O nosso mundo é "no stop", não pára por uma fração de segundo.
Os avanços tecnológicos se sucedem a uma velocidade assustadora, o computador mais avançado comprado hoje, começa a ficar obsoleto na fila do caixa para pagamento do produto.
O mundo está conectado, uma grande aldeia, onde conseguimos conversar em tempo real com quase todas as partes do planeta, o que facilita muito a vida da quase totalidade dos seres humanos.
As modernas formas de comunicação mudaram bastante o relacionamento humano em todas as atividades que desenvolvemos rotineiramente.
No comércio, alguns séculos atrás, os reis tinham que mandar seus emissários (mensageiros) para realizar acordos de compra e venda, por exemplo. Longas viagens de ida e de volta, nem sempre produtivas. Hoje, uma vídeo conferência ou uma simples ligação telefônica, permite que esses mesmos acordos sejam fechados em um piscar de olhos.
As relações entre compradores e fornecedores se agilizaram, aumentando o lucro e o risco.
Infelizmente, tudo tem seu lado bom e seu lado mau, a mesma tecnologia que permite o uso de aparelhos de telefonia celular para a celebração de acordos envolvendo os reis modernos e os seus fornecedores, permite que a conversação seja gravada e utilizada posteriormente para diferentes fins.
Tal realidade tem produzido um efeito estranho, alguns reis dos nossos dias não utilizam o telefone, temem os chamados grampos legais (autorizados judicialmente) e ilegais. Fogem dos telefones como o diabo foge da cruz, conforme o dito popular.
Diante do problema esses reis voltaram ao passado e se utilizam dos bons e velhos mensageiros reais, que promovem os acordos conversando pessoalmente com os fornecedores reais.
Os mensageiros passam a funcionar como os olhos, os ouvidos, a boca e as mãos do rei. Eles são preferidos à tecnologia em razão de deixarem poucos rastros, normalmente, embora volta e meia um apareça na TV negociando com um fornecedor, em nome do rei e revelando acordos fraudulentos.
Os reis ficam protegidos em seus palácios, enquanto os mensageiros fazem o trabalho "sujo".
No Brasil, a mídia noticia um grande escândalo desse a cada quinzena.
Quem diria que no século XXI, um simples telefone poderia se transformar em um terrível inimigo, algo a ser evitado.
Convém destacar que a própria tecnologia fornece mecanismos de defesa para esses reis amedrontados, como os telefones criptografados, os bloqueadores de celulares, as salas seguras, etc. Todavia, assim mesmo, eles preferem os seus confiáveis mensageiros que seguem ganhando fama.
Mundo engraçado esse nosso, o passado resolvendo os problemas do futuro.
Pelo menos tentando...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
Os avanços tecnológicos se sucedem a uma velocidade assustadora, o computador mais avançado comprado hoje, começa a ficar obsoleto na fila do caixa para pagamento do produto.
O mundo está conectado, uma grande aldeia, onde conseguimos conversar em tempo real com quase todas as partes do planeta, o que facilita muito a vida da quase totalidade dos seres humanos.
As modernas formas de comunicação mudaram bastante o relacionamento humano em todas as atividades que desenvolvemos rotineiramente.
No comércio, alguns séculos atrás, os reis tinham que mandar seus emissários (mensageiros) para realizar acordos de compra e venda, por exemplo. Longas viagens de ida e de volta, nem sempre produtivas. Hoje, uma vídeo conferência ou uma simples ligação telefônica, permite que esses mesmos acordos sejam fechados em um piscar de olhos.
As relações entre compradores e fornecedores se agilizaram, aumentando o lucro e o risco.
Infelizmente, tudo tem seu lado bom e seu lado mau, a mesma tecnologia que permite o uso de aparelhos de telefonia celular para a celebração de acordos envolvendo os reis modernos e os seus fornecedores, permite que a conversação seja gravada e utilizada posteriormente para diferentes fins.
Tal realidade tem produzido um efeito estranho, alguns reis dos nossos dias não utilizam o telefone, temem os chamados grampos legais (autorizados judicialmente) e ilegais. Fogem dos telefones como o diabo foge da cruz, conforme o dito popular.
Diante do problema esses reis voltaram ao passado e se utilizam dos bons e velhos mensageiros reais, que promovem os acordos conversando pessoalmente com os fornecedores reais.
Os mensageiros passam a funcionar como os olhos, os ouvidos, a boca e as mãos do rei. Eles são preferidos à tecnologia em razão de deixarem poucos rastros, normalmente, embora volta e meia um apareça na TV negociando com um fornecedor, em nome do rei e revelando acordos fraudulentos.
Os reis ficam protegidos em seus palácios, enquanto os mensageiros fazem o trabalho "sujo".
No Brasil, a mídia noticia um grande escândalo desse a cada quinzena.
Quem diria que no século XXI, um simples telefone poderia se transformar em um terrível inimigo, algo a ser evitado.
Convém destacar que a própria tecnologia fornece mecanismos de defesa para esses reis amedrontados, como os telefones criptografados, os bloqueadores de celulares, as salas seguras, etc. Todavia, assim mesmo, eles preferem os seus confiáveis mensageiros que seguem ganhando fama.
Mundo engraçado esse nosso, o passado resolvendo os problemas do futuro.
Pelo menos tentando...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

