Mostrando postagens com marcador Paula Sarapu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paula Sarapu. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

CBPMERJ - JORNAL O DIA - AMANHÃ.

Policiais Militares, amanhã o jornal O Dia deverá replicar a excelente matéria da jornalista Paula Sarapu sobre as investigações em curso a respeito da CBPMERJ.
Devemos acompanhar, sobretudo os que estão lutando para receber os benefícios.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O RIO DO PMDB - O RIO DO GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL - O RIO DAS BALAS PERDIDAS.

O DIA - HOMEM É ATINGIDO POR BALA PERDIDA NA BAIXADA FLUMINENSE:

Rio - Um homem foi ferido por bala perdida, quando saía para trabalhar, na manhã desta segunda-feira, em Imbariê, na Baixada Fluminense. Segundo policiais do 15º BPM (Duque de Caxias), Pedro Felipe Barreto de Araújo foi atingido na coxa esquerda, quando passava pela Rua Catulo Cearense. Ele está internado no Hospital de Saracuruna.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 21 de julho de 2008

POLICIAIS CIVIS: INVESTIGADOS NO RJ E AMEAÇA DE GREVE EM SP.

O DIA ONLINE.
Viaturas investigadas.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/viaturas_investigadas_186596.asp
Corregedoria faz levantamento sobre 74 carros da Polícia Civil para saber qual deles teria participado do seqüestro de chinesa.
Paula Sarapu.
Rio - A polícia está fechando o cerco para tentar descobrir a viatura que teria seqüestrado a comerciante chinesa Ye Guoe, 35 anos, desaparecida desde quinta-feira, quando foi levada por supostos policiais depois de trocar R$ 220 mil por dólares em uma casa de câmbio na Barra da Tijuca. A corregedora da Polícia Civil, Ivanete Araújo, iniciou levantamento para saber quais dos 74 novos Palio Weekend, com adesivo dos Jogos Pan-Americanos, pode estar envolvida no sumiço da estrangeira.
Ye Guo foi retirada de um táxi por ocupantes da viatura pouco após sair do Shopping Downtown. Segundo o taxista, ele seguia para o Centro quando três homens desceram e apresentaram distintivos da polícia. Sem reagir, a chinesa os acompanhou.
Imagens da CET-Rio e do 31º BPM (Recreio) já vistas pelos policiais não flagraram viatura com essas características. Os carros, segundo Ivanete, não possuem GPS, mas precisam comunicar as saídas das delegacias ao Centro de Comando (Cecopol) e preencher boletim de tráfego ao abastecer no posto de combustível da polícia.
Hoje, o delegado Alessandro Thiers, da 16ª DP (Barra da Tijuca), vai analisar as imagens do shopping, onde a estrangeira foi vista pela última vez. Ele também pretende confirmar em qual das três casas de câmbio do local Ye Guoe teria feito a transação.
“A história não está encaixando e, com certeza, as pessoas mais próximas poderiam nos auxiliar mais. Precisamos saber a origem do dinheiro e quem mais sabia que ela estaria com aquela quantia. O marido negou que tivessem problemas com a Máfia Chinesa e que tivessem sofrido extorsões”, afirmou o delegado.
Um irmão da vítima, que mora em Ponta-Porã (MS), chegou ao Rio. Parentes estiveram na delegacia e ainda têm esperança de que a polícia a encontre com vida.
Várias versões para dinheiro.
O marido Ye Guoe, Chen Chien Hou, 34 anos, disse que falou com ela pouco antes do desaparecimento, pelo celular. Funcionário de uma pastelaria, ele apresentou ao delegado três versões diferentes sobre a quantia que a mulher portava. De início, não mencionou que ela estava com o dinheiro. Depois, chegou a dizer que eram economias para enviar a parentes na China. Por último, falou que era “coisa dela”.
O casal se conheceu no Brasil há sete anos. Eles têm duas filhas, de 5 e 7 anos, moram na Tijuca e possuem visto permanente. Ye Guoe trabalhava como vendedora de artigos trazidos da China e viaja muito para São Paulo. O consulado chinês acompanha as investigações.
O marido diz que estava em São Paulo. “Ela estava saindo do shopping com aquele dinheiro. Não sei para o que era. Não sei se foi seqüestro. Mas queremos ela de volta”, disse, angustiado.

O GLOBO ONLINE.
Delegado requisita imagens de câmeras de segurança para investigar desaparecimento de chinesa na Barra.
Clique e leia:
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/07/20/delegado_requisita_imagens_de_cameras_de_seguranca_para_investigar_desaparecimento_de_chinesa_na_barra-547336500.asp

O DIA ONLINE.
SP: Polícia Civil ameaça greve em agosto.
http://odia.terra.com.br/brasil/htm/sp_policia_civil_ameaca_greve_em_agosto_186632.asp

São Paulo - A partir do dia 13 de agosto, a Polícia Civil pode entrar em greve em todo o Estado de São Paulo para reivindicar por reposição salarial. Neste domingo, sindicatos do setor realizaram manifestação na Praça da Sé reunindo cerca de 500 policiais.
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (Sipesp), João Batista Rebouças da Silva Neto, 30% do efetivo seguirá trabalhando, conforme manda a lei. "Os policiais ficarão em greve por tempo indeterminado se o governo não negociar", garantiu.
As informações são do Terra.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

O DIA ONLINE - 02/04/2008 - FAVELAS DO PAC ESTÃO EM GUERRA

2/4/2008 01:23:00
Favelas do PAC estão em guerra
Polícia investiga 10 mortes em confrontos internos no Alemão e na Rocinha.
Corpos não apareceram
Paula Sarapu e Leslie Leitão

"Rio - Moradores de duas comunidades que abrigam as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) têm vivido momentos de terror por causa de guerras internas nas duas favelas. As investigações da polícia indicam que, semana passada, pelo menos seis pessoas morreram no Complexo do Alemão — até agora nenhum corpo foi achado. Na noite de segunda-feira, a briga foi na Rocinha. Um corpo apareceu e outras cinco pessoas ficaram feridas. Há informações de que pelo menos dez bandidos teriam morrido.
A primeira guerra estourou na Favela da Grota, liderada por Antônio de Souza Ferreira, o Tota. Ele e Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, teriam decidido executar o grupo que vinha controlando a vizinha Pedra do Sapo. Segundo informações obtidas pela Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) e outras duas delegacias distritais, o líder desse grupo, identificado como Dudu Capeta, foi morto junto com outros homens conhecidos como Boi, China, Mais Alto e Rodrigo Jacaré. Houve troca de tiros e este último teria matado o gerente da Grota e homem de confiança de Tota: Robson Cirino, o Pé-de-Pano.
Em São Conrado, a guerra começou às 21h30 de anteontem, depois que o chefe do tráfico, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, reuniu um grupo de traficantes da parte baixa para atacar a parte alta, dominada por seu ex-aliado, Inácio de Castro Silva, o Canelão. Este, que planejava um golpe no rival, teria sido morto no confronto, mas a polícia não confirmou oficialmente. Segundo moradores, outros seis homens de seu grupo também podem ter sido mortos na batalha. Eles são conhecidos como Zira, Rasta, Papel, Chico e Juca, além de Artur Silva Pereira, o Schumacher, um dos gerentes da favela. Este, inclusive, teria sido o responsável pelo tiro que feriu Nem no braço.
A 15ªDP (Gávea) afirma ainda não saber o motivo do racha.
Já o 23ºBPM (Leblon) não se pronunciou.
Durante toda a madrugada, moradores viveram momentos de pânico em meio a um fogo cruzado sem fim. Quando o dia amanheceu, nenhum reforço policial foi percebido.“Temos conhecimento sobre o desentendimento em algumas facções. Se soubéssemos hora e local iríamos atuar antecipadamente. Mas quando tivermos a oportunidade ideal para atacar, nós vamos atacar”, afirmou o secretário de Segurança do Rio, delegado José Mariano Beltrame.
Feridos fogem de hospital
Dois dos cinco feridos na guerra da Rocinha fugiram do Hospital Miguel Couto na madrugada de ontem, sem receber alta médica. Nenhum estava custodiado, mas a 15ª DP (Gávea) afirma que José Roberto da Silva, 25, baleado na barriga, é investigado por ligações com o tráfico. Em liberdade condicional, Erivaldo Tenório Araújo, 37, atingido no braço, foi embora após a sutura.Ainda estão internados William Robson Cabral, 20, no Lourenço Jorge; Um menor, Ermenegildo Feitosa Camilo, 28, e Gilberto Rosa dos Santos, 39. Luiz Henrique da Silva, 43, morreu baleado no peito."
JUNTOS SOMOS FORTES!
COMPAREÇAM NA REUNIÃO - AME/RJ!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

domingo, 30 de março de 2008

O DIA - 30/03/2008 - ÁREAS VIOLENTAS ESQUECIDAS

DIA ON LINE - 30/3/2008 01:40:00
Áreas violentas esquecidas
Distribuição de equipamentos da Polícia Militar, como viaturas e cabines, está muito abaixo da necessidade de combate ao crime em regiões com maiores extensões, população e criminalidade
Paula Sarapu e Thiago Prado

"Rio - Privilegiados na distribuição do efetivo da Polícia Militar, os batalhões da Zona Sul e do Centro também concentram o maior número de viaturas, em detrimento de áreas com índices de criminalidade, população e extensão territorial mais altos. Levantamento feito por O DIA nos batalhões da Região Metropolitana mostra que a Zona Sul tem 62 viaturas para percorrer os 41,8 quilômetros quadrados dos bairros policiados por três unidades. Para se ter uma idéia da disparidade, o batalhão de Botafogo (2º BPM) dispõe de 30 carros para rodar em 15 quilômetros quadrados, enquanto o 15º BPM (Duque de Caxias) tem 29 viaturas para circular em 468,3 quilômetros quadrados.
As proporções desiguais de homens e recursos para garantir a segurança nas ruas se reflete na criminalidade. Caxias teve no ano passado 501 homicídios, quase 10 vezes mais que na Zona Sul. A PM, mais uma vez, não quis se pronunciar sobre os critérios para a distribuição dos recursos de logística da corporação. Desde terça-feira, O DIA vem mostrando que a balança do efetivo da PM pesa mais para os bairros de maior poder aquisitivo.
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), usados oficialmente para planejar a segurança, mostram que a população e os índices de criminalidade nas zonas Norte e Oeste, na Baixada Fluminense, em Niterói e São Gonçalo são mais elevados que os Zona Sul.
O Leblon, por exemplo, tem o maior número de cabines do Rio: são 19, distribuídas pela orla e também pelos bairros de Ipanema e de São Conrado. Apesar de ter somente 14 viaturas, a região — de 21,5 quilômetros quadrados — ganha em número de policiais que fazem patrulhamento a pé, contribuindo para a sensação de segurança dos moradores. Na área atuam, ao todo, 913 PMs, 185 a mais que o batalhão de Rocha Miranda (9º BPM).
A unidade do subúrbio tem números superiores em todos os quesitos analisados para se planejar o policiamento: tamanho da região, população e favelas. Na área, em 2007, 25.324 roubos e furtos e 454 homicídios. Já o Leblon contabilizou 7.376 roubos e furtos e 28 homicídios.
‘ESPELHO INVERTIDO’
Para a coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, da Universidade Cândido Mendes (Cesec), Sílvia Ramos, o mapa de distribuição de policiais e equipamentos é um “espelho invertido” do mapa que registra a taxa de assassinatos na Região Metropolitana. “A Zona Sul apresenta padrão de Primeiro Mundo, enquanto regiões do 16º BPM (Olaria), 22º (Maré) e Santa Cruz (27º BPM) vivem um terror”, compara.
“Tudo indica que há outra lógica para nortear essa distribuição que não a lógica de proteção de vidas. Privilegia-se a proteção do patrimônio, com compromisso com o poder aquisitivo e a capacidade de pressão de pessoas desses setores”, critica. Em Mesquita, Nova Iguaçu e Nilópolis, policiadas pelo 20º BPM, a situação se repete. Lá, há apenas uma cabine e 30 carros para dar segurança e coibir crimes num espaço de 581,5 quilômetros quadrados — uma viatura para cada 19,38 quilômetros quadrados. Copacabana, por sua vez, tem uma viatura em cada 290 metros quadrados, na medida em que são 18 carros circulando em pouco mais de 5 quilômetros quadrados. Em um ano, o 20º BPM viu o roubo a pedestres subir de 2.761 para 4.108 ocorrências. Copacabana teve, no mesmo período, 978 casos.
Carências na região de Niterói
Niterói, São Gonçalo e Itaboraí lideram o ranking de carência de viaturas por área patrulhada: um carro para cada 32,55 quilômetros quadrados. A região, ao contrário da tendência de todo o estado, conviveu, ano passado, com aumento no índice de veículos roubados: 1.156 carros foram levados, ante 1.043 em 2006.Os batalhões da Zona Oeste, que enfrentam problemas como tráfico de drogas e milícias, também acabam prejudicados na matemática da distribuição. A área do Centro, repleta de agências bancárias e sedes empresariais, conta com o dobro de viaturas que a região do 14º BPM (Bangu), que tem 20 carros para patrulhar uma área gigantesca. “Aqui na Zona Oeste até temos mais viaturas, mas não há efetivo suficiente para usá-las”, admite o comandante do 2º Comando de Policiamento de Área (Zona Oeste), coronel Paulo César Lopes. Hoje, o batalhão de Bangu tem 650 PMs. Lopes diz que o Quadro de Distribuição do Efetivo (QDE) de 1977 aponta que a unidade deveria ter 1.470 homens. Na região de Campo Grande, patrulhada pelo Regimento de Polícia Montada (RPMont), há um carro a cada 12,44 quilômetros quadrados.
Jacarepaguá e Barra também não são contempladas com a melhor distribuição. As duas unidades têm 861 PMs, 61 viaturas e nove cabines para policiar uma área de 282,5 quilômetros quadrados. Na região, também contrariando a tendência do estado, houve forte aumento de roubo de carros — passou de 497 para 626 casos.
EFETIVO CONCENTRADO NO PALÁCIO
Atualmente, o local do Rio mais protegido pela PM está, sem dúvida, na Zona Sul. Dados do Departamento Geral de Pessoal (DGP) da PM mostram que o Palácio Guanabara tem hoje 255 policiais para cuidar do patrimônio da casa. Os homens fazem parte da 1ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM).
O número cresce ainda mais se contabilizados os policiais cedidos para secretarias e gabinetes que ficam dentro do Palácio. A Casa Civil, por exemplo, que é sediada no local, tem 342 PMs, segundo levantamento de O DIA publicado em fevereiro. Na época, a estatística revelava que havia 2.311 PMs lotados em órgãos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário das esferas municipais, estaduais e federais. Procurado, o chefe da Casa Civil, Régis Fichtner, não foi encontrado para se pronunciar sobre o elevado número de PMs longe do patrulhamento das ruas. A assessoria da Secretaria de Segurança preferiu não retornar as ligações para esclarecer.
Há ainda na PM os casos de unidades que nada têm a ver com o policiamento ostensivo e que conta com muitos praças e oficiais nos seus quadros. É o caso, por exemplo, do Hospital Central da Polícia Militar, que, segundo dados do ano passado, tinha 950 homens. Para lá, são encaminhados policiais e seus parentes com problemas de saúde.
A Companhia de Música da PM, responsável por treinar as bandas que se apresentam em solenidades da tropa, tem 145 homens. Já o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, que qualifica os recrutas da corporação, tem 831 militares. Mas o que impressiona é o número de PMs na ‘geladeira’ da corporação, o DGP: há 2.510 policiais nessa situação, recebendo salários mas fora do dia-dia do trabalho."
Um Soldado da Polícia Militar que trabalha nas ruas do Rio de Janeiro ganha menos de R$ 30,00 (trinta reais) por dia, metade do que recebe uma diarista, para arriscar a sua vida em defesa da vida do cidadão fluminense.
Valorizar o Soldado de Polícia Militar eis a solução!
"No mínimo, o mínimo regional, como soldo!"
JUNTOS SOMOS FORTES!
VAMOS MUDAR A SEGURANÇA PÚBLICA!
POVO E POLÍCIA!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

quinta-feira, 20 de março de 2008

O DIA ONLINE - 20/03/2008 - ASSALTOS DISPARAM EM 2007

20/3/2008 01:33:00
Assaltos disparam em 2007
Estado registra aumento de 13 mil roubos no ano passado.
Secretário culpa falta de policiamento
Paula Sarapu


Rio - O Estado do Rio teve no ano passado 13.154 assaltos a mais que em 2006. Ao todo, foram registradas 59.494 ocorrências de ‘roubo a transeunte’, um aumento de 28,4% em relação ao ano anterior. A deficiência no policiamento ostensivo, segundo o próprio secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, explica a explosão desse tipo de crime. Ao divulgar, ontem, o balanço dos índices de criminalidade de 2007, produzido pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), Beltrame afirmou que seria preciso aumentar em 10 mil homens o efetivo da Polícia Militar para conter a escalada da violência. Um novo concurso, para 3.100 na PM, foi aprovado ontem pela Casa Civil. Existe solução para acabar com a violência no Rio?
“O policiamento ostensivo é um desafio, a lição de casa a ser cumprida. O roubo é um dado preocupante porque é um crime que usa a violência, usa um instrumento que atenta contra a vida das pessoas. Nós combatemos os comandos e isso mexeu em determinados focos, fazendo com que os bandidos viessem para as ruas”, explicou Beltrame.
MENOS ROUBOS DE CARRO
Dos 33 delitos analisados, 19 índices tiveram queda, como roubos de veículos, de carga e a loja. E 14 apresentaram crescimento. Os roubos de rua — a pedestres, roubo de celular e dentro de coletivos — subiram de 62.784 para 75.433, de 2006 para 2007, o que representa um aumento de 20,1%. O secretário disse que medidas serão tomadas para enxugar os batalhões e levar PMs às ruas.
“Temos déficit de 10 mil policiais e precisamos discutir isso. Um batalhão de uma área central, que em 1977 tinha previsão de 1.400 policiais, 30 anos depois tem menos de 500. Vamos trazer os aposentados, estamos investindo no policiamento móvel e vamos acabar com o Batalhão ferroviário”, listou. A Zona Norte registrou assaltos. Em 2006, houve 17.025 roubos e, no ano passado, 21.312. Na região, caíram os roubos de veículos, de 17.372, em 2006, para 14.528.
Na Zona Sul houve aumento nos assaltos a pedestres (de 3.227 para 3.493) e roubos de veículos (de 495 para 633), além dos roubos a residências, que passaram de 79 para 112, em 2007. Em sua primeira apresentação de dados à frente do ISP, o tenente-coronel Mário Sérgio Duarte, presidente do órgão, afirmou que pretende divulgar os índices de criminalidade a cada 15 dias para que, em junho, não haja mais atraso na liberação.
Mortes aumentam e apreensões caem
Os dados do Instituto de Segurança Pública revelam que houve queda na produção policial. Entre 2006 e 200y, caíram os números de prisões e de apreensões de armas e drogas. De acordo com a estatística, aumentou o número de mortos em confronto com a polícia, os autos de resistência. No ano passado, foram recolhidas 11.062 armas, 2.250 a menos que em 2006. Em relação às apreensões de drogas, foram 10.178 casos em 2007, contra 10.793 no ano anterior. O número de mortos em confronto passou de 1.063 para 1.330, e as prisões caíram de 16.543 para 14.355, em 2007, uma redução de 13,2%.

QUADRO RUIM
A coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, da Universidade Cãndido Mendes, Sílvia Ramos, acredita que o aumento dos crimes de rua e a queda no desempenho policial é o pior quadro para a sociedade. Para ela, a sensação de insegurança do cidadão é maior em conseqüência do aumento dos pequenos crimes violentos.
“Você só perde o celular, mas sofre a ameaça de levar um tiro na cabeça porque as armas que antes faziam a segurança das bocas-de-fumo agora são usadas em assalto. É estranho o fato de a polícia estar retirando menos armas das ruas, quando há número maior de crimes ”, comenta Sílvia Pontes.
A pesquisadora também destaca a política de enfrentamentos. “O mais grave é esta combinação que se concentra nos confrontos e não na melhora da atividade nas ruas”, analisa.
Em volta da Providência, menos crimes
Na Área Integrada de Segurança Pública que abrange Gamboa, Saúde, Santo Cristo e parte do Centro, houve queda significativa nos índices de roubos a pedestres em dezembro em relação a novembro. Foram 13 casos a menos, numa redução de 33%. De acordo com policiais, um dos motivos para essa diferença é a ocupação do Exército ao Morro da Providência, iniciada em meados de novembro, para obras do Projeto Cimento Social. Os bandidos que agem no asfalto e costumavam esconder os produtos roubados nos assaltos teriam migrado para outras regiões. O tráfico, no entanto, não desapareceu do morro, apesar da presença de 200 militares do Exército e de de PMs do Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (Gpae). É o que admite o general Rui Monarca da Silveira, comandante das operações na favela. Para ele, um dos fatores que impedem a repressão ao tráfico é o fato de o Exército não ter o poder de polícia para prender suspeitos. “Este poder é, segundo a Constituição, autorizado somente pelo Presidente da República” afirma. O delegado Ricardo Dominguez, da 4ª DP (Central do Brasil), admite que a criminalidade no morro caiu bastante, mas que ainda há bandidos agindo na área.
Colaborou Bartolomeu Brito


Cidadão Fluminense, a velha fórmula vai usada novamente...
O diagnóstico é a falta de policiamento e a solução será um novo concurso para a Polícia Militar, com milhares de vagas.
E no concurso sobrarão vagas, como em todos os últimos concursos, diante da qualidade dos que procuram a Instituição, para arriscarem a vida por menos de R$ 30,00 (trinta reais) por dia.
Paradoxalmente, como explicar o fato do governo estadual alegar não ter dinheiro para pagar dignamente os atuais Policiais Militares, que recebem salários famélicos e ainda, insistir em aumentar o efetivo.
Quando e como pagará salários dignos prometidos durante a campanha eleitoral?
Porém, isso não importa, o Policial Militar precisa ganhar mal, todos nós já sabemos o motivo...
E quanto mais Policiais Militares ganhando mal, policiarem as ruas do Rio de Janeiro, maior a probabilidade do estado paralelo crescer!
Finalmente, porque ao invés de contratar milhares, não retornar para a Polícia Militar os milhares que estão em outros órgãos?
Será que o fim da Polícia Militar será a tercerização de todo seu efetivo, gerando recursos para o Estado do Rio de Janeiro?

JUNTOS SOMOS FORTES!
VAMOS MUDAR ESSE MODELO DE SEGURANÇA PÚBLICA!


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

terça-feira, 11 de março de 2008

O DIA ON LINE - 11/03/2008 - PAULA SARAPU - DOIS POLICIAIS MILITARES MORTOS


11/3/2008 01:23:00

Policial morre na Rocinha PMs foram atacados com tiros e granadas no momento da chegada de equipamentos do PAC
Paula Sarapu


"Rio - Enquanto funcionários das construtoras responsáveis pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Favela da Rocinha começavam a receber uniformes, retroescavadeira e equipamentos para montar os escritórios, um intenso tiroteio do outro lado da comunidade resultou na morte de um policial militar. Traficantes atiraram granadas e um disparo de lança-rojão atingiu casa, no alto do morro, que foi destruída pelo fogo e ficou com muitas marcas de balas na fachada.
Por volta das 7h, 15 PMs entraram na favela com um informante encapuzado para encontrar a casa de um dos gerentes do tráfico da parte alta, identificado como Juca, que está com tuberculose e sequer conseguiu sair da casa onde está escondido. O confronto ocorreu na localidade conhecida como 199, onde agentes do Serviço Reservado ficaram encurralados em um beco e precisaram de reforços. O sargento João Luiz Nunes Rafero, 41 anos, levou um tiro no barriga e uma granada explodiu sua perna. Segundo o taxista José da Silva Dantas, 27 anos, os policiais chegaram pela Estrada da Gávea e, logo após a Escola Americana, um ‘fogueteiro’ arremessou do alto uma granada contra as viaturas. O impacto foi tão grande que quebrou os vidros do táxi que José aluga. “Quem mora na favela sofre. Estou até agora com dor no ouvido por causa do barulhão e ainda vou arcar com o prejuízo do carro”, disse.
A outra granada, que explodiu no beco, arrebentou a fiação de luz e um encanamento de esgoto. O sargento, que já estava ferido por um tiro de fuzil, foi novamente atingido. Moradores ficaram em pânico, principalmente quando um rojão entrou pela janela da casa do vendedor de cocos Antônio José Matos Rosa, provocando um incêndio.
Os vizinhos estouraram um cano de água para combater o fogo. Vidros ficaram quebrados e a porta foi arrancada. Um cômodo que Antônio aluga nos fundos também ficou destruído. Apenas o quarto do filho do vendedor, de 13 anos, que estava na escola, não foi tomado pelas chamas. No segundo andar, o genro de Antônio, José da Silva, tirou às pressas a mulher e o bebê de 3 meses. “Ficou um calor insuportável. O chão estava quente e tivemos que sair pela laje do vizinho. Arrebentamos os canos para conter o fogo da casa do meu sogro”, contou José, ao lado de um morador que colocou cápsulas de fuzil até a metade de uma garrafa PET.
Após duas horas de tiroteio, os policiais retiraram o sargento da favela, com a cobertura de um helicóptero da PM. Foram apreendidas carabina calibre 30, granada, bomba de fabricação caseira apelidada de Al Qaeda (feita de pregos, pedra e pólvora), maconha e cocaína.
A operação foi autorizada pelo comandante do Policiamento da Capital, coronel Marcus Jardim, depois que ele foi informado sobre as denúncias da localização da casa do traficante. Jardim levou em conta o fato de que os policiais estariam longe do canteiro de obras do PAC. O oficial ressaltou que não há necessidade de se ocupar as áreas das obras, mas que as incursões poderão acontecer sempre que houver informações. “O PAC não é uma sinalização restritiva, porém temos de ter cuidado especial. O patrulhamento ocorrerá na maior extensão possível e avaliaremos a conveniência e a oportunidade de uma ação."
Ação sem aviso a moradores
Líderes comunitários reclamaram que a troca de tiros no primeiro dia de instalações de canteiros para as obras do PAC contrariou um acordo feito com o comando do 23º BPM, segundo o qual todas as operações seriam previamente avisadas às associações de moradores da Rocinha. Comandante do batalhão, o tenente-coronel Carlos Millan negou qualquer reunião e disse que trabalha com o elemento surpresa.
No lançamento das obras nas favelas, sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a política do confronto. Ele afirmou que “não se pode tratar bandidos com pétalas de rosas”, mas que a polícia precisa saber que entre traficantes circulam moradores que querem viver com dignidade.
No fim de semana, o Complexo de Manguinhos, que também será beneficiado pelo PAC, foi palco de conflito. Em apoio a peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), que verificavam a queda do reboco de uma casa que matou uma mulher, policiais civis trocaram tiros com traficantes. Um bandido morreu.
SARGENTO LARGAVA O PLANTÃO
O sargento João Luiz Nunes Rafero era motorista do carro da supervisão e se preparava para deixar o trabalho quando soube que os colegas estavam encurralados no alto da Rocinha. Considerado ótimo profissional, ele ficou 17 anos na PM e estava no Leblon há pouco tempo, transferido do 15º BPM ( Caxias). João Luiz tinha quatro filhos e será enterrado hoje no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.
O tenente-coronel Carlos Millan emocionou-se com a notícia. “O batalhão está triste com a morte do PM, mas o trabalho continuará, afirmou, destacando que os policiais que participaram da operação foram os mesmos que descobriram um paiol na Rocinha no dia 14.
O coronel Marcus Jardim voltou a dizer que a polícia vai enfrentar os bandidos sempre que for atacada. Ele acredita que a tendência para as obras do PAC será de tranqüilidade, porque os moradores estão a favor das melhorias nas comunidades. “Enfrentamento é quando a força pública é agredida. Vamos revidar para nos proteger e proteger a população de bem. Mas a orientação é trabalhar preventivamente, como tem sido feito. Tanto que o presidente esteve aqui e as comunidades estavam em paz”, declarou o oficial.
No início da noite de ontem, outro PM foi morto por bandidos. O sargento Mauro dos Reis Araújo, 49 anos, do 22º BPM (Maré), estava em uma viatura perto de um dos acessos ao Morro do Timbau, Complexo da Maré, quando viu criminosos tentando roubar um carro na Rua Praia de Inhaúma, próximo à Linha Amarela, altura de Bonsucesso. O sargento atirou para o alto para dispersar os assaltantes, que revidaram e o atingiram no peito. Mauro morreu a caminho do Hospital Geral de Bonsucesso. O bando fugiu. O tiroteio deixou em pânico motoristas que passavam pelas linhas Amarela e Vermelha.Logo depois, o batalhão fez incursão na Favela Vila dos Pinheiros, Maré. O estudante Juan Assis Rios, 14, foi atingido por tiro de fuzil na barriga. Parentes acusaram os PMs de um blindado."
Policiais Militares continuam morrendo, enquanto arriscam a vida em defesa da sociedade recebendo menos de R$ 30,00 (trinta reais) por dia.
O PAC segue me frente...
E enquanto Policiais Militares continuam morrendo, alguns ficam emocionados e tristes...
JUNTOS SOMOS FORTES!
DEUS ESTÁ NO COMANDO!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

sábado, 16 de fevereiro de 2008

CONVOCAÇÃO GERAL - MARCHA DEMOCRÁTICA DO POVO FLUMINENSE

SOCIEDADE FLUMINENSE
POLICIAL MILITAR E BOMBEIRO MILITAR (de folga, desarmado e em trajez civis)
FAMILIARES DOS POLICIAIS MILITARES E DOS BOMBEIROS MILITARES
POLICIAIS CIVIS (de folga e desaramados)
PROFESSORES
MÉDICOS
ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS


MARCHA DEMOCRÁTICA DO POVO FLUMINENSE
"APOIO AOS POLICIAIS MILITARES E AOS BOMBEIROS MILITARES"







JORNAL O DIA ON LINE - 16/02/2008:
16/2/2008 01:43:00
Punição para PM que fizer passeata Comandantes transmitem nos batalhões mensagem de advertência que teria partido do comando-geral da corporação
Paula Sarapu e Gustavo de Almeida
Rio
- Os oficiais e praças da Polícia Militar que participarem da passeata por melhorias salariais, marcada para amanhã na Praia de Ipanema, correm o risco de ser submetidos a conselhos disciplinares, que podem resultar em expulsão da corporação. Essa advertência consta em um documento de quatro páginas assinado pelo comando-geral da PM e lido quinta-feira por comandantes de alguns batalhões aos seus policiais. No fim da tarde de ontem, porém, as informações eram no sentido de que em grande parte dos quartéis a advertência havia sido meramente verbal.
Ontem, o Estado-Maior da corporação, diante da informação de que os coronéis Barbonos estavam visitando batalhões para conquistar adesões à passeata, divulgou de forma verbal uma orientação para os comandantes de unidades. Segundo essa orientação do Estado-Maior, os coronéis que visitassem cada batalhão deveriam ser levados diretamente à sala do comandante. E, de lá, só sairiam diretamente para a rua, sem poder andar pelo pátio do quartel ou ter acesso a quaisquer instalações internas da unidade.
No fim da tarde, os coronéis Paulo Ricardo Paúl (na verdade foi o Coronel Francisco Carlos Vivas, não o autor desse blog - nota do autor) e Renato Fialho visitaram o 18º BPM (Jacarepaguá) e o 31º BPM (Barra), onde foram recebidos de forma discreta. As visitas continuariam pela noite por batalhões da capital.
Na quinta-feira, em cerimônia de entrega dos novos carros à corporação, o chefe do Estado-Maior, coronel Antônio Suarez David, já havia deixado claro: quem tiver cargo de comando vai perdê-lo se participar da manifestação de amanhã. O recado, segundo ele, deveria ser passado à tropa.
Policiais contaram que o documento de quatro páginas falava de crimes militares, insubordinação e punições. Para o ex-corregedor, coronel Paulo Ricardo Paúl, um dos militantes da causa, o documento era “uma viagem ao mundo jurídico”. “Se houver repressão, aquele que reprimir vai recorrer ao abuso de autoridade e constrangimento ilegal.”
Para o coronel Francisco Vivas, dos Barbonos, um dos grupos que organizam a passeata, as ameaças podem esvaziar o movimento. “O pessoal está sendo tolhido e acho que isso pode atrapalhar. Mas vamos estar lá. Nós estamos lutando pela dignidade do policial.”
A assessoria de imprensa da PM reconheceu a existência do texto e informou que o mesmo apresentava “normas do comando e a posição do comandante sobre a manifestação”.
Policiais civis podem aderir
Apesar de os sindicatos de policiais civis terem, por unanimidade, desaconselhado a presença na passeata de domingo, em diversas delegacias houve distribuição de panfletos do movimento dos Barbonos, o “Juntos Somos Fortes”, e com alguma receptividade. A presença de policiais civis, portanto, não está descartada. Ontem, o Movimento Viva Brasil divulgou apoio à passeata, bem como a Associação dos Militares Auxiliares e Especialistas (Amae), do tenente Melquisedec Nascimento.
O major Wanderby Braga de Medeiros, tido como um dos líderes do movimento que hoje tem os Barbonos à frente, foi escalado para trabalhar no 2º Comando de Policiamento de Área (Bangu), das 7h às 19h. O major já antecipou a amigos que obedecerá à escala da PM e dificilmente irá à passeata.

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO - 15/02/2008


JORNAL O GLOBO - 15/02/2008



PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA

CIDADÃO BRASILEIRO PLENO


sábado, 2 de fevereiro de 2008

RECADOS OUVIDOS - RECADOS DADOS


O DIA ONLINE

2/2/2008 02:06:00

Pitta tenta reconciliação.

Novo corregedor da PM, escolhido por comandante-geral, mantém antiga equipe de oficiais.
Andréa Uchôa, Paula Sarapu e Thiago Prado.


Rio - Após a exoneração dos principais líderes dos Barbonos, o comandante-geral da PM, Gilson Pitta Lopes, tratou de acalmar os ânimos no maior foco de insatisfação dentro da corporação: a Corregedoria. Nomeado para o posto antes ocupado pelo coronel Paulo Ricardo Paúl, o também coronel Mauro Assad Couto disse ontem, em reunião no Quartel-General (QG), que vai manter os quatro chefes das Delegacias de Polícia Judiciária Militar (DPJM). Três deles haviam colocado os cargos à disposição quarta-feira em solidariedade ao movimento que luta por melhores salários.
Ontem, Pitta afirmou que não entende como rejeição o pedido de exoneração de diversos oficiais. Ele ainda tentou debelar a crise no plano pessoal com Paúl. Amigos há 32 anos, os dois tiveram a relação estremecida desde que Pitta — que participava de reuniões dos Barbonos — aceitou o convite para assumir o comando-geral. Na noite de quinta-feira, no Clube dos Oficiais da PM, o ex-corregedor disse que se sentia “completamente enganado” com a situação. “Não quero falar sobre tom de acusações. Nunca deixei de ser amigo de Paúl e ele sabe disso. Temos uma verdadeira amizade”, declarou Pitta.
Apesar da tentativa de aproximação, amigos de Paúl confidenciaram que ele quer distância da nova cúpula. De tão atônito com os acontecimentos dos últimos dias, ele chegou a cogitar se mudar. Vizinho do novo comandante-geral em um bairro da Zona Norte, o ex-corregedor estaria receoso de ter seus passos conhecidos. Ontem, Paúl foi ao Ministério Público para pedir garantias de vida ao Estado.
REAJUSTE EM DISCUSSÃOO secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse ontem que vai participar das negociações salariais, mesmo que a Associação dos Militares do Estado (AME) tenha pedido seu afastamento das discussões. “As propostas estão sendo analisadas e o governo ainda não se manifestou, mas acho o pedido de equiparação salarial (com a Polícia Civil) inconstitucional. Temos que mudar a lei e precisamos, no mínimo, de uma ampla discussão. Eu vou participar das negociações”, afirmou.
Na reunião pela manhã no QG para discutir detalhes do novo comando da Corregedoria, participaram, além de Assad, os tenentes-coronéis Joselson Franco Nunes (1ª DPJM), Mauro Reis (2ª DPJM), Sérgio Alexandre Rodrigues do Nascimento (3ª DPJM) e José Guilherme Xavier Saraiva (4ª DPJM). Desses, apenas Reis não havia colocado o cargo à disposição esta semana. Fontes afirmam ainda que Assad estaria constrangido em assumir o cargo de Paúl.
Por enquanto, o nome do novo corregedor não foi publicado no Boletim Interno da PM. Provisoriamente está na função o tenente-coronel Adailton Moura Mendonça, ex-subchefe de Paúl.
PROTESTO NA PRAIA DE COPACABANA LEMBRA 586 POLICIAIS MORTOS
As areias da Praia de Copacabana, em frente ao Copacabana Palace, se transformaram ontem em um ‘cemitério’. Os 586 PMs mortos em serviço no Rio entre 2004 e 2007 foram ‘sepultados’ simbolicamente durante a madrugada por oficiais da Associação de Militares Estaduais (AME). Eles colocaram uma cruz representando cada PM morto e 10 quepes, como forma de chamar a atenção da população para a luta da tropa por reajuste salarial.“A imagem da PM deve ser construída em cima do exemplo desses homens, que morreram para defender a população por menos de R$ 30 ao dia”, afirmou o presidente da AME, coronel Dilson Anaide.O protesto emocionou policiais e parentes de PMs, que, assim como cidadãos comuns, depositaram rosas junto às cruzes. “Somos apenas meia dúzia que ninguém dá valor”, disse, aos prantos, uma policial, sem se identificar.
Cariocas e turistas que caminhavam pela orla se surpreenderam com o número de militares mortos. “Nunca pensei que fossem tantos mortos assim. Fiquei revoltada em saber que ganham menos que uma faxineira para nos defender”, comparou, indignada, a aposentada Judit Bruckner, 76 anos.
Comandante do 6º BPM (Tijuca), o tenente-coronel Roberto Alves de Lima, que pediu exoneração do cargo quarta-feira, foi o único policial fardado no protesto. Ele saiu do batalhão para ir prestar homenagem a oito PMs de sua equipe mortos nos últimos três anos. “Decidi sair em razão de declarações publicadas em O DIA domingo, em que disseram que a PM não é confiável. Eu acho que a tropa é o reflexo do comandante. Não posso comandar uma tropa que não é confiável. Então, pedi para sair”, justificou. A reportagem citada por ele foi a entrevista exclusiva concedida pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a O DIA, onde ele questiona a confiabilidade e credibilidade da PM.Outro oficial presente foi o coronel Dario Cony, que preferiu se aposentar a ir para a Diretoria Geral de Pessoal, a ‘geladeira’ da PM. “Deixo a atividade alegre porque saí exonerado por lutar por melhores salários”, afirmou o coronel, deixando claro que, se não fosse a crise na corporação, continuaria na ativa.O comandante-geral da PM, coronel Gilson Pitta, declarou que esta foi uma singela homenagem, como tantas outras feitas às vítimas da violência.
Ironias à greve dos presos
O coronel Pitta foi duro ontem com os policiais presos no Batalhão Especial Prisional (BEP), que fazem greve de fome contra as mudanças no comando da corporação e a qualidade da comida servida na unidade: “Sempre falo da hierarquia e disciplina. Eles se encontram onde? Isso já diz o que penso”. Na noite de quarta-feira, os policiais iniciaram o protesto. A mobilização tem apoio do comandante do BEP, coronel Fernando Príncipe, que foi um dos 45 oficiais que entregaram o cargo após a exoneração de Ubiratan Angelo. Ao todo, 330 PMs presos no BEP estariam fazendo greve de fome.
“Os presos fizeram reivindicações sobre a alimentação servida e esperam ser atendidos. De qualquer forma, é uma manifestação para apoiar o protesto dos oficiais”, afirmou Príncipe.
Ontem, os policiais continuaram protestando como na quinta-feira. Promoveram um panelaço, exibiram pratos vazios e estenderam faixas pedindo melhores salários. A previsão é que a manifestação dure até a terça-feira após o Carnaval.
Sem acesso ao Sambódromo
Depois da polêmica em torno da nomeação e da posse a portas fechadas, o novo comandante-geral da PM, coronel Gilson Pitta, pode passar por mais uma situação embaraçosa. Até ontem, dia da abertura oficial do Carnaval, seu nome e o do chefe do Estado-Maior, coronel Suarez David, não constavam na lista de credenciados para o camarote da Polícia Militar no Sambódromo. No lugar dos novos comandantes, ainda estavam os nomes dos coronéis Ubiratan Angelo, ex-comandante-geral, e Samuel Dionísio, ex-chefe do Estado-Maior, além de outros oficiais, assessores e ajudantes mais próximos de Ubiratan e Dionísio. Ambos ainda não haviam assinado a lista de credenciamento até ontem à noite, o que não confirma a presença deles.
O coronel Pitta, que só tem falado com a imprensa em eventos oficiais da corporação, não informou se vai comparecer aos desfiles. Desde que assumiu a nova função, o comandante tem declinado de uma lista de pedidos de entrevistas sobre a nova gestão da PM."


Parabéns ao DIA ON LINE!
Caro Coronel de Polícia ASSAD:

Nós sabemos o que está acontecendo.
Trabalhe duramente na Corregedoria Interna, se esforce ao máximo, logo tudo voltará ao normal.
Os Chefes das quatro Delegacias de Polícia Judiciária Militares devem agir da mesma forma - bem como - o Chefe do Centro de Criminalística.
Todo o efetivo correcional deve se dedicar as suas atividades, cumprindo a sua nobre missão.
Paulo Ricardo Paúl
Coronel de Polícia
Cidadão Brasileiro Pleno


Ao Coronel Gilson Pitta Lopes:

Não tenha dúvida, eu só aceitarei que você realmente "decidiu" aceitar o lugar do Comandante Geral da Polícia Militar Coronel Ubiratn de Oliveira Angelo, quando ouvir da sua própria boca a resposta a pergunta que farei (a mídia tem sido gravado), quando estivermos juntos no Quartel General, logo após o Carnaval, pois agendarei uma entrevista com você.
Estou muito desgastado, mas você sabe que eu não vou parar, você sabe que muitos não irão parar, porém deixo claro que não vou deixar de perguntar a você e ao Coronel de Polícia David.
Olho no olho, verei a verdade.
Eu tenho a minha versão para o que está acontecendo - e tenho todo esse direito - porém não farei acusações, enquanto não puder comprová-las.
Não esqueça Pitta, eu sou um investigador, um bom investigador, tenho certeza.
Leve o meu apoio aos seus familiares e aos familiares do Coronel David, que devem estar sofrendo tanto quanto os familiares dos execrados.
Você sabe que eu não posso ficar sem segurança e que eles precisam de uma viatura.
DEUS ESTÁ NO COMANDO!
Toda a verdade será esclarecida.
Quem traiu, quem não traiu.
Quem se posicionou, quem ficou em cima do muro (nesse caso não existe muro, falei isso para alguns Comandantes, tem um lado ou o outro) e quem não teve a exoneração aceita.
Nós temos a lista de todos os Comandantes, Chefes e Diretores que pediram exoneração, a mídia também.
E quero perguntar diretamente a você e ao David.
As imagens exibidas são muito fortes, as falas são cruéis, porém quero ouvir de vocês - olho no olho.
Você deve imaginar o nível de estresse que estou vivenciando, o que certamente prejudica em alguns momentos as minhas avaliações.
O carnaval vai passar e ninguém poderá impedir um Coronel de Polícia Militar de ter uma audiência - em separado - com o Comandante Geral da Polícia Militar e com o Chefe do Estado Maior da Polícia Militar, no Quartel General da Polícia MIlitar do EStado do Rio de Janeiro.
Paulo Ricardo Paúl.
Coronel de Polícia
Cidadão Brasileiro Pleno

Ao Coronel Ubiratan de Oliveira Angelo:

Meu irmão, eu preciso falar com você.
O mais rapidamente possível.
Você lembra o que eu falei sobre um "guindaste" para arrancá-lo do seu lugar de direito.
Nós estamos descobrindo esse "guindaste", pois não é fácil esconder um "guindaste".
Dentro do possível, mantenha a sua sobriedade, a sua hora de falar chegará e estaremos todos no Pátio do Quartel General da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, para ouvi-lo, como fizemos na sua solenidade de posse.
Nós, os Militares de Polícia, formados em sua homenagem, cantaremos o hino nacional, a canção do Policial Militar e desfilaremos.
A Sociedade Fluminense estará presente.
A pátria estará presente com o símbolo maior tremulando.
DEUS ESTÁ NO COMANDO!


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO