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domingo, 4 de setembro de 2011

O SUBMUNDO DO GOVERNO - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

O SUBMUNDO DO GOVERNO
Maria Lucia Victor Barbosa

02/09/2011
Em 1914, Robert de Jouvenel dá o título de O quarto poder a uma das partes de sua obra, La République des camarades. Ali ele registrou:
Quando um parlamentar conhecido se abstém durante muito tempo de frequentar essa bolsa de confidências e difamações, sua pessoa poderá ser vista a perambular tristemente de grupo em grupo, à cata do jornalista que se disponha finalmente a vir solicitar confidências destinadas ao grande público.
Jouvenel mostrou, assim, a força do quarto poder, ou seja, dos jornais do seu tempo. Ele não podia imaginar a influência que teriam mais tarde o rádio e a televisão sobre a massa.
O quarto poder continua a movimentar opiniões, mas, no momento, em nosso país, é de se duvidar que algum político busque jornalistas de certos veículos da grande imprensa, os raros que possuem independência suficiente para mostrar o submundo do governo. Destes jornais e revistas os políticos devem estar fugindo como diabo da cruz. É que o quarto poder anda derrubando ministros, mostrando com fatos e documentos a máfia no que se transformou o governo do PT e de seus aliados.
Logo a propaganda se apropriou das denúncias do quarto poder e atribuiu à presidente da República uma hipotética faxina, na verdade apenas desencadeada no Ministério dos Transportes, inclusive, com a queda do ministro Alfredo Nascimento. Antonio Palocci da Casa Civil, Nelson Jobim da Defesa, Wagner Rossi da Agricultura caíram de podres e para não macular a imagem da presidente, exatamente como acontecia no governo do blindado Lula da Silva.
Tornaram-se intocáveis os titulares que pertencem ao PT ou ao PMDB, como aqueles dos ministérios do Turismo, das Cidades, das Comunicações, da Casa Civil, das Relações Institucionais e quantos mais estejam na mira do quarto poder, como o dos Esportes. A presidente declarou que só mexe nessas pastas, em que pesem as denúncias sobre as mesmas, se os partidos pedirem, algo risível. Partidos não pedem para sair de cargos, mas para entrar em quantos cargos puderem.
Para contrapor à imprensa nacional logo foram espalhados na imprensa internacional elogios mil a presidente da República. Ela surge como corajosa, ética, guerreira contra a corrupção. E a revista Forbes a coloca como terceira mulher mais poderosa do mundo.
Nem uma palavra sobre o intocado submundo da corrupção reinante na república dos companheiros. Nada sobre o fato de que a terceira mulher mais poderosa do mundo reina, mas não governa, pois o comando continua sendo de Lula da Silva que indica ministros, reúne-se com os partidos políticos, faz inaugurações, visita países latino-americanos como se presidente ainda fosse, ensina à sua desajeitada criação política como agir de forma demagógica.
Na última edição da revista Veja, uma matéria sobre José Dirceu mostrou o quanto ele comanda autoridades recebendo seus pleitos, interage com aqueles aos quais denominou de elites, mas demoniza os malditos e impiedosos ricos que o sustentam como a um nababo e realizam com ele negócios extraordinários. Porém, a revista não contou a quem Dirceu obedece. Certamente a Lula da Silva, pois é de se duvidar que este conceda uma migalha sequer de seu poder a outrem.
A propalada faxina serviu, contudo, para despertar certo temor nos petistas. Recearam os companheiros que o governo de Lula da Silva fosse carimbado como corrupto. Algo extremamente óbvio, pois os ministros que caíram eram os mesmos do ex-presidente e por ele impostos a sua afilhada política. Será que os petistas temem que Lula da Silva apareça como fiador ou cúmplice das falcatruas? Que ele tenha oficializado a velha prática da corrupção que se tornou incomensurável?
Note-se que a própria Rousseff conviveu com o submundo do reino lulista e fez parte dele junto com sua fiel servidora Erenice Guerra, alcunhada de Erê 6%. Converte-se, assim, a presidente na imagem viva da herança maldita de Lula da Silva, uma herança que em vez de legar afanou bilhões que poderiam ter sido aplicados em benefício do povo, e que foram parar no bolso dos larápios da república dos companheiros. Inclua-se aqui o Poder Legislativo, cujo último ato foi o de livrar Jaqueline Roriz do impeachment, prática corrente de autoproteção entre parlamentares.
Da pretensa faxina presidencial emerge também algo óbvio, que tenho repetido em outros artigos. Tudo isto acontece porque não existe oposição, exceto uma ou outra voz isolada. Foi, por exemplo, deprimente ver a foto de Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin e outros próceres tucanos, praticamente aos pés da terceira mulher mais poderosa do mundo.
Sem oposição fraqueja a democracia e emerge a ditadura disfarçada do PT. Na impunidade onde a lei é substituída pela ideologia ou pelo interesse pessoal de quem julga viceja o submundo do governo. De tudo se conclui que somos atrasados demais para sermos civilizados, pois permitimos nossa desgraça, alheios aos que nos comandam.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.blogspot.com
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 10 de maio de 2009

DA MENTIRA À IMPOSTURA - OLAVO DE CARVALHO.

Da mentira à impostura.
Olavo de Carvalho 28 Março 2009.
Artigos - Editorial.
"Nunca, fora dos países comunistas onde a mídia é oficialmente órgão depropaganda e desinformação, os jornalistas jogaram tão sujo quanto naocultação pertinaz do Foro de São Paulo e na operação-desconversa que se seguiu à queda do muro de silêncio.
Mentiroso compulsivo é aquele que, desmascarado, não dá o braço a torcer: persiste na mentira, adorna-a de novos floreios, jura, esbraveja, argumenta, e tanto insiste que acaba deixando o interlocutor em dúvida. Porém mais perverso ainda, um sociopata em toda a linha, é aquele que, em tal situação, se faz de desentendido e continua falando no tom da maior normalidade e segurança, como se nada tivesse acontecido.
Aí a mentira singular se transmuta em impostura permanente, estrutural, alterando de uma vez o quadro das relações humanas e quebrando, na alma do ouvinte, não a confiança nesta ou naquela verdade em particular que ele julgava conhecer, mas no próprio valor da verdade em geral.
No primeiro caso, a mentira buscava imitar a verdade, parasitando o seu prestígio; agora ela se impõe por seus próprios méritos, como um valor em si, independente e superior à verdade.
Perplexo e atordoado pelo fascínio da insanidade, o ouvinte se vê atraído para dentro de uma espécie de teatro mágico, onde o preço do ingresso é a abdicação não só do poder, mas do simples desejo deconhecer a verdade.
Pois bem, esse é o jogo criminoso, sórdido e indesculpável, que a "grande mídia" brasileira inteira, sem exceção, tem jogado com seus leitores desde que se tornou impossível continuar negando e ocultando, como o fizera ao longo de dezesseis anos, a existência e o poder descomunal do Foro de São Paulo.
Agora, quando tocam no assunto que antes evitavam como à peste, nossos jornais o fazem no estilo distraído e anestésico de quem falasse de coisa banal e rotineira, que tivesse estado presente nas suas páginas desde sempre, com a regularidade das colunas de turfe e das histórias em quadrinhos.
Seriam mais decentes e toleráveis se persistissem na mentira, negando o óbvio com aquela intensidade louca do fingidor histérico, que grita e gesticula para se persuadir a si mesmo daquilo em que, no fundo, não pode acreditar. Entre o histérico e o sociopata vai toda a distância que medeia entre a paixão e o cálculo, entre a doença e a maldade, entre a explosão de um sintoma neurótico e o planejamento frio de um crime.
Relatando a vida de Vanda Pignato, a militante comunista brasileira que acaba de se tornar a primeira-dama de El Salvador, a Folha de S. Paulo do dia 23 informa, de passagem, meramente de passagem, que a referida "participava das reuniões do Foro de São Paulo, articulado pelo petismo e controvertido por já ter permitido a participação das Farc (ForçasArmadas Revolucionárias da Colômbia), convertida em narcoguerrilha".
Não é uma belezinha?
A mais poderosa organização política da América Latina, financiada por fontes misteriosas jamais investigadas, autora suprema da articulação clandestina que ludibriou povos inteiros durante uma década e meia e salvou o comunismo da extinção mediante o ardil defazer-se de morto para assaltar o coveiro, de repente aparece como uma entidade normal, legítima como qualquer partido político, só vagamente "controvertida" por ter "permitido a participação" da narcoguerrilha colombiana! Como se o Foro tivesse se limitado a isso, em vez de prestar apoio unânime e incondicional às Farc, acusando o governo colombiano de "terrorismo de Estado"! Como se entre as fontes de sustentação financeira de um movimento tão vasto e dispendioso fosse dispensável, pela origem espúria, o dinheiro do narcotráfico! Como se do Foro não participassem também outras organizações criminosas, por exemplo o MIR chileno, seqüestrador de brasileiros, com direito a manifestações de solidariedade continental cada vez que um de seus agentes armados é preso e enviado à Justiça! Como se a mera existência de um poder invisível e onipresente, capaz de mudar a história de um continente sem que o público tenha a menor notícia do que está acontecendo, já nãofosse em si mesma um formidável concurso de crimes, a anomalia das anomalias, a aberração das aberrações!
Nunca, fora dos países comunistas onde a mídia é oficialmente órgão de propaganda e desinformação, os jornalistas jogaram tão sujo quanto na ocultação pertinaz do Foro de São Paulo e na operação-desconversa que se seguiu à queda do muro de silêncio.
Mentir, eles mentiam antes. Agora partiram para o fingimento de segundo grau, a consolidação da impostura como um direito sagrado e um dever moral soberano, nada mais cabendo ao povo, diante desse ritual diabólico, senão curvar-se em respeitoso silêncio, prostituindo e sacrificando ante um ídolo de papel os últimos vestígios de dignidade que possam restar na sua alma exausta e entorpecida".

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BRABONO

terça-feira, 5 de maio de 2009

O POVO NÃO COMPRA MAIS JORNAL - VICENTE PORTELA.

Vicente Portela, no seu blog pessoal, faz uma breve, porém interessante, análise sobre a queda na venda de jornais (clique e leia).
Avalie e comente.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A MÍDIA FLUMINENSE?

O Supremo Tribunal Federal revogou a “Lei de Imprensa”.
Ela estava em desuso, porém, viva, podendo ser reaplicada a qualquer instante.
A sua revogação deve ser comemorada, apesar dos pesares.
Uma democracia não consegue sobreviver sem a presença de uma imprensa livre e soberana, o que significa dizer, que no Brasil, onde a democracia está em processo de implantação - o que ainda demorará gerações para ser concretizado -, a importância da liberdade de imprensa (mídia) ganha contornos mais relevantes.
Infelizmente, a revogação não significa um carimbo, a ser aplicado na mídia brasileira, um carimbo onde esteja escrito:
IMPRENSA LIVRE”.
Não, liberdade de imprensa é muito mais do que um ato administrativo, sendo um conceito que deve estar inserido na própria formação cultural do povo, uma variante de um conceito muito mais amplo, A LIBERDADE.
E, o Brasil, ainda está distante de construir uma sociedade culta, que possua princípios éticos positivos.
O povo brasileiro ainda é um aprendiz, quando tratamos do culto de valores que possam agregar cidadania e liberdade.
Não temos acesso à educação pública de qualidade, o que acarreta que não temos acesso à cultura, quando muito, a pseudo culturas.
A revogação da “Lei de Imprensa” não significa, como não poderia deixar de ser, que a mídia brasileira seja soberana e independente, ela está longe disso.
Uma significativa parte da mídia ainda está atrelada a uma verdade inquestionável, ou seja, mídia é comércio e o Governo, um excelente cliente.
Permitam-me não ingressar no terreno movediço onde vivem certos “profissionais” da mídia, que são “pranchados” pela melhor oferta. Prefiro não tratar de espeficidades e sim, seguir por caminhos mais limpos. Afinal, tenho vários amigos na mídia, que merecem a minha admiração e respeito.
E, voltando ao passado recente...
No curso da nossa mobilização cívica, essa parte da mídia, que entende o Governo como um excelente cliente, fez o seu papel, sendo uma “MÍDIA CHAPA-BRANCA” por excelência.
Jornais e Revistas de circulação nacional, órgãos conceituados, chegaram a estampar manchetes nos acusando de INSUBORDINAÇÃO, como se não soubessem o que significa a palavra no Código Penal Militar.
Claro que sabiam, porém, tinham que escolher o lado governamental, afinal, o cliente tem sempre razão.
E o governo do Estado do Rio de Janeiro, tem sido um cliente assíduo, com longas propagandas televisivas, onde pergunta:
Se você quer saber o que o governo do Estado fez nos últimos dois anos, SOME (...), por exemplo, uma contínua e longa propaganda na mídia, com o dinheiro público”.
Um cliente como poucos!
Mas isso é passado, apenas uma referência, o importante é o presente, o futuro são sonhos, sonhos de uma imprensa soberana e autônoma.
O presente tem suas peculiaridades, algumas muito interessantes e passo a escrever sobre uma.
No exercício da função de Corregedor Interno, construí uma boa relação com a mídia em geral, o que não impediu que eu fosse “FRITADO” em vários momentos, na busca da satisfação do cliente, considerando que o Corregedor Interno da PMERJ, intitulado pela mídia como líder dos “Coronéis Barbonos”, tinha sido declarado “INIMIGO POLÍTICO”.
Isso não me aborreceu, considerando que a mídia tem os seus valores e não podemos mudar paradigmas que estão incrustados há décadas, em um piscar de olhos, o que me fez entender o ocorrido como um fato mais do que natural.
Eu era muito procurado, os Policiais Militares praticavam graves desvios de conduta com freqüência e a mídia vinha louca por informações complementares, sendo que sempre respeitou as minhas convicções no sentido de não comentar investigações em curso, nem fornecer fotos ou dados relacionados com os Policiais Militares investigados.
Assim, com respeito mútuo, construimos uma relação equilibrada.

Caro leitor, você deve estar se perguntando, tudo bem, Coronel, o senhor já escreveu sobre isso, qual é a novidade?
A novidade é o nosso blog, caro leitor.
O blog escrito por MIL mãos, com a participação direta de incontáveis colaboradores, que entenderam que JUNTOS SOMOS FORTES.
Caro leitor, faça uma reflexão:
- Qual a explicação para o fato do nosso blog, lido diariamente por quase MIL VISITANTES, divulgar uma série de fatos graves sobre a segurança pública no Rio de Janeiro e tais fatos não serem replicados pela mídia, não sendo aproveitados pela mídia investigativa para originarem matérias mais elaboradas?
Você já tinha pensado sobre isso?
Um blog que tem como autor o Corregedor Interno que permaneceu mais tempo na função, quase três anos, onde são publicadas denúncias sérias, que acabam ficando restritas unicamente à grande rede.
Um blog que quando o interesse governamental era derrubar esse autor da Corregedoria Interna, teve parte de um artigo estampada na grande Rede Globo de Televisão, em todos os jornais, RJ TV, Jornal Nacional e Jornal da Globo, por dois dias seguidos e ainda, eventualmente nos dias seguintes.
Na época, o nosso blog, alcançou mais de MIL visitantes por dia, demonstrando a força da Vênus Platinada.
O jornal O Globo seguiu na mesma linha, aumentando as nossas visitas.
Pense sobre essa verdade.
Nós que queremos mudar o Rio de Janeiro e mudar o Brasil, precisamos entender a mídia, seus aspectos positivos e negativos.
Precisamos investir na internet, pois essa é realmente livre, divulgando as nossas idéias aos quatro cantos desse planeta ainda azul.
Nós precisamos mudar a mídia, que precisa aprender quem é o verdadeiro cliente, o cidadão brasileiro.
Alguns querem nos calar, como calaram os "Coronéis Barbonos" na mídia, onde existe uma determinação tácita no sentido de que não se pode falar nos "Coronéis Barbonos", determinação tácita que em foi revelada por um amigo da mídia.
Caros leitores, todos os Governos são transitórios, menos transitórios que os órgãos da mídia, os quais podem viver por muitos anos, porém podem deixar de existir, bastando que o verdadeiro cliente pense nesse sentido.
Ainda hoje, eu publicarei um artigo sobre o Decreto 41.687, de 11 de fevereiro de 2009, que entrou em vigor em primeiro de março, há dois meses.
Tratarei da dificuldade do Poder Executivo fazer valer a sua determinação e comentarei sobre um verdadeiro absurdo a respeito de Oficiais da Polícia Militar que estão fora da Instituição.
Comentarei a dificuldade do Governador em BARBONAR, agir como um Coronel Barbono.
Vamos ver o resultado na mídia, considerando que remeterei o artigo por email para todos os jornalistas, revistas e jornais da minha lista, COMO TENHO FEITO REGULARMENTE, inclusive encaminharei o presente artigo.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO