo ensinavam os antigos, como fórmula para agradar o povo e mantê-lo quieto.
Nos nossos tristes dias talvez o ensinamento seja “futebol e uma bolsa qualquer coisa”.
Povo marcado, povo feliz.
Nós, nascidos nesta pátria amada, de solo tão gentil, temos nos sentido verdadeiros “palhaços” diante dos escândalos políticos e dos desgovernos que assolam o Brasil.
Temos olhos azuís, negros, castanhos e somos cegos, impotentes, diante de tanta roubalheira.
Cada um de nós só pensa no “seu quadrado”, temendo as ímpias falanges, que apresentam face hostil, quem sabe somos “frouxos”.
Somos fracos, somos cegos e somos impotentes diante das “autoridades” que conduzem a pátria amada, idolatrada a um salve-se quem puder.
Somos palhaços, palhaços de carteirinha – título de eleitor – acreditando que vivemos em uma democracia, quando na verdade vivemos em uma oligarquia dos poderosos políticos e seus asseclas.
O Jornalista Nelson Motta publica hoje no jornal O Globo (página 7), o artigo “Intocáveis e Invencíveis”, que transcrevo agora:
- "Não tenho mais nenhuma ilusão de um dia ver algum desses criminosos travestidos de parlamentares atrás das grades e devolvendo o que nos roubou. Eles são muitos, e invencíveis. Sob fogo cruzado de denúncias, juntam-se para se defender, como fizeram o PT e o PMDB no Senado, embora digam sempre que é pela instituição, a mesma que eles aviltam e apequenam com seus atos.
O dinheiro roubado de nossos impostos, teoricamente, pode até ser recuperado, mas o crime de desmoralizar uma instituição democrática não tem preço.
O que nos resta? Confiar na Justiça? Confiar na Polícia? No ladrão? Com Sarney e Renan comandando o Senado e espantados com a descoberta de 181 diretorias? A maior parte foi criada pelos dois. O resto, por Jader, ACM e Lobão. E pior. Foram criadas por resoluções da Mesa e ninguém reclamou. E mesmo se reclamasse não adiantaria nada. Tudo dentro da lei, na liturgia do cargo.
Seria um exagero comparar as disputas pelo poder no Congresso com as guerras de quadrilhas pelos pontos de venda de drogas nas favelas cariocas? Só porque uns vendem crack e cocaína e outros, privilégios e ilegalidades? Guerra é guerra, vale tudo na disputa pelos pontos do poder. Se um tiroteio é de balas, o outro é de números e nomes, mas sempre sobram balas perdidas. Mas, quando o cerco aperta, os dois bandos acertam um armistício: o verdadeiro inimigo é a polícia. Ou, no caso do Senado, a opinião pública. Porque eles não temem a Polícia. Nem a Justiça. Eles só têm medo de perder eleição.
Diante do pacto de não agressão entre os dois bandos, esta-nos confiar nos ódios, nas invejas e nos ressentimentos das legiões de apadrinhados que estão perdendo a boca e se vingando de seus traidores. Que muitas falas perdidas encontrem seus alvos.
Diante da certeza de que eles vencerão, que jamais pagarão, que continuarão ricos e corruptos, e até mesmo respeitáveis, resta-nos ridicularizar suas figuras toscas, seus figurinos grotescos, seus cabelos tingidos, suas caras botocadas. Para que suas esposas e amantes leiam, e seus filhos se envergonhem deles no colégio. Como nós nos envergonhamos todo dia”.
NELSON MOTTA – JORNALISTA.

Parabéns, Nelson Motta, pelo menos não perdemos a capacidade de nos indignar, diante de tantos escândalos.
Eu aproveito para aplacar a inveja dos poderosos, citando que os outros poderes da república vivem a mesma realidade do legislativo, conforme a mídia informa dia após dia.

Por favor, alguém me ajude a estender a lona para cobrir todo o Brasil, pois o espetáculo deve continuar!

Peço desculpas aos profissionais do verdadeiro circo, e aproveito para agradecê-los pela alegria que nos proporcionam ao longo da vida, uma sensação diretamente oposta a que experimentamos no “Circo Brasil”.
PÁTRIA AMADA, BRASIL!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO